O cafundó onde Judas perdeu as botas – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 13 Junho 2012

13 JUNHO 2012 – O CAFUNDÓ ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O cafundó onde Judas perdeu as botas.

O

cafundó do Judas. Onde Judas perdeu as botas. Não sabemos de onde e da parte de quem surgem ou são criadas essas expressões ou manifestações da alma de um povo. Certamente o Judas da citação é o Iscariotes, o traidor de Cristo, o que vendeu o Filho do Homem por 30 dinheiros, o enforcado que não morreu e vaga pela eternidade ansiando por uma morte redentora – aqui entram as lendas. Nem sabíamos que usava botas, pensava-se em sandálias? Sim sandálias como as que usavam os demais discípulos oriundos de pescadores. Cafundó significa um lugar distante. Mais que distante… E onde Judas perdeu as botas seria quase o fim do mundo. Para complicar – onde Judas perdeu as meias. Argh!

– Meias?

– Sim, as meias, pois as botas ele perdeu bem antes.

Mais longe e distante de tudo isso estaria o “quinto dos infernos”. Talvez seja o local onde muitos políticos brasileiros vão matear com o chefão do Hades. O senhor absoluto dos reinos infernais não necessita de acordos ou conchavos, nem da caixa dois para manter a governabilidade e rios de fogo e cachoeiras de lava cobram aquilo que nenhum supremo tribunal jamais cobrou. No entanto, o exército de súditos continua crescendo faminto e sedento de poder.

É tudo uma questão de posição de observar e ver e sentir as coisas. É como estar do lado de dentro ou de fora do balcão. Ao lado ou deitado na mesa de cirurgia. Estar no gabinete repleto de bajuladores com as mordomias dos cargos ou na fila do SUS numa madrugada perdida de temperatura negativa com o filho nos braços ou com o pai ou a mãe há cinco dias numa maca esperando uma vaga que chegará quando o familiar do outro deixar esse mundo para um melhor ou… pior.

Os porto-alegrenses tripudiavam dos viamonenses com esse ditado. Os viamonenses aqui do Centro diziam o mesmo dos demais sobreviventes – “esses faxineiros vem lá do cafundó do Judas”. O lugar – a Faxina! Faxineiros – os seus moradores. A Faxina era tudo aquilo após o Passo do Vigário, não confundir com o Conto do Vigário, uma vastidão onde imperava a formiga e os estoicos sobreviventes produzindo mandioca, arroz e gado. E hoje as jazidas de areia roubadas das formigas e do ambiente. Ambiente que já foi meio e fim e agora é uma porcentagem qualquer enriquecendo bolsos e bolsas.

Quantas voltas o mundo dá! De uma semente se faz uma lavoura. Seriam as elucubrações de um feriadão com frio polar e o vento minuano mostrando ou dando-nos uma ideia de como foram forjados os habitantes dessas paragens desse Brasil abençoado que sobrevive apesar… apesar de tudo isso que aí está para nausear até ao mais resistente? – Podia ser pior Edinho! – alerta-me o amigo. Sempre pode piorar.

A Lei da Força e a força da lei – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Julho 2012

04 JULHO 2012 – A LEI DA FORÇA versus força da lei– Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A LEI DA FORÇA versus a força da lei

LF Veríssimo eternizou a Velhinha de Taubaté. A realidade brutal nossa de cada dia vai lembrar por muito tempo da Velhinha de Caxias do Sul. – E não é que a velhinha botou três azeitonas no porco bandido… – dizia-me um amigo. Um bizarro sentimento de satisfação, como se algo superior ou divino viesse até aquela idosa e apertasse um gatilho salvador e lavasse a alma popular. Todas as autoridades pregam que o cidadão jamais reaja frente aos bandidos e aportam incontáveis motivos. Todos também sabem que as autoridades policiais são ausentes na maioria das situações de premência ou risco de vida dos cidadãos. A principal razão está na carência numérica de policiais e na complacência da legislação brasileira em que os criminosos voltam imediatamente às ruas e ao crime. Leis de direitos humanos desgraçam as vidas de muitos humanos direitos. Sabe-se que a ideologia pós-ditadura abriu as comportas que reprimiram durante anos certas manifestações. Assim vieram leis de desarmamento total da população e a leniência com infratores de todos os naipes e calibres.

Cr & Ag

Em qualquer ajuntamento de pessoas e até de animais, os invasores hostis serão reprimidos com a força disponível e possível. As sociedades civilizadas estabeleceram o lar e a propriedade familiar como os derradeiros bastiões do ser humano e a sua defesa absoluta por todos os meios como o último recurso da pessoa e de sua família. Eis que para permitirem as invasões pelos chamados “movimentos sociais” de pelagem ideológica privilegia-se o falso social ante o familiar. Os canais legais não bastariam ou seriam desinteressantes para certas lideranças e milícias armadas invadiram e invadem propriedades e lares pela força das suas leis. Assim ancorados na ideologia viemos ser alvos e bufê rodízio da criminalidade. O que foi feito para defender a ideologia é usado para a criminalidade sem limites, do pé de chinelo às superiores autoridades do país.

Cr & Ag

Muitos irão idolatrar a Velhinha de Caxias assim como outros justiceiros pelas próprias forças. Isso não é nada bom. É o retorno à barbárie e ao desprezo da vida humana. Uma jovem ofende funcionários e joga um artefato contra vidraças do Hospital de Viamão alegando estar enferma e não ser atendida adequadamente. Ninguém é atendido adequadamente pelos serviços do SUS – talvez nem pelos privados desse Brasil de carentes e de privilegiados. Nossas autoridades tratam-se no Hospital Sírio Libanês, por exemplo, e o povão que continue a votar neles e a idolatrá-los. Por que a revolta dessa jovem e de outros não incide contra a Direção do hospital ou a Câmara de Vereadores, contra a Prefeitura, Governador e Secretárias de Saúde, contra aquelas pessoas em que ela votou ou até fez campanha eleitoral? Valentia e revolta com hora e lugar? Contra humildes funcionários sem nenhum poder de decisão num vergonhoso sistema de saúde? Atenta-se contra médicos e enfermeiros ou recepcionistas? Por que não da direção do Hospital? É muito fácil ter coragem e revolta contra meros empregados e até arriscar a sua integridade física. Difícil enfrentar aos graúdos e à sua consciência que elegem incompetentes ou canalhas de toda ordem e coloração partidária como a mídia revela amiúde. Dizem que “fez aquilo que muitos gostariam de fazer”, corre-se o risco de estimular a desordem e logo ali algum cidadão e trabalhador estará pagando pela violência e incitação e sofrendo aquilo que não é de sua responsabilidade direta. A maioria dos trabalhadores em saúde também é vítima de um sistema cruel e ganancioso e de autoridades preparadas para perpetuarem-se no poder e servirem-se do povo e jamais servi-lo sem interesses secundários.

Cr & Ag

A Polícia viamonense prende um jovem de 17 anos de alcunha Playboy com cerca de uma dúzia de homicídios no longo currículo de crimes. O criminoso tenta agredir repórter durante a prisão. Alguém acredita em alguma punição real e afastamento da sociedade de uma fera sanguinária assim? Talvez a maioria espere a justiça divina. Outros esperam a solução numa Velhinha de Caxias? Que mundo é esse que estamos construindo para nossos descendentes?

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

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O Lixo e a Política – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 27 Junho 2012

27 JUNHO 2012 – A Política e o Lixo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O Lixo e a Política

– E

dson, a Prefeitura esteve limpando um valão num arroio lá perto da minha escola e tu não vais acreditar o que tiraram de dentro. Tinha sofás, restos de fogão e de TV. Várias caçambas de lixo. E isso que temos feito um trabalho de conscientização com os alunos e as famílias da região para que o lixo seja depositado nos lugares corretos e jamais jogarem dentro do valo. Nas primeiras chuvas mais fortes vai alagar tudo e aquilo fica ali juntando ratos, moscas, mosquitos e outros bichos nocivos à saúde. Mas não temos observado muita melhora. – relata uma professora.

Cr & Ag

– Aqui na rua José Garibaldi, na esquina defronte à “fábrica de soros” o pessoal tem depositado todo tipo de lixo doméstico. É uma vergonha. É só a Prefeitura limpar com a retro tirando caçambas de lixo que logo depositam mais. – observa uma moradora do local. Pude comprovar ao vivo e com as cores da desolação a absoluta falta de educação e civilidade dessas pessoas que assim procedem.

Cr & Ag

Aqui no perímetro central da ERS 118 entre a rua Garibaldi e o trevo com a ERS 40 está o retrato bizarro de uma parcela do povo viamonense. Montanhas de lixo são ali depositados em completa falta de senso de comunidade e de respeito aos demais cidadãos e à sua cidade. A animalidade do ser humano está sempre à espreita quando as forças que mantém a coesão da sociedade são ausentes ou impotentes. As pessoas precisam saber que serão punidas se desrespeitarem outras pessoas ou a sua cidade? Para muitos sim. Quando o poder público é insuficiente para coibir e para punir estamos caminhando para a vergonha coletiva. Mas nem todas as cidades são assim. Há cidades que as paredes não são pichadas e que as ruas estão limpas. Onde os bancos das praças e as lixeiras são respeitadas. E telefones públicos e outros serviços estão disponíveis e bem conservados. E estas cidades não estão distantes, nem no primeiro mundo. Por que as diferenças? São cidadãos mais educados e ciosos da vida em sociedade que essa parcela dos viamonenses, por exemplo?

Cr & Ag

E o exemplo “que vem de cima”? Muitos governantes e muitos representantes do povo brasileiro são exemplos de idoneidade, responsabilidade e respeito aos seus pares e à sociedade brasileira? Quantos ambientes públicos estão tão deteriorados como os lixões? Nem sonhamos em generalizar, pois a generalização é a prima obscena da ignorância. E quando eleitores elegem seres desprovidos das mínimas qualidades morais necessárias para os cargos? Outro dia, um amigo dizia-se indignado com “a revista Veja por ser de direita e perseguir a esquerda”. Num mundo polarizado, como num grenal globalizado, há que ter pessoas de todos os naipes e colorações seja em jornais, revistas ou demais segmentos da mídia. Mas nenhuma revista derruba ministros não corrompidos ou passa anos a fio “caluniando” sem a efetiva comprovação da criminalidade vigente. A educação é importante para que o eleitor e o cidadão separem o “joio do trigo”. Mas outros requisitos precisam ser exercitados e estarem presentes tanto em mutilar ou destruir o patrimônio privado quanto público, em depositar o seu lixo à revelia trazendo doenças, imundície e vergonha para os demais cidadãos. Essa analogia deveria estar efetivada quanto o voto do cidadão? É algo a ser pensado e discutido.

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

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Dona Otília Canquerini – Um Século de Amor – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 3 0 Maio 2012

30 MAIO 2012 – Dona Otília Canquerini – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Dona Otília Canquerini – Um Século de Amor

N

os tempos heroicos de 1976 estávamos num plantão no Hospital de Pronto Socorro, Porto Alegre, o doutor Irajá de Oliveira e eu. O doutor Irajá já era médico do distrito de Capão da Porteira, Viamão, há alguns anos e precisava de alguém para substituí-lo em seu consultório. – Edson, fica lá um mês pra mim! – disse-me. Levou-me ao Capão da Porteira para conhecer o seu consultório que ficava na casa paroquial e a Dona Otília e o seu Osvaldo Canquerini. Fui para um mês, que se estendeu para dois, depois três e por fim o colega não quis mais retornar e fiquei trabalhando na região por vinte e quatro anos.

Assim começou meu relacionamento e afinidade e um imenso carinho e respeito pelo seu Osvaldo, que anos depois foi meu padrinho de Crisma e pela dona Otília. Domingo passado teve uma missa e uma grande festa no Capão da Porteira para que a dona Otília pudesse receber a homenagem de afeto dos seus inumeráveis amigos pelo aniversário de 100 anos. Um século de vida dedicada ao amor. Dedicada ao amor ao querido e inesquecível esposo já falecido, amor aos filhos e demais familiares. Amor à Igreja Católica dando guarida aos padres em seu lar, inclusive com o nobre e incansável padre Odilo Steffen sendo residente em sua casa há mais de quarenta anos e sendo sempre a primeira em todas as celebrações realizadas na Igreja. Amor à sua comunidade e principalmente amor aos pobres e necessitados. Jamais alguém bateu à sua porta e não teve a fome aplacada e as dores do corpo e da alma atendidos.

Quantas vezes fui chamado em sua casa para atender aos seus pobres enfermos ou chegavam ao consultório com um recado curto em palavras, mas intenso em significado: — A dona Otília me mandou aqui… – suficiente para saber que ali estava alguém com uma enfermidade para tratar e sem recursos. Podia precisar além do médico, de remédios e até de tratamento hospitalar. E acompanhava tudo com paciência e boa vontade inesgotável.

A região sempre teve muitas disputas de poder entre facções e interesses, mas o seu Osvaldo e a dona Otília traziam a estabilidade, o equilíbrio e o respeito ausente em muitos e sempre buscavam a dignidade e o bem das pessoas e da região. Os testemunhos vivos da grandiosidade de seu espírito e da luz que sempre emanou de seu coração e de suas mãos são incontáveis. Nem a idade ou as enfermidades dobraram sua vontade inquebrantável de continuar velando e amando sua família, todos à sua volta e a sua região. Suas orações diárias, o terço gasto por seus dedos jamais contarão as graças que essa formidável mulher e ser humano solicita por nós. Todos nós. Intuo que o padrinho Osvaldo e tantos espíritos de luz e anjos alegraram-se pelo reconhecimento de tantas pessoas pela amada dona Otília. Santa Terezinha, a padroeira da Igreja e sua santa de devoção, derramou suas pétalas perfumadas sobre sua cabeça.

Num mundo de tanta dor, falsidade e ódio temos a oportunidade singular, ímpar, única em privar, em conviver com a dona Otília Canquerini, um magnífico exemplo de amor ao próximo, do mais real sentimento de amor cristão. Parabéns aos filhos, netos, bisnetos, tataranetos, demais familiares e alegremo-nos todos nós por termos sido tocados pela dona Otília Canquerini.

Celito Medeiros

Trânsito em Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 23 Maio 2012

23 MAIO 2012 – Trânsito em Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Trânsito de Viamão

Q

ue o motorista de um modo geral, com contáveis exceções é mal educado e egoísta todos sabem e muitos fingem não saber. Até já fui um dos contrários ao parquímetro e aos pardais, mas em certos locais é de fundamental importância e necessidade. A maioria dos controladores de velocidade está ali para arrecadar ou até extorquir do motorista. Isso é fato e realidade. Que o dinheiro arrecadado não é usado em benefício real do motorista ou do pedestre é visível. Que nada substitui o policial na disciplina do trânsito é inalienável do estágio de barbárie que vivemos atualmente – morre anualmente no Brasil todo o equivalente que os americanos perderam de vidas durante anos na sangrenta Guerra do Vietnam.

que separar as motocicletas dos outros veículos que aqui estacionam no centro da cidade. É bom e necessário para carros e motos. Observem o abusivo e injustificável espaço entre carros estacionados. Muitos motoristas ocupam o que seria para dois veículos somente com o seu num egoísmo ou despreparo. Despreparo? A maioria das escolas de motoristas prepara para “tirar a carteira” e não para serem motoristas realmente preparados a dirigir com segurança e disciplina e respeitar aos demais veículos e motoristas.

A legislação exige pelo menos 2% das vagas de estacionamento para cidadãos com necessidades especiais – deficientes físicos ou idosos. Faltam vagas próximas a laboratórios, consultórios, escolas, hospitais, bancos e igrejas, por exemplo. Agora vem o pior: as vagas estão sendo ocupadas por veículos sem o cadastramento necessário e o pior, por veículos de pessoas sem nenhuma necessidade especial. Vê-se até taxista ocupando as vagas especiais e não porque estão com algum “cliente especial”, mas porque são abusados e mal educados como tantos outros, principalmente porque não há policiamento da guarda municipal de trânsito ou da Brigada para multar e guinchá-los. Ausentaram-se os “azuizinhos” viamonenses, nem aqueles que em dupla ou grupo “confraternizavam” de costas para o trânsito.

A situação do tráfego nas ruas centrais é um assunto irresoluto e para muitos é como uma espinha cravada na garganta da população desde as mudanças aqui efetuadas. As sinaleiras na ERS 118 com rua Garibaldi e Bento Gonçalves estão em fase de avaliação. Imaginamos.

O importante acesso e via de saída da cidade pela rua Alcebíades Azeredo dos Santos no trecho entre a ERS 40 – San Marino e o centro, está com o piso em situação ruim. Galhofam que as mineradoras estão abrindo jazidas ali na rua tal são as crateras desde a instalação dos esgotos. Além da correção imediata do pavimento de paralelepípedos, impera-se o seu asfaltamento. Ruas esburacadas ou com piso mal conservado, como o entorno da Praça da Prefeitura, trazem constrangimento e vergonha para a cidade e seus administradores, leia-se o seu Prefeito. Jamais alguém se lembrará de colaboradores ineficientes. Lembrarão como má administração do prefeito. O que nem sempre é verdadeiro. Daí a endossar o clamor de muitos cidadãos viamonenses.

Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 16 Maio 2012

16 MAIO 2012 – Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa!

G

eneraliza-se uma neura de que este dezembro de 2012 culminará com as previsões encontradas nos calendários dos lendários e sanguinários maias de que o mundo acabará. Controvérsias a parte… o mundo acaba diariamente para os milhares consumidos pelo trânsito caótico e assassino, pelas guerras e drogas, pela falta de plantões e miragens do SUS e tantos cataclismos do dia a dia. Vejam como muitos governantes e o Congresso Nacional tentam acabar com o Brasil e continuamos aí pagando taxas e impostos tão sanguinários quanto os maias.

Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 16 Maio 2012

16 MAIO 2012 – Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Calendário Maia, Fim do Mundo e Espaguete à Bolonhesa!

G

eneraliza-se uma neura de que este dezembro de 2012 culminará com as previsões encontradas nos calendários dos lendários e sanguinários maias de que o mundo acabará. Controvérsias a parte… o mundo acaba diariamente para os milhares consumidos pelo trânsito caótico e assassino, pelas guerras e drogas, pela falta de plantões e miragens do SUS e tantos cataclismos do dia a dia. Vejam como muitos governantes e o Congresso Nacional tentam acabar com o Brasil e continuamos aí pagando taxas e impostos tão sanguinários quanto os maias.

O tempo de cada um – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 09 Maio 2012

09 MAIO 2012 – O tempo de cada um – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O tempo de cada um!

V

ivemos em constante busca. Convivemos com ansiedade em doses homeopáticas ou em volumes amazônicos. Sofremos com isso. As nossas crenças nos impelem numa crescente de atender às necessidades e anseios dos esposos e das esposas, dos filhos, da família, do emprego e das chefias, dos líderes de toda ordem, dos governantes, dos cães, gatos e até dos passarinhos da casa. Jamais conseguiremos satisfazer a todos, como prega o ensinamento divino de que é “impossível servir dois senhores ao mesmo tempo”. Por que vivemos assim? Muitos são levados pela inconsciência de seus atos ou ações, outros pela coletividade ou impulso tribal, certamente a maioria por culpa ou mesmo pela possibilidade ou tendência à culpa.

A culpa está entre os mais antigos e primitivos sentimentos do homem e a base de toda a dor. Talvez a insatisfação seja um sentimento anterior à culpa tanto na humanidade quanto na espiritualidade. Tema instigante para pensarmos juntos. Eis que a mulher sendo mãe, ainda tem a sua profissão e as responsabilidades da casa não se ausentam junto ao seu corpo enquanto está no seu trabalho seja na escola, na empresa, no consultório ou hospital ou ainda no volante de um veículo. Seu coração pulsa acelerado pelos filhos num mundo de violência e drogas sedutoras. Há que atender as necessidades do marido e talvez dos pais ou parentes ou até da amiga ou dos vizinhos que dela possam necessitar. Há ainda os compromissos sociais impostos por toda uma gama imensa de solicitações. Vive-se assim a vida dos outros, aceita ou imposta, mas a vida dos outros. Quanto tempo sobra para a sua vida? Para a sua pessoalidade?

Hiii, a última vez que fiz as unhas? Sei lá, umas duas semanas? Dou uma ajeitada e sigo em frente… – respondendo sobre algo que gosta e… necessita. O tempo de cada um é absolutamente diferente e incompatível com o egoísmo. Os homens possuem uma característica peculiar que os fazem vivenciar uma pescaria, uma partida de futebol ou até uma conversa jogada fora numa mesa de bar com amigos e cerveja, por exemplo. E geralmente sem culpa. E a mulher? Bem mais difícil ter esse tipo de desapego transitório. O envolvimento é sempre uma regra precoce ou tardia, mas uma regra. A fuga do fogão e do tanque para muitas mulheres trouxe a nova prisão também sem grades de um número ascendente de novas e constritivas obrigações.

Mais enxaqueca, infecções urinárias, pressão alta, dores do dedão do pé ao cabelo, diminuição da libido ou sexo pelo sexo e um coquetel ácido de depressão, bipolaridade, ansiedade e um sei lá de tantos sintomas, queixas e moléstias. Certamente um dos caminhos da saúde e do equilíbrio mental, físico e espiritual passa pelo cultivo adequado do “seu tempo”. O que para muitos pode ser uma bobagem, para a pessoa é uma necessidade inalienável do seu ser. E isso pode ser uma singela soneca na rede depois de deliciar-se num livro sem o celular maldito tocando e seu tempo sendo respeitado por ela e pela “turma da redondeza”. Ter o “seu tempo” está no âmago de outra verdade que é “amar-se para poder amar aos outros…”

Cargas Negativas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 02 Maio 2012

02 MAIO 2012 – Cargas Negativas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Cargas Negativas

L

embrem a música: – “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou quem morreu…”, mas e a realidade? Esta é a realidade. Essa é a vida de todos nós. Esse mundo com tantas belezas é também e muito um mundo de sofrimentos, dor e dissabores de todos os tamanhos e gostos. É parte da nossa evolução e necessidade para o nosso entendimento e iluminação. Mas seria preciso tanto? Ou podemos evitar ser inundados de mais e mais sofrimentos além daqueles que representam a nossa carga ou a nossa cruz? Acredito que sim.

Muitas pessoas evitam assistir ao Jornal Nacional pela avalancha de notícias tristes e de tantas coisas ruins. Muitos evitam ouvir o jornalista-senador nas manhãs da Rádio Farroupilha – “tem que ouvir de botas e capa para se proteger do banho de sangue e de tristezas” – alegam. Amigos revelam que evitam ler a Veja e outras revistas nacionais pela crescente e avassaladora divulgação dos escândalos políticos e assemelhados. E é assim com vários programas e especialmente com os noticiários, que causam esse constrangimento e esse mal estar.

É um teste necessário. Tente ou evite acordar já sendo afogado com as más notícias da programação matinal. Evite almoçar ou fazer as refeições com os olhos e ouvidos grudados na TV. Não que queiramos que seja um alienado, mas desejamos que não seja uma vítima inconsciente numa solidariedade sofrida e cáustica. Saciar a sede sim, mas se afogar nunca! Experimente viver assim durante algumas semanas e sinta as diferenças, perceba as mudanças na sua qualidade de vida. Note mais leveza, menor agressividade, menos depressivo e uma melhora na disposição geral. Principalmente se diariamente é obrigado, forçado a enfrentar a tranqueira do trânsito na ida e volta a Porto Alegre e a insanidade de muitos motoqueiros e motoristas.

“Deus dá a cruz que as costas podem carregar!” – apregoa a filosofia ou a fé cristã. Eis que todos nós carregamos a nossa e queiramos ou não a cruz de muitos, de milhares e de milhões e ainda nos dizem que não é suficiente… Que devemos resgatar as dívidas de séculos e séculos. E ainda nos cobram – e caro! – pela nossa “culpa coletiva”. Uma dívida impagável pela nossa e pelas gerações seguintes e muito disso pela estratégia e pela esperteza dos políticos e formadores – ou deformadores? – de opinião. A vassalagem é necessária para conduzir a boiada humana, nesta forma de concepção.

Usemos mais tempo para construir e amar do que para simplesmente sofrer ou destruir!

Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 25 Abril 2012

2012 – 04 – 25 – Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Faça Amor não faça Guerra e o Chimarrão”

S

abiamente o povo apregoa que o “Diabo tem todas essas habilidades mais por ser velho do que por ser diabo”. A idade ou a milhagem acumulada de incontáveis vivências e o somatório de experiências dá-nos além das dores na coluna e dos reumatismos uma visão mais abrangente e aprofundada da vida. Pelo menos deveria ser assim. Alguns espécimes masculinos ainda cultuam a sina do primeiro imperador do Brasil, Dom Pedro I, pois a esposa oficial é para propagar o DNA – para a reprodução. E a(s) outra(s) é para o prazer. Dona Leopoldina sendo a mãe de Dom Pedro II e a titulada Marquesa de Santos – sem Nilmar – jogava no primeiro time. Devassamente! Como as missivas trocadas entre ambos dá-nos o perfil até escatológico do relacionamento.

Mais da metade dos brasileiros estão acima do peso normal. E bem mais joga com o time titular e o reserva, se me entendem. A revista Veja faz matéria mostrando as orgias dos nossos astros do futebol, destacando em fotos o Ronaldinho Gaúcho e seu plantel com um mínimo de quatro moçoilas bem dotadas para cada atleta dos lençóis. – Ainda bem que o esquema dele é com mulher, pior se fosse com homem! – regozijava-se um torcedor. Na década mitológica dos anos 60, o movimento hipie, revoltando-se com a Guerra do Vietnam – nos vários anos de combate morreram menos americanos que em um ano no fatal trânsito brasileiro – trazia o rock-and-roll para os parques, festivais (Woodstock) e ruas e com um lema sempre presente – Faça amor não faça guerra. Ou simplesmente “Peace and Love”. Surgiam os anticoncepcionais e a liberação total do sexo.

Um cientista americano adepto da nova seita apregoava que “enquanto a mulher produz um singelo óvulo mensal o homem ejacula mais de 100 milhões de espermatozoides por vez”. Logo, matematicamente apoiada a tese no sexo amplo, geral e irrestrito… até a AIDS dar uma freada. Logo o acelerador foi pisado mais fundo com o advento do Viagra. A pílula azul e mágica tornou medrosos em destemidos pistoleiros nos leitos, gramados e macegas. Na havia mais velhos. Veteranos sim, mas ainda empedernidos combatentes do tatame de fronhas. As coisas continuaram tão rápidas que surgiu o sexo virtual – transa-se pela internet. Os políticos brasileiros (minoria ou maioria?) conseguiu a proeza de transar e violentar o povo brasileiro repetidamente. Pior – o gozo dos estuprados renova-se em cada eleição.

– E o chimarrão Edinho? – inquieta-se. Pois estamos fazendo a analogia do chimarrão como uma terapia de casais que querem se curtir. O sexo como ato de amor prolongado e esperado. Desde adquirir uma boa erva mate, escolher uma cuia adequada, a habilidade de colocar a bomba, a água na temperatura correta, a posição de pegar e o sugar a seiva desejada, o albardão de erva encimado pelo casal de bonequinhos. Sempre repartindo o prazer entre os dois. Há uma liturgia, ou seria uma leitorgia (liturgia do leito, da cama). Há todo um rito de consentimentos, de preparo e de execução. Uma cerimônia nobre, como os sentimentos expressos e absorvidos no orvalho dos lábios que tocam uma bomba de mate e que é música para o coração. A semelhança do tradicional porongo é a do seio feminino. A liberdade infinita entre quatro paredes vem após as trocas de olhares, nos dedos que se roçam ao receber a cuia e recebem as luzes da divindade quando o amor deixa de ser somente sexo ou uma prosaica troca de fluidos. Chimarrão e amor – viva-se intensamente!

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

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