Adoração
Amor,
perdoa-me a ousadia
por querer que faças do meu poema,
a tua oração sagrada;
de mim,
tua adorada;
e que tua maior crença seja a poesia!
Lúcia Barcelos
Crônicas. Contos. Literatura. Jornalismo. Imagens e datas significativas.
20 fev 2011 Deixe um comentário
Adoração
Amor,
perdoa-me a ousadia
por querer que faças do meu poema,
a tua oração sagrada;
de mim,
tua adorada;
e que tua maior crença seja a poesia!
Lúcia Barcelos
20 fev 2011 Deixe um comentário
Tempestade
É teu, este coração que carrego,
apenas tomei-o emprestado
para inventar o milagre deste amor!
A liberdade é branca,
e o nosso afeto é um pássaro em
revoada franca
nas manhãs felizes semeadas por Deus.
Apenas o vento da saudade
anuncia tempestade
e destelha-me a alma,
quando sou privada dos encantos teus!
Lúcia Barcelos
20 fev 2011 Deixe um comentário
Oi, Dr. Edson, caro amigo,
Que bom falar contigo!
Sigo na rota das rimas, por caminhos diversos:
laboro estruturando versos.
Na teia do imaginário,
a palavra de um amigo
é plumagem em vôo sereno
retida num relicário,
Dr. Edson, que bom falar contigo:
palavra de amiga!
A amizade é uma cantiga
feita a mão, nota por nota,
E tem o esplendor da lua:
plenilúnio de recordações
de eventos, vozes, canções
e dos timbres de outras falas.
Dr. Edson, que bom que não calas,
persistes, caro amigo, com canetas,
ou com teclas imprimindo as letras:
Que bom falar contigo!
Sinto a poesia nutrida
pela seiva de nossas vogais
enquanto o tempo sorve a vida
e as horas que não voltam mais.
Nossos rostos se perderão na bruma
mas os escritos… poesia,,, autoria,,,
serão como a espuma,
que o mar, sem cansar, lança na areia!
(Bate-papo entre amigos escritores – Lúcia Barcelos)
20 fev 2011 Deixe um comentário
![]() Receita de poema
Juntei com as mãos, Palavras, paisagens E as lembranças que vazaram pelos poros do tempo. Fiz, com a peneira das saudades E com ingredientes espirituais, Frases, versos e alguns poemas mais Para deleite das almas!
Lúcia Barcelos |
20 fev 2011 Deixe um comentário
Aos caros leitores em especial aos Colorados, leiam essa mensagem da Amiga Naimara.
CARO AMIGO
UM SONHO, UMA REALIDADE A RIQUEZA, O ENTENDIMENTO DA CULTURA E A PAIXÃO PELO SPORT CLUB INTERNACIONAL ME LEVARAM DIA 12 DE DEZEMBRO DE 2010 A REALIZAR UMA LONGA E INESQUECÍVEL VIAGEM AO TEMPO, AO RESGATE DE MINHAS ORIGENS MATERNAS!
ALGO SURREAL E COMPREENDI A GRANDEZA DO PETRÓLEO NO MUNDO QUANDO CHEGUEI EM DUBAI E ABUDABHI. MAS O ESTRANHO FOI VER PESSOALMENTE A CULTURA, COMO VIVEM E SOBREVIVEM FELIZES DUAS , TRES OU QUATRO MULHERES COM O MESMO HOMEM E EM IGUALDADE DE CONDIÇÕES.
A RIQUEZA DO SHEIK KHALIFA, OU SEJA AQUELE QUE É O PRESIDENTE QUE COMANDA OS 7 EMIRADOS. PUDE CONHECER LIGEIRAMENTE 3 POIS FORAM APENAS 6 DIAS, MAS VOU VOLTAR E CONHECER TODOS! FOI ALGO IMPRESSIONANTE COMO VIVEM EM DUBAI, UMA CIDADE MAIS MODERNA , NÃO EXISTE POBREZA NAS RUAS, CADA DIRHAM CORRESPONDE A O,50 CENTAVO DE UM REAL, O OURO É PREÇO DE BIJOUTERIA MESMO.
COME-SE BEM E NÃO SE GASTA MUITO.
AMEI OS SHOPPINGS GIGANTESCOS, TUDO NELES É O MAIOR !
AS MULHERES ANDAM REALMENTE DE BURCAS, EU COMPREI 2 E SENTI NA PELE A EMOÇÃO DE SER UMA VERDADEIRA ÁRABE! COLOQUEI A BANDEIRA DA CONFRARIA DAS MULHERES DE VIAMÃO NO BURJ KHALIFA! EM DUBAI DIA 16.12.2011 TIREI MAIS DE 2 MIL FOTOS E A EMOÇÃO DE SUBIR EM UM CAMELO E COMEMORAR UMA FESTA ARABE FOI O PONTO CRUCIAL;;; SAI EM TODAS AS TV,JORNAL DO ALMOÇO, GRAVEI RECORD ,
SPORT TV EMBARQUE AEROPORTO, CHEGADA NO ESTADIO COM A RBS, DEI ENTREVISTA RADIO GAUCHA SEGUNDO JOGO ….E EM UMA TV ARABE ..
FOI UM FINAL DE ANO DE PAPAI NOEL RICO PARA MIM POIS EU ACREDITEI
QUE O MEU CLUBE IRIA PARA A FINAL, SERIA INTER X INTERNAZIONALE
(ITALIA) PERDER PARA A ITÁLIA FOI MAIS TRANQUILO QUE PERDER UMA
PARTIDA PARA O GREMIO!
FUTEBOL ÉASSIM SE GANHA EMPATA OU PERDE MAS O INTER TINHA TUDO PARA CHEGAR LÁ, ESTE FOI O CAMPEONATO DO SÉCULO!
MAS AVANTE AGORA POIS O MEU AMOR É MAIOR QUE TUDO. FIZ UMA TATUAGEM LINDA ANTES DE IR PARA OS EMIRADOS.
INTER ESTAREMOS CONTIGO TU ÉS MINHA PAIXÃO NÃO IMPORTA O QUE DIGAM SEMPRE LEVAREI COMIGO , A CAMISA VERMELHA
NAIMARA SCARPETTI – PRESIDENTE DA CONFRARIA DAS MULHERES COLORADAS DE VIAMÃO ARTHUR DALLEGRAVE
11 fev 2011 Deixe um comentário
02 Fevereiro 09-2011 – Namoro na Praia! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Namoro na Praia!
Que maravilha o amor! Ele surge onde menos se espera e pode estar a espreita logo ali atrás de uma fatia de melancia.
– Oi!
– Olá!
– Vieste no nosso ônibus ou já estavas por aí?
– Até nem sei muito bem, lembro que estava saindo dum bailão na Santa Isabel e depois estava com uns amigos segurando o alambrado da igreja e agora acordei aqui…
– Entendo!
– Entende o que mina, se eu nem sei que praia é essa e nem sei como vim parar aqui…
– Acho que tu é um príncipe encantado e essa tatuagem no ombro tem o meu nome – Marilin.
– Pô minha, tu é Marilin ou só tá me tirando? Não é sarro teu, mina? Bah eu sempre sonhei com uma Marilin com cabelo cor de fogo. Uma foguinha sabe? Assim com sardas. Não do tipo dálmata. Só sardas. Sou ligadão em sardas e foguinha. Nunca achei ou fiquei com nenhuma, mas sonhava…
– É, mas eu não sou foguinha por fora (tempo – rsrsrsrs) Mas por dentro… e sempre busquei um cara assim do teu tipo. Me amarro em tatuado com essas borrachinhas nos dentes. Bah meu, parece vampiro de novela. Teu nome gato?
– Nardão Dois!
– Acho que não saquei essa aí beemm!
– Seguinte mina, meu velho é o Nardão Um e aí inventou de botar o mesmo nome dele em mim – Leonardo. Sacou? Daí o coroa que também é meio grande, assim tipo mamute. E até na tromba somos iguais! (rsrsrsrsrsrsrs)
– Saquei e to levando fé contigo, que tal largar essa melancia e dar uma banda ali naqueles combros pra ver se tem toca de tuco-tuco e ninho de largatixa? Tem tromba meeesmo?
– É Marilin mesmo ou tava me sacando pela bermuda rasgada? Tem três coisas de que não abro: cerveja, melancia e uma mina foguinha. E tu ainda tá me devendo, big Mari. Com essa lua frigindo os miolos da criatura, valentia só aqui debaixo do toldo e depois da melancia. Pô mina, tu é muito ligeira pro teu tamanho e assim no atraque… dá um taime pra segurar essa bronca e aí quem sabe encaremo a…
– Tão tá bem. E não sai daqui que vou dar uns margulhos e salgar e preferida e já volto…
Infelizmente ou felizmente o Love não teve um bom desfecho. A mina salva pelos salva-vidas depois de cair num buraco e ser levada pelo repuxo. – E o tatuado? Quase morreu empanzinado de melancia e cerveja jogando pelada na torreira de sol.
Doadores!
As autoridades públicas e médicas estão preocupadas e aturdidas com o decréscimo no número de doadores de órgãos. Vale também para doadores de sangue, pois os estoques permanecem aquém das necessidades. Infelizmente as perdas de vidas humanas por trauma, particularmente nas estradas são assustadoras e crescentes. Os números de mutilados física e emocionalmente são absurdos. Lutamos para sermos úteis à nossa família e amigos em vida, de várias maneiras. Pensemos que podemos ser úteis ainda na morte. Conscientize-se. Jamais serão usados órgãos de qualquer ser humano sem absoluta comprovação de morte e licença de sua família. Então converse consigo mesmo e decida-se e comunique aos seus familiares a sua vontade.
Segurança ao Dirigir!
Os veículos mais evoluídos trazem luzes diurnas, ou seja, luzes para estarem acesas durante o dia. Simplesmente manter as sinaleiras acesas é insuficiente para que você e as pessoas que estão consigo no veículo e que são sua responsabilidade estejam mais visíveis. É provado que luzes de dia ou faróis em luz baixa aumentam a visibilidade dos outros em relação a você e diminuem os riscos potenciais de acidentes. E isso não vai representar custo maior que não valha a sua segurança e das pessoas que você ama. E você que é esposa ou filhos ou somente acompanhantes, exija do motorista o respeito às regras de segurança!
Espaço de Encantamento! – por Lúcia Barcelos – Poetisa
O semeador
O inverno existencial despeja lágrimas
e vinca manhãs e noites
com o açoite de seus ventos.
Mas quando o horizonte estende os braços
O poeta vislumbra a primavera que consola,
E semeia sentimentos!
Neste silêncio…
Neste silêncio, nada me falta.
Tenho tudo inscrito na alma:
As recordações que os deuses me concedem!
O vento passa,
E as folhas nada dizem,
Apenas abraçam o lírio de teu riso
Que colhi na memória:
O resto é sombra!
11 fev 2011 Deixe um comentário
02 – Fevereiro 02 – 2011 – Humor-tal – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Humor-tal! – Uma Difícil Empreitada.
– Fazer humor está ficando muito sem graça! – Chico Anísio.
Escrever em jornal tem algumas dificuldades não inerentes ao escrever para livro. Escrever em jornal de cidade em crescimento passa por alguns meandros desconcertantes. Certamente as mesmas criaturas que ficam vidradas num Big Brother, sentem-se escandalizadas quando o cronista usa palavras de uso comum dos mortais. É uma falsa moral ou moral de galochas? Jamais na história viamonense algum escritor teve mais contos e crônicas com textos sublimes e em exaltação ao negro. Caso o cronista citar: – Nega véia pega as crianças e embarca no Opalão com essa tua mãeteiga derretida! – dizia o aturdido turista de final de semana depois da troca de pneu na RS 40. É um risco.
Ω
E política? Há quem jure de pés juntos que sou “PTzão”. Outros revelam um profundo conhecimento das origens do cronista para afirmar com registro em cartório que sou “PMDBista”. E assim por diante. Quando o cronista escreveu: – Se Deus quisesse radicalismos de Direita ou de Esquerda teria feito as pessoas destras ou canhotas…! – Taí oh, fica em cima do muro ou é agente secreto deles! – alguém rumina de beiço torto. “Deles” quem macuxi? Ou seria pataxó?
Ω
E religião? É um perigo absoluto. As paixões religiosas induzem a um sectarismo primitivo. Muitos ainda vivem na Idade Média e a fogueira é a solução para seus problemas. Queimando os outros ou queimando os sofás. As desconfianças e as crises urticariformes podem ser fantásticas.
Ω
“Não podemo se entregá pros home!” – diz o refrão gaudério. E o filósofo do Apocalipse T. Jordans complementa com uma histórica expressão viamonense: – É pau no burro Seberiano. Somos em grande parte seres primitivos. E ser primitivo jamais é ser pobre como sinônimo. Há ricos e pobres muito primitivos. Assim como há doutores de atitudes e sentimentos primitivos, contrastando com pessoas que pouco ou nada passaram pelos bancos escolares que trazem uma bagagem pessoal magnífica em entendimento e moral.
Ω
Assim também é difícil ao colunista aceitar para publicação certos textos de leitores. É dessa gigantesca responsabilidade com a casa-jornal que nos acolhe e com os milhares de leitores que nos honram com a sua receptividade e leitura que a seleção deva ser criteriosa e responsável. Temos levado nossas colunas para várias centenas de Amigos visitando Amigos numa newsletter agora mensal. A corrente está aumentando e temos incluídos nomes de amigos que indicam outros amigos alguns de muito longe da longeva Setembrina dos Farrapos. Isso nos encanta e incentiva. E cada vez nos torna mais responsáveis. Lembram-se de umas das formidáveis mensagens no Pequeno Príncipe? – Ser responsável por quem cativastes!
Jornal Sexta-Feira!
A cada livro escrito e publicado, a cada jornal que mostra sua face ao povo é como se um novo farol iluminasse a escuridão. A cada ano que um jornal vence a barreira do tempo e conquista a aceitação e credibilidade dos leitores e do povo, a sociedade evolui rompendo as barreira da inércia, da submissão e do primitivismo. Que seu fundador e diretor Jornalista Daniel Jaeger Marques e seus aguerridos colaboradores recebam os Parabéns deste coirmão. Aproveitando, como o tema acima estava no Humor-tal – o jornal será uma Sexta Feira 13 para muitos políticos locais?
Ω
Poesias! Pérolas de encantamentos.
Agora um pouco de encantamento pela poesia da nossa amiga e colaboradora Lúcia Barcelos. Ou como diriam os apresentadores de antanho: Senhoras e Senhores! Orgulhosamente apresentamos…
Rumos e rimas
Acharás tanto amor nos rumos destas rimas,
Que seguem a trilha orvalhada de teus lábios,
Que se lançam no abismo profundo de teus olhos,
Que se saciam do vinho pulsante em tuas veias ![]()
Que se enredam na sedução de tuas teias,
Que se nutrem do pão doce de tua alegria.
Acharás tanto amor nos rumos destas rimas
Que te perderás, e depois te encontrarás
Nas estradas sinuosas da poesia!
Milagre
É amor o impulso que move estas mãos que te escrevem versos!
De repente, todas as belas palavras que pareciam esquecidas
Cantaram o teu nome em páginas virgens e ansiosas.
O vento do desejo desenlaçou as pétalas das rosas
E as dádivas do outono dançaram ao sabor da terra.
De repente, toda saudade que insistia no silêncio da rua,
Todas as nuvens cinzentas que escondiam a lua,
Fugiram errantes!
E minh’alma úmida deste mar de amor,
Não é árida e triste como era antes!
Cicatrizes
Pobres versos que perfumo, então,
Quisera-os coloridos, borboletas felizes,
Com asas estendidas em teu coração,
Substituindo tuas cicatrizes!
Lúcia Barcelos – Poetisa
24 jan 2011 Deixe um comentário
01 Janeiro 26 – 2011 – Na Capa da Gaita – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Humor – Jornal Opinião de Viamão
Na Capa da Gaita!
– Série: Faça Humor não faça Política –
Verão! Férias para alguns! Outros continuarão na mesma balada do pão nosso de cada dia. Pesquisas dizem que o brasileiro é uma pessoa bem humorada. Outra mostra o sadismo (?) nacional. Quem elege tiriricas, sarneis, malufis e tantos outros desse naipe deve ter algum propósito tétrico? E é na alegria contagiante de uma classe média expandida em cerca de novos 30 milhões de pessoas no governo Lula que vamos nos unir à alegria no Verão. Viva o Verão! Quem viver Verão! – parodiando o T. Jordans, filósofo do apocalipse. Essa introdução (ou seria introito, ou quem sabe prólogo?) está para a nossa maravilha de idioma, com o português do velho Camões e as suas expressões idiomáticas de tanto encantamento. O mundo fala inglês porque é fácil, língua para pessoas de escassos QI. Por isso não aprendem o português.
Quando envolve sexualidade, as expressões são quase infinitas. Evitaremos o tema sexual por respeito aos Colorados em Abu Dhabi. Estar na capa da gaita ou cair pelas tabelas também pode ser uma alusão esportiva, mas não é essa a intenção – reintero em juramento! Deu os doces ou tancredou, significa sifu ou se ferrou. Assim como quem tá pela bola sete ou está apitando na curva. Nesta mesma curva o cara pode sair dos trilhos e estar acendendo uma vela pra cada santo.
Jesus te chama é sublime, mas quando o Elmo te chama… A criatura está prestes a abotoar o paletó e ir para a cidade dos pés juntos. Estar numa M total é pior do que estar numa M parcial? Isso lembra-nos do político no inferno dentro de uma piscina de estrume. Está na ponta dos pés. O estrume batendo na beira do beiço inferior quando um deputado murmura: – Cuidado com a onda!
Vejam como é difícil falar em desgraça e humor sem entrar na política! A criatura quando tá nas barbelas ou quase caindo pelas barrancas geralmente está pelo voto de Minerva, que foi algo assim que limpou a ficha do Maluf e o abençoado vai de novo. Eterno como o inferno. Outro dos Oliveira dizia: – O Inferno é aqui mesmo! Já borococho é algo mais leve do que do jeito que o Diabo gosta! E gasta, como nossos congressistas! Ops, outro deslize.
Não podemos se entregar pros homens! De jeito nenhum, amigo e companheiro! Enquanto há peleia há salvação dizia uma ovelha no meio de cinquenta cachorros ferozes e famintos. Curtir a vida e aproveitar o verão. Uma pausa entre colorados e gremistas, assim como entre judeus e árabes e apreciar o que de bom a vida insiste em oferecer-nos! Brincar com vocábulos, fazer belas poesias ou como o cronista que vê onde muitos não enxergam faz a alegria do escritor e o deleite do leitor.
A água das pipas!
Leitores, nos encantamentos das recordações, revelam-nos que a água para o Centro Histórico da Viamão vinha de fontes, como a Fonte de Dom Diogo e a Fonte da Paciência.
Viamão – Centro Histórico!
Esse cronista eventualmente tem usado o termo Centro Histórico para denominar o centro da cidade de Viamão. Por quê? Viamão é composta de uma diversidade de regiões, distritos ou vilas. Algumas sem ou quase nenhuma identidade com a região central. Outras inclusive com desejo ou aspirando emancipar-se e tornar-se município assim como foi com o distrito de Passo do Feijó que originou a cidade irmã de Alvorada. Itapuã é outro distrito que mereceria uma denominação especial. Porto Alegre que historicamente originou-se da Primeira Capital de Todos os Gaúchos aprovou por lei essa denominação.
Viamão – A Primeira Capital de Todos os Gaúchos!
Esse cronista cunhou ou forjou essa expressão há várias décadas denominando com o motociclista Luiz Zavarize uma Equipe motociclística – Primeira Capital Equipe. Assim levou em camisetas, adesivos e bandeiras essa legenda ao Brasil e estrangeiro. A criação da logotipia deveu-se ao brilhante trabalho do talentoso designer Gilson Silva da GassPropaganda.
Jamais pregamos que o título de primeira capital política não seria da antiga cidade de Rio Grande. Usamos o destaque de Todos os Gaúchos. Muitos leem e não enxergam ou não entendem. Ou ainda desconhecem a história. Resumidamente – durante as Guerras Cisplatinas com os castelhanos invadindo o Rio Grande do Sul e sob a iminência de enfrentamento, o governante e sua trupe abandonaram a cidade e os habitantes a sua sorte e deslocaram-se para Viamão. Somente a partir daí acendeu-se o sentimento de unidade para os rio-grandenses que se organizaram para enfrentar os invasores. De outra forma era uma tática de tornarmos a nossa querida cidade conhecida, comentada e discutida. Ainda – uma manifestação explícita de enfrentar os sentimentos espúrios de inferioridade de parcela de seus habitantes.
24 jan 2011 Deixe um comentário
1 Janeiro 19 – 2011 – Tragédia & Incompetência! Um Final Previsível – Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Tragédia & Incompetência!
Um Final Previsível.
Apesar de diversos leitores clamarem por textos com humor durante as férias de verão, o cronista sente-se constrangido quando a desgraça torna-se tão pesada e por vezes insuportável para tantos irmãos brasileiros. Sempre cabe alertar aos gansos de plantão que o cronista é inimigo da generalização. No entanto, solicito que pensemos juntos.
Falta de água e excesso de água! Isso é somente uma parte do tema. As mudanças climáticas são perceptíveis, mas certas condições climáticas e ambientais estão presentes há várias décadas. Assim como as áreas consideradas de risco para moradias ou trabalho estão mapeadas desde longa data.
A carência de água na região sul do Estado é histórica. Bagé sofre com racionamentos de água há mais de vinte anos. Certamente as promessas de sanar essa situação acompanham esse povo há mais tempo. Bagé é exemplar neste contexto, apesar de ser uma cidade com prestígio e poder num passado pouco distante. Ser bageense foi e ainda o é para alguns como algo charmoso, mas a realidade é de um flagelado. O flagelo da seca nunca foi exclusividade do Nordeste brasileiro. Governos de todos os naipes e cores se sucedem. Homens públicos afloram e sucumbem na mesmice dos anos secos. Populações rurais dependem da água barrenta e fétida ou dos escassos caminhões para matar a sede das pessoas e dos animais. As plantações esturricadas e o gado magro formam um quadro do árido nordestino no Rio Grande do Sul.
Eis que somos invadidos pela aluvião de imagens, sons e notícias de outra aluvião que carregou e soterrou centenas de pessoas no Rio de Janeiro. A nossa humanidade fica dilacerada diante de tanta dor que nossos sentidos captam. Os estragos materiais são gigantescos, mas a destruição de vidas, famílias, sonhos e até de esperanças é algo incomensurável. Os primeiros e segundos, ou terceiros sentimentos são de pesar e constrangimento. Logo vem a sensação de que somos como folhas de árvores que sucumbem ante a natureza em fúria. Temos alguma dimensão da pequenez do homem ante as forças da mãe Terra. A nossa impotência e finitude são absolutamente gritantes.
A complexa natureza do homem ante os outros seres vivos e à própria natureza exige-nos algo mais. Até podemos entender que talvez haja mais gente do que regiões do planeta suportem. Em 1968 cerca de oitocentas pessoas morreram em circunstâncias similares no mesmo Estado informa a mídia. A mesma mídia mostra que quase anualmente as tragédias se repetem. No entanto, as soluções jamais aparecem. São postergadas por motivos diversos expelidos em bocas diversas. Os brasileiros, autoridades e políticos ou não, estão adequadamente aptos e preparados para as festas de belos e iluminados carnavais. Despreparados para a prevenção e para a situação de tragédia. A prevenção é óbvia para todos – ou quase! Nas primeiras vinte e quatro horas, somente bombeiros locais e as próprias pessoas voluntárias se auxiliavam. Hoje, depois de quase três dias de desgraça, muitos locais continuam isolados, passíveis de resgate soterrados ou entregues à própria sorte, falta de água e alimentos e remoção para áreas de menor risco. Pessoas entregues ao pânico pela falta de gerenciamento eficaz do cataclismo. Autoridades entrevistadas aguardam que outras autoridades… Outras revelam a “liberação do fundo de garantia” e outras coisas absolutamente secundárias e despreparadas para salvar e gerenciar as vidas sob suas responsabilidades. A Band registrou “onde estão as Forças Armadas”, pois quase 48 horas depois e ainda se sucedendo o caos, somente os helicópteros das empresas de jornalismo auxiliavam no resgate. Isso demonstra a falta de um protocolo imediato para grandes tragédias por todas as autoridades responsáveis há décadas.
Essa realmente é uma herança maldita que nossa Presidenta recebe. Outra é ter que acomodar o vampirismo explícito de partidos e de pessoas para tentar governar. A Ditadura não foi eficiente para isso. A nossa Democracia também não será enquanto a natureza de nossos eleitores elegerem ineptos ou ainda pior – bandidos. Lembra-se de alguém assim?
Pipas d’ água e outras reminiscências!
Alguém recorda dos pipeiros? Certamente o ilustre viamonense Antoninho Ávila, uma enciclopédia viva da história, terá inúmeras e belas histórias para nos contar. Pois eu tive um irmão de minha mãe Dora, também Toninho, que foi pipeiro. Vamos ilustrar a cena: a pipa era uma carroça puxada por cavalo ou burro com um tanque de metal ou madeira que enchida de água era levada aos lares e descarregada. Pagava-se por pipa. Não recordo de onde vinha a água. Outro viamonense que pode auxiliar nesta regressão histórica é o Haroldo Franco.
Algumas casas coletavam a água da chuva em tonéis. A higiene? Geralmente precária, pois minha mãe sempre me alertava para aquelas águas não filtradas e fervidas que tinham “micróbios”. E realmente viam-se as larvas em alegre fandango nos tanques. Muitas casas tinham as talhas de cerâmica e acima delas uma caneca de metal – muitas confeccionadas pelo funileiro Pasqualino, esposo da amiga negra Doca Lavadeira – e ao seu lado um tripé também de metal com uma bacia para a higiene rápida. Nas residências “mais finas” ou dos mais abonados havia um belo lavatório de louça ricamente desenhada e colorida. Ainda havia os filtros de cerâmica, similares aos que os governos entregam nos flagelados da seca na Campanha. O filtro é composto de duas cubas redondas acopladas. Na superior é depositada a água que através de duas velas internas realizavam a filtragem. Os filtros eram higienizados semanalmente, talvez. As velas eram retiradas e escovadas e trocadas quando gastas. Já lavei e escovei muito filtros e velas.
24 jan 2011 Deixe um comentário
01 Janeiro 12 – 2011 – O Relojoeiro Colorado Glória e Flagelação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
O Relojoeiro Colorado! – Glória e Flagelação.
Série: Humor ainda é um bom Remédio.
Quem é primo do meu primo, meu primo é! Este amigo é colorado de todos os costados, mais do que quatro. Zombeteiro nas vitórias como todos os fanáticos torcedores. Deprimido nas derrotas, também como os fanáticos. Fanatismo é uma raça especial em que não basta vencer é preciso fazer os outros – gremistas ou colorados – sofrerem. Tripudiar é a sua arte. Escarnecer e vibrar seu jogo. Nunca prometi não escrever sobre futebol, mas tenho evitado. Agora os fatos dramáticos quase se sucederam na ancestral Viamão de Todos os Gaúchos.
– Segurem o homem! – alguém berrou no corredor.
– Me dá a navalha! Me dá a navalha! – berrava o relojoeiro colorado espumando pela boca com os olhos injetados de sangue. Quase arrebentou a porta de vidro temperado do salão da barbearia. Teve cliente atirando-se ao chão. O cliente que estava na cadeira, jogou-se para um lado com as toalhas presas no pescoço e ajoelhado dizia: – Eu pensava que ela não tinha marido! – mas a bronca não era consigo.
Uma falange de gremistas sádicos explodia foguetes no Largo da Caixa D’Água. – Vou cortar os pulsos, uivava desesperado! – contido pelo coffeur depois de encaixar um golpe de jiu-jítsu “sossega-leão”. Gravateado e com as mãos presas persistia em cruel sofrimento: – Mazembe! Mazembe! Mazembe! – O seu amado colorado levara dois a zero do Mazembe (e lá isso é nome de time o cara?). Mas eis que chega a turma do deixa disso ô meu, pô cara vamo manerá, pega leve, fica frio, to contigo e não abro, te conforma que quase morri das hemorroidas… Sabe como o pessoal é solidário com o atroz sofrimento de uma criatura em absoluto desespero?
– Abu Dhabi! Abuuu Dhaaabi! Kidiaba! – balbuciava quando o barbeiro afrouxou o golpe. Ex-lutadores de jiu-jítsu e kung-a-fu sabem conter de um touro brabo a uma criança murrinha.
– Acho que ele tá enfartando! – gritou alguém.
– Chamem um cardiologista pelo amor de Deus! – berrou outro colorado cuspindo-se, mas solidário na crise existencial e quase fatal do estoico relojoeiro colorado.
– Não adianta ele também foi pra Abu Dhabi torcer pro Inter!
A horda tricolor fazia avalancha no camelódromo. Os foguetes não cessavam. Outra falange armou-se para incendiar os banheiros da praça. O comércio fechava as portas temendo depredação. Coisa de louco! Repórteres de vários jornais acionaram os celulares para filmar e fotografar as cenas dantescas de pura barbárie.
Eis que chega o primo salvador da pátria e abre um clarão no meio da plebe irada. Com a voz tonitruante e um caderninho de orações do Padre Bernardo amorosamente guardado da sua infância: – Telefonei pra chefa em Abu Dhabi e ela mandou dizer que é muito melhor ser o quarto lugar no planeta Terra e em todo esse mundão do que quartinho aqui.
Foi como se uma luz divina a todos atingisse. Os colorados extasiados contemplando o Sol Vermelho, os gremistas recolhendo-se com suas bandeiras e foguetes e as escoriações da avalancha e o relojoeiro colorado suspirando na cadeira do barbeiro arrematou: – Vamos fazer uma barba e um cabelo que a vida continua e de mais a mais Papai é o Maior e é o Campeão de Tudo!
Dra. Karin Marise Jaeger Anzolch
Médica – Urologista – Cirurgiã
Mestre e Doutora em Medicina e Cirurgia
Aos 20 de Dezembro de 2010 defendeu Tese de Doutorado a Dra. Karin Marise Jaeger Anzolch, sendo aprovada com grau máximo na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Filha amada do caro Geraldo Élio Jaeger e de Shirley Celina de Oliveira Jaeger (falecida). A Dra. Karin consagra uma formação médica em terras rio-grandenses, tendo passado por ilustres universidades e hospitais da Europa e da América. Geraldo e Shirley deram a melhor formação humana e moral aos seus seis filhos e todos galgaram as melhores universidades. A Dra. Karin e três irmãos são médicos. Todos são Especialistas destacados em suas áreas médicas e tendo outro Mestre em Urologia – Dr. Carlos Daniel, um Mestre e Doutor em Medicina e Cirurgia Plástica – Dr. Marcos Ricardo, outra médica e Especialista em Pediatria – Dra. Shirley Denise. Outras irmãs, a Dra. Hellen Marise é Advogada e a Dra. Anne Caroline é Cirurgiã-Dentista, Especialista em Endodontia e Mestranda.
Em sua defesa de tese fez amorosa dedicatória a sua querida mãe. Geraldo e Shirley constituem essa legião de Guerreiros Anônimos que mesmo não tendo as condições de cursarem as escolas em sua época, dedicaram-se ao trabalho honesto e ao cuidar com amor e disciplina do seu maior patrimônio – os amados filhos! A Dra. Karin é esposa do Dr. Ronei Anzolch, Especialista e Mestrando em Medicina e Traumatologia, e tem as belas filhas Marcelle e Danielle. O apoio e a compreensão da família ilumina o caminho dessa mulher, mãe e médica que desbravou caminhos antes quase que somente masculinos na Urologia e consolida uma trajetória de vida pessoal e profissional exemplar. Todo o sucesso acadêmico e de pesquisa do Médico somente tem razão quando o Paciente é e continua sendo a razão primeira de sua luta e dedicação e a Dra Karin assim entende e pratica seu nobre ofício.