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10 OUTUBRO 05 – 2011 – INTELIGÊNCIA RELATIVA – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO
Inteligência Relativa.
Carma ou Karma! Para muitos seria uma forma caipira ou grossa de expressar ou entender a palavra Calma. Para os iniciados na espiritualidade seria desde a sua origem indiana no sânscrito uma carga ou fardo que as pessoas carregam nesta vida e que precisam resgatá-la como forma de atenuar ou pagar suas dívidas ou pecados. Essa é a face precária do sentido real e mais profundo, que seria e é o Entendimento. Não basta sermos inteligentes se carecemos do entendimento. Eis que somos assim, enquanto podemos ser extremamente inteligentes e aptos numa atividade ou ciência noutra ocupação somos absolutamente ou parcialmente ignorantes e inaptos.
O homem precisa ser educado para uma visão abrangente do mundo e das coisas que o cercam, visíveis ou perceptíveis pelo instinto ou intuição. Somente numa etapa posterior aprenderá a focar sua atenção e atividade e tornar aquilo produtivo. A casualidade ou loteria da vida é muito mais provável ter seus premiados entre os dedicados e perceptivos. A pseudo casualidade fez com que Alexander Fleming observasse que certos mofos (bolores ou fungos) destruíam micróbios, daí originando-se a Penicilina e uma incontável gama de medicamentos que mudaram a humanidade. Os professores argutos exploram a visão de Isaac Newton e a queda da maçã com a Lei da Gravidade. Incontáveis e maravilhosos exemplos lotam as páginas dos livros. – Quanto mais eu treino, mais eu tenho sorte! – em ironia um emérito esportista expressava aquilo que para a visão míope de certos observadores consideravam como Sorte.
Infelizmente, nós brasileiros por uma ideologia deteriorada estamos formando – melhor seria deformando – milhões de alunos que estão desobrigados de aprender e evoluir. Criamos a escola e a educação do esforço zero. Os programas de governo adoram o Zero. É proibido exigir que o aluno aprenda e demonstre. Jamais ser reprovado. Boas escolas e verbas são destinadas à plena aprovação, mesmo que o conteúdo da criatura seja zero ou quase. Mais de 30% dos estudantes que se arrastam até o ensino médio são analfabetos funcionais. Até conhecem letras e números, mas são incapazes de escrever ou interpretar pequenos textos e seu vocabulário compreende sons guturais e gírias de época. Despreza-se ou se proíbe o mérito de alunos e mestres. Criam-se castas para falsos privilégios, donde realmente se deseja é a vassalagem. Voltando à espiritualidade, o merecimento é a base da evolução. Não há como nivelar por qualquer nível ou estrato humano, há que oferecer condições para evoluir. A educação de qualidade com a exigência do mérito pessoal é condição inerente ao homem para diminuírem as distâncias da pirâmide social. Infelizmente pessoas por interesse ou por incapacidade usam artifícios, ilusórios em proveito próprio renegando verdades absolutas e ancestrais.