Carne de Pescoço – Edson Olimpio OliveirA – Jornal Opinião – 12 Outubro 2011

10 OUTUBRO 12 – 2011 – CARNE DE PESCOÇO – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

“Carne de Pescoço”

No Dia da Criança, como se a criança precisasse de um dia especial para ser amada, o cronista assiste ao bailar dos candidatos e demais comensais ávidos pelo sopão popular do bolso do contribuinte. Acalenta-nos o idealismo de que uma terra sem parlamento é imensamente mais sofrida e cruel para seus habitantes do que terras com parlamentos repletos de parasitas. − Ahn, mas tem gente boa e político honesto! – disso ninguém discorda principalmente os escassos honestos. Há uma tese de que o eleito é o espelho do seu eleitor. Alguma similaridade? Acredita-se que o eleitor faria as mesmas coisas ou até piores que o seu eleito. Nesta época pré-finados afaste-se de alguma má lufada de ventos gélidos. Escapei algum cacófato?

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Como amante do vocabulário gaudério − há uma turma indócil no partidor, como bagual peitando a largada da cancha reta. Mesmo que na política a distância mais curta entre dois pontos é uma labiríntica curva. Uma alegoria entre a lenda grega do Minotauro – monstro meio homem e meio touro – e o herói Teseu. Os labirintos da política seriam mais malignos do que as cavernas da ilha de Creta. Resta saber, atilado e-leitor quem representa o Teseu e quem é o Minotauro. Ou usemos no plural.

Lula conseguiu reter ou bloquear os ímpetos canhestros da esquerda míope e manteve a economia nacional funcionando – e bem! – nos moldes instaurados pelo odioso FHC. E o Brasil ficou melhor. Eis que a derrubada de Palocci, principalmente pelo fogo amigo sabe-se que capitaneado pelo J. Dirceu, deixou a economia liberada para a turminha. E o atraso, como furúnculo retido, está aparecendo. A inflação está aí para quem se nega a ver e sentir. Hiper-super-taxaram os veículos importados – a maioria com o retrógrado e insensato lema de proteger a indústria nacional. São os mesmos do petróleo é nosso e das barreiras na informática. Proteger quem macuxi? Por que não baixar para limites internacionais os impostos da produção nacional – pagamos mais do dobro do custo argentino, por exemplo. É o país sem infraestrutura – estradas, portos, aeroportos, etc. – com os impostos mais absurdos e a maior teia anti-produção dos aspirantes a primeiro mundo ou à cadeira no Conselho de Segurança da ONU. E a presidenta (aviso: seu cerimonial chama-a assim!) começa a pactuar com as falanges obscuras do atraso e do (falso) nacionalismo.

O noticiário da TV mostrava as manifestações da greve dos Correios. Vários sindicatos comandando o movimento. E, segurem-se nas cadeiras se estiverem sentados ou sentem-se se estiverem de pé, faixas atacando Sarney, Collor e FHC. Eles que fazem essas faixas não são oligofrênicos ou idiotas de plantão, mas eles acham que você e-leitor é um absoluto abobado ou como se dizia na Viamão City de antanho – um brocoió da enchente! Não vi, mas deviam estar lá, as faixas de Fora FMI, Abaixo Neoliberais.

=8 Cessa tudo que a antiga musa canta, pois um valor mais alto se alevanta! – bradava uma exultante professora de literatura no velho Ginásio Bento Gonçalves, ali no sobrevivente Grupo Escolar Setembrina. Abracemos nossas crianças e façamos alguns minutos de prece pela saúde, coragem e sabedoria e que tragam mais luz e felicidade para esse mundo infestado de parasitas. Essa é a única vacina que o Livro dos Livros nos enfatiza – amai e vigiai! E educai. E permita-se que as crianças contidas ou aprisionadas em nossos corações manifestem-se nestes dias e nessas existências.

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – CirurGião

Cronista Jornal Opinião de Viamão

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