Uma luz no horizonte – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 27 Março 2013

 

2013 – 03 – 27 Março 2013 – Uma luz no horizonte – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Uma luz no horizonte

Nesta longa trajetória de médico e de cirurgião lembrei-me de certo hospital em que trabalhei. As dificuldades no Bloco Cirúrgico eram constantes. O equipamento estragado que não era reposto com brevidade, pior era aquele que deixava de funcionar durante uma cirurgia por falta de manutenção. Carência de pessoal ou pessoal sem treinamento adequado. Falta de material ou instrumental. Antissepsia e higienização duvidosas. A lista de problemas era grande e repetitiva. Suspendíamos e remarcávamos as cirurgias em melhores condições. Reclamar com a enfermagem responsável ou com a chefia do bloco eram palavras ao vento. Reclamar à diretoria? Sim. Resultava em promessas de que tal fato não se repetiria mais ou que em tal prazo teríamos uma solução. Novamente promessas levadas pelo vento. Documentamos as queixas e reclamações e logo éramos mal vistos como exigentes demais, “chatos”, “reclamãos”, pois “os outros aceitam e não reclamam”. E os relatórios e as reuniões eram “normais”. Havia duas opções: primeira – persistir e deixar o paciente sob risco aumentado; segunda – abandonar esse ambiente nocivo ao paciente e aos profissionais. Logicamente adotamos a segunda.

Cr & Ag

Recebemos ofício do secretário de trânsito e transportes que foi publicado na edição anterior do Jornal Opinião em resposta a minha crônica do dia 13 de março passado. O secretário Luiz Batista Preuss, ou Barbaroti, vem fazendo uma caminhada política inspirado e buscando dar uma sólida contribuição a sua cidade. Apesar de não o conhecer pessoalmente, sei de longa data das suas boas intenções e seu esforço pessoal. O cronista é, antes de tudo, um cidadão e no meu caso o médico com o maior tempo de atividade profissional contínua na cidade. Certamente os problemas encontrados pelo caro Secretário e seu/nosso Governo são diversos e relevantes, muitos com complexa solução ou atenuação. É importante o administrador público ser sensível e responsável, vigilante e atuante. O administrador público deve ser um gestor de obras e de sentimentos da cidade e do cidadão e estar presente, fora do gabinete, fora das reuniões intermináveis, mas dentro das dificuldades e da mecânica da máquina pública. Como é complexo gerenciar realidades e esperanças!

Cr & Ag

O prefeito Clodoaldo Veiga, como exemplo, aparecia vigilante no posto de saúde, na escola, nas filas e na garagem da prefeitura entre outros locais. O governador Jair Soares adotava esse sistema. Outros administradores públicos verificam pessoalmente as informações recebidas, pois sabem que o papel tudo aceita. Assim daria um conselho ao caro Secretário, se me permite. Nunca confie totalmente em seus assessores e comandados, vá viver in loco como cidadão e como administrador responsável. Jamais deixe de ser gente, pessoa, cidadão e consumidor. Os cargos são transitórios, mas o legado e as pessoas são fundamentais e razão primeira do homem público. O amigo viamonense Gil Ferretti repetia sempre durante um período que busquei a vida política: – o político deve servir e jamais ser servido. Assim acreditaremos que as coisas irão melhorar em qualidade e respeito ao cidadão e à cidade. Espero de todo coração que o caro Secretário Barbaroti, assim como seus colegas e o Prefeito, exerçam o poder que lhes foi confiado pelo voto popular e façam uma bela e próspera administração. Será ótimo para todos! E nós que estamos do “lado de fora do balcão” devemos contribuir para o sucesso do governo, jamais para a sua desgraça. Seu sucesso será o sucesso de todos os munícipes, assim como a sua desgraça. Peço vênia ao colega de jornal e evangelista: – Orai e vigiai!

Davi e Golias

Davi contra Golias – de Michelangelo

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