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A travessia do Banhado do Taim à noite! Edson Olimpio Oliveira. Cônicas & Agudas. Crônica 6.
10 out 2017 Deixe um comentário
A Travessia do Banhado do Taim à Noite.
“ Saibam todos que lerem essas crônicas que existiu uma espécie fantástica de homens que pilotavam máquinas maravilhosas chamadas de Motocicletas, que rasgavam este planeta como cometas rasgando o manto negro do Céu!” (Crônicas & Agudas da Primeira Capital Equipe)
Comparando, mas respeitando as proporções, o Rio Grande do Sul tem o seu Pantanal que é a Reserva do Taim. É uma extensa área de alagados e de banhados com muita vida selvagem. Localizada na região sul do Estado, atravessado pela BR 471 que liga a cidade de Rio Grande ao Chuí. Rodovia BR 471 que é uma das portas do Mercosul com acesso à Montevidéo, capital do Uruguay. O Taim ainda está sendo recuperado da ocupação de agricultores que ali plantavam extensas lavouras de arroz e de pecuaristas que preparavam os bovinos da picanha-nossa-de-cada-fim-de-semana. Agora o Taim está se repovoando com jacarés do papo-amarelo, capivaras, ratões do banhado (nútrias), aves migratórias e uma infinidade de outros animais.
Saindo de Pelotas, atravessamos a ponte do Canal de São Gonçalo e logo mais estaremos na Quinta que é o entroncamento para Rio Grande e o seu Super-Porto. Ali se faz o último abastecimento de combustível. Nos mais de 100 km seguintes de rodovia não se tem mais nenhum outro posto. Assim se cruzará o Taim por cerca de 30 km da rodovia. Logo as sedes de fazendas desaparecerão e a estrada se elevará sobre as águas por cerca de 3 metros, como uma cicatriz elevada. Um quelóide na face da natureza. As placas de sinalização solicitam que o motorista reduza a velocidade pela possibilidade de animais cruzarem a pista. Foram realizados túneis sob a estrada para que os animais possam cruzar de um lado para outro. Construíram cercas teladas para dificultar que os animais escalem o aterro da estrada e aumentem o risco de mortes de animais e acidentes com veículos. Outra tentativa dos ecologistas consiste na construção de mata-burros para dificultar a circulação dos bichos. Tudo ajuda, mas não impede. Constatam-se a grande quantidade de animais mortos, particularmente capivaras. A travessia do Taim ao amanhecer, principalmente, é uma festa de vida e cores para os nossos sentidos e muito já deve ter sido cantada em verso e prosa. Mas nós três, minha esposa, eu e a Morgana, nossa motocicleta, realizamos esse percurso à noite.
Estávamos voltando de Montevidéo. Frio. Muito frio. Tempo carrancudo. Tínhamos sofrido com a chuva. Um manto líquido nos cobriu. Outono gaúcho. Os demais companheiros mudaram de última hora o projeto e resolveram ficar no Chuí para mais compras. Nossa motocicleta é uma Kawasaki Vulcan Nomad Verde. Verde como a natureza. E as 1500 cilindradas de seu coração transmitem a sua força e a energia com que enfrenta e vence as longas distâncias. Tanque abastecido, pois nos próximos 100 km teríamos um deserto humano. Cessara o dilúvio. A noite havia chegado mais cedo pela rudeza das intempéries. Como um ciclope, o grande farol da Morgana estava coberto por um véu de insetos suicidas. Lavamos a remela de seu grande olho. Limpamos as viseiras dos capacetes. Uma derradeira conversa com os frentistas do derradeiro posto de combustível e tomamos a estrada. A noite cerrada. O farol, como um laser cirúrgico, cortando esse denso manto negro. Nenhuma estrela a conversar conosco.
Cobertos por essa gigantesca capa negra da mãe natureza. Silêncio. Um leve rufar do vento no pára-brisa da moto. A Morgana desliza como uma fada e com seu toque de luz descobre vida na escuridão. Estamos em velocidade reduzida e com mais de 500 kg de máquina, bagagem e pessoas bailamos suavemente na estrada deserta. Cuidado rigoroso nos tachões e no espinhaço de aço dos mata-burros. Um grito de ave perfura a noite. Seria a sua revolta por lhe importunarem os domínios? Outra ave repete como em resposta. Em certo momento o farol varre o canal que acompanha a estrada e ali estão pérolas cintilantes. Chamas faiscantes de répteis que ali já estavam antes do homem ser o que é. São os jacarés do Taim. Olhos ameaçadores aguardando um descuido, um acidente e a queda de presas em seu domínio.
Súbito, uma enorme capivara caminha despreocupada. Paramos para sentir a sua reação. Indiferente continuou seu caminho. Desviamos a Morgana e passamos lentamente a cerca de 1 metro dela que logo foi engolfada pela escuridão que nos servia de cauda. É a noite. A solidão. Um casal e sua máquina viva dependendo um do outro. A natureza como testemunha. A natureza que pode ser uma adversária terrível se for agredida, violentada. A pequenez do ser humano. A grandiosidade da vida. A magnífica expressão da vida e também o odor da morte. A cautela e o respeito por regras maiores de convivência. A consciência da realidade e a coragem para ousar e sentir a beleza exuberante contida na noite de uma área desolada para humanos. A confiança um no outro e em nossas capacidades de interagir na adversidade. O entendimento de que só se tornam uma equipe real o piloto e sua co-piloto com a motocicleta. É tudo e somente com que se pode contar. E uma prece silenciosa ao anjo da guarda do motociclista. Aqui muito mais se ama e aperfeiçoa a existência.
Logo o Taim se tornou lembrança. Feliz e inexpugnável lembrança. As luzes da civilização vieram refletir-se no policarbonato das viseiras dos capacetes. Um dia quem sabe, ali retornaremos. Nesta ou em outra existência, mas com a Morgana a nos acompanhar.
Perversão e Arte! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. 03 Outubro 2017.
06 out 2017 Deixe um comentário
Perversão e Arte!
Nero, o imperador, incendiou Roma enquanto fazia a sua música. Tudo pela “sua arte”. Tudo pela arte? Os espetáculos mortais e degradantes das arenas romanas inspiraram “a arte” e depois os circos. A putrefação moral que arrasou a economia brasileira e tornou a corrupção numa prática de partidos políticos e da administração do Estado exterioriza-se pelas mesmas vertentes e bocas que tem tratado a criminalidade de pior e mais cruel espécie em “coitadinhos” e vítimas da “elite e do capitalismo”. São símbolos identificados como defensores da bandidagem da mais perigosa espécie de gente, pelo menos por aqueles não obsidiados, como seus eleitores.
É essa mesma gente que defende a destruição da família e a guerra social mascarando com direitos humanos. Assistimos cenas escatológicas travestidas de arte na exposição do Banco Santander. Pago com dinheiro extorquido de quem trabalha sob a fachada de impostos e similares. “Tudo arte”! Nem a imagem de sodomia e felação com pungência racial causou prurido nesses “defensores dos direitos humanos”. Pais estão constrangidos a educar seus filhos, no entanto a “arte” desnuda a nudez ou a sordidez sob todas as luzes. Pela “arte” essa gente pode exteriorizar-se na sua nudez e nas suas taras e perversões. Logo pedófilos serão aceitos como artistas reacionários. A Justiça, sem generalizar, que deveria ser nossa protetora aparece como naquelas autoridades em São Paulo que liberam um tarado contumaz depois de 16 prisões. Contaram-me que uma delegada de polícia advertiu ser crime repassar o vídeo do tarado num supermercado de Porto Alegre. As pessoas honestas e responsáveis têm o compromisso de avisar, advertir e precaver as pessoas que amam dessas criaturas malignas que tanto permanecem livres ou quase. Quantos cidadãos esperam que outros criminosos executem as suas próprias leis, como nas penitenciárias, para que essas bestas sejam punidas? Vejam a lamentável situação que o cidadão está! Ter que esperar “justiça” de outros criminosos. É muito triste e vergonhoso. Talvez não para os defensores dessas bestas pervertidas.
CPERS – Greve – Educação!
Novamente um mês de greve do magistério do Rio Grande do Sul, numa rotina anual que está bailando há mais de 30 anos, ou décadas, num conflito de direitos.
Vide Mauro Luiz Barbosa Marques e a greve histórica de 1979: http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1360875372_ARQUIVO_artigo.para.anpuh.2013.pdf). Alguma coisa não funciona, seja nas greves, seja na vida profissional ou para os alunos e suas famílias. Lamentamos e jamais generalizamos. Há o entendimento de que CPERS é sinônimo de greve. Há o entendimento de que a função de sindicato é confronto e ideologia. A qualidade da educação gaúcha é precária. Famílias privam-se para colocar seus filhos em escolas privadas, pois todo ano tem greve e a recuperação curricular é controvertida, difícil, senão falaciosa várias vezes. Como assim? Os marcadores da qualidade da educação têm melhorado no Rio Grande do Sul em si mesmo e na vergonhosa situação nacional em comparação com outros países?
Ou o CPERS não sabe fazer greve, ou o tipo de protesto está inadequado, ou já dava para saber que desde 1979 esse enfrentamento não dá o resultado é desejado. Há professores aposentados ou que se aposentarão por tempo de serviço sem resultados efetivos das greves. Algo está errado? Entendo e qualifico como o professor sendo dos mais nobres ofícios e fundamental na evolução da humanidade. Assim o professor merece todo nosso respeito e consideração e jamais compartilhamos da omissão de defendê-los ante as adversidades, inclusive nas salas de aula. O médico que errar continuamente seus diagnósticos e seus tratamentos perderá seus pacientes ou seu direito de ser médico. Se um engenheiro persiste em suas técnicas, mas seus prédios e pontes caem; se um advogado perde todas as suas causas durante décadas – que fazer? Em qualquer atividade humana é assim. Ou deveria ser! As greves do CPERS têm fracasso total ou parcial. A educação precária causará dor e derrota em alunos que no futuro enfrentarão um mercado de trabalho competitivo e a responsabilidade de amparar de suas famílias. Exceto se estivem em alguma atividade que dispense essas necessidades. Veja que respeitamos as greves legais, mas arguimos os resultados reais e duradouros e suas consequências.
2017 – 10 – 03 outubro – Perversão e CPERS – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão.
Lili da CB ou a Lili 3 Socos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Série Moto! Paixão Eterna. Crônica 5.
02 out 2017 Deixe um comentário
em Crônicas & Agudas - O Livro!
Lili da CB ou Lili 3 Socos
Crônica 5.
Existia uma crença de que o motociclismo era um esporte ou uma atividade para homens. Felizmente essa concepção está mudando. Hoje temos uma grande quantidade de mulheres de todas as idades pilotando todo tipo de motocicleta. Isso não foi sempre assim. E uma dessas precursoras foi a Lili. Seu nome de batismo era Iolene, mas adquiriu o apelido de Lili e o ‘sobrenome’ de CB ou 3 Socos por seu batismo de fogo no mundo do motociclismo. E essa singela crônica é um pequeno resgate às mulheres que foram e são esquecidas. Muitos homens se tornaram lendas ou ícones dentro do motociclismo, mas quantas mulheres fazem a nossa lembrança?
Era uma época em que as motocicletas estavam assumindo seu lugar no Brasil da década de 70. A maioria delas era de pequena cilindrada. A juventude exultava como um enxame de abelhas africanas (ou seriam japonesas?). Pensam que se preocupavam com o tipo de estradas? Que nada! Somente se queriam rodar. O mais possível. O mais longe possível. Foi nessa época que aportou por aqui uma gaúcha acariocada. Explica-se. A gata era gaúcha de nascimento, mas com o falecimento precoce dos pais, foi viver com a avó materna no Rio de Janeiro. A voz era chiada como escapamento original de fábrica. Tinha algum sotaque gaúcho sempre alimentado por uma cuia de chimarrão. Chimarrão bem amargo.
– mate frio e doce é coisa de fresco. – dizia sempre.
Lili veio rodando do Rio numa CB 360 com bagagem e tudo. Sozinha? Não, ela e a moto. A moto já era uma exceção, uma Honda CB 360 duplo escapamento. Cor vinho com filetes pretos e dourados. Amigos grafaram seu nome no tanque. Cromados. Muitos cromados. Era moto de se ajoelhar e agradecer aos anjos poder estar na sua frente e apreciá-la. Muito mais com uma bela mulher de calça jeans, confrontando a beleza de suas formas torneadas com as da moto. Cabelos negros e longos carinhosamente torcidos entre os dedos indicador e médio da mão esquerda para se acomodarem, se aninharem dentro do capacete. Uma loucura ao soltá-los ao vento com um movimento pendular da cabeça. Olhos negros dentro de uns óculos Triumph ingleses refletiam a imensidão do cosmo assim como sua força. A pele morena pelo bulício de Ipanema servia de cenário para lábios da cor de pitanga madura. Como os gomos da pitanga. Com o desejo da pitanga.
Enquanto nossos lábios rachavam com o vento, a poeira e o sol, os da Lili se mantinham com a pureza e a beleza das deusas. Era uma mulher à frente de seu tempo. Imagine naquela época uma moça sem sutiã. Ali estava uma. Ao retirar o grosso casaco de couro com franjas, estampava duas sentinelas avançadas, empinadas em sua realeza.
Havia um problema para nós homens, a Lili não flertava com nenhum. Apesar do imenso ciúme que causava nas outras garotas, seu único gato, namorado e amante era o motociclo. E talvez por isso fosse mais respeitada e admirada.
Tratava a todos como irmãos, principalmente como irmãos da mãe motocicleta e irmãos de estrada. A sua paixão pela moto transcendia a tudo o mais. Era um silencio sepulcral ao escutá-la contar suas viagens, aventuras e até acidentes. Lembrando uma queda que teve na serra de Gramado, rasgando a calça Lee. As pernas? Nada que maculasse a perfeição. Enquanto se buscava um contrabandista para fornecer outra, a Lili andava assim mesmo, remendada. Era um verão cearense fora de época que agüentávamos. Aí surgiu a moda dos jeans rasgados e remendados como charme pela outras moças.
Implorávamos aos deuses motociclistas que as férias não acabassem e que Lili resolvesse ficar aqui no Rio Grande. Alguns de vocês devem estar se perguntando do porque dos apelidos. Lili da CB é o óbvio. CB era a sua máquina. E Três Socos? Essa é outra história.
Aqui em Porto Alegre temos a nossa praia de Ipanema às margens do lago metido a rio (ou vice-versa?) Guaíba. Não tem os atrativos da irmã carioca, mas é muito pretensiosa também. Ali, numa tarde de sábado o pessoal se reunia para falar de moto e cerveja, moto e viagens, moto e mulher e quando faltava outro assunto falava-se somente de moto. E como sempre, tem um cri-cri, um chato e para piorar ainda metido à bacana. Suas piadas enjoavam, principalmente às mulheres.
— Todo machão tem duas bolas de gude entre as pernas. – Lili ronronava.
Começou a insinuar-se grosseiramente para a Lili, a única mulher sem namorado. Seus amigos cochichavam para que baixasse a bola. Aí é que o falso galo cantava mais alto. A Lili resolveu sair do barzinho ao que a criatura não se conformou e indo à direção da CB ameaçou riscar a moto com seu anel de ouro. O rolo estava formado.
Chegou a turma do deixa disso e quem te pede sou eu. Mas a Lili largou na frente:
— O dia em que precisar de homem para me defender eu não ando mais de moto!
O sacana levou a mão ao seu rosto num gesto de humilhá-la e subjugá-la. Lili abriu com o braço esquerdo retirando sua mão e como num raio enfiou a bota direita no seu escroto. O animal arrochou num gemido gutural e ajoelhou-se. Até touro que é touro se ajoelha. O cara quis erguer-se esbravejando impropérios de ruborizar dona de bordel. Foi então que Lili deu-lhe um potente soco na boca do estômago seguido de um direto no nariz. O sangue esguichou para todos os lados. E com a fera curvando-se Lili desferiu um gancho de direita no queixo e o cara tombou de costas. Friozinho. Desacordado. A boca cheia de sangue espumava. Socorrido pelos companheiros, custou a acordar. Nocaute mesmo. Aí chegou a Brigada Militar. Todos foram unânimes em explicar que:
— O cara tinha bebido demais e caiu de boca no chão quando queria subir na moto’. – dissemos quase em coro.
Soubemos depois que perdeu os dois dentes centrais superiores. Para os outros e a polícia ele também deu a mesma versão. Ficaria pior ainda um homem daquele tamanho ser surrado por uma mulher… Daí seu apelido de 3 Socos.
Respeitada. Admirada. Invejada. A Lili retornou ao sol e às praias do Rio com o fim do verão. Foi como uma ave de arribação. Uma bela e única ave. Escrevíamos-lhe cartas. Ela nos respondia. Eis que um triste dia veio a notícia – Lili da CB tinha morrido na serra de Teresópolis. Um caminhoneiro bêbado arremessou seu caminhão assassino contra um grupo de motociclistas. Ali também estava Lili. A sua manobra rápida desviou outros colegas da morte.
Lembro-me do que dizia: — A moto não é perigosa, o perigo está no piloto e principalmente nos outros.
A lembrança de um motociclista está no coração de quem o conheceu e nunca em nomes de ruas ou outras formas.
“ Saibam todos que lerem essas crônicas que existiu uma espécie fantástica de homens que pilotavam máquinas maravilhosas chamadas de Motocicletas, que rasgavam este planeta como cometas rasgando o manto negro do Céu!” (Crônicas & Agudas da Primeira Capital Equipe) www.edsonolimpio.com.br
Passeata pelo Trânsito! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 Setembro 2017.
02 out 2017 Deixe um comentário
Aqui está a continuação da Coluna iniciada com o tópico já publicado dos “3 Arcanjos”.
“Passeata pelo Trânsito”!
Sempre louvável toda a iniciativa que busque diminuir o extermínio de vidas no trânsito brasileiro. Fontes indicam mais de 60 mil mortes e incontáveis mutilados de corpo, mente e espírito, das vítimas diretas aos familiares, amigos e quem os ama. Morrem mais anualmente no trânsito brasileiro do que em seis anos de Guerra devastadora na Síria ou morreram de americanos na Guerra do Vietnam. Pois na manhã da última 6ª. Feira, dia 22 setembro, colegiais e membros da Secretaria de Educação desfilaram em passeata pela Avenida Américo Vespúcio Cabral e Cel. Marcos de Andrade, avenidas principais do centro da cidade – belo e motivador!
Há que ampliar essa incentivadora manifestação para atividades mais frequentes, práticas e contínuas. As autoridades de trânsito devem repintar ativamente as faixas de segurança e implantar novas com redutores eletrônicos de velocidade em pontos críticos, exemplo – defronte à Receita Federal e Complexo Realizare, onde ônibus, motos insanas e motoristas alucinados trafegam em velocidades similares da reta do autódromo de Tarumã. Os semáforos devem ser modernizados e atualizados, para motoristas e pedestres, com sinalizador de tempo restante de travessia e abertura. Refazer e melhorar a qualidade do piso para a circulação dos veículos, principalmente nas crateras abertas com a fragmentação do asfalto de qualidade duvidosa.
Atividades educativas com a presença física da autoridade policial e professores e estudantes para seu próprio uso e dos demais pedestres da sinalização, como local específico de atravessar, faixas de segurança, obediência aos sinais luminosos, evitar confraternização e atualização de rede social ao volante ou nas travessias. A correta utilização dos passeios e que as autoridades exijam calçadas adequadas e viáveis para seres humanos. Entidades de idosos e de pessoas com deficiências façam, como os estudantes antes referidos, atividades de orientação e disciplina em rodízio em várias áreas do município.
Vereadores, principalmente aqueles preocupados em aliviar as cargas fiscais de alguns, mas, no entanto, assim sobrecarregam outros, usem suas prerrogativas legais e usem ativamente seu corpo de apoiadores em constantes atividades para educação e conscientização no trânsito. Poderiam, nas mesmas leis que criam reduzindo ou isentando, que essas “isenções” e toda sorte de facilitações sejam ancoradas em serviços prestados à coletividade. Quem receber vantagens será porque deu “tantas horas de si” para a comunidade. Justo e humano. Nem de Deus se recebe benefícios e gratuidade com o trabalho e o esforço dos outros. Há que merecer e a troca por serviço comunitário é um caminho real. Leitor, pense nisso! Principalmente você que ainda pode ler e acredita em mudanças para melhor no país em frangalhos de instituições e de moral…
2017 – 09 – 26 setembro – 3 Arcanjos e Trânsito – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão



