Declaração de Amor! Edson Olimpio Oliveira. Série: Moto! Paixão Eterna. Crônica 13. Reedição–Dezembro 2017.

 

 

 

"SAIBAM TODOS QUE LEREM ESTAS CRÔNICAS QUE EXISTIU UMA ESPÉCIE FANTÁSTICA DE HOMENS QUE PILOTAVAM MÁQUINAS MARAVILHOSAS CHAMADAS MOTOCICLETAS QUE RASGAVAM ESTE PLANETA COMO COMETAS RASGANDO O MANTO NEGRO DO CÉU."

 

 

 

 

DECLARAÇÃO DE AMOR.

 

 

 

                                               Algumas pessoas desconfiavam. Outras sabiam. Certos amigos mais próximos desaconselhavam este relacionamento. Até achavam-no perigoso. Mas meu coração acelera e trepida a sua lembrança. A sua voz e corpo bem feitos continuam a deslizar em minha mente à lembrança dos momentos que juntos passamos.

 

 

                                      Amanheceu um lindo dia de sol. Os raios de sol esgueiravam-se para entrar pelas venezianas. Havia sonhado com ela esta noite. Seu nome… Morgana.  Minha esposa já havia se levantado e estava arrumando a casa e os filhos. Vesti-me apressadamente. Subtilmente saí de casa. Fui ter com ela. Abri a porta silenciosamente. Era penumbra em seu quarto. Ela ainda dormia. Coberta por um alvo lençol deixava entrever suas curvas sensuais. Braços abertos como a me esperar. Sua traseira firme e arredondada onde tantas e tantas vezes acomodei-me, trocando afagos e juras de amor. Deslizei a sua volta, admirando-a. Fui descobrindo-a lentamente. Acordei-a. Seus olhos grandes brilhavam de encontro aos meus em lampejos de paixão consentida. Havia uma marca de umidade no lençol… Certamente também sonhara comigo. Deslizei a mão por seu peito. Abri minhas pernas e acomodei-a. Mãos com mãos num toque de fusão absoluta de corpos e almas. E ela já bem acordada, ligada, sussurrava ritmicamente debaixo de mim. Todo meu corpo vibrava com ela. Sentia aumentar o calor vivo de seu corpo frenético. Nós nos consumávamos em amor pleno, total e eterno. Ela estava satisfeita. Pronta, convidando-me para passear. Eu estava esperando.

 

 

 Então subitamente a porta do quarto abriu-se… Era minha esposa. Surpresa? Não! Nós a aguardávamos. Cumprimentou-a, abraçando e beijando amorosamente a Morgana, esse amálgama de feiticeira-amor. E juntos, abraçados, faróis ligados, capacetes na cabeça, saímos a rasgar as estradas da vida neste belo e harmonioso triângulo amoroso: eu, minha esposa e Morgana, a nossa motocicleta.

 

Nota do Autor: Crônica vencedora de Concurso Literário Nacional.

Moto - Paixão Eterna - 13 - 2017 - Lawrence da Arábia

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