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Do calor da Paixão,
à Luz sublime do Amor, que se eterniza no Espírito!
A mente, como um aeroporto, vive e convive com pensamentos, ideias que vão e outras que, ainda no ar, esperam seu momento de pousar e serem acolhidas. E encaminhadas para suas casas. Outros pensamentos aguardam seu momento de decolar, nesse interim são modelados e lapidados. Ainda há aqueles que já taxiaram na pista e lá estão em sua cabeceira prontos para, ao receber o comando, decolarem para o mundo e até encontrarem outro aeroporto que os receba.
As variantes são incontáveis no universo da alma de cada pessoa. Essa singela alegoria reflete o cérebro e o coração do cronista. E me remete à Parábola da Ovelha Perdida na Bíblia Sagrada. Muitos são tocados, poucos se sensibilizam. A beleza de escrever e ser lido está, também, nessas luzes que recebemos daqueles tocados e sensibilizados por palavras, ações sugeridas, temas abordados e sentimentos desabrochados. Nosso entendimento é proporcional à evolução de nosso espírito e, até escassamente, recolhido nos galardões e comendas sem o viço da humanidade.
Crônicas & Agudas!
Tantas vezes uma data comemorativa representa uma trégua nos relacionamentos e uma bandeira branca de aproximação e diálogo construtivo. Uma nau açoitada pelo vento, ondas sinistras dum oceano furioso, raios e trovoadas no horizonte escuro das crises onde o bem maior, a saúde, navega na esperança do tratamento inicial e da vacina experimental.
O porto seguro está dentro da nossa casa.
Sente-se que na vida tudo principia pela paixão, que frequentemente transcende à razão. Nossa humanidade anseia e necessita estar com outra pessoa e muito com aquela pessoa especial. Ninguém busca a sua “cara-metade” ou a “parte que lhe falta”. Desejamos encontrar o todo. Pessoas completas em sentimentos, num coração desejoso e apto para amar sem possuir. A paixão acasala-se com o arrebatamento, com a explosão dos hormônios, uma pólvora que detona e, como na música, “explode coração”. Assim a paixão está para todas as atividades humanas.
Crônicas & Agudas!
Onde termina a cor laranja e começa o amarelo? Onde termina os “50 tons de cinza” e começa o branco ou o preto? O amor encontra o porto ou o aeroporto em que ideias, sentimentos e as vibrações se confortam e convivem com o tempo e com os novos voos e objetivos – juntos! O amor, sendo Luz, é reflexão e perdão. Compreender e amar “defeitos” no outro, que na realidade são “os nossos defeitos” ou inaptidões.
O amor busca se perpetuar, perene como o ciclo da noite e do dia – nem sempre dia, nem sempre noite. Como o sol e a lua no mesmo horizonte e uma miríade de estrelas cintilantes no firmamento. Na vida, apaixonei-me pela Medicina. Hoje amo a Medicina e anseio pela sua companhia para sempre, enquanto meu ser tiver essa divina permissão e aceitar.
Crônicas & Agudas!
Geralmente a idade nos entrega aquilo que plantamos – para o bem e para o mal. Todos temos cruzes para carregar em nossas costas – a diferença está no tamanho da cruz e na nossa capacidade de aceitar e carregar. As faíscas da paixão inicial se mantém e alimentam o futuro. O amor é conquistado e preservado, burilado nos espinhos da jornada.
A maturidade se nutre do companheirismo, das histórias conjuntas, do frescor e do fungar de um abraço silencioso, nos lábios que se tocam num chimarrão e, certamente, na gratidão em um firmamento juntos. Há corpos e mentes que se rebelam às restrições do físico esmaecido. Há mentes que se ampliam e buscam, na constância do amor, a preservação dos mais belos sentimentos e o espraiar da vida que se perpetua e transcende aos encantos luminosos ou fugazes do caminho.
O amor não está lá fora.
Buscá-lo no outro? Encontre-o primeiro em ti.
O amor e a centelha divina estão em cada um de nós. Jamais seremos completos sem esse simples entendimento.
2021 – 06 – 15 Junho – Paixão – Amor – Espírito – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
jun 21, 2021 @ 16:12:46
Gratidao