Mambira! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Dezembro 2013

 

2013 – 12 – 06 Dezembro 2013 – Mambira – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Mambira! Serei mambira?

C

ertamente os sobreviventes amigos e amigas que me acompanham nestas duas décadas (quase!) de coluna jornalística não estranham o termo usado no título. Os mais jovens devem estar indagando aos seus botões o que significa isso. Será algo relacionado ao mensalão? Ou ao inferno da poluição sonora em Viamão City? Antes que alguns percam suas unhas ou ataquem ao cronista, vamos esclarecer. Mambira é um termo usado no viamonês arcaico, ou seja, um tipo de dialeto desta região com raízes discutíveis e que significa: coisa de grosso, rude, brega, fora de moda, cafona, deselegante e por essas veredas. Sempre me encantei ao ouvir expressões e termos por vezes ressuscitados de um passado em que o tempo não andava na velocidade da fórmula um.

Cr & Ag

E, no melhor dos sentidos e dos cuidados, por vezes, somos confrontados com situações em que nos alertam para não sermos “mambiras”. Tenho uma filha com essa habilidade especial, desentoca, escava ao natural, como uma arqueóloga das palavras e usa-as para me orientar e balizar certos hábitos e comportamentos. Sabem aquela combinação de gravata, camisa e outros eteceteras, pois a maioria dos homens pega a primeira peça que aparece ao abrir o roupeiro. Eis aqui outro valor inestimável de se ter uma mulher que cuida de nós (homens!). Elas têm a sensibilidade e o senso da proporcionalidade e da beleza atualizada e que tranquilidade é chegar do banho e encontrar as roupas devidamente selecionadas e combinando só faltando vestir-se e… ganhar o mundo.

Cr & Ag

“Homem sem mulher não vale nada!” – dizia o Trovador dos Pampas. Mas toda a regra tem exceções. Inclusive esta. O que está na moda? O que é sempre atual? Há quem apregoe aos quatro ventos que “gosto não se discute”. Assim como religião e outros quetais. Inclusive quando não há gosto algum ou a realidade beira o eterno sucesso musical do “Samba do crioulo doido” (ou do afro-brasileiro insano, pelo besteirol). A doideira toma conta e com as novelas globais a embalar hábitos e maus costumes, a salada de frutas tende a azedar se a gente detiver alguns minutos dos sentidos ao mundo circundante. “Pô meu, que loucura!” – alfinetava um amigo num baile de alguma comenda mal encomendada.

 “Não há rico mambira, são excêntricos!” – dizia-me e acrescentava: “mulher só é feia quando grossa ou pobre de espírito”. Escutar amigos é beber da sabedoria próxima e sem custo algum. Há mambiras dissimulados, mas o espírito permanece leal a velhos hábitos e há quem pregue: “ser brega é chique por demais”. E para encerrar, a mambireza que me toca segue como “impávido colosso”.

Motoristas de taxi.

Um amigo viajado contava sobre os motoristas de táxi no Japão e suas luvas brancas como alma de anjo e vestuário impecável. Falou também dos motoristas de táxi e ônibus na Inglaterra que mesmo tendo muitos africanos, indianos e asiáticos em geral são adequadamente vestidos e educados. Citou local diametralmente oposto, inclusive em Nova Iorque. Refere ter sugerido a certo vereador que legislasse para aprimorar a conduta de boa educação e vestimentas adequadas dos taxistas viamonenses, pois refere haver casos em que algum motorista está totalmente fora de contexto. Acrescenta: “se o hábito não faz o monge, certamente ajuda a identificar e confiar”. Qual a sua visão do fato?

Mãos - negro e nêne

Profissional ou Amador – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 27 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 27 Novembro 2013 – Profissional ou Amador – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Profissional ou Amador

M

ilhares de vagas estão à espera de candidatos com qualificação em empresas de todo o país. Em algumas profissões a carência é crônica e quase insolúvel levando à empresa a distinguir e treinar seus funcionários para outras atividades. Observemos os prestadores de serviço que executam tarefas em tempo limitado como consertos domésticos obras residenciais. A formação profissional passa da prática orientada por alguém mais experiente para a autonomia rapidamente. Cursos para o seu ofício? Raramente. A qualidade do serviço fica naquele terreno pantanoso do “dá pra aguentar” ou “poderia ser pior”. Somente algo não muda para qualquer desses prestadores de serviço – o preço cobrado. Cobram como profissionais e até como especialistas num serviço realizado de qualidade até deplorável. E ainda com os “direitos do trabalhador”. Afinal é a lei…

Cr & Ag

Empregadas domésticas têm o maior percentual de aumento entre os trabalhadores. A sua carência é sentida em todo Brasil e o seu custo torna-se inviável para muitas famílias de classe média que muito dependia dela, como da classe das professoras. Romantismo e realidade pontual faziam crer que as domésticas eram “escravas” e a legislação foi inflada de direitos e mais direitos e escassez de deveres. Isso é uma regra do Brasil em que as inteligências mais primárias e outras nem tanto se espelham no sucesso e enriquecimento de seus “líderes”, eleitos e até “messias políticos”.

Cr & Ag

Numa identificação com pessoas que não precisam trabalhar ou estudar para crescer socialmente muitos seguem a vida de atalhos e exacerbação de “direitos sociais”. A famosa “constituição cidadã de 1988” é típica desse DNA que estimula a identificação com a estirpe do malandro e das piores raízes da colonização portuguesa tendo infindáveis “direitos” e raros “deveres”. Relata-se que mais de 50 milhões de pessoas estão atreladas a algum programa social do governo. Ou mais de ¼ da população. Ainda, um em cada quatro pessoas recebe do trabalho dos outros. Tudo bem? Tudo bem se houvesse uma contrapartida e que critérios fossem rigorosos tanto para receber quanto para permanecer no úbere social.

Cr & Ag

Para piorar todo brasileiro não é igual perante a lei. Você que acreditava em cláusula pétrea está em alguma categoria em que alguns são mais iguais que outros? Basta ser negro ou índio, por exemplo, para receber uma série de vantagens em prejuízos de outros. E aí principalmente de negros e índios pobres além dos pobres e carentes de todas as cores. O populismo messiânico com o dinheiro do trabalho alheio jamais criaria cotas por mérito e esforço para beneficiar os pobres ou quem gasta os fundilhos nos bancos escolares.

Cr & Ag

Dia 8 de Dezembro comemora-se em Viamão, como em outras plagas, o Dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade. Muitos comemorarão outra “efeméride” neste mesmo dia. Qual? Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, instituiu o “Dia da Lealdade e do Amor à Hugo Chávez” com solenidades intensas pelo país. Aproveitemos para orar!

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Jornadas da vida – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 20 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 20 Novembro 2013 – Jornadas de vida – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Jornadas da vida

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credito que estamos aqui nesta terra abençoada pelo Criador com a finalidade de “entender”, de evoluir em corpo, mente e espírito. O sofrimento e as dificuldades da jornada são proporcionais às nossas limitações para colher os frutos do entendimento. Afinal esse sempre foi o desejo primordial do ser humano e se lembrarmos dos ensinamentos do Gênesis vê-se que Eva e Adão tinham tudo que necessitavam para viverem com felicidade e harmonia, mas foram seduzidos para terem todo o “conhecimento” de Deus. A tendência bovina ou de manada é infelizmente uma constante nas pessoas e na sociedade. A subnutrição do intelecto é como uma virose altamente contagiosa e as criaturas repetem como seu rebanho, tribo ou horda. E observem que nenhum lustro acadêmico ou nenhuma pompa de títulos deixam ou vacinam o seu possuidor de ser uma toupeira – que as toupeiras perdoem a comparação com os fuçadores abaixo do solo.

Cr & Ag

Quando uma criatura é especializada em chavões ou rótulos estaremos nos deparando com sua escassez de pensamentos resolutivos. Qualquer tentativa de argumentação esbarrará neste paredão dos conceitos pré-digeridos ou do chic-politiquês. Observe que nem a aureola de erudito, escritor, filósofo, doutor ou plumagens semelhantes resolvem e permitem uma conversação construtiva. Conheço gente que inicia: “tu é de direita” ou “de esquerda” e não vamos chegar a lugar nenhum. Sua mente racional está seriamente deteriorada. É de chorar ver pichações do tipo “o petróleo é nosso”. Tenho um amigo que diz “ser a prova da reencarnação ver essas criaturas vivendo novamente com a mente do século passado e ultrapassado se arrastando nos dias de hoje”.

Cr & Ag

Há quem entenda “benefício social ou direito social” como uma dádiva divina patrocinada e oferecida pelo seu “representante” aqui na terra. São incapazes de entender ou fazem uma “negação” sintomática de sua enfermidade. Não há ninguém trabalhando, zurrando, pagando e sendo espoliado ou esfolado, restringindo sua qualidade ou necessidade de vida pessoal e familiar, para que o “trabalhador” (todos os demais seriam vagabundos?) tenha seus direitos (aqui não usam suas esquerdas)? O tema é instigante e denota coragem e desprendimento do formulismo sectário e doentio.

Diário de bordo.

Tenho incitado nosso comandante Pedrão para que use um espaço para relatar e brindar-nos com suas incontáveis experiências de viagem. O Pedrão é um desses andarilhos descolados e atleta campeão que teria muito para enriquecer e ilustrar o jornal. Sua humildade o impede, creio. Outro dia estive em Fortaleza e observei o “boom da Copa do Mundo” com novas avenidas, rodovias alargadas, piso civilizado, iluminação pública e outras vantagens do Mundial de futebol. Ao contrário de Porto Alegre – empacada! Impressionante a “polissexualidade” exuberante e em harmonia tanto em locais de trabalho como entre turistas. É uma evolução social que estas parcelas significativas e crescentes sejam respeitadas e se façam respeitar. Resta algum constrangimento privado com a ideia romantizada do “nordestino cabra macho”, mas a sabedoria do respeito mútuo parece estar evoluindo.

Mão - Liberdade

O ovo da serpente – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 13 Novembro 2013

 

 2013 – 11 – 13 Novembro 2013 – O ovo da serpente – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O ovo da serpente

N

as democracias do mundo civilizado e plenamente consolidadas, as manifestações dos chamados movimentos sociais tem local e hora de acontecer e prévio ajuste com as autoridades responsáveis. Assim é na Alemanha, Canadá, França, Inglaterra, Austrália e Estados Unidos, por exemplo. Por que aqui no Brasil não é assim? Emergimos da longa ditadura de Vargas para um período de transição e instabilidades do pós-guerra mundial com a dicotomia evidente dos dois grandes blocos no planeta. Americanos e soviéticos e seus satélites com a Guerra Fria e logo a Ditadura militar brasileira e em tantos outros países. O ocaso da ditadura brasileira culminou com os embriões de todas as cores e bandeiras gestados no ventre dos dois partidos permitidos.

Cr & Ag

O comunismo perdeu a graça, mas jamais a força dentro dos empedernidos e derivou para o “socialismo” com todas as “áureas”. E apareceu em nomes de partidos e projetos de uma “nova esquerda” e “luminosa” execrando os regimes de “direita”. Chique ser socialista. Não há democracia em nenhum regime comunista. Não pode haver democracia em nenhuma filosofia comunista. Isso é real. A queda do Muro de Berlim selou novos tempos com a fragmentação do imperialismo russo e a formação de novos países e antigos povos buscando sua identidade e liberdade fora da dominação comunista. A alegoria da liberação sexual com consequente libertinagem após a pílula anticoncepcional se aplica aos movimentos sociais brasileiros. A materialização das Diretas Já estimulava. Fora Collor mostrou o poder do povo nas ruas. Mas pelas beiradas, a velha tática de guerrilha avançava com a complacência dos governantes e da justiça.

Cr & Ag

Invadem-se propriedades pelo viés da “reforma agrária” ou do “trigo e soja transgênica”. Destruição de bens particulares e públicos, inclusive com morte de agentes da lei, como do brigadiano na avenida Borges de Medeiros. Ardilosamente criou-se uma “justiça pelo social” para justificar e aprovar crimes de toda ordem. Obstrução de ruas e estradas virou coisa corriqueira. Ninguém realmente penalizado por seus atos ou desatinos. “Os meios justificam os fins” e a “via curta” seria o caminho para a “justiça social” – sempre a palavra social, socialismo. No entanto, isso jamais seria permitido nos países “socialistas” do modelo de Cuba, China, Rússia ou Coreia do Norte. Ou alguém duvida disso? Lembre-se da gaúcha “engaiolada” na Rússia por estar em manifestação do Greenpeace!

Cr & Ag

Este ano o povo do bem saiu às ruas do Brasil em manifestações contra a impunidade, a vergonha do Mensalão e de parcela de ministros do tribunal máximo, a corrupção desenfreada, a falta de segurança, a saúde mais enferma do que nunca para quem não pode se tratar com os mestres do Hospital Sírio Libanês, e a educação piorando ano a ano. Desordeiros, arruaceiros, vândalos, criminosos atacam as manifestações e deixam um rastro de destruição onde passam. Alguém punido? Chamam-nos de Black Blocs. A infecção está disseminada das periferias aos campos. Queimam-se ônibus e veículos todo dia e por qualquer motivo – nenhum motivo é válido para a violência. Invade-se e destrói-se impunemente. Essas arruaças foram benéficas para quem não quer o povo nas ruas numa canção democrática com as famílias e jovens vivendo a democracia que nunca teriam naqueles países “socialistas” citados. Não espero que você concorde ou discorde de mim, quero que você saia do “miojo e do xis-bagunça” e use sua razão ancorada nas contas que você paga para governantes que enriquecem no poder aboletados pelo voto ou pelo compadrio. Enquanto você cada vez tem que trabalhar mais, tirar de você e dos seus para azeitar as falcatruas e a impunidade e lhe digam que é “tudo pelo social”.

3 Graças na face de Einsten

 

“Chapelada com chapéu alheio” – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 06 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 06 Novembro 2013 – Chapelada com o chapéu alheio – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Chapelada com o chapéu alheio”

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uantas vezes observamos crianças com longas cabeleiras e ao indagarmos o motivo ou por espontânea justificativa dos responsáveis: – Foi uma promessa que eu fiz para que ele ficasse curado! Ou aquele enfermo em situação complicada que algum amigo ou familiar fazia uma “promessa” para que ele se recuperasse. Novamente seria o “doente” a pagar a promessa feita pelo seu “benfeitor”. Comum? Observem nas procissões de festas religiosas. E com cuidado entre os amigos ou familiares de doentes. Inclusive para sucesso nos negócios ou até na vida amorosa, mas sempre com o mesmo método: promessa feita para outrem pagar. Que beleza!

Cr & Ag

Alguns ainda se irritam, enfurecem-se caso contestado ou mostrando que a responsabilidade é de quem assume o compromisso e não do “beneficiado”. Controvérsia? Jamais. “Quem pariu Mateus que o embale” – diz a sabedoria milenar. Ou seja, a responsabilidade é dos pais das criaturas, crianças ou atos. Mas a roda do mundo responsável não gira com essa clareza e simplicidade. Governantes criam “benefícios” para que outros paguem a conta. E afirmam que “devem pagar com a maior boa vontade”. Sempre aparecerá alguém muito “socialista” para “tirar dos ricos e dar aos pobres” ou “tirar de quem tem mais”, desde que seja sempre no bolso dos outros. Conhece algo assim?

Cr & Ag

Assim também temos quem abrace alguma causa. Qualquer causa. Desde proteção aos animais como da sexualidade. E ai de quem não rezar pela sua cartilha e não “assumir” e agitar a sua bandeira. Há uma amiga que adota animais de rua como gatos, cães e logo cavalos. Lamenta-se que “ganha pouco”, que a “família critica e não ajuda”, “que ninguém quer colaborar com ração” e outros eteceteras e tal. Faz dívidas e dá calote alegando que faz esse serviço de proteção animal e que “todos deveriam ajudar”. Novamente criam-se compromissos para os outros assumirem e pagarem a conta.

Cr & Ag

A natalidade está em queda constante entre as pessoas com maior discernimento, educação e bom senso. E não necessariamente pela situação econômica. Um amigo faz uma alegoria com natalidade consciente e “inconsciente”. -“Tem gente que parece que faz sexo dormindo” – acrescenta. E ainda se ouve o surrado e velho chavão: – “o filho é a alegria do pobre”. Como se filhos não fossem a alegria (e responsabilidade) de todos. Certamente não é nenhuma alegria ver filho passando necessidades, fome, doenças, depender de ajudas e bolsas de políticos, ser gado de curral eleitoral ou coisa pior. Mas alguém deverá pagar. E serão sempre os mesmos.

Sabem a origem da expressão do título? Lacaios que acompanhavam seus amos tiravam o chapéu em larga mesura em sua homenagem e alardeando os feitos e benesses de seus patrões ou senhores. O poder somente tira o chapéu para um poder maior. Vale a filosofia do saudoso “velho guerreiro” Chacrinha: – “Ajoelhou, tem que rezar”!

 

 

Convite – Missa para Waldeliro Antunes da Cunha pelo seu 3º. ano de falecimento. Dia 10 de Novembro às 18,30 horas na Igreja Matriz de Viamão.

Toque Tecnologia

Bons indícios do governo Bonatto? – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 30 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 30 Outubro 2013 – Bons indícios do Bonatto? – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Bons indícios do governo Bonatto?

Atribui-se ao filósofo chinês Confúcio que viveu por volta de 500 a.C a seguinte máxima: “Se queres investir por um ano, plante arroz. Se queres investir por dez anos, plante árvores. Se queres investir por um século, eduque crianças”.

Todos os marcadores nacionais e internacionais não cabresteados pelos governos demonstram que os resultados da educação são de lamentáveis para deprimentes. Critica-se duramente o governo Bonatto e fazem-se comparações com os governos anteriores ou ancoradas às críticas, nas promessas de campanha. Mas tenho observado no dia a dia do consultório um indício, um marcador, um veio ausente nas críticas. Funcionários da prefeitura não querem atestados além do necessário para seu tratamento, exames ou consultas. Uma rotina de parcela do funcionalismo de todas as origens e cotas – escapar do serviço. Ou a célebre expressão – “ele faz que paga, eu faço que trabalho”.

Cr & Ag

“Quero o comprovante da hora da consulta, nem precisa do turno ou do dia. Tenho que voltar porque o Bonatto está controlando.” – interessante? E como o volume de professores é significativo, esses achados também o são. Significa que antes a coisa estava mais relaxada? Que os governos e suas chefias eram complacentes ou benevolentes com o dinheiro público? Agora estão exigindo cumprimento de contratos e de jornadas de trabalho? Não temos como aferir a produtividade se a criatura está permanecendo mais tempo ou o tempo obrigatório no serviço. Aqui está o gargalo real do serviço público brasileiro – altos impostos e produtividade geralmente ruim.

Cr & Ag

Lembra-se do governo Colares/PDT e da Neusa Canabarro? Colares ainda procurava a cadeira para sentar-se no Piratini e o CPERGS sindicato decretou uma gigantesca greve, com “sinetaços e panelaços”. Escolas em tempo integral que agora o governo Dilma/PT vem apregoando para implantar, e férias rotativas como todos os demais mortais e trabalhadores privados causou a sistemática agressão ao governo e, por consequência, danosa aos escolares e à educação. Da mesma forma que certas lideranças dos professores odeiam que se fale em meritocracia. Produtividade do trabalho? Sempre se tentou manter férias de inverno e longas férias de verão. Somadas aos feriados, pré e pós-feriados, dia do professor, dia do índio, dia do dia… Reuniões de planejamentos e avaliações e de toda a sorte de artifícios para ausentar-se do trabalho e, por fim, abandonar o título de professor (a) ou mestre para “trabalhador em educação” e “tia”. Para outros a miséria intelectual é campo fértil para as “bolsas” e o populismo desenfreado.

Cr & Ag

Felizmente persistem os bons professores (maioria!) na sua árdua e fundamental tarefa. Sofrem as perseguições desses maus colegas, muitos pendurados nas tetas sindicais e dos partidos políticos. Criou-se a escola sem disciplina, sem compromisso com o saber e evoluir, com o tema de casa, com o passar de ano, sem respeito aos mestres, da vergonhosa educação lúdica e da “criminalização” do mérito. O rosário é longo e passam pelas cotas raciais ou étnicas e não por cotas de mérito e da situação econômica do estudante e sua família.

Seria a exigência de cumprir horário o início de evolução positiva?

Translúcido - grávida em pos. de lótus

Grávida em posição de lótus!

Realidade e Fantasia – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 23 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 23 Outubro 2013 – Realidade e Fantasia – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião.

Realidade e Fantasia

O

 avô é um cara que tem uma segunda chance na vida. Em várias coisas. Ter netos é a melhor delas. A mais gratificante e reveladora da fase da vida dos filhos em que a batalha da sobrevivência e do crescimento profissional, familiar e econômico tomava mais tempo do que devia. Viver e ajudar a criar suas brincadeiras e ser estrela, coadjuvante e plateia num universo maravilhoso de encantamento, sonhos e possibilidades infinitas. Abstrair-se de uma realidade tantas vezes tóxica para acompanhar um super-herói, uma princesa ou enfrentar um vampiro louco com uma escova de cabelos. Construírem-se finais belos e felizes com a vontade de sempre quero mais e “amanhã vamos brincar de novo”. Nenhuma certeza de que nossos netos, como foram nossos filhos, “darão certo”. Mas temos a certeza absoluta de que estivemos ali e auxiliamos, projetamos, construímos e realizamos com amor as estruturas, as bases e os caminhos de seres únicos e de nossa responsabilidade.

Cr & Ag

Conhece o “gabiru voador”? Como não? Num mundo de lobisomem, vampiro, bruxa, homem do saco, duende verde, coringa, anacondas, dinossauros de todos os modelos e anos de fabricação existe o mais terrível de todos – o gabiru voador! É mais do que qualquer outro, mas com um detalhe especial – ele só é mau para os inimigos e para quem é mau. Os olhos arregalados e a respiração suspensa do neto revela o poder terrível do “gabiru voador”. É o ser mais poderoso do universo e quando ninguém espera lá está ele detonando com os inimigos. O “gabiru voador” é o cara. Os gremistas e o Barcelona conhecem o poder do “gabiru voador”. A associação de fantasia com realidade cria o poder máximo sobre a mente, com o risco de acreditarmos piamente de que aquilo é realmente verdade. Veja o Tarso falando do assassino e mutilador Cesare Battisti julgado e condenado num país democrático se não é de deixar os olhos marejados de lágrimas e louco de vontade de levá-lo para nossa casa para cuidar da nossa família e orientar nossas pessoas amadas!

Cr & Ag

A criança tem o sentimento da brincadeira, mas o adulto responsável prepara o solo fértil para que ali germinem os melhores sentimentos e prepare-se para um futuro que vem cantando pneus na avenida principal da cidade. Cuidar e proteger aquela boneca traçará a imagem de uma mãe ou de uma professora, por exemplo. Houve um tempo em que talvez grande parte das professoras ficavam solteiras, ou pejorativamente solteironas. Não casavam. Seu tempo de namoro era dispendido nos bancos das escolas de formação do magistério e logo cuidando dos filhos dos outros. Restavam-lhes o cansaço e a satisfação vencida pela vida solitária ou aquecida pelos sobrinhos.

Cr & Ag

Há uma regra de ouro que demonstra que quanto mais as pessoas se envolvem com o mundo exterior ao seu lar, quanto mais querem atividades com o que está lá fora, mais pobre e reduzido é seu mundo interior e piores os resultados de sua existência. De que vale ser nome de rua, praça, estrada, aeroporto ou… e ter sido um pai ausente ou um avô descartável. Se não formos lembrados pelo amor dos nossos, a nossa jornada terá sido incompleta. Observem a quantidade de “velhos” agarrados como o vampiro de Bela Lugosi em pescoços de virgens ao poder. Poder! Besteira e muitas vezes falsa essa de paixão ao clube, ao estado, ao país, à humanidade – paixão avassaladora e insana ao poder.

Translúcido - casal e grávida

Estelionatos – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 16 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 16 Outubro 2013 – Estelionatos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Estelionatos

“Estelionato: ato de obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.” Fonte – Dicionário Aurélio.

A editoria do Jornal Opinião resgata a memória do povo viamonense com os atos e promessas de governantes ou de aspirantes ao poder que não se realizaram. Ou jamais se realizariam. Esta crucial seção ainda não tem nome e leitores sugerem “Memória” ou “Estelionato do Voto”. Já ocorre entre os leitores conscientes e indignados um ranking de quem e de qual o partido é o campeão de mentiras, ilusionismo eleitoral e a tentativa deliberada de estelionato eleitoral. Ou como seria classificado quem promete ou anuncia com estrépito e pompa realizações sabidamente que seu governo não irá realizar?

Cr & Ag

E quem vem ponteando a artilharia? Até aqui a promessa reiterada do hospital e da usina de asfalto denotam capacidade “invejável” de faturar em proveito próprio. Sempre se acusa à escassa memória do eleitor em repetir seus erros e absurdos reelegendo as mesmas figurinhas viciadas no Executivo e no Legislativo. Perpetuam-se. E depois se queixam, mesmo sem lembrar em quem votaram na eleição anterior. E o casamento abjeto para a sociedade continua. Um chargista criou a imagem do “eleitor chifrudo” para caracterizar a traição premeditada do seu candidato. Chifrudo e manso. Tão mansinho que presenteia com sofá e cerveja ao seu candidato estelionatário. Ainda são figuras e metáforas com humor que bem retratam e espelham e cidadania violada, violentada e vilipendiada.

Cr & Ag

Uma anedota conta de “uma eleitora que foi à delegacia queixar-se de certo candidato que durante a campanha eleitoral foi a sua casa cinco vezes. Comeu seu bolo e sua ambrosia. Tomou seu café. Usou seu banheiro e a estuprou cinco vezes. Ao que o delegado espantado indagou: – por que somente agora a senhora veio queixar-se? A sua resposta: – é que ele tratou de voltar depois da eleição e não voltou mais!”.

Cr & Ag

Muitos eleitores fariam tudo que seus candidatos fazem se tivessem as mesmas oportunidades. Infelizmente. Vergonhosamente. Eis que nossas “lideranças” espelham a sociedade que os elegeu. Ou simplesmente os apoiou. E isso não é mera casualidade ou pruridos e cólicas da evolução social. Quando a impunidade grassa como a peste descontrolada, a educação de qualidade é uma quimera, a saúde é um pesadelo com os fantasmas escolhidos e marcados como culpados pelo governo, a segurança e a justiça pública privilegia e inventa caminhos para permitir ao criminoso ser “mais criminoso ainda” estamos diante de um projeto ideológico de “desconstruir” ou destruir para recomeçar das bases. As mesmas bases da ditadura cubana e do populismo ditatorial bolivariano – Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina. Ou do império soviético e o estelionato nacional como a República Democrática (? – no absoluto comunismo) da Alemanha, antiga Alemanha Oriental e o poder bélico que subjugou povos e países. O grande poder do Mal está em fazer as pessoas pensarem no Diabo e no Inferno como simples fantasias. E principalmente em atribuir a sua culpa aos outros, sejam classes profissionais, países ou sistemas de vida. E de morte.

Rosto na Paisagem

Nem tudo é o que parece inicialmente.

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Cupido ‘cumprido’ – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 09 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 09 Outubro 2013 – Cupido ‘cumprido’ – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Cupido ‘cumprido’

E

is que mexi e remexi com os brios de muita gente com as constatações: – “A criatura pode ser feia, ter mau hálito e higiene comprometedora, atitude grosseira e egoísta, mas sempre haverá alguém para amá-la. Apesar de seus defeitos e tentar estoicamente melhorar, remediar, corrigir seu estado e comportamento.” Inclusive com os considerados ‘imexíveis’. Não pretendo invadir o território de Maio Vargas Llosa no livro “O perfeito idiota latino-americano”, mas como negar ou tangenciar a verdade se ‘cada pé torto encontrará um sapato torto’. Ou ‘para quem ama o feio bonito lhe parece’. Nem quero enveredar pelo poetinha Vinicius de Morais que entre outras profetizou: – “As feias que me peCupidordoem, mas beleza é fundamental.” A mitologia mostra-nos que o filho de Vênus é um serzinho alado e um arqueiro imprevisível. Os flechaços do Cupido perfuram os corações e ‘corassebos’ mais… digamos que mais, mais esquisitos. Quem sabe – mais surpreendentes?

Cr & Ag

Lembra daquela anedota gauchesca que um amigo diz para o outro entre um gole de cana e uma puxada no palheiro: – Mas tche, aquela rapariga além de feia como briga de foice no escuro ainda é renga dos cascos e tu vais te argolar… Ao que o outro arrematou de pronto: – Mas eu quero é pra tirar cria e não é pra corrida ou pra enfeite de estância! Que maravilha é o amor! Há coisa mais linda e sincera  do que amor banhado de feiura? Na Viamão Setembrina de algum tempo passado e lembrado por nós escutou-se num casamento: – “Ele pode ser feio como o demônio, mas é muito trabalhador e sério (N.C.: decente, correto).” Observem como uma legião de marias-chuteiras caçam craques do futebol. É claro que querem homens trabalhadores e nem importa se a boniteza passou ao longe. É o amor(com acorde musicais).

Cr & Ag

Línguas viperinas ferem insistindo que no passado os casais faziam amor, sexo ou procriavam na escuridão já para não se enxergarem numa época anterior ao Viagra. Deve ser maldade dessa gente! Era uma época que não havia luz elétrica, nem luz negra ou espelhos no teto. Tempos medievais. O mundo não era tão transparente. Era algo tipo mensalão – até existiu, mas ninguém viu nada e foi tudo pro caixa dois dos colchões, dos lençóis e dos edredons. O amor pode ser contraditório e até absurdo. E saindo da relação homem e mulher e outras alternativas explícitas ou não, há quem troque a mulher por uma motocicleta. Quem seja viúvo e ressuscite o fusca, como um ex-presidente de ‘amigas’ desprovidas de calcinhas. Outros – o amor ou a paixão pela ideologia é tanta que querem fazer do Brasil uma grande Cuba. E não é a ‘cuba libre’. Há quem ame e se entregue de voto e alma ao Sarney, ao Maluf e centenas de outros genéricos num espinhel sem fim de desgraças anunciadas.

Cr & Ag

Um conhecido está no quarto casamento oficial, excetuando aquelas situações do tipo ‘entre San Juan e Mendoza’, ‘é namorido’, ‘ainda estamos experimentando’, ´é test-drive de longa duração’, ‘se juntar de verdade estraga e desanda’. Mais – ‘ela tem os filhos dela e eu tenho os meus, então…’, ‘nessa idade a tesão é como carnaval’, ‘amor é como confiar no governo’, o antológico ‘tico-tico no fubá’, entre outras certezas e insalubridades. No futebol e no maior tribunal de um país de Vargas Llosa, o ‘técnico’ muda jogadores no decorrer da partida para que o resultado seja favorável a sua vontade ou de seu comandante supremo. Na vida e no amor não é bem assim. O que está bom ainda pode azedar se alguém pisar na bola. O que já está periclitante ainda pode piorar ou nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior. Logo – deixe a criança algemada dentro de você sair e amar, pelo menos nesse Dia da Criança de 2013. E que seja um ‘13’ de muita sorte e cumprido como esperança de brasileiro.

Pombas beijando

Abraço

A feiura de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 02 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 02 Outubro 2013 – A feiura de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A feiura de Viamão

N

o Jornal Opinião da semana passada escreveu-se sobre Viamão ser uma cidade feia. Outras ocasiões e textos, a mesma observação tem sido feita. Seria observação ou constatação? Esse tema é relevante em pessoas que olham a cidade com o coração e com a racionalidade do observador, mas ausente em muitos responsáveis e nos alienados de sempre. Como o leitor sente a “feiura de Viamão”? O cronista concorda com certas observações e lamentável realidade – Viamão está mais feia dia a dia ou sua feiura é agravada pelo comportamento de muitos viamonenses ou de pessoas excluídas da ética da cidadania ou responsabilidade social – num politicamente correto.

Cr & Ag

Ruas com piso deplorável. Passeios e calçadas ausentes ou quase intransitáveis enquanto uma fiscalização sectária exige e ameaça apenas nas ruas centrais. Pichadores infestam as ruas e sujam e destroem impunemente prédios, o que não se constata em muitas outras cidades. Propagandas sem qualquer disciplina ou bom senso seguem no rumo contrário das cidades, inclusive colossais metrópoles como São Paulo. Lixo depositado a margem de ruas e rodovias, basta a administração recolher várias caçambas para nos dias seguintes os lixões estarem refeitos. Um trânsito central que pode beirar a insanidade consentida, sendo a principal avenida uma pista de alta velocidade. Veículos de propaganda sonora abusiva e veículos de proprietários mais abusivos ainda ostentando sua ‘chinelagem’ sonora. Como o fundo do poço ainda tem subsolo ou o que está ruim ainda pode piorar, lojas colocam caixas de som nos passeios para aumentar o inferno para nossos tímpanos. E as construções irregulares invadindo o domínio público?

Cr & Ag

A criatura pode ser feia, ter mau hálito e higiene comprometedora, atitude grosseira e egoísta, mas sempre haverá alguém para amá-la. Apesar de seus defeitos e tentar estoicamente melhorar, remediar, corrigir seu estado e comportamento. Assim é a vida e assim são os relacionamentos. Estranhos? Por mais estranho que pareça há pessoas e cidadãos que poderiam estar em qualquer outro lugar para viver ou trabalhar, mas exercitam seu amor, seu suor e suas energias buscando tornar a sua vida e a dos outros melhor e com mais harmonia.

Cr & Ag

Mudando da mala pro saco – se São Pedro, aquele que possui as chaves do Céu, fosse o ministro Celso Mello do Supremo acaso teríamos os poderosos indo para o Inferno? Ou os camelos passariam com extrema facilidade pelo buraco da agulha? Outra inquietação – qual a proporção de brancos e poderosos nas cadeias em relação aos negros e pobres? Aguentam mais uma? Logo teremos brasileiros com um nome poderoso – ‘embargo infringente’ da silva?

Cr & Ag

Em tudo há um ‘porém’ ou um ‘mas’, ainda bem! E feiura tem solução, tanto nas cidades quantos nas gentes. E burrice? E irresponsabilidade? E egoísmo e ganância?

AVISO: Esta e as demais crônicas estão em www.edsonolimpio.com.br. Assim como imagens e outros textos desse autor.

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