“Ti arremanga e vem!” – Edson Olimpio Oliveira

 

 

2013 – 07 – 03 e 10 Julho 2013 – Ti arremanga e vem – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Ti arremanga e vem!”

             – Viamão ainda é a terra que o boca braba pode perder os dentes e borrar as cuecas! – dizia-me um amigo referindo-se a cenas de pugilato explícito na terrinha setembrina. Talvez, acreditem outros, que muitos guerreiros farrapos tenham reencarnado e prosseguem na peleia. – Isso é terra de macho. Uns mais machos que os outros. Tudo macho uma barbaridade. – completou. Os veteranos (velhos nunca!) lembram-se de um bloco carnavalesco anterior ao Madrugada CCC que respondia por “Ti arremanga e vem”. O pessoal se reunia para quebrar o pau no Paladino de Gravataí, na Lomba do Sabão e depois no “buraco do Padre”, na igreja da Viamópolis. Sabem essas torcidas organizadas que vão aos jogos buscando brigas? Nesse ritmo. Ficou famosa uma família em Viamão em que na ofensa de um aparecia de criança a mulher idosa afiada para o combate. Eram os tais de cafunchos. Ainda restam sobreviventes desses peleadores destemidos em que nas brigas juntavam urubus e a Brigada somente aparecia dias depois de chamada. Coisa braba. Muito valente ficou com a boca aberta de orelha a orelha ou palanqueado num balcão de buteco com a adaga entrando pelo umbigo e saindo pelas costelas.

Cr & Ag

                As famosas carreiras de cancha reta na Lomba da Tarumã quando faltava gente do Passo do Feijó, hoje Alvorada, ou do Capão da Porteira, o pessoal se atracava entre si. Motivo? Gosto de sangue na boca! Quando o valente sente o gosto de sangue na boca, o covarde sente um calor molhado nos fundilhos. Um corre na frente e o outro corre atrás daquele. Contam de uma dessas peleias cabeludas no costado da Cruz da Lomba. Um negro, que ainda não era afrodescendente, parou peleia com uma turma do Passo do Feijó. Negro ligeiro e do corpo fechado. A bala corria solta em berro de 38 e pum de garrucha e a adaga do negro “relampiava” no sol do entardecer. E ninguém segurava o homem tomado de uma fúria inaudita. O sangue encardia a grama poeirenta. Uma correria de doidos e gritos de “acuda que ainda sou moça” e “eu não fiz nada” ou “tenho mulher e oito filhos”. Quando a poeira baixou e o estrume firmou um pouco, dois tauras mortos – um degolado e outro com as tripas esparramadas num pelego rubro. Uns oito ou nove estropiados e retalhados e uma égua baia estrebuchando para morrer. – Uma égua? Sim a égua foi o estopim do desentendimento e morreu junto com o dono. – E o negro? – uns dizem que foi morto pelo delegado e enterrado no banhado onde está o lago, outros juram que fugiu para a fronteira. Na verdade, ninguém quis realmente saber, pois vá que o negro volte…

Cr & Ag

Eis que Viamão foi sendo colonizada por gente de todo lugar, sexo, raça e… valentia. Do bom e do menos-bom. – Te fresqueia que te formino! – dizia um professor e diretor de tradicional escola viamonense ao aluno que enquadrou sua afilhada numa ardente refrega de sofá. O aluno pegou rumo de casa e abandonou a escola. Tesão e burrice – mistura geralmente fatal! Por muito tempo aqui foi uma terra de viúvos, jamais de cornos. E língua grande e afiada servia para iscar anzol e pagar uns jundiás no arroio Alexandrina. Mas muda o mundo e mudam as pessoas, mas volta e meia tem algum com as paletas chiando quando o laço pega. As leis estão aí para proteger bandido e defender sacana. E nossas histórias irão sucumbir no esquecimento ao contrário dos ianques. Outro dia assistia a saga de lutas entre duas famílias e dois estados americanos – os Harfields & McCoys, uma saga com poucos sobreviventes de disputas insanas e extremadas. Mitos e lendas se confundem no ardor de sentimentos encapelados.

Cr & Ag

Vândalos e desordeiros! Pergunte-se a quem interessa o vandalismo desenfreado e impune durante os protestos de jovens e famílias que rejeitam lideranças embandeiradas? Quem leva vantagem com o vandalismo desacreditando ou fazendo com que as pessoas rejeitem os protestos?

Positivo

– Sou contra o REVALIDA para os médicos estrangeiros, principalmente os “importados” do governo Dilma.

“O povo (de Deus) unido jamais será vencido!” – Edson Olimpio Oliveira

 

2013 – 06 – 26 Junho 2013 – O povo (de Deus) unido jamais será vencido – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“O povo (de Deus) unido jamais será vencido!”

O povo tem o direito e o dever de manifestar-se contra essa situação fantasiosa que os governos e lideranças políticas com o apoio de segmentos daquela mídia azeitada por verbas públicas diretas e indiretas. Esse “país maravilhoso” que querem nos impingir “não é o nosso país” – como a música O meu país de Zé Ramalho e letra de Gilvam Chaves. Uma “presidenta” escoltada por mais de 70% de aprovação conforme certas pesquisas de opinião, não é o nosso presidente. Governantes que tratam a educação com o descaso e a impregnação ideológica de um esquerdismo caduco não serve para nosso país. As pessoas sofrendo nas intermináveis filas por atendimento de saúde, hospitais mal gerenciados e sucateados com os enfermos morrendo pela desassistência oficial enquanto o governo privilegia postos de gasolina e não postos de saúde, não é o nosso país. Principalmente da elite, essa sim elite política que se trata no Sírio Libanês. De um governo que numa década abriu quase um terço das escolas médicas do país em comparação com dois séculos de ensino médico e ainda quer “colonizar-nos” com médicos cubanos e a pregação ideológica da ditadura castrista, enquanto dezenas de milhares de médicos nacionais anseiam por um concurso público e uma carreira adequada – é um triste país.

Cr & Ag

A insegurança é total. Desarma-se o cidadão e permite-se ao criminoso exercer seu “ofício” em liberdade. Parcela de uma justiça corrompida por Lalaus, outra que privilegia a bandidagem dando voz e guarida para ONGs e organizações de defesa dos bandidos. Às vítimas resta dor e desesperança. Leis podres como essa pantomima de grandes penas onde ninguém pega mais de trinta anos e em 1/6 disso está liberado para o crime novamente e lavam as mãos como os Pilatos modernos. Trabalhadores expulsos de suas terras e privados de seu sustento e trabalho para destinarem “25 % das terras do país para indígenas”. Uma loucura gerenciada contra o Brasil e contra os indígenas. Estradas sucateadas e assassinas. Portos a aeroportos entregues ao caos com caminhões esperando uma semana para descarregar. Comunista falando em democracia com uma autoridade invejável ao diabo defendendo o céu.

Cr & Ag

Governo perdulário e irresponsável privilegiando estádios de futebol e corrupção e abrigando criminosos julgados e condenados em seus países. Governo que fecha os olhos ao tráfico de entorpecentes da Bolívia de Evo Morales, que perdoa as dívidas de ditadores e tiranos africanos que fazem os fantásticos negócios imobiliários no Rio de Janeiro com o dinheiro extorquido por impostos de toda ordem do povo brasileiro. A lista de desgraças é imensa e o gatilho do aumento das passagens estava leve como dos assassinos que infestam nossas ruas.

Cr & Ag

Vândalos! Desordeiros! Esses são os mesmos que picham e destroem continuamente o patrimônio público e privado e ficam impunes atrás de uma cesta básica ou de um falso serviço comunitário. Ou aqueles do famigerado semiaberto, como aqui do Ana Jobim. Eles são os filhos, são as crias da impunidade que começa pelo “de menor” criminoso e vai ao político corrupto do mensalão que aí está livre no Congresso nacional e como “facilitador” de negócios com os governos. Os ofendidos ou que vestirem a carapuça são contra o povo brasileiro e favoráveis à corrupção, à bandidagem e às más condições que nos são impostas por incompetentes, coniventes ou criminosos.

Nota: Acrescentei “(de Deus)” ao refrão popular em homenagem aos pentecostais que reunidos dia 5 de junho em Brasília em gigantesca e pacífica manifestação popular prenunciaram o grito do povo que agora presenciamos.

1987-Polônia-Transp.card.

Ruptura de paradigmas – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 06 – 19 Junho 2013 – Ruptura de paradigmas – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Ruptura de paradigmas

O que é um paradigma? Os dicionários nos ensinam que são modelos ou padrões definidos. Para qualquer coisa, desde o imponderável da silva como para comportamentos, por exemplo. A sociedade evolui com essa quebra de conceitos, pois toda a fronteira existe para ser alcançada e rompida. Geralmente com sacrifícios e sempre com dor. As mudanças são dolorosas, mesmo quando estudadas, elaboradas, medidas, avaliadas e reavaliadas. Doutos afirmam que estamos num período de transição. Mas quando não estamos num período de mudanças? O fogo afastou as feras e deu calor e melhora nos alimentos. A roda jogou a humanidade num patamar superior. A Idade Média, considerada por vários, como a idade das trevas, também foi época de ruptura de conceitos religiosos e da arte explodir. A Medicina sempre esteve em transição, sendo a grega, a egípcia, a romana, a árabe e nesta escalada infinita aos luminosos dias de hoje.

Cr & Ag

A mulher é uma das mais importantes e fundamentais faces dessas mudanças. Construindo e desconstruindo seus espaços e metas. Deixando de ser mera reprodutora e coadjuvante ou poder oculto para ser a estrela principal em vários firmamentos. A consciência coletiva jamais é obtida, pois nascemos diferentes e assim seremos sempre. A unificação dos seres só é possível colocando-os na base mais rasteira. O que é uma mentira fadada a quebra de governos, sistema políticos, ideológicos e familiares. Desiguais tratam-se desigualmente sem jamais abandonar os menos favorecidos pelo intelecto ou pela estrutura vigente.

Cr & Ag

Várias mulheres optam pela sua realização pessoal e profissional sem as algemas sociais da obrigação da maternidade. O livre arbítrio encontra aqui sua forma plena quando o egoísmo está ausente. Os casais optam por não terem filhos gerados por eles ou não terem crianças fixas em seus lares e devem ser respeitados. Os casais podem ter o mesmo sexo e optarem ou não pela maternidade-paternidade e devem ser respeitados. Qual a força mobilizadora da humanidade mais poderosa que o amor? Assim como a luz rompe as barreiras da escuridão e afasta as sombras, o amor é o princípio e jamais o fim.

Cr & Ag

Somos seres de ódio em nossa maioria, mas a semente do amor persiste gerando luz em nossos espíritos e novos paradigmas serão rompidos. Os grilhões da escravidão do homem sobre o homem foram removidos das leis, mas ainda pulula em corações empedernidos e na voracidade do poder. E muitas vezes travestido do populismo de governos e líderes que ao não oferecerem educação de qualidade, saúde real e acessível e segurança física e jurídica tornam escravos nações que esperam alimentar-se nesse úbere falso. Amar para sermos amados e nunca “ser amados ou idolatrados” para ter mais poder.

Cr & Ag

Lembro-me de um desses paradigmas da minha infância que felizmente não era opinião ou ensinamento dos meus pais: – O homem pra ser homem tem que beber, fumar e ir pras malocas! – e tristemente ainda há quem acredite e professe tal estalão.

Fumo - Morte

Viamonenses anônimos – E dson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 06 – 12 Junho 2013 – Viamonenses Anônimos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Viamonenses Anônimos

Legiões de pessoas acordam diariamente para suas jornadas de vida nos trabalhos, nas escolas e numa gama infindável de atividades que constituem o tecido social de uma nação. Dormem para o dia seguinte reiniciar mais um ciclo de uma vida que tem um início anunciado, mas nem sempre um fim bem quisto ou adequadamente previsto. São anônimos. Sem face, escassa opinião. Suas dores e tristezas são meras massas utilizadas por gourmets políticos numa sanha de riqueza e poder. Viamão não é diferente das outras cidades e regiões. Muitos cavam as suas próprias sepulturas, mas nelas sepultam seus amigos, parentes e concidadãos levados pelo caudal dos desgovernos e da voracidade e incompetência que grassam como incêndio em fábrica de papel.

Cr & Ag

Brigada Militar e poder público.

Cidadãos têm manifestado sua constante apreensão com a marginalidade agressiva que gravita nas imediações da Caixa Federal e da praça fronteira à Unidade de Saúde e Igreja Adventista na Rua José Garibaldi. Comerciantes, clientes da Caixa, consumidores do comércio local, trabalhadores, enfermos e crentes da igreja estão constrangidos e acuados. Dizem que não basta a intervenção eventual, é preciso constância e energia. Acrescente-se ao crescente número de indivíduos desocupados ou em atitude suspeita no perímetro central da cidade, há que a autoridade intervir pelo menos exigindo identificação desses possíveis predadores, o que já fará com que se afastem daqui. Os cidadãos exigem que o policiamento ostensivo seja realmente ativo nos dias e no relento das noites. Pais pedem que o policiamento atue identificando possíveis contraventores e traficantes infiltrados nos locais e com menores de idade e skatistas.

Mulher, futebol e cerveja!

Sociólogos, filósofos do apocalipse, especialista na arte do espeto e da carne e outros congêneres os assemelhados creditam ao homem, macho da espécie e derradeiro reduto ou bastião da masculinidade, como sendo a mulher, o futebol e a cerveja os maiores prazeres da terra. Não necessariamente nesta ordem, pois alguns iniciam pela cerveja e outros pelo futebol. Como nada existe sem a contrariedade, não há luz sem a escuridão, as opiniões conflitam e os gostos e desejos navegam por outros mares ou por descaminhos – até insólitos. A humanidade capacita-se a construir e a derrubar mitos. Um adesivo na motocicleta de um bombeiro do Paraná: – “Ela disse: a moto ou eu? Algumas vezes até sinto saudades dela!” Esse é um sábio. Outra pérola numa filosofia de para-choques: – “Mulher ou caminhão? Com ele vou e volto, com elas até vou, mas voltar…”

Devagar e sempre.

A rodovia do calvário ou a ERS 40 entre Porto Alegre e Viamão City está quase parando em alguns horários e estagnada em outros. Sem nenhuma solução no horizonte estamos indo “devagar e nunca”. Logo teremos um pedágio administrado pelos criminosos ali no hospital do Ridi e uma área de pernoite no “porquê” Saint Hilaire. Exigem-se que os ônibus tenham sanitários e se possível lanches subsidiados num tipo “bolsa”. Somente com humor para suportar o cheiro e o desconforto de longas horas empacotado dentro de veículos, há que idealizar-se algum conforto extra aos sobreviventes da jornada diária ou eventual. E lembrem-se – nada é tão ruim que não possa piorar!

Dia do Médico 2

São João – festa e realidade – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 06 – 05 Junho 2013 – São João – festa e realidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

São João – festa e realidade

A religiosidade do brasileiro, principalmente o de origem portuguesa, faz deste mês de junho uma festa da alma popular. Em cada recanto do Brasil de todos os santos dançam-se, erguem-se fogueiras, explodem-se fogos de artifício, comem-se amendoim e quentão e exercitam-se simpatias para o próprio São João como para outros santos e divindades. Batizam-se crianças com João e com Joana em homenagem ao santo e também buscando a sua proteção e abertura de caminhos. Este cronista quase foi gravado como João Edson, nada contra os familiares que assim queriam, mas se fosse dada a opção ao bebê, gostei mais de receber o nome do meu avô paterno. Assim como minha irmã recebeu o nome da avó paterna.

Cr & Ag

Enquanto muitos suam sangue na batalha do dia a dia para vencer os compromissos e dar melhores condições para sua família, a realidade brasileira continua contemplando quem vive no atalho e faz do descaminho e da faina predatória uma profissão defendida pela impunidade e pela virulência crescente das criaturas, entidades e ONGs protetoras de bandidos. Faziam-se simpatias para saber se casaria ou se seria feliz encontrando o homem ideal. Uma dessas consistia em colocar uma clara de ovo dentro de um copo com água e deixá-la ao relento. Exposta ao frio noturno e ao luar místico. A leitura matinal contemplava o sucesso ou não da moçoila. Tenros tempos em que se acreditava numa singela crendice e o casamento ainda era uma instituição aspirada pela maioria das jovens.

Cr & Ag

Enterrava-se uma faca no caule de uma bananeira, pulavam-se fogueiras, derramava-se tinta de escrever numa folha de papel que logo era dobrada e deixada sob o travesseiro. Havia tempo e disposição para acreditar no sobrenatural, enquanto os sentimentos fervilhando atiçavam os corações em busca da felicidade. A felicidade passava por caminhos humildes e até simplórios numa sociedade que conseguia separar o bem do mal. A luta para continuar vivo e trabalhando para sustentar-se e aos seus familiares tende a ficar mais difícil dia a dia. As simpatias deram lugar à brutalidade e à perversão impune.

Cr & Ag

Transformem a frase do parágrafo anterior numa brutal realidade em que a bandidagem crava a faca no cidadão e joga na fogueira as pessoas violentadas por sua fúria criminosa. Muitos deixarão de ter um humilde travesseiro para acalmar seu cansaço e acalentar seu sono necessário. Para isso é impossível termos alguma simpatia, no mais amplo sentido. São João continua fazendo a parte dele certamente, mas nós, como sociedade brasileira, espelhamos uma conivência e a uma passividade incompreensível. Você ou alguém que você conhece continua a eleger criminosos e perdoá-los quando vestem a camiseta do seu partido ou da sua facção política.

Cr & Ag

Infelizmente temos que bater na mesma tecla, esperando que os sons acordem cada vez mais cidadãos e acordar principalmente aqueles que ainda acreditam que navegamos em águas tranquilas e que a pirataria somente acontece com as caravelas dos outros. Tendemos a acreditar que o mal está distante e somente acontece aos outros. Já não basta mais “orai e vigiai” há que agir.

 

Imagens submersas!

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Intolerante da Silva – Edson Olimpio – Jornal Opinião

 

2013 – 05 – 29 Maio 2013 – Intolerante da Silva – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Intolerante da Silva

Se você é silva como eu, peço que não se agite em demasia. Acaso você seria um intolerante da silva como eu? Pois caminhamos, remamos ou zurramos num mundo em que se prega a tolerância em todos os graus e matizes. Da religiosa à sexual. Da gastronômica à ideológica. Muitos toleram quem concorda consigo e suportam, a custa de cabelos arrancados, de ranger de dentes e de incontáveis pruridos aos do outro partido. Se for partido, não é íntegral, absoluto, total, logo seria o resultado da intolerância. “Enrolation”? Realidade. Tão realidade que estou neste seleto grupo que não tolera vagabundagem explícita ou camuflada.

Não tolero homem sustentado por mulher dentro do meu intolerável machismo e não tolero mulher que sustenta vagabundo. Sou muito intolerante com bandidos, criminosos de toda a laia, casta e idade, sendo intolerável apregoar que são coitadinhos ou deserdados da sociedade. Não tolero quem assassina queimando viva uma pessoa, como a dentista que sustentava os pais idosos e a irmã doente, por ter apenas trinta reais. Não tolero menor assassino e essas penas malditas e distorcidas que soltam criminosos para cometerem mais crimes, enquanto as vítimas continuam desassistidas e abandonadas pelas hordas de ONGs dos direitos dos criminosos e de políticos defensores de bandidos.

Não tolero quem leva vantagem sem merecimento, principalmente ancorado num proselitismo caduco – ou seria eunuco? – ou na culpa coletiva ou hereditária. Acho intolerável o benefício gratuito, sem compromisso da busca da excelência e da contrapartida. É intolerável assistir a políticos inescrupulosos e corruptos serem novamente eleitos ou reeleitos numa senda sem fim. Não tolero administrador queixoso ou dando explicações furadas, como se todos fossem idiotas, da sua incapacidade de resolver os problemas do seu cargo. Ou resolve ou se demite.

Não tolero esses deficientes de caráter e de vergonha que ocupam as vagas destinadas aos deficientes físicos e idosos. Assim como não tolero essas criaturas que se acham motoristas e tomam as vias públicas como se fossem suas latrinas e seus veículos como armas de guerra. E não tolero essas estradas esburacadas, sem duplicação e assassinas. Não tolero essa gente que não nos oferece segurança e nos impede do direito à defesa pessoal, da nossa família e do nosso patrimônio. Não tolero muito criminoso ser taxado de ativista social e essa escória de pichadores perdoados e explicados como “artistas” enquanto agridem o patrimônio público e privado.

Estou cansado dessa tolerância com a falta de hospitais decentes e postos de saúde em número suficiente para atender ao povo enquanto os poderosos tratam-se sem filas nos melhores centros médicos do Brasil e do exterior. É intolerável culpar aos médicos e demais profissionais brasileiros pela má qualidade da saúde oferecida à população. Não tolero mais culpar a vaca pelo leite contaminado e nem ao bezerro como cúmplice das escancaradas falcatruas. Não tolero escolas que não ensinam e alunos analfabetos funcionais numa educação lúdica e irresponsável de metas e méritos, onde muitos não ensinam para muitos mais aprenderem um quase nada.

Não tolero esse politicamente correto (?) em que professor ou mestre virou um mero trabalhador da educação e o respeito dos alunos e dos pais está abaixo… Do que mesmo? Não tolero essa demagogia que respeitar aos aposentados do INSS é impossível, mas fazer vantagens para jogadores de futebol, perdoar dívidas de caloteiros ou premiar com o sacrifício do povo brasileiro a governos estrangeiros é normal. Deus do céu! A lista é longa e parece não ter fim e é intolerável que o meu espaço não comporte o clamor das pessoas que formam as legiões dos sem palavras e sem plateia. Concluindo: não tolero desamor, humildade travestida e culpar aos outros para fugir da responsabilidade.

 

Chocolate! Chocolate! Chocolate!

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Desilusão! Uma crescente desilusão–Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

2013 – 05 – 22 de Maio 2013 – Desilusão! Uma crescente desilusão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Desilusão! Uma crescente desilusão

Doutor, imagina se o senhor está com meus familiares baixados no hospital? Minha mãe precisa operar a vesícula, meu pai com pneumonia e assim vai. O senhor recebeu a confiança da nossa família e os dias vão passando e a gente não vê nada acontecer para curar ou melhorar as doenças deles. E nós confiamos no senhor e lhe demos carta branca para tomar as atitudes e fazer acontecer, mas nada se vê. – dizia-me um amigo paciente.

– Sim e daí? – perguntei-lhe.

No seu caso, nós trocaríamos de médico e de hospital para evitar desgraça maior. Viamão tá assim doutor, eu e a minha família votamos nesse pessoal do Bonatto e do André acreditando neles e confiando que teriam a mesma capacidade de decisão da sua vida profissional na administração da Prefeitura, mas até aqui nada de real. E vamos parar com essa estória de não ter dinheiro se a Prefeitura tem milhares de empregados. Essa gente está fazendo o que? Ou tem alguém esperando a indústria da licitação? Estamos muito tristes e acho que logo logo vai ter gente com saudade do Alex. – continuou numa extensa e convincente explanação.

E tem mais! Outro viamonense revela sua insatisfação.

O senhor tem que parar de acreditar e defender essa turma que tá aí. Os cem dias já foram para o espaço e nem o básico eles conseguem fazer e dar sinal de vida. Ou estão esperando para o último semestre do 4º. ano de governo? Não foi o Rui Barbosa que disse que “a pena é mais poderosa que a espada”? Pois esses secretários e os eleitos parecem que não sabem disso ou ficam naquelas reuniõeszinhas de partidos botando defeitos nos outros e não cuidam da obrigação deles e da nossa vida. São incompetentes ou negligentes? – manifestava-se com profunda irritação. Continuou: – E confio que escreva isso na sua coluna, pois tem uma turma aí que é chapa branca…

Impressiona o crescente número de pessoas que manifestam a revolta e desilusão com a administração atual da Prefeitura. É caminhando pela rua, no consultório com pacientes ou acompanhantes, por mensagens eletrônicas e em outras maneiras. Raros são os que defendem a administração. Vejam o que disse outro eleitor declarado: – E ainda vem gente do partido falar em projeto de desenvolvimento para Viamão. Parece brincadeira doutor. Se não conseguem tapar buracos, limpar a cidade e mudar esse inferno do trânsito que são coisas simples nestes quase cinco meses, o resto é enrolação de linguiça pra enganar cachorro bobo!

Não é da rotina desse espaço dedicar-me prioritariamente à política viamonense, mas é impossível alienar-se com a crescente desilusão das pessoas que votaram na esperança de mudanças positivas e palpáveis. Assim como cresce a desconfiança da capacidade do secretariado em fazer acontecer com o gigantesco quadro funcional da Prefeitura e o medo de que logo venham as licitações para que outros façam aquilo que os assalariados não fazem ou gerar as famosas indústrias de licitações e do caixa dois – vários se preocupam com essa calamidade nacional. Isso é real e os eleitos devem tomar consciência de que na falta de “pão e circo” o povo vai virar-se contra eles. Ou melhor, está reagindo contra de forma crescente.

Algumas colunas seriam necessárias para estampar a desilusão crescente de tantos viamonenses e inclusive eleitores do Bonatto-André, mas continuo torcendo para que acertem o passo e que Viamão agradeça aos seus eleitos por suas realizações e melhora da cidade e de seu povo.

Angelina Jolie

Angelina Jolie – na arte do caricaturista um tributo à coragem.

Leite “popular” – salvem-se quem puder – Edson Olimpio – Maio 2013

 

2013 – 05 – 15 Maio 2013 – Leite “popular” salvem-se quem puder – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Leite “popular” – salvem-se quem puder!

Salvem-se quem puder neste Brasil de todos os escândalos. Não chega a esfriar o banco que algo de novo e horripilante incendeia o noticiário. Superfaturamento nos estádios da Copa em que faltam hospitais e sobra ideologia de esquerda. Os dez anos de governo “popular” que proporcionalmente criou mais escolas de Medicina que os séculos anteriores, tornando o país num recordista mundial, mas sem dar emprego, carreira e salário compatível aos profissionais que informa, forma ou deforma para as regiões carentes. Agora o mesmo decanato de governo quer a importação de escravos cubanos para fazer “Medicina”. Não bastasse insistir para que “médicos” saídos de qualquer “escuela” no estrangeiro nem precisem obedecer às leis nacionais de validação de seu diploma e verificação de sua capacidade nas universidades públicas. Vergonhoso e triste! Alguma ideologia (marxista, leninista, castrista, maoísta, etc.) retrógrada deseja aumentar a sua trama, a sua teia de poder na sociedade brasileira? Vale a estratégia de semear desgraças para falsamente oferecer solução.

Cr & Ag

Notaram como diminuíram os comboios de caminhões de areia na ERS 040 depois da divulgação de presos pela operação Concutare? Estariam mineradoras ou seus membros preocupados em caírem na malha da polícia federal? Ou seria mera casualidade? Eis que mais um escândalo semanal explode – leite falsificado, contaminado por substâncias nocivas à saúde. Beleza vir à tona, mas por que somente depois de mais de um ano da constatação das denúncias? Será que o estado ou o Brasil não têm peritos e laboratórios em condições técnicas de realizarem esses exames em dias ou semanas? Ou alguém solicitou auxílio de Cuba e de seus “médicos”? Ou a interferência de forças do astral? Estamos sendo envenenados todo esse tempo ou somos cobaias de algum experimento maquiavélico? E ainda querem alijar o ministério público da investigação dos delitos e crimes! Somos solidários à revolta dos cidadãos que trabalham, pagam impostos e são sugados pelos governos, que privilegiam assassinos de todas as idades e colarinhos em detrimento da pessoa honesta e trabalhadora. Na última década a “bolsa bandido” aumentou em mais de 500% os pagamentos aos criminosos brasileiros, enquanto as vítimas…

Cr & Ag

Tá vendo só doutor como o senhor tá errado em mandar a gente beber muito leite e iogurte para tratar a osteoporose? Vê como o senhor tá errado em recomendar essa vacina pros velhos? Taí a vacina derrubando velho e o leite terminando de adoecer e matar. Ou o senhor acha que o governo se interessa pelos velhos? Ou nos mata pela aposentadoria que diminui sempre, ou mata favorecendo os bandidos, ou mata pelos alimentos e pelos remédios falsos! – dizia uma querida amiga e professora aposentada. Assim como na época da ditadura e do Golbery em que nada era casual, agora na ideologia atual acaba-se com o que resta da saúde das pessoas, desacreditam-se os profissionais mais respeitados, desrespeitam-se as instituições (como da segurança, do ministério público e do judiciário), protege-se a criminalidade, acoberta-se a falcatrua, ruma-se ao caos institucional e social para que a “nova era dos salvadores da pátria” eternizem-se perante oposições débeis ou covardes.

Cr & Ag

Um conhecido e atuante esquerdista local dizia-me que “a saúde em Cuba é excelente e acessível a todos”. Saúde de quem? Em que níveis? O pessoal do poder quando adoece vai para o hospital Sírio Libanês ou Albert Einstein. Nunca ao SUS e muito menos a Cuba. Por quê? No século passado a ilha exportou a “revolução” e a morte para toda a América Latina e para a África. Hoje exportam “médicos” que não possuem condições ou o preparo das nossas piores escolas médicas. Quais as patentes ou descobertas na área médica de Cuba nos últimos sessenta anos? Quantas patentes ou prêmios Nobel teve a medicina ou a pesquisa cubana? – Lá se cura o vitiligo! – dizia um incauto ou doutrinado. Nenhuma prova ou documentação reproduzível em nenhum lugar do planeta que ateste isso ou que Cuba possa negociar sem ideologia associada. Logo é a balela que repetida ganha louros de verdade. Como a saúde do Brasil não tem solução com brasileiros, nossa segurança é insegura, nossa justiça é tardia e falha, nosso leite é insalubre e os japoneses reclamam dos buracos das mineradoras de areia… que outra solução, que outra salvação teremos?

Ternura

Amamentando

Vou dar no meio dele – Edson Olimpio – Maio 2013

 

2013 – 05 – 08 Maio 2013 – Vou dar no meio dele – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Vou dar no meio dele”

Seria um período ou um estágio de transição da sociedade e da humanidade? É mais fácil separar o “joio do trigo” ou o bom do ruim? As distensões entre os mais variados segmentos sociais e entre as pessoas estão mais agudos? Há mais intransigência? Certa feita em São Paulo, estávamos quatro viamonenses num percurso num táxi. O motorista queimando uma adrenalina a olhos vistos, eis que outro carro ameaça cortá-lo e entrar em sua pista e ao contrário de reduzir a velocidade ou frear, mas ele acelera. O outro motorista recolhe e passam a centímetros um do outro. Eis que ele assim se manifesta entre outras palavras que vocês podem imaginar e deduzir: – Se ele mete, eu dô no meio dele! E nós e ele e o outro motorista? Escapamos de um acidente e dele “dar no meio do outro”. Insanidade? Esses alucinados estão aí do seu lado. Eles caminham e dirigem entre nós e estamos expostos a sua fúria e ao amargor de sua existência.

Cr & Ag

“Imprensa canalha”.

Jornalistas entrevistando as autoridades responsáveis pela prisão desse pessoal acusado de máfia das licenças ambientais. Os jornalistas, assim como aquele conhecido pessoal dos direitos humanos, insistiam que os presos teriam más condições de vida no presídio central. E preocupados com o banho de sol, visitas de familiares, número de refeições. Kits de higiene, colchões e roupas de cama limpas, chuveiro quente e outras “obrigações” do sistema. Estranhamente nenhuma pergunta sobre os motivos e as evidências que desencadearam a operação Concutare e a prisão dos acusados. Certamente a maioria dos cidadãos desejaria saber os detalhes dos crimes que motivaram as prisões. Os cidadãos entendem que para “graúdos” serem acusados e presos pela Polícia Federal deve ter havido exaustiva investigação, sólidas provas e evidências policiais, do Ministério Público e aceitas e aprovadas pelo juiz federal e passado inclusive pelo Ministro da Justiça. Mas nada disso interessava aos jornalistas entrevistadores. Isso é comum e corriqueiro na atividade fundamental da imprensa livre. A mesma imprensa que tem sido alvejada pela vontade e desejo de segmentos interessados em limitar, cercear, amordaçar a imprensa livre. Gente que dizia combater a censura da ditadura, agora virou vidraça e não aceita ser criticada e muito menos verem expostas suas chagas. E foi usando a expressão do título que um assistente esbravejou em público quando ouvíamos a entrevista.

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“Mata-se em nome de Deus”

Sempre se matou – e muito – em nome de Deus, E isso nunca foi exclusividade de nenhuma religião em particular. Tanto religiões orientais quanto ocidentais. É conhecida a perseguição que Buda e seus discípulos sofreram, assim como eram pisoteados por elefantes em público. Cristãos jogados às feras e trucidados nas arenas. As batalhas das cruzadas e os mouros na península ibérica. O extermínio das populações indígenas na América e as intermináveis guerras tribais da África. A lista é muito, muito longa. Acusam o Islamismo de diversos males e as matanças por seus membros. “De alguns de seus membros” – seria melhor. A intolerância e as mortes de uns não significam o pensamento, sentimento e atitude da maioria. Concorda?

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Grávida

Comida Caseira – Edson Olimpio – Maio 2013

 

2013 – 05 – 01 Maio 2013 – Comida caseira – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Comida caseira

O

gênero de programa que mais cresce na mídia trata de culinária com as mais variadas formas. Do simples ao gótico. Do caseiro ao grande chefe. Há lugar para todos os times e uma única divindade – a gastronomia. Há quem atribua isso a dois importantes fatores dos nossos tempos: primeiro – a mulher abandonou a cozinha doméstica no dia a dia para ter uma vida profissional. Segundo, ao fato das famílias usarem e abusarem cada vez mais do comer na rua ou comer fora. Eis que isso abriu o caminho para um aluvião de homens dedicando-se de corpo, alma e boca ao cozinhar por esporte, diletantismo ou necessidade de retorno às origens da comida caseira ou da saudosa comida de mãe e de avó.

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O cronista já está com água na boca de lembrar-se de certos pratos domésticos. Sopa de feijão que é uma dessas obras de arte doméstica com fórmula e execução da Cledi que encanta o cronista e tem novo adorador no neto Lucas. Ah, querem a fórmula? Falem com ela! Mas aquele caldo único e grosso dos grãos esmagados, filtrados, com temperos naturais e isentos dessa formulação química abusiva, a massa no ponto, a linguiça rabinho de gato e… Deve-se degustar abusivamente no almoço, pois temos à tarde para continuar curtindo imagens e sabores inigualáveis.

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Observe que até o tradicional churrasco tem fórmula e execução peculiar em cada assador. Absolutamente nada contra os lautos bufês e variedade de carnes nas churrascarias, mas um churrasco feito com o capricho e o amor do assador doméstico tem um valor único que se constitui em um ritual. O cérebro recorda da churrascaria tal e qual, mas somente o coração faz as glândulas salivarem lembrando-se das comidas caseiras. Dói-me ver ou saber das mães ou das avós que não tem tempo ou abrem um prosaico miojo e colocam nos pratos das crianças. O cozinhar e ser assistido por filhos ou netos é uma deslumbrante mostra de afetividade, de carinho, de amor declarado e degustado. Estudos demonstram que crianças que são alimentadas e que participam dessa liturgia da cozinha com seus familiares, tornam-se pessoas mais aptas a elaborar seus sentimentos e prepararem-se para a vida revestida do amor familiar.

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Muito se fala e busca a denominada qualidade de vida. Acredite que a qualidade de vida passa obrigatoriamente por satisfazer o que é uma necessidade básica – comer e beber – ser realizada com alegria e amor. Nos tempos da nobreza ou pré-modernos, as cozinhas ficavam afastadas ou distantes da parte principal da casa ou do castelo. Além dos cheiros, sujeiras e da fumaça destruidora de pulmões, isso era tarefa para escravos. Inclusive a alimentação básica pelo leite do seio. As famílias eram desagregadas, ajuntadas por interesses e de amor escasso muitas vezes. No entanto, nas casas dos camponeses ou dos indígenas, a cozinha era a área mais nobre e utilizada da família. Uma família mais integrada e amorosa respeitando e cuidando dos seus do nascimento à velhice oferecendo às visitas ou convidados aquilo do melhor de sua culinária e das suas posses. E… bom apetite!

Mãe Negra

Quando o amor transcende…

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