Comando de Policiamento da Capital tem novo Comandante – 13 julho 2012

Destacamos com alegria e respeito que o ex-comandante da Brigada Militar em Viamão foi destacada e assumiu um dos mais importantes cargos na centenária e orgulhosa corporação. É o novo Comandante do Policiamento da Capital gaúcha. Agradecemos ao convite do Coronel Freitas. Nossos votos de contínuo sucesso.

Comando de Policiamento da Capital tem novo Comandante

“Na manhã de sexta-feira (13/7), em Porto Alegre, em frente ao Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, foi realizada a solenidade de passagem de comando do Comando de Policiamento da Capital. O coronel Paulo Moacyr Stocker dos Santos passou o comando ao coronel Alfeu Freitas Moreira.

Esteve presente na cerimônia o Secretário da Segurança Pública, Airton Michels; o Secretário Adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro; o comandante geral da Brigada Militar, Sérgio Roberto de Abreu; o subcomandante-geral da Brigada Militar, Coronel Altair de Freitas Cunha; o chefe do Estado-Maior da Brigada Militar, coronel Valmor Araujo de Mello; o diretor do Departamento de Ensino, coronel Uilson Miguel Miranda do Amaral; o corregedor-geral da BM, coronel João Gilberto Fritz; o diretor do Departamento Administrativo, coronel Eduardo Passos Mereb; o cônsul do Japão em Porto Alegre, Sr. Takeshi Goto, entre outras autoridades.

Durante a solenidade ocorreu, ainda, a troca do comando das seguintes unidades operacionais subordinadas ao CPC, o tenente-coronel João Diniz Prates Godói passou o comando do 1º Batalhão de Operações Especiais ao tenente-coronel Kleber Rodrigues Goulart; o Major Marcelo Tadeu Pitta Domingues – comandante interino do 11º Batalhão de Policia Militar passou o comando ao tenente-coronel Alberi Rodrigues Barbosa; o tenente-coronel Alberto da Costa Iriart, comandante do 19º Batalhão de Policia Militar passou o comando à tenente-coronel Nádia Rodrigues Silveira Gerhard e o tenente-coronel Paulo Ricardo Quadros Remião comandante do 20º Batalhão de Policia Militar passou o comando ao tenente- coronel Jefferson de Barros Jacques.

O Comando de Policiamento da Capital é o órgão responsável da Brigada Militar por todas as ações de polícia ostensiva e de polícia de preservação da ordem pública na Capital gaúcha, envolvendo assim ações de polícia ostensiva à pé, motorizada, à cavalo, bicicleta, bem como a coordenação de ações dos oito Batalhões que prestam serviços em todos os bairros da Capital (1º BPM – zona sul, 9º BPM centro e proximidades, 11º Norte, 19º – Leste, 20º NorteNoroeste, 21º – extremo sul, 1º Batalhão de Operações Especiais e 4º Regimento de Polícia Montada que atuam em toda a cidade, e o CIOSP – Centro Integrado de Segurança Pública, aonde está o 190 e o despacho de viaturas.” (Sgt. Alberto – Assessoria de Comunicação Social)

A dama e o vagabundo – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 18 Julho 2012

18 JULHO 2012 – A Dama e o Vagabundo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“A Dama e o Vagabundo”

A

proveitando o título homônimo do clássico de Walt Disney eternizado nas telas, abrimos o combate novamente para essa epidemia que cresce vertiginosamente na sociedade – a vadiagem consagrada. A humanidade conheceu e aperfeiçoou o homem provedor, aquele homem que provia a esposa e filhos e logo seus pais ou demais parentes de sustento com teto, comida, roupas e o mais necessário. A revolução industrial trouxe a criança para dentro do lar e a mulher para as frentes de trabalho que logo seriam disputadas em ofícios tipicamente masculinos. Sempre tivemos vadios ou indivíduos vivendo parasitariamente em suas famílias ou com o sexo feminino em busca de um porto seguro no casamento. Havia e há uma aura de disfarce do homem e uma hipocrisia da sociedade benevolente.

Cr & Ag

Há quase duas décadas o singular barbeiro Panca, um atilado observador da sociedade, revelava o número assustador de homens com profissão real de marido que enrolavam a plateia dizendo-se corretores. Sim corretores! E muitos com uma pastinha ou leva-tudo zanzavam aqui pelos bares do centro histórico de Viamão City negociando de um quase tudo que na verdade era um quase nada. Muitos esposos ou companheiros de professoras alertava o sagaz observador. Com a benemerência do nosso bolso os governantes espalharam bolsas disso e daquilo para todos os sexos. Eis que esse tipo de homem recebia mais uma facilidade indutora de sua vagabundagem disfarçada ou não. O sustento dos filhos e da família há muito não era obrigação e exclusividade sua. Comida e remédios? Compromisso do governo populista e indutor do parasitismo social ou que a mulher provesse.

Cr & Ag

Uma professora revelava tristemente “o caos nos empregos, pois o marido estava desempregado há quase dois anos, apesar de ser um ótimo motorista profissional”. – É uma vergonha o que pagam para um profissional e o tamanho da jornada de trabalho! – acusava. Trabalhava algum tempo numa empresa e saía por vários motivos que “agridem o trabalhador” e “fazia alguns bicos no taxi de um amigo para ajuda-lo já que andava ruim da coluna… ele não dá sorte” – acrescentava. E culpava do Brito ou Tarso pelo outro caos, o da educação. As mulheres são criaturas fantásticas e, por vezes, indecifráveis ou incompreensíveis em suas lógicas e argumentações.

Cr & Ag

O vadio é uma criatura protegida na natureza, até parece. Quando toda a arte de enrolar, mistificar e dourar a verdade, quando todos os argumentos apontam contra si, eis que a mulher parasitada apresenta o argumento final e intransponível, é a Muralha da China na defesa do vagabundo – “Eu amo ele!” Aí mermão esboroam-se todas as acusações e a criatura fica mais intangível, inatacável e absolutamente incólume. São os heróis da rapinagem, são inspiradores de muitos políticos sedentos e famintos de cargos e mordomias. Eles são a sarna que muitas precisam para se coçarem. Eles preferem o silêncio dos observadores, mas se tornam hábeis nas lides das alcovas e nos quadriláteros dos lençóis. Sua desprezível habilidade ou arte para alguns tem na mira outras potenciais mulheres provedoras, pois ao esgotar ou até ameaçar secar uma fonte nutridora, outra precisará ser acionada. – Damas! Acordai-vos! – dizia uma amiga já no terceiro relacionamento…

O coração da casa – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 11 Julho 2012

11 JULHO 2012 – O CORAÇÃO DA CASA – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O coração da casa

A

credito e venho de uma casta de homens que olham a cozinha com um apreço especial. Longe de ser um cozinheiro ou alguém especializado nas artes culinárias ou ser um glutão. Mas um apreciador da comida bem feita e especialmente feita com o melhor de todos os temperos – o amor. Gosto inclusive dos programas de culinária pela TV e observo como vocês que os mais renomados “chefs” trazem uma marca indelével em sua atividade que são as lembranças das comidas das suas infâncias e principalmente das pessoas que as faziam, particularmente as avós. Todo o treinamento, academicismo e sofisticação jamais diminuem ou apagam essas marcas de nascença, se posso assim chamar. Isso me encanta. Minha mãe, a dona Dora, além de costureira de “mão cheia” era uma cozinheira incansável e hábil. Eu sossegava o guri extremamente arteiro para participar com ela na cozinha. O aroma de suas panelas que me fazia salivar ao chegar do grupo escolar Setembrina se espalhava pela rua e me tornava alguém muito importante, pois meus colegas também os sentiam e manifestavam o agrado e desejo.

Cr & Ag

Levava um bilhete ao armazém do seu Lelé e voltava correndo com os alimentos pesados a quilo. E o pão que ela fazia e deixava a massa coberta por um pano ao sol e depois já modelado em tamanhos e formatos diversos, alguns feitos por mim como estrelas, letras e bichos. Logo eu a ajudava a pincelar as gemas de ovos das nossas galinhas para que depois de assados e prontos trouxessem o brilho e a beleza da luz dourada. Sentar à escada dos fundos para raspar as panelas de doces e cremes. Ralar coco e amassar bolinhas de coco ralado entre os dedos e deixa-las dançar com a língua em minha boca. As festas de aniversários com a casa sendo preparada por vários dias antes. A indefectível galinha com arroz no almoço para minha avó Adiles. As tias que auxiliavam nos preparativos, como a Conceição e a Tereza. A vida andava e se passava na cozinha. A cozinha recebia os amigos e ali tudo pulsava com mais cores, sons, odores e sabores.

Cr & Ag

Minha irmã Shirley aperfeiçoou esse DNA culinário. Pense em alguém com seis filhos e esposo… E sempre ter os pratos ao gosto e predileção para cada um deles. E ainda preparar a casa para os momentos festivos tanto em decoração quanto em culinária! A Copa do Mundo fazia sua casa em verde-amarelo, assim como uma variedade imensa de pratos de rara beleza e eterno sabor. Seus dotes na música e nas artes plásticas eram uma continuidade da infatigável e amorosa mulher que fazia do ofício de dona de casa algo superior a qualquer outro.

Cr & Ag

Eis que dolorosamente vejo esse mundo mudar. E aqui o cronista avisa que não escreve para ser apoiado ou contrariado, mas para o leitor pense e busque os seus próprios entendimentos. Voltando, vejo o mundo piorar. As mães abandonaram os lares e as cozinhas transformaram-se em peças de decoração. Vai à cozinha “quebrar um galho”, quando estão cansados das pizzas ou do comer das cozinhas anônimas e dos bufês de rodízio. Antes, o galho que se quebrava era somente da lenha colocada nas chamas do fogão, hoje é um território que foi se apequenando dentro das casas e apartamentos e algum dia colocarão a geladeira e o micro-ondas em outro lugar e… O homem a cozinhar por diletantismo ou por obrigação de dividir as tarefas do lar. Relacionamentos em que o sexo e o amor pouco irão se sustentar sem outros fundamentos. Tão simples quanto telefonar e solicitar uma pizza é trocar de parceiro-cúmplice-amante de todo tempo. O provérbio popular de cama-mesa-banho deveria ter outra ordem iniciando pela mesa da cozinha do lar. Hoje alguns filhos lembrar-se-ão do amor com cores e sabores de mães e de avós, mas e amanhã nos lares desfeitos e fugazes como fast-food e muitos no pó e na fumaça da insidiosa e lúgubre epidemia do desamor? E você o que cozinhou para seu homem e para seus filhos hoje, ontem, esta semana, este mês ou… este ano?

O coração da casa – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 11 Julho 2012

11 JULHO 2012 – O CORAÇÃO DA CASA – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O coração da casa

A

credito e venho de uma casta de homens que olham a cozinha com um apreço especial. Longe de ser um cozinheiro ou alguém especializado nas artes culinárias ou ser um glutão. Mas um apreciador da comida bem feita e especialmente feita com o melhor de todos os temperos – o amor. Gosto inclusive dos programas de culinária pela TV e observo como vocês que os mais renomados “chefs” trazem uma marca indelével em sua atividade que são as lembranças das comidas das suas infâncias e principalmente das pessoas que as faziam, particularmente as avós. Todo o treinamento, academicismo e sofisticação jamais diminuem ou apagam essas marcas de nascença, se posso assim chamar. Isso me encanta. Minha mãe, a dona Dora, além de costureira de “mão cheia” era uma cozinheira incansável e hábil. Eu sossegava o guri extremamente arteiro para participar com ela na cozinha. O aroma de suas panelas que me fazia salivar ao chegar do grupo escolar Setembrina se espalhava pela rua e me tornava alguém muito importante, pois meus colegas também os sentiam e manifestavam o agrado e desejo.

Cr & Ag

Levava um bilhete ao armazém do seu Lelé e voltava correndo com os alimentos pesados a quilo. E o pão que ela fazia e deixava a massa coberta por um pano ao sol e depois já modelado em tamanhos e formatos diversos, alguns feitos por mim como estrelas, letras e bichos. Logo eu a ajudava a pincelar as gemas de ovos das nossas galinhas para que depois de assados e prontos trouxessem o brilho e a beleza da luz dourada. Sentar à escada dos fundos para raspar as panelas de doces e cremes. Ralar coco e amassar bolinhas de coco ralado entre os dedos e deixa-las dançar com a língua em minha boca. As festas de aniversários com a casa sendo preparada por vários dias antes. A indefectível galinha com arroz no almoço para minha avó Adiles. As tias que auxiliavam nos preparativos, como a Conceição e a Tereza. A vida andava e se passava na cozinha. A cozinha recebia os amigos e ali tudo pulsava com mais cores, sons, odores e sabores.

Cr & Ag

Minha irmã Shirley aperfeiçoou esse DNA culinário. Pense em alguém com seis filhos e esposo… E sempre ter os pratos ao gosto e predileção para cada um deles. E ainda preparar a casa para os momentos festivos tanto em decoração quanto em culinária! A Copa do Mundo fazia sua casa em verde-amarelo, assim como uma variedade imensa de pratos de rara beleza e eterno sabor. Seus dotes na música e nas artes plásticas eram uma continuidade da infatigável e amorosa mulher que fazia do ofício de dona de casa algo superior a qualquer outro.

Cr & Ag

Eis que dolorosamente vejo esse mundo mudar. E aqui o cronista avisa que não escreve para ser apoiado ou contrariado, mas para o leitor pense e busque os seus próprios entendimentos. Voltando, vejo o mundo piorar. As mães abandonaram os lares e as cozinhas transformaram-se em peças de decoração. Vai à cozinha “quebrar um galho”, quando estão cansados das pizzas ou do comer das cozinhas anônimas e dos bufês de rodízio. Antes, o galho que se quebrava era somente da lenha colocada nas chamas do fogão, hoje é um território que foi se apequenando dentro das casas e apartamentos e algum dia colocarão a geladeira e o micro-ondas em outro lugar e… O homem a cozinhar por diletantismo ou por obrigação de dividir as tarefas do lar. Relacionamentos em que o sexo e o amor pouco irão se sustentar sem outros fundamentos. Tão simples quanto telefonar e solicitar uma pizza é trocar de parceiro-cúmplice-amante de todo tempo. O provérbio popular de cama-mesa-banho deveria ter outra ordem iniciando pela mesa da cozinha do lar. Hoje alguns filhos lembrar-se-ão do amor com cores e sabores de mães e de avós, mas e amanhã nos lares desfeitos e fugazes como fast-food e muitos no pó e na fumaça da insidiosa e lúgubre epidemia do desamor? E você o que cozinhou para seu homem e para seus filhos hoje, ontem, esta semana, este mês ou… este ano?

Reflexões & Genuflexões – Edson OLimpio Oliveira – Jornal Opinião – 20 Junho 2012

20 JUNHO 2012 – Reflexões & Genuflexões – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Reflexões & Genuflexões

– É

agora! Ou dá ou desce, ou atemo ou desatemo. Ou fizemo ou desocupemo! – rugia um potencial candidato enquanto sorvia uma loira suada entre garfadas de maionese e costela gorda. A plateia ao seu redor pairava entre a desatenção total e a descrença quase eterna.

– Acho que os caras vão emplacar de nooovo! – uma voz renascida das cinzas de pleitos anteriores reverberou atrás do avental de assador.

Os amigos e heroicos leitores dessas bem ou mal traçadas linhas trazem seus causos para o colunista. Daria para fazer um livro bem humorado em cada eleição. “Somente o humor salva!” – apregoa reticente o nosso inspirado consultor T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. Também é de sua lavra: – “O que está ruim ainda pode piorar” e “amor de eleitor e orgasmo de prostituta são farinha do mesmo saco”.

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– Apresentamos aos amigos correligionários esse companheiro de grande peso para nossa legenda… – discursava emocionado o líder partidário em reunião de pré-candidatos.

Ao fundo, um cochicho: – Só se é de peso morto e da barriga do cara. Tenta e nunca ganha nada. Nem a família deve votar nele. – sentenciava ao colega de auditório.

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Um colega reclamava de o Prefeito Alex ter aberto o Posto 24 Horas e não prestigiar o Hospital de Viamão. Ao que outro colega lembrava que entre “botar dinheiro bom em algo que está ruim há muito tempo e experimentar algo novo, vale investir no novo”. Realmente o Hospital separou-se da cidade e da comunidade. Enclausurou-se, encistou-se e esse distanciamento é evidente e constrangedor. A população sente e expressa que “vê os recursos públicos sendo literalmente enterrados ali e a assistência piorar”. Infelizmente aumenta o número de pacientes que pede para não ser encaminhado ao Hospital de Viamão. Há os que são agradecidos, felizmente!

Quanto tempo vai durar o Posto 24 Horas ou as sinaleiras da RS 118? São expedientes eleitorais? Pouco importa na realidade dos oprimidos e dos carentes. Pelo menos saiu do papel para a realidade ao contrário do Hospital do Ana Jobim. Dificuldades, problemas, faltam de plenas condições de assistência deverão ser corrigidas agora e pelos próximos administradores da Prefeitura. É pouco, mas melhor do que nada. Seriam vergonhosos dezesseis anos de governo sem atacar e resolver, pelo menos parcialmente, essas chagas da cidade. Que os próximos façam mais e melhor. Que a cidade tenha outros serviços de saúde pública para sua população que independam do Hospital de Viamão (antigo Caridade) ou que possam funcionar em sinergia e com a contabilidade aberta publicamente aos cidadãos.

#

Unimo-nos aos amigos em orações pelo pleno restabelecimento do mais experiente colunista político da cidade. Que o mestre Arruda Pai recupere-se e continue a enriquecer o jornalismo do Jornal Opinião e da cidade.

O cafundó onde Judas perdeu as botas – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 13 Junho 2012

13 JUNHO 2012 – O CAFUNDÓ ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O cafundó onde Judas perdeu as botas.

O

cafundó do Judas. Onde Judas perdeu as botas. Não sabemos de onde e da parte de quem surgem ou são criadas essas expressões ou manifestações da alma de um povo. Certamente o Judas da citação é o Iscariotes, o traidor de Cristo, o que vendeu o Filho do Homem por 30 dinheiros, o enforcado que não morreu e vaga pela eternidade ansiando por uma morte redentora – aqui entram as lendas. Nem sabíamos que usava botas, pensava-se em sandálias? Sim sandálias como as que usavam os demais discípulos oriundos de pescadores. Cafundó significa um lugar distante. Mais que distante… E onde Judas perdeu as botas seria quase o fim do mundo. Para complicar – onde Judas perdeu as meias. Argh!

– Meias?

– Sim, as meias, pois as botas ele perdeu bem antes.

Mais longe e distante de tudo isso estaria o “quinto dos infernos”. Talvez seja o local onde muitos políticos brasileiros vão matear com o chefão do Hades. O senhor absoluto dos reinos infernais não necessita de acordos ou conchavos, nem da caixa dois para manter a governabilidade e rios de fogo e cachoeiras de lava cobram aquilo que nenhum supremo tribunal jamais cobrou. No entanto, o exército de súditos continua crescendo faminto e sedento de poder.

É tudo uma questão de posição de observar e ver e sentir as coisas. É como estar do lado de dentro ou de fora do balcão. Ao lado ou deitado na mesa de cirurgia. Estar no gabinete repleto de bajuladores com as mordomias dos cargos ou na fila do SUS numa madrugada perdida de temperatura negativa com o filho nos braços ou com o pai ou a mãe há cinco dias numa maca esperando uma vaga que chegará quando o familiar do outro deixar esse mundo para um melhor ou… pior.

Os porto-alegrenses tripudiavam dos viamonenses com esse ditado. Os viamonenses aqui do Centro diziam o mesmo dos demais sobreviventes – “esses faxineiros vem lá do cafundó do Judas”. O lugar – a Faxina! Faxineiros – os seus moradores. A Faxina era tudo aquilo após o Passo do Vigário, não confundir com o Conto do Vigário, uma vastidão onde imperava a formiga e os estoicos sobreviventes produzindo mandioca, arroz e gado. E hoje as jazidas de areia roubadas das formigas e do ambiente. Ambiente que já foi meio e fim e agora é uma porcentagem qualquer enriquecendo bolsos e bolsas.

Quantas voltas o mundo dá! De uma semente se faz uma lavoura. Seriam as elucubrações de um feriadão com frio polar e o vento minuano mostrando ou dando-nos uma ideia de como foram forjados os habitantes dessas paragens desse Brasil abençoado que sobrevive apesar… apesar de tudo isso que aí está para nausear até ao mais resistente? – Podia ser pior Edinho! – alerta-me o amigo. Sempre pode piorar.

A Lei da Força e a força da lei – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Julho 2012

04 JULHO 2012 – A LEI DA FORÇA versus força da lei– Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A LEI DA FORÇA versus a força da lei

LF Veríssimo eternizou a Velhinha de Taubaté. A realidade brutal nossa de cada dia vai lembrar por muito tempo da Velhinha de Caxias do Sul. – E não é que a velhinha botou três azeitonas no porco bandido… – dizia-me um amigo. Um bizarro sentimento de satisfação, como se algo superior ou divino viesse até aquela idosa e apertasse um gatilho salvador e lavasse a alma popular. Todas as autoridades pregam que o cidadão jamais reaja frente aos bandidos e aportam incontáveis motivos. Todos também sabem que as autoridades policiais são ausentes na maioria das situações de premência ou risco de vida dos cidadãos. A principal razão está na carência numérica de policiais e na complacência da legislação brasileira em que os criminosos voltam imediatamente às ruas e ao crime. Leis de direitos humanos desgraçam as vidas de muitos humanos direitos. Sabe-se que a ideologia pós-ditadura abriu as comportas que reprimiram durante anos certas manifestações. Assim vieram leis de desarmamento total da população e a leniência com infratores de todos os naipes e calibres.

Cr & Ag

Em qualquer ajuntamento de pessoas e até de animais, os invasores hostis serão reprimidos com a força disponível e possível. As sociedades civilizadas estabeleceram o lar e a propriedade familiar como os derradeiros bastiões do ser humano e a sua defesa absoluta por todos os meios como o último recurso da pessoa e de sua família. Eis que para permitirem as invasões pelos chamados “movimentos sociais” de pelagem ideológica privilegia-se o falso social ante o familiar. Os canais legais não bastariam ou seriam desinteressantes para certas lideranças e milícias armadas invadiram e invadem propriedades e lares pela força das suas leis. Assim ancorados na ideologia viemos ser alvos e bufê rodízio da criminalidade. O que foi feito para defender a ideologia é usado para a criminalidade sem limites, do pé de chinelo às superiores autoridades do país.

Cr & Ag

Muitos irão idolatrar a Velhinha de Caxias assim como outros justiceiros pelas próprias forças. Isso não é nada bom. É o retorno à barbárie e ao desprezo da vida humana. Uma jovem ofende funcionários e joga um artefato contra vidraças do Hospital de Viamão alegando estar enferma e não ser atendida adequadamente. Ninguém é atendido adequadamente pelos serviços do SUS – talvez nem pelos privados desse Brasil de carentes e de privilegiados. Nossas autoridades tratam-se no Hospital Sírio Libanês, por exemplo, e o povão que continue a votar neles e a idolatrá-los. Por que a revolta dessa jovem e de outros não incide contra a Direção do hospital ou a Câmara de Vereadores, contra a Prefeitura, Governador e Secretárias de Saúde, contra aquelas pessoas em que ela votou ou até fez campanha eleitoral? Valentia e revolta com hora e lugar? Contra humildes funcionários sem nenhum poder de decisão num vergonhoso sistema de saúde? Atenta-se contra médicos e enfermeiros ou recepcionistas? Por que não da direção do Hospital? É muito fácil ter coragem e revolta contra meros empregados e até arriscar a sua integridade física. Difícil enfrentar aos graúdos e à sua consciência que elegem incompetentes ou canalhas de toda ordem e coloração partidária como a mídia revela amiúde. Dizem que “fez aquilo que muitos gostariam de fazer”, corre-se o risco de estimular a desordem e logo ali algum cidadão e trabalhador estará pagando pela violência e incitação e sofrendo aquilo que não é de sua responsabilidade direta. A maioria dos trabalhadores em saúde também é vítima de um sistema cruel e ganancioso e de autoridades preparadas para perpetuarem-se no poder e servirem-se do povo e jamais servi-lo sem interesses secundários.

Cr & Ag

A Polícia viamonense prende um jovem de 17 anos de alcunha Playboy com cerca de uma dúzia de homicídios no longo currículo de crimes. O criminoso tenta agredir repórter durante a prisão. Alguém acredita em alguma punição real e afastamento da sociedade de uma fera sanguinária assim? Talvez a maioria espere a justiça divina. Outros esperam a solução numa Velhinha de Caxias? Que mundo é esse que estamos construindo para nossos descendentes?

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

(51) 3485-1800

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O Lixo e a Política – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 27 Junho 2012

27 JUNHO 2012 – A Política e o Lixo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O Lixo e a Política

– E

dson, a Prefeitura esteve limpando um valão num arroio lá perto da minha escola e tu não vais acreditar o que tiraram de dentro. Tinha sofás, restos de fogão e de TV. Várias caçambas de lixo. E isso que temos feito um trabalho de conscientização com os alunos e as famílias da região para que o lixo seja depositado nos lugares corretos e jamais jogarem dentro do valo. Nas primeiras chuvas mais fortes vai alagar tudo e aquilo fica ali juntando ratos, moscas, mosquitos e outros bichos nocivos à saúde. Mas não temos observado muita melhora. – relata uma professora.

Cr & Ag

– Aqui na rua José Garibaldi, na esquina defronte à “fábrica de soros” o pessoal tem depositado todo tipo de lixo doméstico. É uma vergonha. É só a Prefeitura limpar com a retro tirando caçambas de lixo que logo depositam mais. – observa uma moradora do local. Pude comprovar ao vivo e com as cores da desolação a absoluta falta de educação e civilidade dessas pessoas que assim procedem.

Cr & Ag

Aqui no perímetro central da ERS 118 entre a rua Garibaldi e o trevo com a ERS 40 está o retrato bizarro de uma parcela do povo viamonense. Montanhas de lixo são ali depositados em completa falta de senso de comunidade e de respeito aos demais cidadãos e à sua cidade. A animalidade do ser humano está sempre à espreita quando as forças que mantém a coesão da sociedade são ausentes ou impotentes. As pessoas precisam saber que serão punidas se desrespeitarem outras pessoas ou a sua cidade? Para muitos sim. Quando o poder público é insuficiente para coibir e para punir estamos caminhando para a vergonha coletiva. Mas nem todas as cidades são assim. Há cidades que as paredes não são pichadas e que as ruas estão limpas. Onde os bancos das praças e as lixeiras são respeitadas. E telefones públicos e outros serviços estão disponíveis e bem conservados. E estas cidades não estão distantes, nem no primeiro mundo. Por que as diferenças? São cidadãos mais educados e ciosos da vida em sociedade que essa parcela dos viamonenses, por exemplo?

Cr & Ag

E o exemplo “que vem de cima”? Muitos governantes e muitos representantes do povo brasileiro são exemplos de idoneidade, responsabilidade e respeito aos seus pares e à sociedade brasileira? Quantos ambientes públicos estão tão deteriorados como os lixões? Nem sonhamos em generalizar, pois a generalização é a prima obscena da ignorância. E quando eleitores elegem seres desprovidos das mínimas qualidades morais necessárias para os cargos? Outro dia, um amigo dizia-se indignado com “a revista Veja por ser de direita e perseguir a esquerda”. Num mundo polarizado, como num grenal globalizado, há que ter pessoas de todos os naipes e colorações seja em jornais, revistas ou demais segmentos da mídia. Mas nenhuma revista derruba ministros não corrompidos ou passa anos a fio “caluniando” sem a efetiva comprovação da criminalidade vigente. A educação é importante para que o eleitor e o cidadão separem o “joio do trigo”. Mas outros requisitos precisam ser exercitados e estarem presentes tanto em mutilar ou destruir o patrimônio privado quanto público, em depositar o seu lixo à revelia trazendo doenças, imundície e vergonha para os demais cidadãos. Essa analogia deveria estar efetivada quanto o voto do cidadão? É algo a ser pensado e discutido.

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico – Cirurgião

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Dona Otília Canquerini – Um Século de Amor – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 3 0 Maio 2012

30 MAIO 2012 – Dona Otília Canquerini – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Dona Otília Canquerini – Um Século de Amor

N

os tempos heroicos de 1976 estávamos num plantão no Hospital de Pronto Socorro, Porto Alegre, o doutor Irajá de Oliveira e eu. O doutor Irajá já era médico do distrito de Capão da Porteira, Viamão, há alguns anos e precisava de alguém para substituí-lo em seu consultório. – Edson, fica lá um mês pra mim! – disse-me. Levou-me ao Capão da Porteira para conhecer o seu consultório que ficava na casa paroquial e a Dona Otília e o seu Osvaldo Canquerini. Fui para um mês, que se estendeu para dois, depois três e por fim o colega não quis mais retornar e fiquei trabalhando na região por vinte e quatro anos.

Assim começou meu relacionamento e afinidade e um imenso carinho e respeito pelo seu Osvaldo, que anos depois foi meu padrinho de Crisma e pela dona Otília. Domingo passado teve uma missa e uma grande festa no Capão da Porteira para que a dona Otília pudesse receber a homenagem de afeto dos seus inumeráveis amigos pelo aniversário de 100 anos. Um século de vida dedicada ao amor. Dedicada ao amor ao querido e inesquecível esposo já falecido, amor aos filhos e demais familiares. Amor à Igreja Católica dando guarida aos padres em seu lar, inclusive com o nobre e incansável padre Odilo Steffen sendo residente em sua casa há mais de quarenta anos e sendo sempre a primeira em todas as celebrações realizadas na Igreja. Amor à sua comunidade e principalmente amor aos pobres e necessitados. Jamais alguém bateu à sua porta e não teve a fome aplacada e as dores do corpo e da alma atendidos.

Quantas vezes fui chamado em sua casa para atender aos seus pobres enfermos ou chegavam ao consultório com um recado curto em palavras, mas intenso em significado: — A dona Otília me mandou aqui… – suficiente para saber que ali estava alguém com uma enfermidade para tratar e sem recursos. Podia precisar além do médico, de remédios e até de tratamento hospitalar. E acompanhava tudo com paciência e boa vontade inesgotável.

A região sempre teve muitas disputas de poder entre facções e interesses, mas o seu Osvaldo e a dona Otília traziam a estabilidade, o equilíbrio e o respeito ausente em muitos e sempre buscavam a dignidade e o bem das pessoas e da região. Os testemunhos vivos da grandiosidade de seu espírito e da luz que sempre emanou de seu coração e de suas mãos são incontáveis. Nem a idade ou as enfermidades dobraram sua vontade inquebrantável de continuar velando e amando sua família, todos à sua volta e a sua região. Suas orações diárias, o terço gasto por seus dedos jamais contarão as graças que essa formidável mulher e ser humano solicita por nós. Todos nós. Intuo que o padrinho Osvaldo e tantos espíritos de luz e anjos alegraram-se pelo reconhecimento de tantas pessoas pela amada dona Otília. Santa Terezinha, a padroeira da Igreja e sua santa de devoção, derramou suas pétalas perfumadas sobre sua cabeça.

Num mundo de tanta dor, falsidade e ódio temos a oportunidade singular, ímpar, única em privar, em conviver com a dona Otília Canquerini, um magnífico exemplo de amor ao próximo, do mais real sentimento de amor cristão. Parabéns aos filhos, netos, bisnetos, tataranetos, demais familiares e alegremo-nos todos nós por termos sido tocados pela dona Otília Canquerini.

Celito Medeiros

Trânsito em Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 23 Maio 2012

23 MAIO 2012 – Trânsito em Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Trânsito de Viamão

Q

ue o motorista de um modo geral, com contáveis exceções é mal educado e egoísta todos sabem e muitos fingem não saber. Até já fui um dos contrários ao parquímetro e aos pardais, mas em certos locais é de fundamental importância e necessidade. A maioria dos controladores de velocidade está ali para arrecadar ou até extorquir do motorista. Isso é fato e realidade. Que o dinheiro arrecadado não é usado em benefício real do motorista ou do pedestre é visível. Que nada substitui o policial na disciplina do trânsito é inalienável do estágio de barbárie que vivemos atualmente – morre anualmente no Brasil todo o equivalente que os americanos perderam de vidas durante anos na sangrenta Guerra do Vietnam.

que separar as motocicletas dos outros veículos que aqui estacionam no centro da cidade. É bom e necessário para carros e motos. Observem o abusivo e injustificável espaço entre carros estacionados. Muitos motoristas ocupam o que seria para dois veículos somente com o seu num egoísmo ou despreparo. Despreparo? A maioria das escolas de motoristas prepara para “tirar a carteira” e não para serem motoristas realmente preparados a dirigir com segurança e disciplina e respeitar aos demais veículos e motoristas.

A legislação exige pelo menos 2% das vagas de estacionamento para cidadãos com necessidades especiais – deficientes físicos ou idosos. Faltam vagas próximas a laboratórios, consultórios, escolas, hospitais, bancos e igrejas, por exemplo. Agora vem o pior: as vagas estão sendo ocupadas por veículos sem o cadastramento necessário e o pior, por veículos de pessoas sem nenhuma necessidade especial. Vê-se até taxista ocupando as vagas especiais e não porque estão com algum “cliente especial”, mas porque são abusados e mal educados como tantos outros, principalmente porque não há policiamento da guarda municipal de trânsito ou da Brigada para multar e guinchá-los. Ausentaram-se os “azuizinhos” viamonenses, nem aqueles que em dupla ou grupo “confraternizavam” de costas para o trânsito.

A situação do tráfego nas ruas centrais é um assunto irresoluto e para muitos é como uma espinha cravada na garganta da população desde as mudanças aqui efetuadas. As sinaleiras na ERS 118 com rua Garibaldi e Bento Gonçalves estão em fase de avaliação. Imaginamos.

O importante acesso e via de saída da cidade pela rua Alcebíades Azeredo dos Santos no trecho entre a ERS 40 – San Marino e o centro, está com o piso em situação ruim. Galhofam que as mineradoras estão abrindo jazidas ali na rua tal são as crateras desde a instalação dos esgotos. Além da correção imediata do pavimento de paralelepípedos, impera-se o seu asfaltamento. Ruas esburacadas ou com piso mal conservado, como o entorno da Praça da Prefeitura, trazem constrangimento e vergonha para a cidade e seus administradores, leia-se o seu Prefeito. Jamais alguém se lembrará de colaboradores ineficientes. Lembrarão como má administração do prefeito. O que nem sempre é verdadeiro. Daí a endossar o clamor de muitos cidadãos viamonenses.

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