Novena a N. Sra. De Lourdes – Edson Olimpio Oliveira – 16 Fevereiro 2011

 

02 Fevereiro 16 – 2011 – Novena a Nossa Senhora de Lourdes! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Novena a Nossa Senhora de Lourdes!

Um aviso inicial aos leitores e navegantes! A Novena aqui exposta não faz parte de nenhuma destas correntes tão comuns que exige que repassem para tantos e quantos e por aí a fora. É um ato de fé sem fronteiras de quem acredita que Deus não pertence às religiões, mas estas sim devem pertencer a Deus. A imensa diversidade de religiões, cultos ou seitas devem-se em muito às diferenças de entendimento e aceitação de Deus e da necessidade humana de poder pessoal, grupal ou da exigência de proximidade do poder.

A presente Novena a Nossa Senhora de Lourdes foi recebida da Associação Maria Regina Cardium, site www.mariarainha.org.br: “Alguém dentre vós está doente?” – “Esta pergunta de São Tiago pode ser feita também nos dias de hoje a todos aqueles que se voltam para Lourdes a fim de pedir a cura dos males do corpo e da alma. Com efeito, desde o início das peregrinações a Lourdes, os relatos dos fiéis a cerca dos milagres e curas alcançadas são incontáveis. A tal ponto de no ano de 1859 começou-se a fazer um exame médico metódico de todas as curas. Mas foi apenas em 1905 que o Papa São Pio X ordenou que as curas fossem submetidas a um cuidadoso exame feito por médicos especializados. Até os dias de hoje já foram relatados mais de 7000 casos de cura aos arquivos médicos de Lourdes, dos quais 67 foram reconhecidos pela Igreja como verdadeiros milagres. Por isso a Igreja comemora todos os anos a Jornada Mundial dos enfermos, no dia 11 de fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

A Oração Inicial e a Meditação Diária são adaptações feitas pelo Padre Luiz Alexandre de Souza, da Homilia do Papa Bento XVI proferida na Missa dos Enfermos do dia 15/09/2008, durante a viagem papal a Lourdes, por ocasião do 150º. Aniversário das aparições da Virgem Maria.

Modo de Rezar.

Durante nove dias seguidos o fiel recitará as orações na seguinte ordem:

1 – Oração Inicial.

2 – Meditação Diária.

3 – Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

4 – Oração Final.

Oração Inicial (1).

Ó Senhora de Lourdes, Vós sois o sorriso de Deus, o reflexo da luz de Cristo, a morada do Espírito Santo. Vós escolhestes Bernadette na sua miséria, Vós sois a estrela da manhã e a porta do Céu. Unidos a todos os nossos irmãos e irmãs que sofrem os males do corpo e da alma, nós Vos invocamos!

Meditação Diária (2).

Digamos a todos aqueles que sofrem e que estão doentes, digamos a todos aqueles que lutam e se sentem tentados a dar as costas para a vida: voltai-vos para Maria!

No sorriso da Virgem se encontra, misteriosamente escondida, a força para prosseguir o combate à doença, a favor da vida. Sim, nesta manifestação simples de ternura, que é um sorriso, percebemos que a nossa única riqueza é o amor de Deus para conosco, o qual passa pelo coração d’Aquela que se tornou nossa mãe. Assim como uma criança procura conquistar o sorriso de sua mãe, fazendo aquilo que a contenta, também nós devemos granjear o sorriso de Maria fazendo aquilo que A agrada.

O sorriso de Maria é uma fonte de água viva. – “Do seio daquele que crê em Mim – disse Jesus -, correrão rios de água viva” (Jo 7,38). Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correm rios de água viva. A fonte indicada por Maria a Bernadette, em Lourdes, é o sinal humilde desta realidade espiritual. Do seu coração de crente e de mãe corre uma água viva que purifica e cura. Inúmeros são aqueles que mergulhando nas piscinas de Lourdes, descobriram a doce maternidade da Virgem Maria, agarrando-se a Ela para melhor se prenderem ao Senhor!

Maria é honrada sob o título de “Fonte de Amor”. Realmente, do coração de Maria brota um amor gratuito que suscita em nós uma resposta filial. Como toda mãe, Maria é educadora do amor. É por isso que os doentes vão a Lourdes para dessedentar-se nesta “Fonte de Amor” e deixar-se conduzir até a única fonte de salvação, o seu filho, Jesus Cristo.

Orações. (3)

Pai -Nosso, Ave-Maria e Glória.

Nossa Senhora de Lourdes, Saúde dos Enfermos, rogai por nós.

Oração Final. (4)

Ó Senhora de Lourdes, que aparecestes a Bernadette na gruta de Massabielle, eis que estamos aqui implorando o vosso socorro e a vossa assistência.

Vós que anunciastes em uma das aparições, “Eu sou a Imaculada Conceição”, tornai o nosso coração semelhante ao vosso, livre de toda a mancha e de todo o pecado, fazendo-nos merecedores do Reino dos Céus.

Vós que convidastes a jovem vidente a recitar o Rosário, introduzi-nos em vossa escola de oração e ensinai-nos a contemplar, com piedade e amor, o rosto bondoso de Jesus Cristo.

Vós que fizestes britar da terra uma fonte de água milagrosa, que curou milhares de doentes ao longo dos anos, curai também todos os nossos males do corpo e da alma. Vós que sois a Saúde dos Enfermos, dai-nos toda a saúde espiritual e corporal de que necessitamos para a nossa salvação.

Vós que sorristes a Bernadette, voltai o vosso olhar e o vosso sorriso também para nós. A vossa bondade é um verdadeiro reflexo da ternura de Deus e a fonte de uma esperança invencível.

Ó Senhora de Lourdes, Vós que escolhestes Bernadette na sua miséria, lembrai-vos também de nós e, como Mãe amorosa, levai-nos pela mão junto de Vós, ao lado de vosso Filho Jesus Cristo. Amém”.

Olá, mundo!

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Nomes Caninos!–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–01 Dezembro 2010

12 Dezembro 01 – 2010 – Nomes Caninos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Nomes Caninos!

Qual o nome do seu amigo canino? Ou seria melhor – quais os nomes dos seus amigos caninos? Quantas vezes nos colocamos a abrir as gavetas da memória trazendo à luz as lembranças das vivências que tivemos com nossos amigos caninos? As convivências com cães e gatos ajudam a construir as nossas personalidades de forma mais sadia e iluminada. Certo? “Desde que me lembro de ser gente”, usando uma expressão comum entre nós, lembro-me de uma cadela guaipeca, a Querida, que brincava comigo ali naquela casa onde hoje é a sede do PTB. E depois de cansados de tanto brincar, dormíamos no assoalho de madeira. Eu abria um braço e ela deitava a cabeça afetivamente. Sempre tivemos cães e gatos. Toda a minha infância e também de meus filhos eles eram além de amigos, “pessoas” da família.

 

Sobre gatos trataremos em outra crônica. Os cães estão com o homem na face da Terra e nas tocas e cavernas desde tempos primitivos. Alguns discutem se seriam os cães ou os cavalos os mais fiéis amigos animais. Escapemos desse conflito afetivo. Meu avô paterno tinha dois Fox, Bric e Brac, contava-me meu pai. E durante toda a enfermidade que culminou com seu falecimento, os dois ficavam próximos à cama. Saiam para comer e fazer suas necessidades básicas e retornavam. Obedecendo-lhe pela voz ou por gestos. Também tive um Fox, o Bric como uma homenagem à amizade e fidelidade aos amigos do meu avô. Existe fidelidade como do cão ao homem, entenda-se ser humano? Observem que na maior decrepitude do homem, como mendigo ou ermitão, ou como um farrapo humano arrasado pelas drogas ou moribundo, ou em tantas outras situações de absoluta solidão do corpo e da alma, ainda resta um cão para lamber as feridas, planger consigo, defender-lhe ou ser sua derradeira amizade e companhia.

 

Além dos prosaicos Banzé ou o Totó de um amigo, os nomes são a expressão do que representam. Ganhei uma cadela pastor-belga, a Xuxa. Negra com a beleza da noite, mas trouxe o nome da “amiga dos baixinhos”. Ganhei um boxer com extensa árvore genealógica com duques e barões, sangue azul com nome humano – Danny! Seria uma alusão ao ator Danny Glover? Nunca soube, mas ele era de uma docilidade extrema comigo e com meus filhos. E apesar de ter vindo adulto, entrosou-se com eles e servia de cavalo canino para o Duda. Tivemos uma cadela Fox, a Kika. Presente de outro aficionado por Fox, o primo paterno Sérgio Franco. Seu pai, Ênio Franco trazia esse amor a essa raça especial. A Kika teve dezenas de filhos e netos. Presenteei amigos em vários municípios com descendentes da amada Kika. A sua extrema docilidade e olhar afetuoso acompanhava seu gracioso rebolado de felicidade ao nos ver.

 

Um filho da Kika foi o Grande e seu irmão de menor porte – o Pequeno. Outro dos filhos era pouco chegado às brincadeiras e mesmo com carinhos, saía de fininho – era o Arisco. E assim os nomes se sucediam. Como chegamos a ter mais de vinte, um ficou chamado de Sem Nome. Mas respondia alegremente sempre que chamado – Sem Nome, fiuuuiiii! Lá vinha ele alegre e aos pulos. O mais especial de todos certamente foi o Peludo. O nome é autoexplicativo. Um misto de pastor e collie que já marcou presença em outras colunas. Todos são especiais e creio que no Céu eles ocupem um espaço e uma atividade, pois eles precisam de nós e do nosso amor, mas talvez muitos de nós precisemos muito mais deles.

 

Denúncia!

 

Vários leitores tem alertado sobre a imensa quantidade de caminhões supercarregados de areia ou saibro de jazidas na zona rural de Viamão que ao retornarem carregados estão danificando seriamente o pavimento da rodovia RS 040. A cessionária esforça-se para recuperar os estragos, visíveis na quantidade de remendos. Perguntam se estariam havendo excesso de carga ou se a estrada não está apta para essa grande massa veicular pesada? Outros alertam que alguns motoristas desses caminhões da areia, assim como caminhões indo à Brahma, descem o grande declive na saída de Viamão em sentido da Escola Técnica de Agricultura em grande velocidade e na banguela. Têm-se dois pardais “inúteis” na RS 118 e ali nenhum controle de velocidade. O verão aumentará geometricamente o fluxo de veículos na RS 040 e os riscos de acidentes aumentarão da mesma forma. A matança no trânsito não é uma mera estatística, é uma grave realidade.

 

Sim, creio

 

Sim, falo ainda de saudades

Como quem semeia palavras

Para colher reencontros.

Ilustro vazios com imagens fraternais,

Projeto estações somente de chegadas,

Fujo da obscuridade dos horizontes ermos de abraços.

Desato nós de distâncias,

Lanço laços

Nos espaços iluminados da certeza.

Arrumo a mesa

Na plataforma antiga das confidências.

Deixo-me envolver pela cantiga mansa:

Vozes de acumuladas inocências das águas!

Despojo-me das mágoas

E dos caminhos que conheço,

Pois creio cegamente

No endereço do teu coração!

 

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

Renascimento!–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–24 Novembro 2010

11 Novembro 24 – 2010 – Renascimento – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Renascimento!

 

Em relação à crônica da semana passada, recebi diversas mensagens de solidariedade e infelizmente muitos relatos de vivências constrangedoras ou as preocupações nas abordagens policiais. Agradeço a todos. Recebi também a pronta mensagem do comandante da Brigada Militar em Viamão, Tenente-Coronel Alfeu Freitas Moreira que traz um texto estampado em outra página deste jornal. Em mensagem o presidente da OAB de Viamão, Dr. José Onofre Saikoski da Cunha, revela sua apreensão, põe-se à disposição e enaltece o relacionamento da entidade e da sociedade com o Tenente-Coronel Alfeu Moreira.

Lamentavelmente o cotidiano está repleto de dores por tristes desfechos em situações consideradas “simplórias”, como classificou com acerto o ilustre comandante. Seja numa discussão de condomínio, numa briga de crianças, numa rusga afetiva ou num banal incidente de trânsito, assim como em tantos outros que emergem na mente do leitor, a desgraça está à espreita. Quando ocorre violência, só restam perdedores. De qualquer lado. E tristezas! Certamente cada um de nós evoluirá depois de algum incidente desde que haja reflexão e entendimento. A juventude é pródiga na afoiteza. Está na sua essência e em qualquer atividade humana. Tanto no policial quanto no médico. Quantas vezes refletimos e concluímos que deveríamos ter feito diferente, pois nossos atos tiveram consequências indesejáveis aos nossos propósitos. Eis aqui a pedra angular de toda a nossa humanidade – a Vida! Nada mais importante e fundamental que a Vida. Aqui policial e médico confundem-se, entrelaçam-se na proteção e manutenção da Vida!

Entendo que a Brigada Militar é um bem necessário e inalienável ao cidadão e à sociedade. Jamais como sentem outros – “um mal necessário”. Se a corporação centenária é imensamente maior que qualquer um de seus membros, também é verdade que cada um de seus membros são as células que manterão esse corpo sadio. Mesmo uma gema preciosa pode ter arestas ou extremidades cortantes que precisam ser polidas habilmente e com perseverança.

Que o brigadiano e a Brigada sejam sempre o cidadão e a sociedade de farda. Aptos para “servir e proteger” – como é o lema de corporações policiais. Espero que o fato tenha despertado em todos nós uma consciência superior e que homens com o senso e o preparo do comandante Alfeu tragam e ampliem o sentimento de proteção que o cidadão deve ter na presença dos brigadianos. Assim como corrijam desvios, pois a Brigada Militar tem na razão de sua existência – o cidadão! Assim como conclamamos que os cidadãos jamais se calem diante de qualquer fato ofensivo ou agressivo, pois assim se constrói uma sociedade mais digna, justa e respeitável.

 

Dia da Consciência Negra – 20 de Novembro.

“- Não nos intimidam. Não nos assustam. Podem ter certeza de que o nosso mandato, durante esses oito anos e durante toda a minha vida, sempre vai ser em defesa dos que são discriminados. Não estou preocupado com segurança (Nota do Cronista: Segurança dele por ameaças de grupos neonazistas). Estou preocupado sim com que nós todos temos que caminhar juntos na construção de um mundo melhor para todos – afirmou o Senador Paulo Paim (PT-RS). Ele homenageou, em especial, os indígenas, os negros, a comunidade judaica, os palestinos, a comunidade cigana, e os que são discriminados por sua orientação sexual. Paim também afirmou esperar que o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, não seja lembrado apenas como data contra a discriminação ao negro, mas como uma data simbólica de combate a todo o tipo de preconceito.” (Fonte Agência Senado)

 

Dou-te este poema

 

Devolvo-te este poema: sim, é teu, clip_image002

tu o me deste quando um fiapo de luz

cortava a renda branca da tarde ensolarada!

De repente, ao som de tua voz emocionada,

refez-se o todo,

assim, como se da terra aparentemente adormecida,

surgisse o abençoado broto: promessa de vida!

És a própria graça concedida

através dos feitos que o tempo não devora.

Por saber-te,

jorra a nascente,

esparge-se o rio,

despetala-se o milagre de cada nova aurora!

Imagino teus olhos,

borboletas azuis sobrevoando estes versos!

Quantos universos

ressuscitas em minh’alma,

multiplicando as manhãs claras e a trajetória calma

deste poema que se alforria do meu peito.

Nada é temerário,

nada é imperfeito,

nem mesmo os grilhões

dos preceitos e das convenções

que nos mantêm em aparente distância!

Nem mesmo a ânsia,

– esta pequena invenção do amor,

é capaz de desafinar nossa sinfonia:

somos cordas finas de uma canção divina

tangendo notas harmoniosas de toda poesia!

Só o tempo, meu amado…

Só o tempo é escasso para o ofício de cantar-te,

Mas para a intensidade da arte,

não importa se a vida é longa ou curta demais:

este poema nasce feliz, e mais,

tornar-se-á doce ao peregrinar em teus lábios!

Os desígnios de Deus são infinitamente sábios:

seguirás rezando meus versos…

Eu rezarei nossas ausências…

Nossas saudades…

O sonho de concretizar nossos amores…

E um dia, na fronteira dos mistérios insondáveis,

Tu estarás à minha espera

com as mãos cheias de flores!

 

Lúcia Barcelos – Poetisa

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas! 03 Novembro 2010 –Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

11 Nov 03 – 2010 – Pegadoras e Cachorronas e Canalhas – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas!

 

A

 sociedade muda ou mudam as terminologias? Ambos? Pois se durante milênios existiu o que foi chamado biblicamente de “a mais antiga das profissões” para classificar a prostituição em suas mais variadas e lascivas formas. Quando o mundo se socializou e os sindicatos ocuparam o espaço representativo de todos os gêneros e graus de trabalhadores, restou uma parcela de mulheres (machismo isso!) classificadas como trabalhadoras no ou para o sexo. Com carteira assinada e direitos sociais inerentes à profissão exercida. Mas um contingente humano persiste na obscuridade do sexo vendido, alugado ou exercitado por prazer ou gana. O advento da pílula anticoncepcional alavancou essa realidade antes nas sombras das alcovas. E desse contingente um sem número jamais admitiria estar encaixado na prostituição. Nem na devassidão. Para muitos o romper dos grilhões da sexualidade restrita, passou direto da liberdade sexual para a libertinagem escancarada.

 

E as denominadas de “Pegadoras” estão nesta selva que sofreu o desmatamento pubiano e na linguagem do estuário funk e assemelhado são as predadoras. Saem para caçar e tal qual a antológica letra musical do “carcará pega mata e come” contam as suas proezas sexuais como os antigos pistoleiros que somavam os louros (e louras também) de sua espécie. Sabe-se que muitas começaram seu treinamento com o “fica”. E realmente “ficavam” com vários numa noite ou final de semana. E fora das baladas elas também representam uma ameaça importante para àquelas mulheres que querem e teimam em preservar seus homens. Algumas agem em alcateias, geralmente com a fêmea alfa orientando o grupo. Outras são caçadoras solitárias em festas, shoppings, bares ou qualquer lugar onde a presa desejada esteja visível ou farejável.

 

E as “Cachorronas”? Neste grupo estão as fêmeas aditivadas. Malhadíssimas. Físicos esculpidos a suor e lágrimas, muito exercício e algum aditivo especial. Conhecidas por seus nomes associados com frutas ou outro apelo ecológico. – É a Mulher Melancia? – É por aí! Qualidade ou agravo – “melancia nunca se come sozinho” – dizia com o cenho franzido um filósofo do cotidiano viamonense. Como seio não cresce com ginástica ou musculação, generosos silicones aperfeiçoam a figura apolínea. Seria um contrassenso buscar e inspirar-se na suprema forma de masculinidade num corpo feminino? Acrescentam os “entendidos” e versados – são “boas de casca e ruins de miolo” ou tem muito “fardamento, mas jogam pouca bola”!

 

– E onde entram os canalhas? – aguça-se o intrépido leitor. O canalha está inserido neste universo como tinta está em tatuagem. É uma espécie de predador masculino. A mídia estampa jogadores de futebol que preenchem com absoluta precisão vários graus e estirpes de canalhas. E há desde o tipo “mineirinho” até aquele em que “a propaganda é a alma do negócio”. Para muitos “a irmã, mãe ou esposa do amigo é como um violino” – usando a sabedoria popular. O tema é vasto, mas tentamos colorir e pincelar parte desta gigantesca tela.

 

Guerreiros Anônimos!

Todos nós conhecemos pessoas que fazem a diferença na sociedade. E geralmente ficam no anonimato. Muitas são os para-choques de muitas atividades essenciais para a população e passam como seres transparentes quando a gratidão ou o agradecimento deveria ser a regra primeira. Mas que no dia a dia sofrem com as carências do sistema e recebem muitas ofensas gratuitas. Algumas criaturas ainda explicam-se: – Eu estava nervoso(a) naquela hora! Teria valor se fosse desculpar-se pessoalmente e com a dignidade do arrependimento real. Mas é da vida e da pouca iluminação das criaturas. clip_image002

Maria Elísia – Margarete – Neiva – Líria – são algumas das trabalhadoras essenciais que se doam diariamente na Unidade Sanitária do Centro de Viamão. Essa é uma pequena homenagem para elas e para todos os trabalhadores em Saúde na cidade de Viamão.

 

Patente!–Desejo e Necessidade–Edson Olimpio Oliveira

10 Outubro 27/2010 – Patente – Desejo e Necessidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas e Agudas – Jornal Opinião

Patente! – Desejo e Necessidade.

– Série Humor ainda é um bom remédio! –

– Ah no meu tempo! Como seria bom ter isso ou aquilo de novo… – certamente escutam essa ladainha até com alguma frequência. Nostalgia! Conservadorismo! Mas se há uma coisa que ninguém quer de volta é a velha latrina. As casas de nossa Viamão jurássica contavam com uma latrina ou patente de casinha no fundo do quintal. Geralmente ao lado do buraco do lixo – sim, um buracão para acomodar o lixo das casas, pois o recolhimento é coisa modernosa.

Contratava-se alguém ou a incumbência era ao familiar mais forte de cavar um buraco profundo de cerca de 1×1 metro de boca. A casinha de madeira era instalada sobre esse fosso. – E o pessoal que não tinha nada disso? – aliviava-se em bananeiras ou mamoneiros plantados estrategicamente e ainda contavam com a criação de aves para fazer sumir os dejetos. Coisa medonha – agora! Na época era normal. A porta da casinha era trancada por uma tramela de madeira e pelas frestas evitava-se de alguém querer utilizar tendo outro no interior. Era coisa para adulto, temiam que as crianças caíssem no buraco de estrume. Papel higiênico também é moderno. Num prego ou num arame pendiam pedaços do Correio do Povo ou papel de pão. Assim nasceu o hábito de ler ao evacuar – será? Era comum o medo de levar uma picadura nos glúteos, pois aranhas habitavam esse local apesar do odor terrível amenizado com pás de cal virgem eventualmente.

– E durante a noite ou com chuva e no inverno? – inquieta-se o atilado leitor dessa coluna instrutiva e reconstrutiva da história defecatória dos gaúchos. Respondendo – penicos! Metálicos ou de louça decorada. Dependia do poder do burguês. Enchiam-se os penicos durante a noite ou nas tormentas e depois eram esvaziados na latrina ou no mato. Ou na cabeça de algum seresteiro intrometido. Aqui no sul cunhou-se a palavra Patente como sinônimo de banheiro ou de latrina. – Por que o nome? – anseia-se o leitor. Essa educadora coluna explica. Os vasos sanitários eram aqueles tradicionais de louça branca. Importados da Europa ou dos Estados Unidos. E traziam impresso “Patent Req.” (Patente Requerida) e Made in USA. Eis que o pessoal da estiva do porto sonhando em ter um vaso daqueles, passou a chamá-los de Patente – coisa de rico. Para bunda de rico! Inclusive um desses estivadores deu o nome de Madeusa para sua primogênita. Made in Usa para Madeusa! Beleza.

Quem gosta de miséria e passar trabalho é gringo rico ou burguês. Pobre quer coisa boa e… Pois tenho um amigo que ao saber do prêmio dos 119 milhões soltou aos quatro ventos o seu portentoso desejo: – Quero uma patente só pra mim! Uma patente só minha e de meu uso exclusivo. Inicialmente causou certo espanto, mas logo entendemos seu “projeto de vida”. Continuou: – Não há romantismo que aguente o fedor de uma defecada (Nota: o termo original é outro). Muito casamento terminou por isso. Devia ter a Bolsa Patente pro cara poder ter paz de espírito e poder se concentrar no ato. O cara até vive sem sexo, agora ninguém vive sem defecar. Me contou um engenheiro que o Presidente na reforma do Palácio do Planalto, trouxe uma patente americana. Com tudo que tem direito a esquerda. Assento aquecido de gel de silicone maciozinho que nem seio de mulher. Sensor de presença com perfume a escolher e som ambiental conectado num Ipod. Internet sem fio. TV LED 60 polegadas. Telefone por satélite e conta paga por nós é claro. Sistema auxiliar para constipação. Galvão Bueno gritando – Vai que é tua Fulano! – quando o cara faz o gol. Jato de água morna e ar quente para secar o pompom. Ambiente climatizado e livre de odores corrosivos. Biblioteca ou torneira de chope gelado – a escolher. Neon na porta – Tem Gente! Com aviso sonoro simultâneo – Vai defecar em outro lugar! Os mimos e utilidades continuam e vai longe, só depende da imaginação e desejo do milionário ou do representante do povo.

Aparvalhado? Boquiaberto? Acredito porque estava lá. Desejos são desejos. E você o que desejaria ardentemente fazer se ganhasse uma bolada na loteria? Ou fosse ungido na política?

Lançamentos Literários.

Livro Arquivo Poético – Antologia de Poemas de Fernanda Blaya Figueiró no dia 03 de novembro, às 18,30 horas, na Biblioteca Lucília Minssen, no 5º. Andar da Casa de Cultura Mário Quintana. Prestigiem!

Livro Encontro Pontual – Antologia de Poesias, Contos e Crônicas – Especial para a 21ª. Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2010. Este colunista que vocês dão a honra de prestigiar participa dessa nova obra literária. Tenho o Conto A Praga do Lençol estampada a partir de página 63 do livro, trazendo uma adaptação livre de uma história que minha mãe contava aos filhos e familiares de uma remota lenda viamonense. Está à venda: www.asabeca.com.br e www.scortecci.com.br.

Ausente

Na vasta folhagem dos acontecimentos idos

pousam pássaros em bando com lembranças no bico.

Faço silêncio total e assim fico,

languidamente,

plena do ausente!

Lúcia Barcelos – Poetisa

Filé de Traíra! – por Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 20 Outubro 2010

10 Out 20 – Filé de Traíra – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Filé de Traíra!

– De onde vem o leite Maria?

– Quando não tem na geladeira, vem do mercado! Ora essa!

A

 família dos Oliveira teve pescadores, caçadores e afins ou assemelhados. Cresci escutando as histórias sobre meu avô paterno – Olimpio Laurindo de Oliveira. Onde hoje é a igreja da Estância Grande, ali tinha o seu comércio de “secos e molhados” (como se dizia antigamente aos mercados ou armazéns em que de tudo um pouco era comercializado) e as terras que foram do seu Olimpio. Caçadas de marrecão durante o inverno quando a temporada de caça permitia e pescarias o ano todo e principalmente no verão.

Pescava-se de caniço com diversos tipos de iscas dependendo o peixe que se desejava. Inicialmente fio de linho ou similar e depois com o advento do nylon, esse tomou conta. Dois peixes principais – jundiás e traíras. Afora as pescarias de lambaris – carás, tambicus, etc.. Os lambaris também serviam de isca para capturar as traíras. O jundiá é parente do bagre e carrega o sangue de baiano – lento quase parando. Já a traíra tem parentesco com a piranha, eu acreditava. São peixes de escamas com dentes afiados e vorazes. Fazíamos um preparo no anzol com arame para impedir que a traíra quando mordesse a isca cortasse o fio de pescar. Tudo artesanal inicialmente. Além do caniço usavam-se redes com uma, duas ou três malhas, estas chamadas de feiticeiras. Também se usavam espinhéis com diversos comprimentos e tamanhos de anzóis.

Meu pai Aldo era extremamente habilidoso em confeccionar esse material de pesca. Ops, esqueci das tarrafas, que meu pai não as usava. Voltando às traíras. Peixes com famosas espinhas em forquilhas que causaram engasgos até fatais em muitas pessoas e que as famílias evitavam que as crianças comessem dessa carne. Lembro do saudoso José Menezes, antigo tabelião do Cartório de Títulos e pai do advogado Dr. Fernando Menezes que nas pescarias colocava postas inteiras de traíra dentro da boca e com habilidade incomum separava as espinhas num dos cantos da bochecha e logo a seguir colhias com a mão em concha, descartando-as. Fantástico. Meu pai também era um dos mais hábeis cozinheiros entre os companheiros de caçadas e pescarias e fazia diversos tipos de pratos com peixe nos acampamentos. Peixe à escabeche num panelão de ferro, na alegria da barraca com os pássaros fazendo coro e eu um guri cheio de idéias e pretensões escutando as conversas dos adultos. Tudo de bom. Eventualmente: – Edson vai lavar os pratos e as panelas! – Isso era a senha que agora o assunto não era para guri. Tudo bem. Já estava bom demais.

– E o filé de traíra?

Pois seu Aldo preferia as traíras menores para retirar o filé. A faca era afiada na pedra e o dedo polegar servia para habilmente testar o fio. Então o filé era deitado na tábua pelo lado do couro e a faca traçava riscos longitudinais e horizontais na carne alva. Nunca mais que 0,5 cm entre cada corte. Isso cortava as espinhas em pedaços minúsculos. Logo esse filé era levado à frigideira com óleo ou banha fervente ao máximo com o fogareiro à querosene roncando. Fritos ao ponto de crocantes. Assim qualquer humano comeria traíras sem o risco de engasgar-se com as espinhas.

Vejam uma vida que carrega o ritual do preparo e anseio emocional com tudo que envolvia uma pescaria até aproveitar o sabor de algo temido, mas extremamente gostoso. Que essa analogia mostre-nos quantos filés de traíra a vida nos oferece. Muitos não sabemos de onde vem – lembram do leite acima? – e outros tantos temos medo ou não sabemos aproveitar o sabor e a energia.

 

 

Indiscreta

Aguardarei o pouso

Das feiticeiras asas que inventas,

E depois das tormentas

Galoparás auroras em meus braços.

Nas manhãs, sem pressa,

Envolvidos na seda dos lençóis e dos abraços,

assustaremos a  estrela distraída

que nos espreitou por toda a madrugada,

e depois, de tão cansada,

amanheceu no céu, adormecida!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

A Criação

Primeiro, era somente trevas.

Depois da Criação,

eram Adãos e Evas.

Em meio a essas criaturas, alguns ardiam inspiração.

E então,

Deus arquiteta:

faz o poeta!

Separa a luz da escuridão.

À treva, denomina “noite”,

À luz, denomina “dia”,

e a esta coisa que arde,

Chama POESIA!

            Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

 

Pensamentos Ruminantes! – Ou nem tanto assim.

 

# Pugilato na Câmara de Vereadores! – Quem bateu? – Quem apanhou? – Somente uma certeza – todo cidadão está envergonhado!

# Votar em branco seria manifestação de racismo?

# Tiririca e Maluf e incontáveis similares! – E depois reclamam das coisas!

 

 

Quando a Vida Continua! – por Edson OLimpio Oliveira – Jornal Opinião – 13 OUTUBRO 2010

10 Out 13 – Quando a Vida continua! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Quando a Vida continua!

 

A

 natureza nos ensina e demonstra que a Vida surge e persiste quando tudo parece conspirar contra. A vida normal das pessoas e o seu dia a dia desde o trivial funk até ao mais erudito e acadêmico atropela as campanhas eleitorais e respira num ritmo frenético daquilo que é contrário e adverso aos sentimentos dos candidatos e partidários de um ou outro candidato. Por mais que nos ensinem de que dependemos ardentemente das escolhas dos governantes e demais políticos, parece que a maioria da população insiste em aproveitar um feriadão, como este passado, por exemplo.

 

Movimentos sociais ou movimentos políticos importam menos do que a cerveja, o churrasco, a oktoberfest, a viagem ao litoral ou à serra? Ou à reunião com os amigos ou familiares? Ou, enfim, as coisas da vida de qualquer pessoa? E o outro lado. Ou outros lados – a turma que come, bebe e respira política. Ou a turma do quanto menos política e governantes e políticos, melhor para si. E a turma intermediária – ou aguenta ou tem algum interesse pela política. Tenho amigos em todos os quadrantes, inclusive naqueles pouco mapeados que mais curtem a sua vida familiar, profissional ou pessoal do que todo o resto. Para os amantes radicais pela turma política, os demais são alienados ou do contra. Contra o que? Contra as suas cores, legendas e ideologias qualquer que sejam. E a felicidade? Com que está a felicidade? Jamais vai haver real felicidade quando a busca incessante do poder for a maior força motriz? Quando alguém disser que a sua felicidade está em servir e somente em ser útil, ou estamos diante de alguma divindade ou pré-santificação, ou numa outra situação mais oculta.

 

Internacional e Grêmio! Observem as correntes dominantes ou os torcedores fanáticos. Aí surge a pergunta inevitável – Felicidade e Fanatismo convivem em harmonia. É possível fanatismo por qualquer coisa e ser feliz? Do deus ou do futebol, passando pela política. É possível aspirar e competir acirradamente pelo poder e ser feliz? É possível fazer feliz aos outros quando a felicidade ou o amor é secundário ou ausente em nossas vidas?

 

Outra face do diamante – o que seria do mundo civilizado se não houvesse pessoas que fizessem política? Talvez toda a estrutura de sociedade nos moldes que conhecemos e vem evoluindo nos últimos milênios teriam sucumbido no nascedouro. O espírito e a gana do predador seriam maiores? Ou dependemos e vamos continuar dependendo das nossas escolhas para que os melhores ou mais aptos nos liderem? E isso somente viceja e evolui na democracia e com absoluta liberdade de imprensa e justiça livre e equânime a todos os cidadãos. Eis quando alguém lamenta ou acusa que “melhores” pessoas ou “sempre os mesmos” concorrem ou lideram, argua se ele ou seus amigos teriam coragem e determinação para enfrentar às pessoas e irem às vias de fato das urnas pelo voto livre. Nem tanto ao céu e nem tanto à terra! – é um bom ensinamento?

Rua Alcebíades Azeredo dos Santos! – Um Pesadelo Diário. – por Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 06 OUT 2010

10 Out 06 – Rua Alcebíades Azeredo dos Santos! – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Rua Alcebíades Azeredo dos Santos! – Um Pesadelo Diário.

 

F

iz minha graduação médica na segunda melhor Faculdade de Medicina do Brasil. Ali também fiz a minha pós-graduação em Cirurgia. Entre tantos e magistrais ensinamentos colhidos de mestres da maior capacidade técnica e visão humanística há uma que trata de situação vivida por nós aqui no Centro histórico de Viamão. Qual o ensinamento no caso? Ensinavam-nos que por melhor que realizássemos os atos cirúrgicos, por mais perfeita que fosse a sua execução e o resultado da sua função ou de livrar o paciente da sua enfermidade, tudo isso poderia ser toldado ou mal visto pela cicatriz deixada. “A cicatriz é a assinatura do cirurgião!” – assim aprendi e com meu colega e meio-irmão Eduardo Dias Lopes realizamos ao curso dessas mais de três dezenas de anos e muitos milhares de procedimentos cirúrgicos executados a tentativa de dar a melhor cicatriz aos nossos pacientes.

Isso, infelizmente no nosso entendimento, não é regra ou conduta de muitos colegas de profissão. Pior ainda quando o ato principal feito na cavidade abdominal ou em outra região anatômica é inadequado de qualquer forma. E cicatrizes de má qualidade estética ou com complicações diversas não são somente obras do acaso ou do risco percentual. O que isso tem a ver com a Rua Alcebíades Azeredo dos Santos uma crucial via de acesso e escoamento de pessoas e carros entre o Centro histórico à RS 040 (San Marino)? Todos sabem que Viamão está sendo aberta ou rasgada para a canalização de esgotos sanitários. O pavimento é arrancado e canalizações são enterradas ou sepultadas. Fecham-se as valetas com os canos. Toda a poeira, barro, buracos e desvios de fluxo de antes seguem intermináveis. Meses passam. Eventualmente fazem algum reparo de péssima qualidade no pavimento em pontos aleatórios. Soltam-se as pedras. Buracos e valetas se abrem. Uma via crucis diária para quem que ali circular – milhares de pessoas e veículos! O comércio fica prejudicado. Os prestadores de serviços sofrem prejuízos econômicos e materiais. A imagem da cidade e de seus administradores fica prejudicada. Diversos cidadãos e leitores procuram-me para que seu pleito seja exposto e uma solução atingida. A analogia, reforço, está em saber da qualidade do serviço sepultado sob a terra!

 

Eleições!

Como minha página é entregue para publicação antes de qualquer evidência de resultado eleitoral, a ausência de comentários sobre o resultado do pleito tem essa justificativa. Voto na Escola Walter Graff. Algo que causou muita estranheza e irritação aos presentes era a extensa fila dos eleitores na seção 177 enquanto as outras três seções não havia qualquer fila na manhã de domingo. Casualidade?

Saudamos aos vencedores e esperamos ardentemente que Viamão tenha sido brindada com a vitória de seus candidatos. Esperamos que o povo viamonense tenha conduzido à Assembleia Legislativa e ao Congresso alguns ou todos os candidatos nativos da região.

Sou Burguês e nem sabia! – por Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 29 Setembro 2010

9 Set 29 – Sou Burguês e nem sabia – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

E na fila do Banco:

– “Sou Burguês e nem sabia”!

C

ausa estranheza a frase acima? Causou inclusive em quem a pronunciou. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas e IBGE cerca de 50 milhões de brasileiros ingressaram na classe média nos últimos anos. Ainda causa mais estranheza os discursos inflamados de candidatos combatendo a “elite dominante”, teoricamente seriam os chamados ricos ou “novos-ricos”. O Brasil agrega nomes entre os bilionários do planeta. E isso é bom. Estamos no século XXI (21). Há quem pense e age como se ainda estivesse no século XIX (19). Naqueles anos dolorosos com o processo de industrialização que a aristocracia dominante perdeu espaço para uma nova classe social que se não ostentava títulos de nobreza ou nobiliárquicos detinha a produção e os serviços gerais. Como exemplo, os profissionais liberais.

No século XX (20) a humanidade enfrentou guerras mundiais, holocaustos e a queda do império soviético. Que soçobrou mais por seus defeitos do que pelas virtudes do capitalismo. Esquerda e direita digladiam-se ainda, infelizmente aos “civis”. Eis que há poucos dias, um dos maiores símbolos do comunismo – Fidel Castro – confrontou-se com sua própria consciência e referiu que o sistema cubano é inadequado ao mundo vigente. Mérito do grande líder ou o pé no pescoço da economia e do povo cubano fê-lo assim sentir. Ou o exemplo do gigante chinês num misto de capitalismo feroz com regime comunista? Anuncia-se que de imediato 500 mil cubanos (10% do funcionalismo) serão demitidos da teta mãe do emprego no governo. Vão ter que se virar para sobreviver neste esboço inicial de economia aspirante à capitalização?

Os Novos Burgueses! O ser humano nasceu para ser feliz ou para sofrer? Para servir ou ser servido? Para conquistar seus desejos ou permanecer sufocado em suas aspirações? Mais de 2/3 da nova classe média estudou mais que seus pais. Mais de 2/3 tem e aspira melhorar os confortos disponíveis no mercado. Mais da metade faz turismo e os que não foram planejam viajar ao exterior. Mais de 2/3 tem computador no lar. E por aí vai. Há que acredite e propague que o brasileiro cresce apesar de seus governantes que cravam cerca de 40% de impostos no cidadão que paga as más administrações de todas as cores. Somam-se as rapinagens dos políticos e de seus comparsas fartamente publicados na mídia.

Quem não quer ser burguês se isso significa comer melhor, morar melhor, ter um carro melhor, estudar melhor, enfim viver melhor e oferecer uma vida melhor para seus familiares? Outro dado interessante, cerca de 2/3 gostaria de continuarem morando na mesma região, mas com melhores condições de infraestrutura e segurança. Qual ou quais os caminhos para ser um novo burguês? Ou para crescer sem causar mágoas – um novo classe média? Estudo de qualidade, trabalho e estabilidade econômica. Em algum tempo teremos uma nova consciência coletiva da sociedade pela liberdade e pela realização dos sonhos. Em tempo – quer coisa mais burguesa do que as carreatas que aí estão colorindo ruas e estradas? Milhares de veículos, a maioria com menos de dez anos de uso desfilando com bandeiras e adesivos em competição democrática e ostentando seus recursos e posses? Ser burguês é crime ou pecado? Usufruir do esforço próprio e trabalho é o mesmo que locupletar-se pelo trabalho alheio ou nas maracutaias sem fim? Um espiritualista falando sobre “Nossa Casa” lembrou que “nos planos mais evoluídos e iluminados não há Direita ou Esquerda…”

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