Encontro com o Destino! Edson Olimpio Oliveira. 03 Maio 2022.

Encontro com o Destino!

Dicionário Houaiss. Destino: tudo que é determinado pela providência ou pelas leis naturais. Sinônimos: acaso, acerto, casualidade, dita, estrela, fadário, fado, fatalidade, fortuna, lanço, sina, sorte, ventura.

A civilização ocidental tem muitos de seus fundamentos filosóficos ancorados na mitologia grega e no direito romano. Num mundo politeísta, os gregos identificavam divindades, em escala hierárquica, para cada atividade, situação ou clamor humano e as suas interferências no cotidiano. As Moiras eram três irmãs, divindades, encarregadas dos destinos de homens e dos deuses. Associadas ao fiar, tecer o fio da vida de cada criatura. Distribuir o fio e cortá-lo (representando a morte).

Os romanos tinham equivalentes chamadas de Parcas. E as Nornas na mitologia da Escandinávia. O conceito de livre arbítrio sempre existiu em formas e modulações para cada pessoa e época. Na nossa formação cristã-judaica, a força e a obediência divina são exemplares, mas cabendo ao homem escolher o seu caminho. E arcar com os custos de sua decisão e ato.

Crônicas & Agudas!

Na filosofia da reencarnação ou na religiosidade de muitas vidas a cumprir, a criatura volta para recuperar-se, resgatar seus maus feitos, tendo algo como uma agenda a decidir. Entretanto a decisão de evoluir ou iluminar-se continua sendo pessoal e intransferível. Observe que a palavra “intransferível” remonta todas as origens e em qualquer cultura ou religiosidade. Vai em choque, em desacordo e em desagrado, daqueles que atribuem aos outros as suas infelicidades ou agruras. Mesmo quando o resultado é a soma dos erros de uma falange, um grupo ou uma sociedade, ali está encrustado a decisão individual (livre arbítrio), ônus ou bônus pessoal.

“Por que eu?” Ainda: “Por que comigo?” O médico conversa com a adversidade de seu paciente. A fragilidade do corpo pode ou não estar atrelada à fragilidade do espírito. Isso ocorre em variadas, simples ou complexas situações: morte de pessoa amada, diagnóstico de câncer ou de outra grave enfermidade, entre outras. A hierarquia da dor é pessoal. Nenhuma métrica pode avaliar se a minha, a tua, ou o sofrimento de outra pessoa é maior ou menor. Cada coração ama e sofre na luz de sua alma.

Crônicas & Agudas!

Todos e cada um de nós é ligado ao uno – à vida e à morte. Brincamos ao falar que “ninguém vai quando não é a sua hora; o avião é o mais seguro meio de transporte”. Sempre alguém dirá: “Mas se for o dia, a hora do piloto!” Durante uma vida de médico e cirurgião, alguns pacientes diziam: “Orei e pedi muito pelo senhor e por sua equipe, pela enfermagem e por todos do hospital e seus familiares. Se vocês estiverem bem a cirurgia do meu filho (esposa, mãe, …) será bem sucedida.” Meu irmão Eduardo Lopes e eu, como muitos médicos e cirurgiões, fazemos preces nesses “encontros com o destino”. O livre arbítrio do enfermo ou de seus amados estaciona fisicamente antes do bloco cirúrgico. Lá no seu interior está a necessidade da melhor decisão e do melhor trabalho de todos os profissionais – o livre arbítrio de uns no destino do enfermo.

Muito se escreve. Muito se diz ou se silencia. A maternidade física ou espiritual é um formidável e maravilhoso “encontro com o destino”. Deus está ali nos concedendo aquilo que é seu divino privilégio – criar vida! Criar vida! E aqui está a nossa reflexão e entendimento. Ele nos criou e a tudo que existe, mas jamais nos abandonou. Sempre nos proveu para que escolhêssemos nossos destinos e fôssemos responsáveis por eles. A semente da Luz está dentro de cada pessoa. O destino dessa Luz está em cada coração, escaneada por cada mente e eterna como cada alma.

2022.05.03 – Encontro com o Destino – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

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Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

. * .

Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2021 – 50 Anos de Medicina

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Autor dos livros:

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Maio

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A Cabea do Bacalhau! – Edson Olimpio – 26 Abril 2022

A Cabeça do Bacalhau!

Escrevo essa crônica num sábado de Páscoa. Amanhã o Coelho Pascal distribuirá ovinhos e ovões, conforme o poderio monetário da criatura “ovacionada” (cruel essa!). Por que coelho na Páscoa? Se provocar o Google surgirão origens mil. Como a representação da fertilidade, tanto pelo número de crias quanto pelas várias gravidezes anuais da dona coelha. No entanto classificar um homem de “coelho” (caolho – “no bronca”) será ofensiva e deprimente na sua sexualidade.

Há mitos pagãos sobre o coelho comemorar o final do inverno. Orelhas grandes significam inteligência escassa para o jumento e assemelhados. E para o coelho? Ovo de chocolate num mamífero? Era difícil enfrentar as perguntas dos filhos e depois dos netos. Tentava escapar pela tangente, pelos olhares estava claro para eles: “O vovô tá enrolado e não sabe nada de coelho.” Enfim, o espírito pascal se ancora num porto repleto de ensinamentos, percepções e entendimentos que para nós cristãos são fundamentos de nossa existência.

Crônicas & Agudas!

Há dias em que os neurônios se rebelam. Nesses dias em que o peixe, por milenar tradição, está à mesa pronto para ser degustado nas mais diversas e apetitosas configurações. Um paciente, nos tempos de Capivari do Sul, trouxe-me um “ovo de avestruz” (leia-se: ema) e bateu de peito de pé: “Tô criando uns coelhos macanudos e já tão botando ovo de Páscoa. Vô forrar o poncho de tantos pilas”. Colocou pólvora no estrogonofe de camarão.

Até o humor do gaúcho é assim meio abagualado e xucro uma beirada. Aqui o xiru fica palitando os dentes com a ponta da adaga enquanto conta os deitados na peleia e tira proveito até da desgraça para fazer um amigo sorrir e não arriar os ombros nas intempéries da vida. Com essa largada do amigo paciente, quase me caíram os butiás dos bolsos, mas num relance aprumamos uma risada.

Crônicas & Agudas!

Conhece Chester? Não, não é o mordomo do FHC. Chester, aquele bombado frango de Natal. Deve ser um frango de academia, puxador de ferro, um “halterofrangofilista”. Sabe que os pacientes gostam de aplicar nos seus médicos? Sempre tem uma pegadinha. Uma piada de plantão. Um causo sabido e até descabido. Pois é, nesse balanço da carreta sem as abóboras se ajeitarem, o paciente sacou e atirou mirando com o olho esquerdo tipo japonês – de fresta!. “Edinho, tenho uma conhecida que está criando Chester com o marido e vendendo os ovos dele.” – entre um sorriso de político safado. E contou uma estória.

Alguém de “vozes” já viu um Chester no pátio, ciscando e comendo minhocas ou arrastando a asa para uma franga numa cantada funk? Eu nunca vi! Ou alguém ter uma criação de Chester ou desses parrudos assemelhados como fábrica de Hércules e clones do Arnold Schwarzenegger? “Jamé l’amour” – no verbo do Arigó do Lago da Tarumã, em bom francês viamonense.

Crônicas & Agudas!

Bacalhau! Não aquele que se usa no conserto do pneu (manchão). Não o jogador de futebol que joga a meia-boca, nem fede muito e nem cheira demais, entre San Juan e Mendoza, pega um bom contrato e se aposenta – no Colorado tem uma tropa. Nem outros de dicionário espremido – bacalhau, o peixe ícone da culinária portuguesa com certeza e de “nosotros” do outro lado do mar. Salgado ou sem sal. Pensa nuns bolinhos de bacalhau com um vinho ou uma cerveja gelada. Bacalhau à Gomes de Sá ou nas mais variadas versões e diversões, sabores deliciosos e até de comer ajoelhado.

Pois é, onde está a cabeça do bacalhau? Tem que ter. Não é parente da minhoca. O gato não comeu. Esse é outro desses mistérios que me corroem a mente nesse sábado de aleluia e sem um baile para ir. Cadê a cabeça do bacalhau? Quedê? Alguém, algum iluminado ministro do STF já viu e agarrou a cabeça do bacalhau? Embananou de vez. Lascou total.

O doutor Cabeça, meu meio-irmão, passaporte português, cidadania lusitana, escalou-se para clarear o mistério da cabeça do bacalhau. Enquanto isso, aceita mais um bolinho de bacalhau?

2022.04.26 – A Cabeça do Bacalhau – Edson Olimpio Oliveira

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Dia da CONTABILIDADE/ CONTABILISTA

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Cantando na Chuva! Edson Olimpio Oliveira – Crnicas & Agudas de 19 Abril 2022.

Cantando na Chuva!

Há lembranças que varam as décadas e, amorosamente instaladas num sofá especial da mente, afloram intensamente de quando em vez. O netinho Ítalo da Clarice, minha secretária, encanta-se com o cheiro da terra molhada, quando os primeiros pingos de chuva desafiam e enfrentam a poeira das ruas. “Que cheirinho bom esse de terra molhada, vovó!” – sapeca o verbo no topo dos seus 5 anos de idade.

Nos áureos tempos de estudante e depois de médico no Hospital da Criança Santo Antônio, os veteranos mestres nos alertavam para as diferenças de imunidade e desenvolvimento corporal e mental de crianças engaioladas nos espigões do centro de Porto Alegre em contraste com as crianças de periferia e sua liberdade de brincar nas ruas, nos campinhos, no sol e na chuva.

Em 1952, uns 70 anos bem passados, estreava a película Singin’ in the Rain (Cantando na chuva) com Gene Kelly dançando e cantando num cenário de forte chuva. Lembra-se?

[Estou cantando na chuva | Apenas cantando na chuva | Que sensação gloriosa | estou feliz novamente | Estou rindo das nuvens | Tão escuras,
lá no alto | O sol está no meu coração | E estou pronto para o amor]

O cheiro de terra molhada. A água, como ouro caído do céu, vai batucando com seus pingos a face. Os olhos, de início, se protegem. As pálpebras fecham-se num reflexo ancestral, primitivo de proteção, mas logo se abrem num iluminar a alma que se alegra. Somos crianças. Somos crianças em qualquer idade que a bem-aventurança floresce em nossos corações. Outras crianças recebem esse chamado e as mães, ainda temerosas de uma gripe ou uma dor de garganta, tentam frear os impulsos. Impulsos! Uma leve parada no acostamento da crônica: um dos piores suicídios é cortar os IMpulsos do coração.

Retornando! Formam-se poças de água. A lama vermelha, como a cor do sangue da humanidade de todos os horizontes, amacia e sova os pés descalços. Chutar uma poça de água! Chutar a água barrenta seja no cão amigo fiel, na irmã, nos irmãos, nos amigos ou simplesmente para que os respingos atinjam a si próprio. Logo aparece alguém com uma bola e a pelada está formada. E o circo está armado e ativo.

[Deixe as nuvens carregadas espantarem | Todos de seus lugares | Venha com a chuva | Coloque um sorriso no meu rosto | Vou seguir esse caminho | Com um refrão feliz | Apenas cantando | E cantando na chuva!] – Gene Kelly

Embrutecemos como humanidade. A natureza bela e fluida é nossa amiga e companheira. Geniosa? Cada um com sua personalidade, seu espírito, sua luz e sua sombra, suas lágrimas e seus risos. A chuva é uma bênção, um presente dos céus. Também ensinamento e freio para nossos desvios e atrevimentos.

Nos idos e longos tempos na sela das Morganas, nossas motocicletas, escutava-se muito sobre a sensação de liberdade do vento no rosto. Sempre pensei na chuva, principalmente, a chuva que te exige uma pilotagem mais segura, mas que lava o corpo e ilumina a alma. E assim bailamos na chuva. Permita-se recordar. Solte-se e repita, refloresça sentimentos, liberte a beleza, compartilhe – brinque e dance. E cante na chuva!

2022.04.19 – Cantando na Chuva – Edson Olimpio Oliveira

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Impunidade! Teu nome é Brasil?

Impunidade!

Teu nome é Brasil?

Em verso e prosa, a maioria cantarola que o Brasil é a “terra do futebol”. Nosso futebol sempre encantou pela beleza cênica, pela arte incomparável de seus jogadores que um drible vertia lágrimas ou ondas de riso e palmas. Entretanto perdemos o pouco da objetividade que tínhamos e sepultamos a glória do Pelé de todos os tempos e aqui no garrão cascudo da Pátria de um Falcão ou de um Ronaldinho.

Acostumamos com o parasitismo nos e dos clubes de futebol, a paixão novamente vence a razão. Se dentro das quatro linhas do gramado e no perímetro dos lençóis suados tudo vale pelo amor, o brasileiro aceita e elege aquilo que é o seu espelho. É a sua imagem refletida nos seus sabores e dissabores. Competência e merecimento são desprezíveis e não há nenhum latejar da consciência nas biscas e nas excrecências que nos dirigem, guardam e governam.

Crônicas & Agudas!

Brincar, gozar com o outro, tirar sarro, ou qualquer outra dessas pregações deveria se lastrear e encarar pelo respeito à pessoa. Se humana é bem melhor! Um criminoso acobertado pelo poder sinistro da turba arremessa a pedra que fere dentro do ônibus um jogador de futebol. Observe o arguto leitor que isso é um fato repetido em todas as suas variantes.

A pedra aqui é a bala contra um ônibus de eleitores ou políticos. É o mesmo ônibus incendiado pelos criminosos em algum tipo de “protesto”, ou algum alucinado imagina incendiar um ônibus lotado de pessoas para protestar contra qualquer coisa? “Ah, mas foi ato de torcedor adversário!” – memória obtusa, Torcedores (criminosos) invadem e agridem pessoas de seus próprios times.

Crônicas & Agudas!

A impunidade começa na complacência dos pais que permitem e apoiam diferentemente o filho homem em detrimento da filha menina. Um tribunal que julga pela cor e ideologia, remete àquela semente plantada lá naquele lar de elite ou no casebre. Um lar se ergue nos exemplos de seus membros, na história de seus ancestrais e caminha pelas escolhas que fizeram durante suas provas.

Não desejo que você concorde comigo, incito que você abra seu coração e gerencie com a sua razão. Qualquer povo de qualquer nação ou época é a continuação de seus lares e das pessoas que neles foram forjados. Nas últimas décadas temos aperfeiçoado a arte de formar e nutrir tudo aquilo que qualquer desavisado sabe que vai dar errado. E dá!

Crônicas & Agudas!

“Um dia Deus vai colocar o dedo na tua moleira!” – antiga sabedoria popular. “Moleira” é a fontanela em Medicina, i.é, região do crânio onde a armadura óssea ainda não fechou completamente, sendo área de risco nas crianças. Observe que que cada criatura que deseja evoluir e fazer a sua terra, pátria, nação, povo crescer precisa colocar o dedo em sua moleira. O município é a casa do eleitor, o país é o seu quintal (modifique, se desejar!) suas escolhas refletem onde? Indague-se!

Muito dessa escória nominada que nos governa e, principalmente, nos desgoverna está aí porque foram colocados e confirmados por alguém. O Divino Espírito Santo não os desceu dos céus. Aquilo que iniciou num lar, passou pelas péssimas escolas e piores universidades, forneceu conhecimento, aperfeiçoou monstruosidades – o Google seria uma estrada mais curta – e… Caráter?

A impunidade de um criminoso se condecora, ganha garbo e mesuras com uma caneta de ministro. Lá na base, na ponta da corda, tem a autoridade policial e o jornalismo do coitadismo e das “vítimas da sociedade”. Atores desse teatro macabro que nenhum dinheiro é suficiente para sustentar, nem quando a morte varre suas entranhas de país e as verbas eleitorais persistem. Do futebol, do lar, da delegacia, da política, …

A lista é longa! Dedo na moleira e assumir a responsabilidade! O indiferente é tão culpado quanto o resultado das más escolhas “dos outros”.

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*2022.04.12 – Impunidade – Teu nome é Brasil – Edson Olimpio Oliveira*

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Feliz Páscoa! A arte e sensibilidade do formidável artista 🎨 Aldo Locatelli.

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Tempos de Páscoa! Sexta-feira Santa!

Tempos de Páscoa!

Sexta-feira Santa!

Reflexão e melhor entendimento. Se eu estivesse na Terra Santa, em Jerusalém, naqueles tempos, o que eu teria feito por Ele? Como eu teria agido? Qual o sentimento que aquelas pessoas carregam consigo? Eu, hoje, me comporto de que maneira?

São algumas perguntas que me faço.

Há duas humanidades, uma antes e outra depois Dele!

Que o abraço teu e meu seja o abraço Dele!

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

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12 Abril – Dia do MÉDICO OBSTETRA

Reconhecimento.

Respeito.

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