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Aborto Terapêutico e outros! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Agosto 2019.
28 ago 2019 Deixe um comentário
Aborto Terapêutico e outros!
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s médicos que exercem a Cirurgia de Emergência frequentemente são alvos de familiares ou de responsáveis pelo paciente que dizem: – Doutor, o senhor tem que salvar a minha esposa (ou filho, mãe, pai, amigo, etc). E ali ficam na sala de espera do Bloco Cirúrgico com grande estresse e aquela ansiedade própria de quem ama, usam o intercomunicador, falam com a enfermagem, pedem notícias para qualquer funcionário que passa e muitos oram. Até ajoelhados! O tempo se arrasta. Todos sabem que um combate realmente mortal se trava. A equipe cirúrgica lutando, com seu treinamento e bom senso, contra a mais antiga inimiga da vida – a morte. Eis que o cirurgião se apresenta à porta da sala, logo o engolir em seco, as faces transtornadas de apreensão e dor explodem numa euforia nem sempre contida. O paciente está salvo! A guerra não terminou, mas aquela batalha terrível foi vencida. Agradecemos a Deus, seja qual for o seu nome e religião. Aquela família, aqueles amigos voltarão a tocar a face quente e viva, trocarão palavras, juntos aumentarão a esperança e a luz de novos dias que se alinham no horizonte com mudanças de forma de viver e outros entendimentos.
Crônicas & Agudas
Aborto terapêutico é a interrupção de uma vida em prol de outrem. A interrupção da vida decidida por alguém e amparada em protocolos legais, da ética, da humanidade e das salvaguardas jurídicas. É uma especial e grave medida. Excepcional medida. Está-se numa encruzilhada fatal em que se deve decidir qual vida manter – a do feto ou a da mãe. Quantas vezes a vida daquele filho ainda amado será potencialmente inviável e normal nos padrões vigentes. Há quem prefira deixar nas mãos do Criador a decisão que humanos devem tomar. Há a possibilidade dos dois, mãe e filho, morrerem. Qualquer decisão, qualquer caminho tomado somente há uma certeza – haverá traumas para toda a vida e de todos os envolvidos. As opiniões e posicionamentos serão diversos e extremados por aqueles que estão fora do drama real e a sua crítica também será pela sua realidade e, muitas vezes, diferente se estivesse diretamente envolvido. Uma operação cesariana de emergência já mobiliza corpos, nervos e espíritos de forma gigantesca, com resultados gravados na carne e na mente para sempre. E um aborto terapêutico – um por um?
Cr & Ag
A Bíblia fala em “arrancar o olho que te ofende”. “Tira isso de dentro de mim doutor”! Outro caso: – Tem que cortar, amputar doutor, ou essa gangrena, essa infecção vai matar ele”! Mais: – Câncer ou não é um tumor e não dá pra viver assim. Vai terminar me matando”! Qualquer médico irá enumerar uma infinidade de frases que ribombam em seus ouvidos e em sua alma. Para a vida continuar mais saudável, há que extirpar a doença que pode ser uma parte do corpo. A sociedade humana pode ser entendida como um grande e fantástico organismo. Com áreas saudáveis e enfermas. Com mecanismos de depuração e cura como há no corpo humano. Isso me leva ao sequestro do ônibus Galo Branco na Ponte Rio Niterói em 20 agosto. Um criminoso armado e com planejamento prévio colocou potenciais bombas de gasolina no veículo ameaçando matar quase 40 pessoas no veículo. Um mínimo de 30 a 40 familiares para cada envolvido no risco de morte, principalmente queimados, pois incendiar ônibus é rotina, é corriqueiro por todo Brasil, dá mais de 1.500 familiares que seriam desgraçados pelo criminoso. Após várias horas de negociação e análises psicológicas, a polícia eliminou o criminoso. Toda a vida é preciosa, mas vezes há em que a correção deve ser cirúrgica com o mínimo dano colateral – 40 ou milhares por um. Quase 40 reféns foram salvos, excepcionalmente sem nenhuma lesão física. Exceto as lesões mentais, os traumas serão permanentes em maior ou menor grau. O Brasil é um organismo intoxicado, enfermo, envenenado em que a criminalidade está vencendo até aqui com a complacência de autoridades, políticos, defensores de bandidos e cidadãos ruins de voto.
2019 – 08 – 27 Agosto – Aborto Terapêutico e outros – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Amigos Especiais de Crônicas & PontiAgudas
26 ago 2019 Deixe um comentário
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Pai! Nem somente o pai biolgico realmente Pai.
25 ago 2019 Deixe um comentário
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As Capivaras do Taim e os Gaúchos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 20 Agosto 2019.
25 ago 2019 Deixe um comentário
As Capivaras do Taim e os Gaúchos!
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s amigos leitores que me honram com a leitura de meus livros e das minhas crônicas no intrépido Jornal Opinião já me comunicaram, várias vezes, da paixão que pactuamos com o Banhado do Taim. A Estação Ecológica do Taim é uma área de banhados e alagadiços com ilusórios 10 mil Ha para conservação da vida silvestre. Situa-se no sul gaúcho em terras das cidades de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar. É cortado pela rodovia BR 471. Uma das minhas crônicas com o Taim, por base em suas magníficas aves, foi lida e distinguida em sessão do Congresso Nacional do Brasil pelo Senador Paulo Paim. Outra como “A travessia do Taim à noite” é relembrada com frequência pelos amigos. Final de semana passada realizei nova passagem por aquele local tão querido por mim e pelo meu falecido Pai Aldo. A estrada BR 471 é elevada no trecho, sendo costeada por dois grandes valos que separam as áreas de juncais, palhas e banhados. Não há mais nenhum veículo estacionado no acostamento da estrada para observar as aves e demais animais. Entregar-se à beleza ímpar de um pôr do sol era algo frequente em quem ali trafegava.
Crônicas & Agudas
Os enormes bandos de aves, muitas migratórias, em encantador alarido e com suas revoadas fazendo nuvens compactas e flutuantes de maravilha sem igual jogava a vida para a arte pincelada com as cores dos artistas naturais. Sempre me atraíram os enormes e graciosos cisnes negros e o vigor dos patos de penacho polar. Os marrecões da Patagônia, uma das mais velozes aves migratórias e que jamais para de bater as asas em voo, refletiam as luzes do firmamento no seu sagrado manto noturno e a crista vermelha realçava os machos. Jacarés se esparravam nas barrancas, piscando os olhos, e recebendo o derradeiro calor do sol antes da noite. E as capivaras? As fêmeas e seus filhotes, os machos empinados como senador da República, muitos em disciplina como de estudantes nas bandas marciais das escolas, alegravam-se numa vida que parece ser um filme do National Geographic.
Cr & Ag
O temor pela segurança nega o direito da pessoa em amar a natureza. Qualquer um pode ser vítima de um criminoso se ali estacionar alguns minutos. O bandido não teme as leis. Sabe da condescendência da autoridade judicial em soltá-lo e dos “direitos humanos” que defendem criminosos e jamais as vítimas. Pôr do sol no Taim novamente? Somente quando isso aqui se assemelhar ao Canadá ou Nova Zelândia, por exemplo. E os animais? Bois e vacas devem fazer turismo na reserva ecológica que tem a Fundação Chico Mendes no nome. Raras são as aves. Rarefeitas. Bandos em revoada? Somente em fotografia. Cantos das aves? Aquilo que é raro ou não existe pode cantar? “E se fosse o dia em que você estava lá”? É comum a safadeza humana exercitar a teoria ou a tese do azar. O posto de saúde e o hospital não estavam funcionando naquele dia – “deu azar”! A “bala perdida” é azar da criatura e culpa da polícia – jamais será responsabilidade total dos criminosos, pois somente o alucinado ou o obsidiado pelo socialismo acredita que a polícia sai dando tiros a torto e a direito, para tudo que é lado, por vontade de “ferir pessoas”.
Cr & Ag
Grupos de capivaras e seus filhotes teimam em sobreviver à agressão humana, devastação ou envenenamento. Sobrevivem às administrações repletas de ideias e escassas de resultados. Muito a ver com nosso Rio Grande do Sul com vários indicadores piores que os piores, mas com marajás e vantagens “legais” como nos paraísos socialistas. Até a população trabalhadora encolheu. Em Santa Catarina aumentou! Lembra o Uruguai com seu êxodo em busca de trabalho. Venezuela ainda não. Por enquanto? Estamos virando as capivaras do Taim? Sobreviventes num Estado que despreza o trabalho e adora os “direitos adquiridos”, corroído e corrompido pela degradação de seu tecido social? Capivaras que ainda se reproduzem numa região envenenada, mas útil e necessária para quem se alimenta dela e da desgraça alheia?
2019 – 08 – 20 Agosto – As Capivaras do Taim e os Gaúchos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão







