O Hodômetro da Idade! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 junho 2018.

 

O Hodômetro da Idade!

 

H

odômetro, como sabem, é um aparelho usado para medir distâncias percorridas por carros, veículos e pessoas. Muitos confundem ou sintetizam tudo em “velocímetro” (medidor de velocidade), pois ali no painel do veículo há vários medidores – temperatura, nível de combustível, pressão do óleo e outros. O nosso corpo também tem um “hodômetro” que criamos quando se começou a medir o tempo. Sim, o tempo! E qual o tempo percorrido pelo seu corpo nessa sua existência? Geralmente, a maioria somente se apercebe dessas medições do tempo quando faz aniversário. “Maioria” sim. As mulheres são maioria na nossa sociedade, quando não em número, também em eficiência. Ou seria – “empoderamento”? Com o avanço da idade no ritmo do tempo implacável, vamos perdendo ou diminuindo a velocidade dos movimentos do corpo e vamos ganhando a capacidade de observar, avaliar e tentar entender melhor o entorno. O olhar varre a periferia e deixe de ser focado somente no próprio dedão. Muitos começam a se aproximar das religiões na busca de conforto para o final da existência. Tantas vezes um final anunciado por enfermidades físicas e mentais e solapado pela voracidade de governantes, políticos e autoridades, especialmente dos parasitas e corruptos.

Crônicas & Agudas

Cerca de 24 mil e 500 dias percorridos! O jovem vive o dia, talvez o amanhã sendo um final de semana. Lá pelos 11 mil dias ele, o ser humano, põe na sua alça de mira a década seguinte e olha para mais uns 8 mil dias a frente se preparando “para quando parar”, sendo o pé de meia algo mais que aquilo que se coloca nos pés para melhor acomodar nos calçados. Outro sentimento dessa fase é “fazer tudo que gosto enquanto ainda posso, pois depois de velho eu não sei não”. Também aí o sexo e rock-and-roll deixa a música para opção mais tardia ou somente como atrativo de caça para os lençóis. E observa o tempo que antes se arrastava, depois troteava e agora galopeia quase querendo disparar. Fantasmas se descortinam no horizonte próximo. O futebol virou hora de galeto e churrasco com cerveja e menos jogo de bola. A menopausa ganha perfil e assunto dominante entre amigas e nas rodas vivas da internet. Já se começa a gastar mais com remédios do que com frugalidades alegres. A bolsa de remédios participa das viagens e do lazer e descobre-se que “o sexo vale mais pela qualidade do que pela quantidade”.

Cr & Ag

590 mil horas no hodômetro da idade! Há quem tema acordar, levantar-se, fazer sua higiene e iniciar o dia sem nenhuma dor ou desconforto, pois se a luz for mais intensa, jardins belíssimos, cantos de anjos, criaturas celestiais governando e tudo de belo e bom a sua volta deve beliscar-se energicamente para se constatar ainda vivo ou sobrevivendo no Brasil deles. Curioso? Ou real? O check-up que antes era dispensável, agora reúne várias planilhas de exames, médicos de várias especialidades, clínicas e hospitais e submissão a dedos violadores de orifícios que somente eram de saída. Ops, há exceções! Muitas. “O tempo em que menstruava” vira causo “do meu tempo”, como uma guerreira viking remanescente de batalhas onde sangrou, mas não morreu. Glórias do passado ainda passado a limpo, assombrado pelo temor do alemão destruidor de mentes e vidas – o Alzheimer!

Cerca de 352 milhões e 152 mil minutos! Qual o sentimento que primeiro vem à mente? Gratidão! Isso aí, Gra-ti-dão! Desde ser amado antes de nascer e a permissão para percorrer essa longa estrada, a gratidão vem do antes, ilumina-se durante e palpita o coração no agora. Entre tantos tempos, a gratidão a você que me acompanha e entusiasma. Muito obrigado! E que Deus abençoe e ilumine todos nós e ao mundo tão sofrido.

2018 – 06 – 26 junho – O Hodômetro da Idade – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Amor - Donald e Margarida

Irmãos 14

 

Irmãos CR 21

Toninho Bola Curta! Edson Olimpio Oliveira. Série: Moto! Paixão Eterna. 04 Julho 2018.

 

 

“SAIBAM TODOS QUE LEREM ESTAS CRÔNICAS QUE EXISTIU UMA ESPÉCIE FANTÁSTICA DE HOMENS QUE PILOTAVAM MÁQUINAS MARAVILHOSAS CHAMADAS MOTOCICLETAS QUE RASGAVAM ESTE PLANETA COMO COMETAS RASGANDO O MANTO NEGRO DO CÉU”.

 

 

TONINHO BOLA CURTA!

 

 

Acredito que malandro, mas malandro mesmo é o parafuso, já que é o único a nascer de cabelo repartido ao meio e de camiseta listrada. No motociclismo tem umas criaturas que nem é preciso conhecer mais de perto para sentir que tem algum parafuso especial. Ou sobrando. Ou até faltando. E o Toninho é uma dessas criaturas fantásticas. A sua vida é um filme de Spielberg. Já foi um pouco de tudo e quase nada de qualquer coisa. Mas é muito boa gente. É um cara impossível de se conviver permanentemente, daí a sua troca constante de mulheres, motos, triciclos e de grupos. Também é impossível brigar com ele, por mais brabo que alguém esteja sempre acaba em escancaradas risadas e boas cervejas ou refris.

 

Mas como você já está curioso pelo significado do apelido, vamos explicar. Geralmente o cara “bola curta” é assim chamado porque é um mau jogador de futebol, como aqueles que o Internacional contrata e vem fazer turismo em Porto Alegre. Essas são outras bolas. Os problemas do Toninho eram suas outras bolas. Os testículos. Quando estava naquela fase de idade em que o garoto quer abandonar a meninice e ainda engatinha na adolescência, os hormônios estão em alto giro, em que os garotos fazem torneios masturbatórios, em que alguns excedem até a fraqueza imperar e outros criam cabelos nas mãos, o Toninho reparou, apercebeu-se que tinha somente um testículo no escroto.

 

O outro testículo estava na virilha, não havia descido completamente. Depois do pânico inicial, veio a cirurgia corretiva e a cura. Mas tinha que explicar para todo mundo que teve um problema de “bola curta”: — Mas agora tá tudo legal.  – dizia.

 

E essa foi a sua fase de iniciação sexual e de iniciação sobre rodas. Do triciclo passou para a bicicleta de quatro rodas, logo retirando as rodinhas acessórias. Teve a fase do patinete e do carrinho de lomba. Várias bicicletas passaram até que certo dia veio experimentar uma moto. Aí seu coração ficou cativado. Definitivamente. Sonhos em profusão intercalavam-se com longas noites acordadas traçando planos de como adquirir a sua. E tudo isso foi por andar na carona de um pretendente a cunhado. O cara queria fazer uma amizade com o Toninho para tentar ‘ganhar’ sua irmã. Mas essa já é outra história.

 

E a primeira moto foi uma Honda Turuna. Isto é, os papéis diziam ser uma Turuna. Sabem quando os ferros-velhos adquirem os refugos do Detram. Pois foi assim, a primeira moto que foi trocada por uma guitarra. Juntou a coisa na caçamba da camionete do Tuca do Ó e depositou num galinheiro desativado nos fundos do quintal da namorada, a Verinha Signal – que sorriso! Boca 1001!). E ali foi remontando a fera, como a chamava:

 

 – Essa fera tem espírito cara, ela até conversa comigo, esse dias eu tava passando uma flanela no guidon e ela escapou um jato de óleo na minha perna.

 

Parece que agora o homem não dormia mais. A qualquer hora da madrugada, escutavam a sua voz conversando com a “Fera Ferida”, assim batizada com um banho de cerveja gelada, e a luz sempre acesa. Até a Verinha Signal já estava com ciúme do ‘love’. Certo dia, o Toninho Bola Curta chegou com um banco novinho, lustroso, cintilante, ganho numa cancha de jogo do osso.

 

 – Verinha, minha gata, aqui está o sofá que em que vamos embalar o nosso amor. E não deu outra. Dali em diante, ela lhe entregava o salário inteirinho para concluir a reforma da Fera Ferida. A reforma avançava: chicote elétrico, carburador emprestado, um tanque recuperado recebeu uma pintura personalizada, um farol de CB400 (precisaria de luz boa à noite), bateria nova. Nova mesmo! Foi um presente de noivado da sogra e dos vizinhos. A velha que já estava louca de vontade que ele terminasse o conserto da moto e desencalhasse a Verinha.  E dos vizinhos que perdiam o sono com o motor da Fera Ferida sendo afinado. E dos gemidos esganiçados de amor da Verinha Signal.

 

Os amigos colaboravam. Uma corrente estava formada. Toda a região aguardava o grande dia. Tinha até político faturando nas reuniões. O grande dia chegou. Criançada correndo. A turma do pagode. A turma do futebol. Os companheiros do Quase Fumo Motoclube. E do motoclube rival – o Fumo & Vortemo MC. Foguetes. Buzinas e sirenas abertas. O Toninho estreava um capacete tipo pinico de nazista e a Verinha com um capacete fechado, pois a dentadura nova tinha atrasado no protético. Pose para foto. De novo apareceu político para a foto. Trepou novamente na Fera Ferida. Deu uma batida com o coturno de pára-quedista no areião. Puxou o afogador, de leve para não afogar. E deu a primeira pedalada. A segunda. Terceira e quarta. Nada. ‘Um puta que pariu’ escutou-se no silêncio. Ajeitou o pedal com a mão procurando achar o melhor ponto. Preparou o coturno e mandou ver. A fera tossiu, arrotou, espirrou, deu algumas engasgadas e após fechar o punho a lenta equalizou. Era só o toc-toc-toc daquele coração renovado. A platéia aplaudia e urrava. Testou o farol: luz alta, luz baixa, tudo OK. Piscas: direita, esquerda, OK. Luz de freio: OK. Buzina, uma Fiann de três cornetas: OK. A plebe pedia: — Anda! Anda! Anda! A turma da Loira Suada Motoclube pedia: Experimenta! Experimenta! Experimenta!

 

Chamou a Verinha para a garupa. Aconchegado pelas duas amadas, puxou o manete da embreagem, com o coturno cravou uma primeira. Acelerava para a turma sentir o berro do escapamento da Fera Ferida. Então soltou a embreagem. A desgraça. Deveria ter feito esse teste antes. A Fera Ferida deu um salto. Só que um salto para trás. Por mais incrível que possa parecer, aconteceu e aquele povão estava de testemunha, a moto veio em marcha à ré. Até atropelou um pastor que ali dava a bênção. O resto nem preciso lhes contar, vocês podem imaginar.

 

E o Toninho? Pessoal, o golpe foi tamanho que ainda está se recuperando do choque. Quase ficou o Toninho Sem…

 

Crônica 25 – Série: Moto! Paixão Eterna

Republicada 04 Julho 2018.

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 Moto - Paixão Eterna - 25 - 2017 - 1a moto Transamazônica

O Tempo é seu Aliado. Viva com Dignidade e Sabedoria!

 

Aniversário 15

Você é aquilo que Você pensa!

Você é aquilo que Você pensa

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O Túnel, o Sapo e o Poço! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 19 de junho 2018.

 

Túnel, Sapo e o Poço!

Há uma vocação (ou invocação?) nos ensinamentos populares de nos dar esperanças e jamais nos deixar acalentar o sentimento de que se algo está ruim um dia, algum outro dia irá melhorar. Assim é a famosa “luz no fundo do túnel”. A luz representa a saída da escuridão e dos temores primitivos que nos causa medo, os mais variados, e nos assombra. Sempre, em todos os momentos da humanidade, a luz representa proteção, segurança, domínio do entorno, estar preparado para se defender e atacar, se necessário. Também a luz representa no nosso íntimo o alimento em todas as religiões de que uma nova vida com mais esperança e proteção nos aguarda. O mundo das sombras sempre representa o lado negro da força, da desgraça com seus mais pérfidos demônios. E o túnel com suas sólidas paredes, no interior da terra, dentro da montanha e… Acelerar para buscar o final, a saída, a luz no fim do túnel.

Crônicas & Agudas

Nessa mesma linha de incentivo e de entendimento está a está a estória do sapo Saponáceo e da sua companheira Sapatilha. Moravam numa grande lagoa cercada por terrenos pantanosos. Ali havia um tipo de governo que causava inquietude e desconforto para os artistas e “intelectuais”, pois todos deveriam trabalhar para ter comida na barriga e ter uma casinha nos juncos. Além disso os sapinhos eram obrigados a ir à escola para adquirirem a sapiência. A polícia dos sapos era muito enérgica e sapo bandido era bandido e devia ter o destino de bandido. Isso também causava revolta da comissão dos direitos dos sapos. Eis que a Sapatilha começou a flertar com as ideias que circulavam sobre um poço lá fora do pântano. Diziam que ali era o paraíso social, igualdade para todos, comida na mesa, nem precisam caçar as suas moscas, o governo dava moscas para todos, todos teriam casas, bolsas variadas e trabalho, muito pouco trabalho.

Cr & Ag

Saponáceo resistia como podia, mas certo dia foram visitar o tal poço, famigerado poço. Nesse dia havia um protesto do sindicato dos sapos socialistas e no quebra-quebra a Sapatilha jogou-se no poço e Saponáceo saltou atrás da amada. O que o amor faz com os sapos! Poço muito, muito fundo. Lá havia uma grande comunidade de sapos, uma sapalhada imensa. De cara notou que todos usavam as mesmas cores e tinham as mesmas verrugas, tudo cinza. Inicialmente foram bem recebidos e assim imaginava que teriam um boa vida. Ledo engano. Os tempos passaram e tudo ficava cada vez pior para os sapos do povo. Os sapos dirigentes viviam nababescamente e roubavam escandalosamente as estatais dos sapos. O sonho virou pesadelo. Os novos sapos que caiam no poço reiniciavam o ciclo. O povo sapo e Saponáceo olhavam para cima e lá longe estava a luz, dias de sol, noites de estrelas, luas cintilantes, mas tudo visto, observado e sentido do fundo do poço. Imagine-se ali e visualize aquele anel distante que é a boca do poço. E sentiam saudades daquilo que tinham em tempos passados e voltariam a eles se pudessem, mas estavam no fundo do poço e dominados pelos sapos da escuridão.

Cr & Ag

Alguns jornalistas e autoridades querem identificar os autores e incentivadores dos pedidos de “volta dos militares” ou “volta da ditadura” que ocorreram na paralização dos caminhoneiros. Alguns militares esforçam-se por desacreditar os próprios militares. Subliminarmente está a propaganda contra o candidato que representa a organização, a disciplina e a idoneidade dos militares idealizados – o Bolsonaro. Não estranham querer a volta de Lula. Exercite a analogia do sapo no fundo do poço e será muito mais fácil e honesto entender o anseio e a vontade das pessoas.

2018 – 06 – 19 junho – Túnel, Sapo e Poço – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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O Livro e a Mente - 2018

POTTKER! O MIURA COLORADO. SÉRIE INTER 57 – MEU SANGUE É VERMELHO, MEU CORAÇÃO ♥ É COLORADO.

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Amizade 👩‍❤️‍👩!

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VICTOR CUESTA! EL TANGUERO COLORADO.

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Irmãos! Gente como a Gente.

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