DIA DO MÉDICO GERIATRA – 15 SETEMBRO!

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Lurdinha Boca de Ouro! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Setembro 2017.

 

Lurdinha Boca de Ouro! – Uma crônica gaúcha cento por cento.

 

“Vida infernal”, balbuciava o albino. “Diabos carreguem e não tragam de volta essa mulher maldita. Maldita! Maaaldiiita!” Socava a velha mesa do ambiente enfumaçado. Uma calota de caminhão balançando pendurada por um arame de aço fazia um som de sino ao ser açoitado pela brisa morna contra uma placa de metal. Ali num fundo amarelo esmaecido e corroído pela ferrugem ainda se liam garranchos escritos por uma mão mal alfabetizada em letras negras – Boca de Ouro. Um lupanar. Como tantos outros que se escondem num capão de eucaliptos próximo à fronteira do Brasil-Uruguai.

“Leva uma Norteña pra esse polaco”! Gritou o xiru de bombachas para um guri magricelo e cabano.  “E trata de largar esse guaipeca, babão abobado da bronha”! Completou sacudindo um pano puxado sobre o ombro.

O garoto que apesar do corpo quase esquálido, escondia a idade fazendo trabalho de garçom entre fregueses que ali estavam gastando o pouco ou o quase nada colhido na dura vida da campanha em troca de agrados, carinhos e alguns momentos de sexo espalhafatoso. Mesas de madeira falquejadas intercalavam-se com mesinhas de ferro e cadeiras com propaganda de cervejas brasileiras e uruguaias. Algumas dessas cadeiras estavam retorcidas por alguma peleia danada de feia onde estatelaram lombos e crânios humanos. Do palanque da porteira até o casebre um fio estendido agitava lâmpadas coloridas marcando uma linha como um brete iluminado conduzindo os touros sedentos de sexo. Um mulato rengo servia de leão de chácara no portal da perdição. Com uma adaga prateada adornando a guaiaca que entrevia um Smith-Wesson também prateado. Os olhos do mulato relampejavam na noite escura. Quando diminuía a brisa, ele empurrava a calota com o cotovelo direito.

“Cof, cof, cof, cof”, tossiu o albino. Um filete de sangue, como se brotasse de uma vertente escarlate, aumentou o fluxo entre os cabelos absolutamente brancos. “Não quero essa ceva velho fresco”! Berrou para o xiru embombachado. “Me traz uma branquinha”. Momentos a voz enrolava e denotava embriaguês. Outros momentos, a voz fluía com rompante e estrépito como um capitão de cavalaria. “Onde foi essa mulher? Se ela não vier, eu vou trazê-la pelas crinas essa puta rampeira”.

Um grande espelho adornado por uma lâmpada vermelha marcava a entrada do corredor de quartos onde até os surdos podiam escutar relinchos de baguais que varreram os traços de humanidade em pardieiros devassos e impregnados do odor acre do sexo repetido e banhado pelo suor de corpos ardentes e insaciáveis. Agora se exalava um cheiro de morte. Um homem branco e grande, diferente naquele cenário, teimava, insistia em desafiar as regras do bordel. As mulheres saltam dos colos famintos, como serpentes abandonando suas presas. Afastam-se todos da mesa do albino. Silêncio. Alguém desliga a vitrola. Olham-se. Estátuas disformes na névoa densa e mortal. A dona do bordel entra na sala. Um rebenque com fiel de prata! Um mango de prata chilena pendia em seu pulso esquerdo. Ela! A dama das meretrizes – Lurdinha. Numa terra de desdentados precoces, sua boca escancarada em gargalhada felina expunha duas fileiras de dentes de ouro. O poder da sua luxúria permitiu a riqueza do sorriso. Uma vencedora entre perdedoras?

“Polaco de merda, já te abri a cabeça com o fiel do meu mango” – bradou com os dentes cerrados. “Tu não é homem pra mim. Acho que tu não é homem pras minhas gurias. Já te mandei embora pro teu rancho. Aqui mando eu. Eu! Os teus pilas aqui não valem nada. Aqui macho é macho sem desrespeitar as fêmeas. Cala a boca! Fecha a latrina! Se não…” – gritava Lurdinha num crescendo de fúria.

“Se não o que tu va…” – não conseguiu terminar a frase o insistente albino.

Uma navalha Solingen, saída de algum lugar mágico do corpo de Lurdinha, qual um corisco alumiando a penumbra, abriu uma estrada entre a venta e a orelha do homem. Borbotões de sangue engasgaram o miserável. A platéia saiu do transe e foi socorrer a criatura que se esvaia rapidamente. Mais branco parecia ser impossível, mas a palidez da morte aderiu a sua tez.

 

“Touro em campo alheio é vaca” – bravateou Lurdinha, retirando-se da cena enquanto limpava a navalha em sua saia de seda escarlate.

2017 – 09 – 05 Setembro – Lurdinha Boca de Ouro – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

Dia do Médico Nutrólogo–15 Setembro!

 

09 - 15 Setembro - Dia do Nutrólogo

 

Uma Especialidade crucial nos melhores resultados e complementar a todas as demais Especialidades médicas em que ainda, talvez a maioria das pessoas e até Colegas médicos, desconhecem sua realidade e vitalidade.

DIA DO CAVALO 🐴! 14 Setembro

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Declaração de Amor! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 29 Agosto 2017

 

Declaração de Amor!

 “ Saibam todos que lerem essas crônicas que existiu uma espécie fantástica de homens que pilotavam máquinas maravilhosas chamadas de Motocicletas, que rasgavam este planeta como cometas rasgando o manto negro do Céu!” (Crônicas & Agudas da Primeira Capital Equipe)

 

Declaração de Amor!

 

            Algumas pessoas desconfiavam. Outras sabiam. Certos amigos mais próximos desaconselhavam este relacionamento. Até achavam-no perigoso. Mas meu coração acelera e trepida a sua lembrança. A sua voz e corpo bem feitos continuam a deslizar em minha mente à lembrança dos momentos que juntos passamos.

 

           Amanheceu um lindo dia de sol. Os raios de sol esgueiravam-se para entrar pelas venezianas. Havia sonhado com ela esta noite. Seu nome… Morgana.  Minha esposa já havia se levantado e estava arrumando a casa e os filhos. Vesti-me apressadamente. Subtilmente saí de casa. Fui ter com ela. Abri a porta silenciosamente. Era penumbra em seu quarto. Ela ainda dormia. Coberta por um alvo lençol deixava entrever suas curvas sensuais. Braços abertos como a me esperar. Sua traseira firme e arredondada onde tantas e tantas vezes acomodei-me, trocando afagos e juras de amor. Deslizei a sua volta, admirando-a. Fui descobrindo-a lentamente. Acordei-a. Seus olhos grandes brilhavam de encontro aos meus em lampejos de paixão consentida. Havia uma marca de umidade no lençol… Certamente também sonhara comigo. Deslizei a mão por seu peito. Abri minhas pernas e acomodei-a. Mãos com mãos num toque de fusão absoluta de corpos e almas. E ela já bem acordada, ligada, sussurrava ritmicamente debaixo de mim. Todo meu corpo vibrava com ela. Sentia aumentar o calor vivo de seu corpo frenético. Nós nos consumávamos em amor pleno, total e eterno. Ela estava satisfeita. Pronta, convidando-me para passear. Eu estava esperando.

 

Então subitamente a porta do quarto abriu-se… Era minha esposa. Surpresa? Não! Nós a aguardávamos. Cumprimentou-a, abraçando e beijando amorosamente a Morgana, esse amálgama de feiticeira-amor. E juntos, abraçados, faróis ligados, capacetes na cabeça, saímos a rasgar as estradas da vida neste belo e harmonioso triângulo amoroso: eu, minha esposa e Morgana, a nossa motocicleta.

 

·         Nota do Cronista: Essa crônica venceu concurso literário nacional.

 

Crônicas & Agudas

 

            Contam que o “cavalo de Mostardas” mesmo levado para o mais distante do seu pago, sempre pastará com a cabeça virada para Mostardas e há quem jure vê-lo relinchar dizendo que “um dia eu volto para Mostardas”. Também contam as línguas mais afiadas que “depois de ter uma amante castelhana, o cara jamais esquece”. Pode deitar em cama de ouro com lençóis de mil fios de linho egípcio, digno de faraó, mas a castelhana estará sempre no seu mais intenso calor. Assim, nessa toada, nesse balanço, nessa cadência de amor e paixão está a motocicleta, ou simplesmente “a moto”. Quem ama, sabe!

 

207 – 08 – 29 Agosto – Declaração de Amor – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão. – www. edsonolimpio.com.br

DIA MUNDIAL DA SEPSE – 13 SETEMBRO! Saúde e Sabedoria.

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SETEMBRO AMARELO!

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12 Setembro – DIA DO UROLOGISTA

Saúde e Sabedoria aos Colegas!

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Emprego – Trabalho – Competência! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 22 Agosto 2017.

 

Emprego – Trabalho – Competência

F

ala-se de 14 milhões de desempregados. São mais, provavelmente! Tendemos a nos compadecer de forma ampla, geral e irrestrita. Somos assim. É da nossa índole. Elegemos biscas, safados, canalhas e incompetentes para cargos eletivos, mas são coitadinhos e “precisamos ajudá-los”. Até um ladrão convicto, mesmo numa cadeira do legislativo, forrado de mordomias, acolchoado de vantagens distantes de qualquer outro ser humano, mas continuará sendo um ladrão. Outro está preso e condenado, mas continua com sua sanha de ladrão. Claro que há os que jamais aceitarão o rótulo, outros serão os “mais aptos e eternos espertos”. E alguma horda irá acomodá-los como “deserdados dum sistema capitalista e injusto”. Um amigo me dizia da sua dificuldade em conseguir um tratorista e operador de retroescavadeira para trabalhar na plantação de arroz. Os raros “disponíveis” além de “todas as obrigações trabalhistas” indignavam-se caso o trator não dispusesse de ar condicionado e som. Outro alegou necessidade de “sair até às 17 horas, pois morava longe”. Isso valia também para o horário de início do trabalho. “Sábado e domingo nem pensar”, disseram-lhe. Caso chova 15 dias, primeiro sol é num sábado, mas trabalho não mesmo. Não conseguiu uma viva alma que quisesse emprego com trabalho. A tendência é de emprego com pouco ou nada de trabalho. Claro que jamais generalizamos!

Crônicas & Agudas

Uma professora, esfolada pelo parcelamento salarial, aumentou as horas de trabalho com o marido. Assim precisou de alguém para cuidar dos filhos, pois a creche fechava e nem sempre a avó tinha saúde para ginetear duas crianças arteiras. Indicaram fulana e sicrana para doméstica. Então uma serve de doméstica, mas não aceita ser babá junto. Outra já avisa antes que “é uma coisa ou outra”. O “salário é baixo” refugou uma candidata que se mostrava depois de “um banho de loja e com as unhas maiores que as da Gisele”. “Eu não cozinho e só lavo com máquina”, falou e até os piercing escutaram. “Pois é, não vai dar, eu tenho que chegar em casa até às 18 horas para fazer a janta do meu marido e terça e quinta eu tenho fisioterapia lá na 40ª.”, e… Estava difícil encontrar algum horário livre para trabalhar, jamais para manter o emprego. Muitas tentativas e várias desistências. Eis que a matemática se aliou à aritmética e numa série de equações, logaritmos e tangentes chegou à conclusão que seria melhor para a família e o bolso ficar em casa e rever a estória de emprego público.

Cr & Ag

 Um engenheiro e construtor com longa vida profissional construindo e reformando de silos de arroz a residências lamentava-se: “quando esses velhos que trabalham a anos comigo largarem o jogo, uns já estão aposentados e continuam, eu fecho a empresa”. Perguntei-lhe o motivo. “Tô cansado e de saco cheio, poderia dar emprego para mais uns 10 ou 20 funcionários, mas deixo de pegar obras pela falta de gente que queira trabalhar, mesmo que não seja muito competente, mas que queira aprender o serviço, e pela in-justiça do trabalho”. E abriu a acordeona e floreou uma música de todos conhecida. As gerações mais antigas, os veteranos são mais afeitos ao trabalho desde que ainda não assimilaram o socialismo com o dinheiro alheio e gostam e tem orgulho daquilo que fazem. Os jovens querendo trabalhar vão conseguir colocação. Os demitidos pela empresa que “quebrou, faliu, foi para as cucuia” pelas decisões de proteção ao trabalhador pela satanização do empresário, muitos safados e pilantras, vão engrossar as listas de espera e o medo das empresas em arriscar numa conjuntura de desordem social e moral como a brasileira.

Cr & Ag

Daí que antes, muito antes de penalizar-se por um desempregado e orar por ele para um emprego no culto, lembro do Pastor Malafaia e sua pregação que “receberás pelo teu merecimento”. Somos de um tempo em que era “estudar e trabalhar”, ladrão era ladrão e vagabundo era vagabundo. Hoje? Jamais deveria haver esse abismo entre emprego e trabalho e a luta por competência e aptidão era normal para qualquer ofício. Outro amigo ainda expande o drama: “o que tem de homem buscando emprego de marido...”

2017 – 08 – 22 Agosto – Emprego Trabalho Competência – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Série – GAÚCHO – Teixeirinha! Cento por Cento.

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