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02 nov 2016 Deixe um comentário
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Tolerância: 15 Minutos! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – 01 Novembro 2016
02 nov 2016 Deixe um comentário
Tolerância: 15 Minutos! EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
http://www.edsonolimpio.com.br
Tolerância: 15 Minutos!
Acredita-se que o atraso, o não cumprimentos dos horários e o desprezo aos que cumprem essas normas civilizadas de tempo e espaço sejam instituições brasileiras ou o pior do latino. Entranhadas em alguma hélice fraturada do DNA. Infectando e ensombrecendo os traços da civilização mais evoluída em que o tempo não se marca como ‘na próxima luz cheia’, ‘ao entardecer’ ou ‘quando os bugios descem das árvores para defecarem’, por exemplo. Pessoalmente também entendo como desamor e falta de respeito ao outro. O amigo e singular professor Antônio Veiga em seu quase meio século de cátedra e iluminando as sombras das vidas e das almas de tantos grava e repete: Disciplina – Amor – Humildade. Nessa ordem. Nessa cadência. Todos os demais predicados qualificativos e simbolizados como evolutivos nas criaturas serão secundárias a esses três elementos próprios da Divindade. Como alguém realmente te ama se a sua disciplina esbarra na sua falta de respeito ao combinado e sem uma causa real e importante e repetidamente? E sua conduta espelha-se por ser assim ‘descompromissado’ com os outros?
Crônicas & Agudas
Por vários anos, nós e outro casal de motociclistas, combinávamos local de encontro e horário de partida. “4 horas da matina no posto da Rodoviária”. Inicialmente dizíamos: “15 minutos de tolerância”. Jamais precisamos ficar esperando pelo outro e sempre saímos no horário combinado. Cerca de 40 anos de bloco cirúrgico – cirurgia agendada. Meia hora antes o Eduardo e eu ali já estávamos prontos para incisar a pele. Incontáveis vezes os atrasos se sucederam de trinta minutos a 4 horas. Detonava com a nossa agenda e com a vida dos outros pacientes. Motivos: porque o anestesista estava dando cobertura por alguma ‘urgência’, cobrindo falta de colega, sala cirúrgica sem condições de cirurgia e outros eteceteras. Como suspender a cirurgia e prejudicar quem está ali como todos os preparos? Falta de disciplina e respeito e até incompetência para algo previamente agendado com muita antecedência.
Cr & Ag
Outro dia num desses eventos da indústria farmacêutica em que trazem um palestrante e a seguir tem um jantar de confraternização, um colega que já estava sentado quando cheguei, agendado para às 20 horas, reclamou do representante farmacêutico por 1h e 15 minutos de atraso. Há quem vá pelo tema da palestra. Outros por ‘dar uma força’ ao profissional que te visita pois seu emprego está sempre na alça de mira das chefias. Outros vão pela ‘boca livre’. Lamentavelmente essa safada ‘especialidade’ médica está prosperando – “boca livre”, muitos com mestrado em “cara de pau” e doutorado em ‘soberba’. Chegam naquele horário que calculam estar sendo servido o jantar. Vão para comer! E não são cubanos. São de todos os sexos e aspectos. Ainda tem aqueles que ficam todo o tempo lendo ‘coisas importantes e digitando’ ao telefone e aguardando ‘a bóia’. Vergonhoso. Piora quando todos os que foram pelos motivos corretos e cumpriram o horário agendado devem aguardar essas biscas. Lamentável!
Cr & Ag
Num casamento a noiva atrasou mais de 3 horas. E todos nós plantados na Igreja. Quase criamos raízes. Os casamentos da sequência se lascaram. Motivos importantes: ‘coisa de noiva’ e ‘é a única vez que casei’. O casamento não durou muito. Certamente o noivo, que também esperou pela criatura, cansou de esperar outras vezes e largou-a para o ‘campo de baixo’. Um convidado para jantar atrasou-se apenas 26 horas. Outro faz seus anfitriões esperarem até às 16 horas para almoçar. E pessoas assim tantas vezes são ornadas por títulos acadêmicos, laureis universitários, viagens por todo o planeta e reluzentes contas bancárias, mas… Interessante é que são pontuais quando se sentem ‘inferiores ou dependem’ daqueles que irão avaliá-los ou lhes fornecer algo que necessitam. Amar é respeitar. O indisciplinado é um ególatra, o mundo gira em torno das necessidades e da ‘liberdade’ dele. Humildade para reconhecer, corrigir-se e respeitar aos outros evoluindo?
Maldição Noturna! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 25 Outubro 2016.
27 out 2016 Deixe um comentário
2016 – 10 – 25 outubro – Maldição noturna – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
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Maldição Noturna!
Roube o sono de alguém e estará lhe roubando a paz e a sanidade física e mental. Na década de 90 do século passado (faz teeempo!), escrevi ou transcrevi numa crônica a opinião de cientistas que constatavam haver pessoas demais no planeta. Diziam que a população ideal e de equilíbrio seriam até 2,5 bilhões de criaturas humanas. Estamos caminhando céleres para os 9 bilhões e muitas deixaram de ser humanas ‘for a long time’. As pessoas se acotovelam em casas geminadas, próximas demais em condomínios horizontais e vespeiros verticais cada vez mais altos – novas torres de Babel. A alvenaria das paredes é substituída por gesso e materiais mais leves, mas com mau isolamento acústico. Assim se vive numa grande oca comunitária. Isso vai além do gosto musical do ‘708’, passando pela funkeira do ‘904’ e ao maestro do ‘1001’ da torre leste. A ‘tribalização’ do sexo, por vezes, explícito casual ou (des)proposital, caminha pelo comentário no elevador: – Pô meu, detonou a mina do ‘13’! Legal mano! É a rapaziada ligada. A vizinha cutuca a outra: – Tem uma aí que somente arruma a casa de noite… faz de conta! É dura a competição na colmeia em que sobram zangões e abundam (no amplo sentido) rainhas. Indiada e tigrada!
Crônicas & Agudas
Há uma turma maldita que tem a sina macabra de arrastar móveis à noite. Na minha infância viamonense descobri que os fantasmas e seus assessores arrastavam correntes nos locais assombrados – agora rumo ao ‘hotel’ de Curitiba, rsrs. Para a maioria dos mortais a noite foi feita para dormir e sonhar. E repor as energias. E crescerem as crianças. E para o sexo! Mas algumas criaturas usam suas noites para uma orgia de arrastar cadeiras, mesas, camas e sei lá que mais elas encontram, mas qualquer coisa que irrite e tire o sono alheio. É como se uma mudança geral ou uma faxina após o massacre da serra elétrica se fizesse necessário. Mas à noite? E vá alguém achar desagradável, ruim ou dar uma letra pessoal ou no livro do condomínio. É como se alguém sugerisse um átomo de poeira corrupta na mão do Lula para algum PTista, a briga ‘tá’ formada e as armas ensarilhadas.
Cr & Ag
Contaram-me que certa ‘vizinha dotada e fogosa, tipo gatinha de traficante’ após longas e extenuantes caminhadas pelo piso de porcelanato do seu apartamento, cessava o toc-toc-toc do salto de 15 cm e começava a festa. Que festa! E o sono da vizinhança virava sinfonia com letra de Nélson Rodrigues e narração de Galvão Bueno. Poderia virar seriado na Globo ou até no NetFlix. Interessante que a ‘redecoração’ noturna persiste em hotéis. E não é pela camareira. Hóspedes continuam a dança das cadeiras e o assombroso arrastar de coisas horas a fio. Um amigo terapeuta disse-me: – Faz parte de uma síndrome que evoluindo passa por eleger corruptos e criminosos e defendê-los, depois rasgar dinheiro e comer coisas incomestíveis e por fim tomar choque e ficar em quarto acolchoado e sem mobília.
Cr & Ag
Certo condomínio disponibiliza feltro para os pés de mesas, cadeiras e móveis de arrasto. E pantufas para as iradas de salto alto. Na maldição das noites insones que nenhum rivotril, zolpidem, benzimento resolvem solucionou-se com um despacho de encruzilhada. Sim, sim! Pensou em religião? Não foi aí. O marido da alucinada foi transferido para Encruzilhada do Sul, cidade do pampa gaúcho. E quando despacharam a criatura e os móveis malditos, o condomínio deu festa com cerveja e picanha rolando. Alegrias de uns e desgraças de outros. O pessoal deu as mãos em louvor à São Jorge e que o dragão fique por lá. E vamos ficando por aqui antes que o cronista desate o nó da maldição pet em vida tribal. Sim, quando o pet é dos outros e só os dos outros fazem barulho, xixi e cocô e tudo fede como a latrina do inferno.






