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Série Anti-fumo 8 – Fevereiro 2017
13 fev 2017 Deixe um comentário
em Imagens Aleatórias, Medicina para Todos
Xampu! Edson Olimpio Silva de Oliveira–Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 07 Fevereiro 2017.
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2017- 02 – 07 Fevereiro – Xampu – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
http://www.edsonolimpio.com.br
Xampu!
“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é…” E assim troteava-se no salão de carnaval em voltas e mais voltas, como parafuso que perdeu a rosca. E numa época fatídica do politicamente correto, não se falaria que alguns realmente perderam a rosca. Mas isso são outras novelas. Essa coluna, que não é machista, envereda pelos caminhos conhecidos até demais pelas mulheres – xampu ou shampoo! É do homem pegar o primeiro pote ao alcance da mão e derramar na cabeça. Marca, tipo, modelo? Isso o homem conhece de carros, mas xampu ainda é um caminho obscuro para muitos. Sabe-se que o “gaúcho macho barbaridade não usa essas frescuras, pois o cabelo do guasca leva banha de ovelha”. Mas se o taura continuar na coluna, serve para saber “como anda o mundo da banda de lá”. E há um arsenal de produtos da espécie xampu. Para todos os gostos e desgostos, necessidades e afetividades, odores e fedores. Uma amiga do ramo da estética faz cursos de imersão em finais de semana para homens que necessitam sutilmente usufruírem dos novos benefícios cosméticos. Alguns se afogam.
Crônicas & Agudas
Há palestras, filmes, experimentações e orientações psicológicas. “No meu curso armário não tem porta”, gaba-se com a experiência de monge libertino. Xampu para cabelos oleosos e outros para cabelos secos, em vários graus de oleosidade e secura. Xampu para hidratação superficial e profunda. Xampu com os mais variados perfumes, alguns para cativar subliminarmente – dizem (eles dizem, conto, mas não fui lá ver) que vem com fragrâncias orientais, indianas que quando já é bom fica aperfeiçoado e se já tem o fogo que arde sem queimar, o sexo tântrico explode. Um colega tem esmagado, triturado e colocado aquele comprimidinho azul e seus parentes dentro do xampu, vitamina D, catuaba com nó de cachorro. Ele relata que tem causado furor. Há xampu para que perde os escassos cabelos, que falam maravilhas como transformar bola de sinuca em bola de tênis. Há que proteger outras áreas para não escorrer o xampu e ficar com excesso capilar. Coisa de louco, meu. Um adolescente com as mãos cabeludas refere ter usado o xampu paterno.
Cr & Ag
Tem coisa tão fantástica nesse ramo que os xampus manipulados trazem fórmulas que dariam um nó na cabeça do Paracelso. Fazia muito sucesso o “xampu do Eike Batista”, agora que está engaiolado, talvez faça sucesso a vaselina – que passa nos carros. Há xampus de todas as famosidades nacionais. Todos querem o segredo do Lula e da sua maravilhosa prole, não há delação que abra essa caixa preta e o “xampu do metalúrgico” é segredo. Em mês carnavalesco em que pierrôs, arlequins e colombinas se amarão ludicamente e seguirão seus caminhos, o brilho labial e o xampu fluorescente estarão descobrindo os amantes sob a luz negra. Que lindo! Poético. “tanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão” e milhões pagando a conta. Mas é carnaval. Antes disso – é Brasil. “Ame-o ou Deixe-o” – lembra?
Cr & Ag
Gosto de um xampu com cafeína para não dormir quando quero e não consigo escrever. Há que aprecie a soma de xampu com creme rinse ou leite de cabrita. Outros querem cabelos esvoaçantes ao vento como a capa do Superman. Há quem goste de associar um fixador de penteado, principalmente nos dois extremos – muito e pouco cabelo, para traçar curvas arquitetônicas tipo Niemayer. Outro é “síndrome de libélula cintilante pra lá de Bagdá”. Nada contra. Que coisa, como tem gente com preconceito contra esses importantes e insubstituíveis amigos capilares, mesmo sabendo “que é dos carecas que elas gostam mais” – estou em plena veia carnavalesca. O Moro soltou o Momo!
Ficamos assim, xampu não lhe garante “uma cabeça boa”, mas pode e deve melhorar seus fios e fiapos do topo do mastro.
A Honra no Vaso Sanitário! Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 31 Janeiro 2017.
05 fev 2017 Deixe um comentário
2017 – 01 – 31 Janeiro – A Honra no Vaso Sanitário – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
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A Honra no Vaso Sanitário!
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U |
m casal fazendo seu check-in no balcão do aeroporto, na atribulação a senhora esquece sua carteira com documentos e alguma quantia em euros para sua viagem à Espanha. O casal seguinte, uma funcionária pública e um médico (sic) embarcariam para dez dias de turismo em Paris, França. Essa mulher-funcionária pública apercebe-se da carteira esquecida. O que a dignidade exige – chamar a dona da carteira, entregá-la ao atendente, ao serviço de achados e perdidos ou às autoridades. Não fez nada disso. Criminosamente adonou-se e escondeu-a. Logo na área de embarque foi ao sanitário onde abocanhou o dinheiro e descartou os documentos no vaso sanitário. E leve e solta saiu na tranquilidade dos criminosos não identificados.
A senhora que perdera a sua carteira buscou as autoridades do aeroporto que pelas câmeras de segurança identificaram a ladra. O perfil desse criminoso é de pegar o dinheiro e abandonar os documentos da vítima. A ladra viajante para Paris possuída de ódio mortal contra a outra mulher ou aquilo que ela significa, assassinou-a e enterrou-a na cova com estrume e urina do vaso sanitário com o restava de sua dignidade. É uma leitura possível da sua obra criminosa. Como é rotina e praxe nacional, alegou inocência. Diante do vídeo revelador de seu crime, confessou. Como também é praxe nacional, o delegado de polícia ou a autoridade lhe aplicou uma simplória e ridícula fiança e novamente está flanando leve e solta apta para novos crimes, inclusive na função pública. Ladrão é ladrão – 24 horas do dia.
Crônicas & Agudas
Um ‘informador’ (talvez jornalista lúdico) disse que o delegado ou a autoridade complacente executou a lei. Que lei? A famosa ou famigerada ‘letra fria da lei’? Sendo essa, talvez esteja morta e fedendo nas narinas (vaso sanitário?) e nos sentimentos de quem é honesto. É a lei que ele interpreta e professa – da sua cabeça e vontade. Ah não? Não fosse assim não haveriam tribunais, debates entre acusação e defesa, várias instâncias judiciais e ao chegar ao maior colegiado, “o Supremo do Brasil”, todos votariam com igual e irretocável entendimento. Ou talvez essa mulher funcionária pública e ladra esteja no percentual dos que “não oferecem risco à sociedade”, logo leve e solta. Voando como gavião faminto. Regozijando-se na impunidade. A mídia não informa se o acompanhante é marido ou genérico. E que o acompanhante não ingresse no rol, que também é praxe nacional, do “não sei, não vi nada” ou alegar perseguição.
Cr & Ag
Crise ou estado de imoralidade? Indicam que ex-presidente alegou que “achado não é roubado” quando uma quantidade de dinheiro foi encontrada e devolvida por um humilde e honesto trabalhador. Há criaturas que se acham acima do bem e do mal, impolutos. Semideuses – “sempre foi assim”. Como se o Cabral que está na cadeia carioca fosse o mesmo que aportou no Brasil. E a gente honesta, digna, honrada e que faz do serviço um trabalho respeitável e da vida a busca da retidão? Não se espantem se logo um causídico bradar em sua defesa que estava ‘fora da sua melhor razão pelas dificuldades do funcionalismo público’ e se tiver algum viés político logo surgirão “movimentos sociais” em sua defesa e lincharão os policiais eficientes do aeroporto por “abuso de autoridade” – é a verborreia purulenta do gênero.
Cr & Ag
O Vaso Sanitário deveria ser uma bandeira dessa espécie. Um estandarte gigantesco tremulando leve e solto na desfaçatez, canalhice e ausência de honra que grassa no Brasil. Apequena os cérebros de muitos numa infecção que se espraia, mas felizmente vemos flashes libertadores como na Lava Jato, por exemplo. Informa-se que a ladra presa e logo liberada é reincidente. Mesmo leve e solta (entenda a repetição!) não se regenerou. E isso que não passou nem perto das “faculdades do crime”. E nem vai. Alguns meses no Presídio Feminino Madre Peletier fariam bem a ela e à sociedade? “Pobre é ladrão, rico é cleptomaníaco”! Um ditado gaúcho diz que “cão comedor de ovelha, só para depois de morto”. Vaso Sanitário!





