Influências!–Entre crenças e disciplina. Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 24 Maio 2016

 

2016 – 05 – 24 Maio – Influências – Entre crenças e disciplina – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Influências! – Entre crenças e disciplina.

 

S

em saudosismo e pieguices tão comuns em ‘falar do meu tempo’, hoje ao acordar ainda digerindo um sonho, lembrei-me dessas cristalizações da minha infância, como de muitos meninos e meninas da distante Viamão onde quase todos se conheciam. “Nunca conte o sonho (ruim) antes de comer ou beber alguma coisa. Até um gole de água serve. Senão pode se realizar!” vaticinavam os mais experientes e sofridos. Geralmente depois de completamente acordado e com um bom café com pão caseiro e manteiga que ajudávamos a fazer, uma chimia de lamber os dedos e o aroma que tomava toda a casa com café passado pelo saco de pano no bule, o medo, o pavor ou as angústias diminuíam ou até desapareciam com o espírito aguçado para brincar ou ter que ir para o Grupo Escolar Setembrina sacudindo o cartapácio de brim listrado.

 

Crônicas & Agudas

 

Jamais fique olhando um enterro desaparecer na esquina” – outro alerta. O risco de ficar olhando para o defunto e seu cortejo esconder-se na curva trazia o risco fatal “da mãe morrer”. “Caminhar de costas” pode “matar a mãe”. Impossível uma dor maior do que viver sem a mãe e sendo o causador de sua morte. Acredito que o ‘caminhar de costas’ e o temor seriam para afastar acidentes, mas e o cortejo fúnebre? A ofensa mais grave era “filho da p.”, mas um dia um órfão disse-nos: – “Melhor ser filho da p. e ter mãe do que não ter mãe como eu!”. Imaginem a vergonha e a dor solidária dos colegas. Dizer “nome feio” (palavrão, impropério) além de ser pecado trazia a imagem de ‘sangue ruim’ ou endemoniado. O nome mais feio deveria ser do Diabo, Lúcifer ou Satanás. Pessoas foram excomungadas e queimadas por isso em outras eras. A interpretação de trecho bíblico de “fale na coisa ruim que ele te acompanhará", trazia o temor e a sombra do pecado. Estendia-se o entendimento para ‘nomes feios’ de muitas ordens.

 

Cr & Ag

 

Se o que vais ouvir te causará dor, então não me pergunte!” Mentir jamais. Por pior que seja o ato, mentir nunca. A mentira aumenta a culpa e estende a punição. Durante uma aula numa universidade do outro lado do mundo, a professora brasileira (e carioca), residindo e trabalhando com o esposo naquele país há vários anos, ensinava-nos a nos portar e comportar. “Esse povo odeia a mentira. Se envolveu num acidente de trânsito ou em outra coisa, quando o policial te perguntar conta tudo sem mentir!” – alertava gravemente. O jeitinho safado do brasileiro que ‘leva vantagem em tudo’ sempre foi incorreto ou até criminoso. Nossos pais ensinavam a não mentir nunca. Viam-se coleguinhas de escola com as bocas queimadas, ardidas de pimenta por mentir ou com os joelhos cascudos de castigos?

 

Cr & Ag

 

O catolicismo predominava oficialmente na nossa vida. Padres iam a velórios e encomendavam as almas rotineiramente nas igrejas e nas casas. Jamais se escutava música ou comia-se carne na sexta-feira santa. O sinal da cruz era evidente nas mãos e nas faces e até a pouco tempo nos atletas antes da competição. E ninguém desdenhava ou tripudiava. Essa ‘coragem’ acontece contra os católicos principalmente que dão “a outra face”. Ninguém ousa tripudiar ou afrontar a fé de um muçulmano, por exemplo. Temia-se o pecado que parecia tão fatal quanto um tiro de carabina. Não se moldavam santos, mas acreditava-se que seriam menos tortos na idade adulta, principalmente. E os erros, crimes e pecados teriam punição real aqui e depois, jamais essa canalhice de que facínora é “o produto da luta de classes”, sendo o assassino contumaz e o estuprador uma “vítima da sociedade de consumo”, nessa visão deformada e perversa.

Crônicas & Agudas! Aquecendo mentes e corações.

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Amigos de Crônicas &Agudas!

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Crônicas & Agudas e sua Amiga!

2016 - 05 - 11 - Solange Bauer

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Medicina para Todos – Novo tratamento para dor de cabeça crônica. Fonte Univadis

Observação:

As informações aqui contidas jamais devem substituir a sua consulta com um bom Médico!

Técnica cirúrgica modificada oferece solução para dor de cabeça crônica

 

Procedimento usado na cirurgia plástica reduziu pelo menos 50% dos sintomas de dor de cabeça em 16 de 19 pacientes.

Usando uma técnica cirúrgica modificada, médicos foram capazes de ajudar pacientes com dor de cabeça crônica, que notaram melhora significativa. O procedimento foi delineado originalmente para uso na cirurgia plástica e tem como alvo nervos específicos localizados nas têmporas, relatam os cientistas americanos no periódico “Plastic and Reconstructive Surgery”.

O estudo, conduzido pelo cirurgião plástico Ziv M. Peled de São Francisco (Califórnia), incluiu 19 pessoas com dor de cabeça crônica que não melhorou com medicamentos. Testes pré-operatórios com Botox ou anestésicos locais para bloquear os nervos envolvidos haviam obtido êxito. Antes e depois da cirurgia, a gravidade da dor de cabeça foi avaliada usando-se o Índice de enxaqueca (Migraine Headache Index, MHI).

Todos os participantes foram tratados com a incisão de Gillies, uma técnica usada na cirurgia plástica para corrigir o arco zigomático. Peled descobriu que a pequena incisão na têmpora atrás da linha do couro cabeludo oferece acesso direto ao nervo trigêmeo e ao nervo auriculotemporal. Essa cirurgia tem como objetivo aliviar a pressão desses nervos ou desconectá-los para prevenir dores de cabeça futuras.

Com essa cirurgia, 16 dos 19 participantes obtiveram uma redução de pelo menos 50% dos sintomas de dor de cabeça. A pontuação média no MHI diminuiu de 132 pontos antes da cirurgia para 52 após a cirurgia. Ainda não está claro por quê os três pacientes restantes não obtiveram nenhuma melhoria, disse Peled. Dois deles tinham dores de cabeça crônicas por várias décadas antes da cirurgia. Em todo caso, não houve complicações nem cicatrizes significativas.

Estudos anteriores haviam fornecido também bons resultados e alívio nas dores de cabeça. Porém, as técnicas cirúrgicas usadas foram mais complexas. A incisão de Gillies pode representar uma abordagem simples, que pode reduzir barreiras para a adoção deste tratamento, disse Peled.

Medicina para Todos!–Fonte SnifDoctor

 

Observação: As orientações jamais devem substituir a consulta do paciente com um bom Médico!

Mitos e verdades da respiração oral

A respiração oral não é caracterizada como uma doença, mas como um reflexo de condições que estabelecem a obstrução nasal crônica. Por sua vez, o padrão respiratório oral pode ocasionar alterações craniofaciais (ósseas e musculares), nas arcadas dentárias, na postura corporal, dietéticas, no crescimento/desenvolvimento, distúrbios do sono com alterações cognitivas e piora na qualidade de vida. Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista, elencou alguns mitos e verdades sobre a respiração oral.
 
Respirar pela boca causa mais gripes e resfriados?
 
VERDADE: Quando não se respira pelo nariz deixa de acontecer o aquecimento, filtração e umidificação do ar (funções realizadas pelo nariz). Assim, o individuo fica mais exposto a vírus, bactérias e outros agentes nocivos que normalmente ficariam presos no nariz, e que, ao respirar diretamente pela boca entram no organismo.

A respiração oral não interfere na eficiência de um aparelho ortodôntico.

MITO: Ter uma boa respiração nasal permite o melhor funcionamento do aparelho ortodôntico. Isso ocorre, pois o posicionamento da mordida e dos dentes sofre influencia da musculatura da mastigação e de outros músculos da face. “Quando respiramos mais pela boca esses músculos ficam mais relaxados do que o normal o que permite que os dentes saiam de sua posição normal. Caso seja iniciado um tratamento ortodôntico em paciente com respiração oral a eficácia do tratamento será menor.” Explica Dra. Maura Neves.

Crianças que respiram pela boca podem apresentar diminuição do rendimento escolar.

VERDADE: Crianças respiradoras orais têm maior chance de apresentar roncos noturnos e quadros de apneia do sono. Nestes casos as crianças não têm uma qualidade de sono adequada, acordam cansadas, com maior irritabilidade e menor capacidade de concentração nas tarefas diárias. Isso dificulta o aprendizado escolar. Muitas vezes a respiração oral decorre de um aumento de amigdalas e adenoide, conhecida também por “carne esponjosa” ou uma rinite não tratada. É importante observar a qualidade de sono das crianças respiradoras orais e iniciar o tratamento precocemente.

Não existe relação entre respiração e cáries dentárias.

MITO: A respiração oral promove ressecamento da mucosa da boca e das gengivas, além de espessamento da saliva. Isso facilita a proliferação de bactérias, ocorrência de gengivites e caries. Em casos extremos pode ocorrer até a perda do elemento dentário.

É normal uma criança roncar.

MITO: As crianças devem ter um sono tranquilo com boa respiração nasal. As que roncam devem ser avaliadas por um médico especialista para diagnosticar a causa. Na maioria das vezes o ronco nas crianças está associado à respiração oral e um nariz obstruído. Episódios de roncos durante quadros de gripes e resfriados podem acontecer e esses sim são normais.

O respirador oral tem mais dificuldade para se alimentar

VERDADE. A respiração oral dificulta a coordenação da mastigação, posicionamento da língua dentro da cavidade oral e deglutição de alimentos, pois a boca assume a função alimentar e respiratória. Para uma boa alimentação a respiração nasal é fundamental.

 

A vida nossa de cada dia! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 10 Maio 2016

 

2016 – 05 – 10 Maio – A vida nossa de cada dia – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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A vida nossa de cada dia!

 

S

ou o terceiro filho do seu Aldo e da dona Dora. Primeiro veio minha irmã Shirley e após nove anos minha irmã Dylu que pouco tempo após o nascimento veio a falecer. E por um desses caprichos da vida nasceu de parto normal no dia do aniversário do meu pai. Logo minha mãe engravidou e nasci de parto domiciliar com assistência da emérita parteira Tereza Sicca. Outro capricho – no dia do aniversário de minha mãe. Fui uma criança doente com frequentes “infecções e de garganta”, entre outras dificuldades. Nasci ali onde hoje é a sede do Partido Trabalhista Brasileiro – PTB, numa pequena casa alugada. Com muitas dificuldades econômicas a família, auxiliada pela minha madrinha, eu ia escapando de uma e outra. Eis que lá pelos 3-4 anos, em curso de severa infecção, os médicos de Viamão me “desenganaram”.

 

Crônicas & Agudas

 

E levaram-me para Porto Alegre e finalmente ao Hospital Santo Infantil Antônio e Beneficência Portuguesa. Muitos tratamentos e sempre piorando. Eis que chamaram meus pais e avisaram que “nada mais a fazer, somente rezar”. E me liberaram para “morrer em casa”. E retornei nos braços da mãe e de ônibus, pois não havia como pagar “carro de praça” e dificilmente pagar as dívidas já feitas. Em nossa casa havia uma imagem de Santa Terezinha. Uma imagem grande que ganharam numa das festas de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. Minha mãe, com o filho desacordado e moribundo nos braços, orou como somente a dor do coração de uma mãe pode orar para Santa Terezinha. Em suas palavras disse algo assim: – Há pouco tempo perdi uma filha tão esperada e querida. Agora estou perdendo meu filho tão esperado e querido. Se não posso ser a mãe que eles devem ter, entrego meu filho à Senhora. Que a Senhora seja a sua mãe divina e o cure e proteja aqui na Terra. E prometo que… cumprirei essa promessa durante toda a minha vida.

 

Cr & Ag

 

Santa Terezinha a ouviu e a graça divina foi concedida. E aos pouco fui me recuperando e voltei à vida. Os tratamentos médicos continuaram e cirurgia foi realizada e ainda hoje estou aí também numa vida que é uma missão. Em muitos momentos de muitos dias, particularmente hoje no Dia das Mães, esse filme volta a minha mente e transborda em meu coração e as lágrimas sempre são incontidas e uma saudade imensa da mãe que fez seu filho ser Médico, mas que não pode estar viva na sua formatura. No entanto, mais viva do que nunca no meu coração. E a Fé que ela implantou em meu ser é a Luz que guia o médico e o homem. E sempre reparto com meus pacientes essa Luz e o respeito pelas suas crenças e religiões que absolutamente nos torna seres numa jornada sempre retornando ao Pai Celestial, mas também sempre passando pela Mãe terrena e a Mãe divina.

 

 

Felizes aqueles que têm alguém que os ama com a pureza da luz divina. Agradecer! E merecer. Até sem merecer, mães amam seus filhos. “Para quem ama o feio bonito lhe parece!” – minha mãe Dora repetia essa sentença da fábula da Coruja e da Águia atribuída ao grego Esopo, cinco séculos antes de Cristo. Metáforas e realidades. Verdades e amor. Viva a Vida!

Sol maior

Crônicas & Agudas e seus Amigos!

 

Orgulhosamente apresentamos os Amigos: Marcelo e Sabrina Dalbelo!

2016 - 05 - Sabrina e Marcelo

Mandala de Sangue

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