Viamão – Imagens Aleatórias Janeiro 2014

Uma espaçonave? Um disco voador? Extraterrestres invadem Viamão City?

Nããããooo! É nossa “centenária” Caixa d’ Água no Largo Adonis dos Santos ou Praça dos Camelôs. Foto noturna com teleobjetiva.

Santo Antônio – é a fé estampada nas construções. Agradecendo e solicitando proteção.

Viamão para todos!

Skate na rua Francisco Carvalho da Cunha. As imagens não mostram os traficantes e drogados na região central da Primeira Capital de Todos os Gaúchos.

Apaches invadem Viamão City

Alguém poderia imaginar um ataque de apaches ou comanches incendiários. Mas é uma prática absurda e contrária à normas de segurança e civilidade – Queimam lixo em dias de calor escaldante no verão viamonense.

A torre do Seminárioa vários km!

Os campanários duplos da Igreja Nossa Senhora da Conceição. Um pássaro “desfocado” e acidental na imagem de longa distância.

O sol poente com ‘rabos de galo’.

Ao fundo – morro Santana, vilas Santa Izabel e Monte Castelo. E vai um BigMac?

Viamão – Imagens Aleatórias–Janeiro 2014

Permanece “VIVA” a mais tradicional funerária viamonense.

A defesa do cidadão contra as constantes faltas de água. O Prefeito Bonato revela vontade de romper contrato com a Corsan.

A beleza do arco-íris duplo em Viamão City.

O que poucos conhecem – o Hospital de Viamão “visto por trás”.

Jan 14

Imagens de uma noite de verão. Três maravilhas: MacDonalds, SubWay e a Lua. Ou seria a bela e iluminada noite do Capitalismo e da Democracia?

Manifestações!–2014 Janeiro

 

Brilhante esta:

 

“São leões para protestarem, mas são jumentos para votarem!” (Datena)

Gol_do_FRAMENGO-Steguer

Estenose espinhal e o envelhecimento–Fonte SnifDoctor

 

ESTENOSE ESPINHAL E O ENVELHECIMENTO

Fonte: SnifDoctor.com.br

 

By T. Jordans

 

Visite e Colabore: Médicos sem Fronteiras – http://www.msf.org.br

 

Estenose espinhal: doença que afeta a coluna com o envelhecimento

A estenose espinhal é um estreitamento da coluna vertebral que causa uma pressão sobre a medula espinhal ou um estreitamento das aberturas (chamadas de forame neural) onde os nervos espinais deixam a coluna espinhal. Este estreitamento pode acontecer na coluna cervical (pescoço), na coluna lombar (lombalgia) e muito raramente na coluna torácica (região torácica).

“A idade média de início dos sintomas da estenose degenerativa é de 60 anos. Os homens são atingidos duas vezes mais que as mulheres. A estenose primária ou congênita pode se apresentar até os 30 anos de idade. O risco dos sintomas aparecerem aumenta com a idade por causa da sobreposição de alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Indivíduos com osteoartrose, artrose, escoliose, nanismo, espondilolistese e doença de Paget apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de estenose espinhal”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira, especialista em coluna.

A seguir, o médico esclarece as principais dúvidas sobre a doença:

01) Quais são as causas mais comuns para o aparecimento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – A estenose espinhal geralmente ocorre em decorrência do envelhecimento, quando os discos ficam mais secos e começam a crescer demais. Ao mesmo tempo, os ossos e ligamentos da espinha engrossam ou ficam maiores devido à artrose ou a um outro inchaço/inflamação de longo tempo. Além da idade, a estenose espinhal também pode ser provocada por:

* Artrose da espinha, geralmente em idosos;
* Doenças nos ossos, como a Doença de Paget ou a acondroplasia (forma mais comum de nanismo rizomélico);
* Defeito ou crescimento na espinha que estava presente desde o nascimento (defeito congênito);
* Hérnia de disco, que muitas vezes aconteceu no passado;
* Lesão que provoca pressão sobre as raízes do nervo ou da medula espinhal;
* Tumores na espinha.

02) Como a doença é diagnosticada?

Dr. Cezar Oliveira – Durante o exame físico, o médico tenta encontrar o local da dor e descobrir como ela está afetando os movimentos do idoso. Para isso, ele vai pedir que o paciente:

* Sente-se, fique de pé e caminhe nas pontas dos pés e depois nos calcanhares;
* Curve-se para frente, para trás e para o lado;
* Levante as pernas retas enquanto estiver deitado. Se a dor for pior quando o idoso fizer esse exercício, ele pode ter dor no nervo ciático, especialmente se sentir dormência ou formigamento em uma das pernas.

Durante este exame, o médico também vai movimentar as pernas do idoso em posições diferentes, inclusive dobrando e esticando os joelhos. Ao mesmo tempo, irá verificar sua força e capacidade de se movimentar. Para testar a função nervosa, o médico usará um martelo de borracha para verificar os reflexos do idoso. Para testar a sensibilidade, tocará suas pernas em muitos lugares usando um alfinete, um cotonete ou uma pena. Um exame neurológico pode confirmar a fraqueza das pernas e a diminuição da sensibilidade dos membros. Neste sentido, alguns exames podem ser feitos, como uma ressonância magnética da espinha, uma tomografia computadorizada da espinha e/ou ainda um raio X da coluna.

03) Quais são os principais sintomas da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – Os sintomas da doença pioram lentamente com o tempo. Mais frequentemente, os sintomas são de um lado do corpo ou do outro, mas podem envolver ambas as pernas. Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se dormência, cãibras, dor nas costas, nas nádegas, nas coxas ou panturrilhas, no pescoço, nos ombros ou braços, além de fraqueza em parte da perna ou do braço. A ocorrência dos sintomas e seu agravamento são mais prováveis de acontecer quando o idoso fica de pé ou anda.

Muitas vezes, os sintomas diminuem ou desaparecem quando o paciente senta ou curva-se para frente. A maioria das pessoas com estenose espinhal não consegue andar por muito tempo. Sintomas mais sérios da doença podem incluir dificuldades ou falta de equilíbrio para andar e problemas para controlar a urina ou os movimentos intestinais.

04) Como é feito o tratamento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – O principal objetivo do tratamento da estenose espinhal é controlar a dor do idoso e mantê-lo ativo. Assim, de acordo com cada caso, é possível indicar fisioterapia, massagem, acupuntura, bolsas de gelo, terapia térmica, alguns medicamentos para dores crônicas e até mesmo terapia, que pode ser útil se a dor estiver causando sérios impactos na qualidade de vida do idoso.

Se a dor não responder a esses tratamentos ou se o paciente apresentar perda de movimento ou de sensibilidade, uma cirurgia pode ser indicada. A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos nervos ou na medula espinal. O médico pode optar pela cirurgia quando os sintomas da estenose espinhal se agravam muito. Dentre as técnicas disponíveis destacam-se a foraminotomia, a laminectomia e a fusão espinhal.

05) Qual o prognóstico da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – Muitas pessoas com estenose espinhal conseguem ser ativas por muitos anos, embora possam precisar fazer algumas alterações em suas atividades diárias ou de trabalho. A cirurgia de coluna muitas vezes alivia os sintomas parcialmente ou totalmente. Contudo, pacientes que já vinham sofrendo de dor na coluna há muito tempo, antes da cirurgia, ainda têm probabilidade de ter alguma dor depois do ato cirúrgico.

A fusão espinhal nem sempre elimina toda a dor e os outros sintomas. Novos problemas de coluna são possíveis após a cirurgia. A área da coluna vertebral acima e abaixo da fusão espinhal tem maior probabilidade de ser forçada quando a espinha se movimenta. Se o paciente precisar de mais de um tipo de cirurgia na coluna (como laminectomia e fusão espinhal), ele terá mais probabilidades de apresentar problemas futuros.

 

 

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T. Jordans

Beijo e a rosa

Um churrasco na praia – Especial de Verão e Férias – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 29 Janeiro 2014

 

2014 – 01 – 29 Janeiro – Um churrasco na praia – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Um churrasco na praia – Especial Férias e Verão

Nota do Editor: Nosso intrépido repórter Fraguinha segue internado, agora com diagnóstico de estresse pós-traumático. Vide coluna passada. Escalamos o Arigó da Estalagem para essa singela e instrutiva reportagem litorânea após sobreviver a uma pelada com o Serginho na Augusta.

S

e pra mendigo não falta cachorro, pra pobre não falta parente e é justamente na hora de queimar uma carne numa brasa faceira que aparece parente e parente do parente e até ameaça de parente como aquele irmão da namorada do Zé da Abigail. Parente e aposentado. Aposentado é outro que aposta no churrasco de parente e de vizinho, “pois a grana do governo não dá nem pros remédios e pras fraldas”. Como? Isso aí, fraldas é artigo de uso e descarte nas duas extremidades da vida, mas voltando ao churra. O pessoal vai se chegando como quem não quer nada, “passei por passar”, “vim dar uma mãozinha” e “te empresto meus espetos de inox”. Solidariedade sobra em rancho praiano. O Carlinhos da ambulância trouxe 3 kg de salsichão, meia dúzia de cervejas e as cinco enteadas com os namorados. A Lurdinha da estética sempre traz a farinha, principalmente a recolhida dos churrascos anteriores. – Tudo se aproveita e nada se perde e eu não sabia de nada – não lembro bem do autor dessa lei da física ou da política.

O som bombando. A criançada correndo alucinada e trombando nas redes com os namoradinhos enroscados dentro num entrevero sem aparte. Os homens em volta do fogo e a cerveja e o limãozinho correndo solto como língua de sogra. A churrasqueira meio improvisada, volta e meia desarmava e caia uns tijolos até que apareceu o Gringo da fruteira com um tonel cortado ao meio. Delírio geral! Mais um sal na costela e um bronzeador nas costelas e na bem nutrida busanfa da loira oxigenada quarando em pleno sol de pós meio-dia. E o fogo ardendo e a ceva correndo solta como pulga em bombacha. E eu ali, em seco! Não bebo em serviço, ainda mais se o Edinho e o Pedrão descobrem e me cortam o salário e essas mordomias na praia.

A bacia de maionese começou a ser esvaziada e faltou pão com alho, mas sobrava bafo. Saem dois guris na pernada pra buscar mais pão. E a fila do banheiro empacou. “A bisa se adonou do trono” e escutei alguém berrando atrás do varal de roupas: “A fossa estourou!” E saiu um magrão puxando a bermuda mais a filha do gringo – descabelada e vermelha como a camiseta do meu Colorado destruído pelo Luigi. Ninguém deu muita bola para o sucedido. O trago fazia resposta. E já que a carne é fraca e pouca (muito pouca)… o trago alivia as durezas e as faltas de durezas da existência (essa foi poética, olha eu aqui ALVI!).

“Quem comeu comeu e quem não comeu tá comido!” – berrava rindo o Ari mecânico com uma caneca de cerveja, ou o que sobrou dela. E aí foi um Deus no acuda, um salvem-se quem puder, parecia a turma do Mensalão atacando os cofres do Brasil, era gente tropicando uns nos outros e derrubando cadeiras. Teve gente se escondendo com uma costela para roer debaixo do avarandado. Enquanto ajudava a abanar uma gordinha dos seios fartos levei uma garfada na orelha. Coisa feia de tão medonha. Briga de parente é como revolução em convenção de partido político, não há mortos, alguns somente feridos principalmente onde não se enxerga.

Foi então que encostou duas viaturas e desceram os homens. Quando o afro gigantesco puxou do cassetete me atirei no chão e fingi de morto tipo cachorrinho com as patinhas pra cima. Senti que o pau ia cantar, pois quando brigadiano saca das ferramentas é pro trabalho e vai sobrar lombo ardendo. Mas foi alarme falso, também era parente e trouxe os amigos pro churrasco “em família”. Ânimos acalmados, bola no meio de campo e marcaram “novo churrasco legal. (Enviado especial dessa reportagem praiana – Arigó da Estalagem)

 

Dama em negro

Um banho de mar – Especial de Verão e Férias – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 22 Janeiro 2014

2014 – 01 – 22 JANEIRO – Um banho de mar – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Um banho de mar – Especial Férias e Verão

A

h que maravilha é um banho de praia! Esperamos tanto tempo, zurrando e pagando e sendo vampirizado pelo governo para agora estar aqui neste lindo litoral. Ao norte é praia e ao sul é praia. Todo esse marzão na minha frente e esse povaréu do cão entupido aí atrás brigando por um espaço na areia. Como? Duvidas de mim? Tem areia sim e muita, só precisa remover os trocentos guarda-sol, as esteiras, as cadeiras, os montes de cascas de abacaxi e coco (com e sem acento) e um meio metro abaixo tem areia de praia. Quem sabe até alguma tatuíra e um marisco sobreviventes! Praia vale tudo, isto é, quase tudo. Teve um cara que ao fincar um pau de guarda-sol arrancou o biquíni de uma baranga camuflada. Como camuflada? Seguinte, o biquíni é de cor de burro quando foge depois do banho no nescau que pintou toda a criatura, mais um bronzeador paraguaio e a areia do nordestão para terminar de empanar…

 

Mas como correspondente especial para zonas de guerra, sou bem pago pelo Pedrão e pelo Edinho, tenho que relatar tim-tim por tim-tim tudo que vejo, sinto e cheiro. E que cheiro brother! Agora mesmo escapei do atropelamento dum gordo imenso com o sovaco mais azedo que bacalhau de defunto. Cara, levei quase uma hora num 400 metros com barreiras de tudo que é tipo da rua até aqui onde estou molhando meus pés no nescau. Ops, falei nescau? Nada contra, é da vida e da morte, “tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu” – acho que é por aí uma música do Chico Buarque – e trabalho é trabalho. Mas esse mar é estranho, o marrom (redundância) nescau todo mundo conhece, ondas nescau tudo bem, mas que cheiro! E tinha uma placa lá fora dizendo “Própria para Banhos”. A gente acredita no governo, né mesmo?

 

Depois de cinco horas no congestionamento da estrada isso aqui é um paraíso. Meio poluído… Mas no paraíso original só tinha o Adão, a Eva, a minhoca anabolizada e o bicharedo e cada um na sua. Aqui é cada um na de todos. Intimidade zero. Tem um surfista aqui ao lado contando a “noite de amor” com um “salva-vidas temporário”. A dama dos cabelos mechados e biquíni oculto pelos babados mostra as unhas decoradas para o tiozão da cadeira beliche. Isso se ele conseguir ouvir, pois estacionou dois magros e cabeludos, tatuados e com piercing pra tudo que é lado e buraco com um som pela alça. Saca som pancadão? Pior.

 

O pessoal curte o marzão. Isso é terapêutico. Imagine o que vai dar de trabalho para os dermatologistas! Ops, tá saindo mais um atropelado por uma prancha de surfista e desmaiou novamente a garota engasgada com churro. Vou tentar um buraco mais adiante. No bom sentido e sem maldade. Aqui é solidariedade mesmo. Já recusei pipoca, melancia, pastel e torresmo com chimarrão. Me dói recusar um chimarrão, mas a boca do vozão parecia com aquela do zumbi do Resident Evil. Acho que só o doutor Emílio pra aguentar aquela boca mais que braba. Boca cavernosa como dizem na minha Viamão City.

 

Sei que vocês estão querendo saber se vou tomar banho aqui nesta zona neutra de tão perdida entre Magistério e Quintão, afinal sou pago para correr riscos e fazer rabiscos. É que tô tomando coragem antes de furar uma onda. Se conseguir chegar até a onda… Até comprei um calção novo no Salah pra esta aventura e não posso decepcionar. É como o cara que entra no Globo da Morte ou toma cerveja na jaula do leão, tem que tá preparado pra desgraça e “vamo que vamo”, como diz o Arigó da Faxina. Estou entregando meu bloco de assombrações, digo, anotações e a caneta para um colega de infortúnio e… Fui! (Nota do Editor: o repórter Fraguinha está internado na UTI do nauseocômio da municipalidade, há boas chances de sobreviver e retornar ao nosso jornal).

 

A jovem maquiada2

Uma viagem ao litoral – Especial de Verão e Férias – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 15 Janeiro 2014

 

2014 – 01 – 15 Janeiro – Uma viagem ao litoral – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Uma viagem ao litoral – Especial de Verão e Férias

E

stava um amigo sonhando em voz alta: – Verão, sol, praia, tangas e mais tangas, cerveja gelada…! – eis que outro interrompeu e arrematou irônico e de primeira, tipo centroavante matador: – E garotões malhados! – acredito que o malhado deve ser no aspecto musculoso e não na aparência de dálmata. Como há gosto e desgosto para tudo, segue o baile, digo, a crônica. Há quem prefira a decrepitude da idosa Cidreira às praias de muvuca como Quintão ou ao charme e à riqueza dos condomínios de Capão e Xangrilá. Há contentamentos realmente para todos. Mas para chegar ao destino turístico e tão ansiado há que vencer e sobreviver às estradas gaúchas.

Cr & Ag

Um gordinho de calça corsário e camiseta tricolor com a barriga teimando em fugir, suando à bicas, latinha de cerveja na mão e brabo como onça traída desacatou: – Agora que já mijaram, peidaram à vontade, podem embarcar. E tu aí velha (sogra) se vomitar de novo te deixo a pé na estrada. E sem cara feia, porque aqui quem paga tudo sou eu. – e embarcaram na viatura, um Monza Barcelona adesivado com som de acordar defunto. O frentista não sabia se ria ou chorava, mas diz ser “comum isso”. E convenhamos que gordinho tricolor de corsário com cerveja na mão e brabo tem que respeitar e deixar passar, pois ele vai ferrar alguém.

Cr & Ag

Se há coisas que ninguém pode queixar-se é da falta de bons restaurantes nesta ERS 040. O Barcelos e o Perdigão são muito bons e pode-se levar convidados que não se passa vergonha. Mas o pessoal abusa, tem criatura que encosta às 11,30 h e até às 15 h continua “mandando baixar mais um entrecot no capricho e outro pão com alho”. A tranqueira na estrada é irmã da indigestão e tem gente que no Capivari encosta a viatura no posto e manda passar “um jato d’água dentro – é que a sogra velha foi soltar um punzinho e desceu o barro. Um desarranjo mermão de juntar mosca varejeira…!” Tem viagem arrastando umas quatro horas dentro do veículo. E essas criaturas com os braços pendurados para fora, não é para sentir brisa do mar coisa nenhuma, é o fedor do interior sem ar condicionado.

Cr & Ag

E tem os motoqueiros kamikazes. Passam numa velocidade de deixar o Massa de boca aberta babando. “Deitam o cabelo” na gíria da raça. Muitas deitam o cabelo, as costelas, a barriga, as pernas e outros deitam tanto que não levantam mais. E levam junto de contrapeso a caronista de sapatinho plataforma, bermudas, óculos escuros e bolsinha à tiracolo. Talvez elas sirvam para testemunhar para São Pedro que o namoradito é um “cara legal, mas meio destrambelhado”.

Cr & Ag

Crônicas & Agudas entrevistou um surfista que saiu de “PoA meu” num Chevette e chegou no Pinhal de Kombi e sem a prancha. Com os olhos lacrimejantes e vermelhos de tanta fumaça que não era da poluição da estrada, contou seu drama. Depois de uma centena de “pô cara, sacou meu, bah e baaaah, pega leve meu” descobrimos que ele não tem nem ideia da sua prancha. E nem da “gatinha com a mochila”. Há informações que a viram entrar na cabine dupla de um coroa com jeitão de chefe. Outros juram que viram a criatura surfando no Lago da Tarumã com um vereador de caiaque. Aguardamos confirmações ou desmentidos. (Colaboração do repórter eventual e pré-candidato eleitoral o famoso Arigó do Centro)

Ballet

A fuga da rotina – Especial de Verão e Férias–Edson Olimpio Oliveira–Crônicas & Agudas – 08 Janeiro 2014

 

2014 – 01 – 08 Janeiro – A fuga da rotina – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A fuga da rotina – Especial de Verão e Férias

“N

ão vejo a hora de me aposentar e pendurar as chuteiras. Não aguento mais essa rotina do trabalho.” – dizia-me um amigo. As pessoas trabalham a vida inteira mirando chegar aquele momento mágico em que não terá horário para acordar, para refeições, para sair e chegar. Enfim, fazer o que bem entender, fazer o que lhe der na telha. Isso é real, mas é verdadeiro? Ou o nosso inconsciente planeja e deseja algo diferente do que expressamos? Estamos naquele período do ano em que o gaúcho precisa urgentemente de férias. Há um sentimento coletivo de que as férias no Rio Grande do Sul são de final de dezembro até meio de março. Há gaúcho frustrado e querendo comer o fígado de alguém – como a secretária de educação do Colares, a Neusinha – se o obrigarem a férias em qualquer outro período do ano. Até parece bobagem, mas infelizmente não é.

Cr & Ag

Depois dessa pausa do parágrafo e um novo gole no chimarrão ou na cerveja gelada, convido-o para se perguntar: quero rotina ou o que quiser e quando quiser? Nossas engrenagens interiores nos levam sempre para a rotina. Algum tipo de rotina. Qualquer rotina, mas sempre várias. Se você é casado ou tem companhia fixa está numa rotina que para alguns é bela e para muitos outros é cruel “enquanto durar”. Mas se a criatura sai de um relacionamento, até pode passar algum tempo à deriva ou no tiroteio, mas invariavelmente quer uma nova companhia e reestabelecer a rotina. Seria a necessidade de menos imprevistos? Conhece-se o bom e a bronca e assim é mais fácil de lidar? Que te parece?

Cr & Ag

Usamos o mesmo caminho para ir e voltar. Gostamos do meu ou nosso restaurante. Idem do barzinho e nem se fala do Xis do Gordo. Toma-se a mesma marca de cerveja e “como é que alguém toma isso aí”. Temos um padrão para assar o churrasco. Ops, aí está a palavra chave – padrão. Repito – padrão. Necessitamos estar num padrão e não no modo aleatório. Até ser aleatório, como trocar de homem ou de mulher todo mês ou final de semana exerce o poder de um padrão. Está eriçado/a? Vamos em frente. A criatura fica fora do país e quando retorna sente que “quase morreu com saudades do feijão com arroz”. Tem criatura que indo residir fora do Rio Grande aprende a tomar chimarrão, usar pilcha, puxar no sotaque, gostar de ser reconhecido como gaúcho e até fazer um curso de danças de fandango. É a coisa mais linda do mundo ver a criatura picotando uma chula. Oiga le tche!

Cr & Ag

Veja como até os animais não humanos tem um padrão ou estabelecem rotinas em suas existências. Minha gata Neve vai para a beira da minha cama todas as manhãs exigindo que eu fique um tempo passando os pés em seu lombo e barriga. E carinhosamente esfrega-se com o corpo e a cabeça. É um ritual gostoso para nós dois. Tendemos a repetir aquilo que gostamos e até repetir os mesmos erros. É o caminho do aprendizado? – Eu não sou uma máquina pra tá sempre repetindo… – tisnava a voz aquela amiga. Somos máquinas sim. As máquinas melhor (ou até pior para certos conceitos) evoluídas da natureza e é justamente o desenvolvimento de rotinas ou de padrões persistindo a necessidade de mudança que nos fez evoluir e sair do marasmo físico e espiritual.

Cr & Ag

Especialistas em repetições, hábeis em evoluir padrões ao sentirem esgotar-se aquela atividade tendem a buscar, tendem a mirar, tendem a criar novas rotinas e novos padrões aperfeiçoados pela tentativa mesclando acertos e erros.

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“Pilares da Medicina – A Construção da Medicina–por Dr. Carlos A. M Gottschall

 

Resenha do livro

“PILARES DA MEDICINA – A CONSTRUÇÃO DA MEDICINA

POR SEUS PIONEIROS”  CARLOS ANTONIO MASCIA GOTTSCHALL –editora ATHENEU

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publicada na página 20 – PANORAMA

Da revista “CONVIVER” DA “UNICRED” PORTO ALEGRE ANO 4 NÚMERO 15 JULHO 2013

 

Pilares da Medicina, uma obra valiosa

                                                 Luiz Gustavo Guilhermano

Para que a afirmação de Edmund Pellegrino de que “A Medicina, é a mais humana das ciências, a mais empírica das artes e a mais científica das humanidades”, possa tornar-se verdadeira por completo, precisamos nós médicos tornarmo-nos merecedores da nobreza da nossa profissão. Assim, como formadores de jovens que desenvolvam esse espírito, é preciso ir muito além da indispensável boa formação técnica, faz-se necessária uma formação cultural continuada a respeito de humanidades, especialmente, que digam respeito a própria medicina.

Para isso foi-nos dada uma valiosa contribuição pelo Prof. Carlos Antônio Mascia Gottschall – Emérito Professor da Fundação Universitária de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Livre-Docente em Cardiologia, Doutor em Medicina e Mestre em Pneumologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Membro Titular da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, Membro Titular da Academia Nacional de Medicina e Presidente de Honra da Associação Gaúcha de História da Medicina- o qual lançou em 2009, pela Editora ATHENEU, uma obra de grande valor formativo, o livro “PILARES DA MEDICINA- A CONSTRUÇÃO DA MEDICINA E SEUS PIONEIROS”. Esse é um livro que além de interessar a toda área da saúde, da história e Ciências Sociais, também pode ser considerado um exemplar de cultura geral interessando a todo leitor independente da sua área de conhecimento. Além de seu conteúdo, resultado de muitos anos de pesquisa e reflexão deste qualificado autor, o livro tem uma apresentação primorosa, com uma bela encadernação e com ricas ilustrações, impresso em papel couchê fosco e com uma editoração muito cuidadosa, que fazem dele um registro histórico indispensável para figurar na biblioteca quer do médico veterano ou do jovem principiante que precisa aprender sobre a profissão médica. Perpassa pelo interessado em história da evolução da cultura humana, pelo médico experiente, pelo estudante de medicina que sentem a necessidade de ampliar e aprofundar seus conhecimentos sobre os caminhos da medicina, desde a concepção mágica da natureza, até a concepção tecnológica e científica atual. É, também, uma saudável recomendação para o jovem secundarista que está por tomar a decisão quanto a sua aspiração em concorrer a uma vaga no vestibular de Medicina.

Trata-se de um livro abrangente que trata de uma evolução cronológica da Medicina e da humanidade desde os tempos pré-históricos, até os dias atuais no início do século XXI, em 398 páginas divididas em 15 capítulos: I- Origens do Criador da Medicina, II- Origens da Medicina, III- Medicinas das Primeiras Civilizações, IV-A Filosofia Prepara o Terreno, V- Medicina Hipocrática, VI- A Medicina Grega Conquista o Mundo, VII- Medicina dos Santos, Califas e Cruzadas, VIII- Contágios Medievais, IX- A Vida Renasce, X- A Ciência Ilumina o Mundo, XI- A Medicina Absorve a Ciência, XII- O Iluminismo Esquece a Medicina, XIII- O Século XIX Origina a Medicina Atual, XIII- O Século XIX- Origina a Medicina Atual, XIV: A Emancipação da Medicina, XV- Ética, Medicina e Sociedade.      Tal como,  em publicações anteriores ou em suas brilhantes palestras ou ainda nos eventos tendo como tema a história da Medicina, por ele coordenados, o Prof. Gottschall nos brinda com informações valiosas e uma visão filosófica interpretando as situações à luz de um ponto de vista ético e humanístico, que ao invés de satisfazer por completo nossa ânsia de saber, nos contagia com uma curiosidade ainda maior, mas cumpre a missão de nos tornar uma melhor pessoa e um médico mais culto. Além do que, penso que aquele que passa a gostar de história da medicina não sentirá mais solidão pelo resto da vida, pois terá adquirido uma excelente companhia nos livros, filmes, revistas e sites que tratam desse assunto e amigos interessantíssimos sempre dispostos a compartilhar desse gosto.

LUIZ GUSTAVO GUILHERMANO

Professor Assistente do Depto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da PUCRS

Professor de Psicofarmacologia da Residência Médica e Pós-Graduação em Psiquiatria do Hospital São Lucas da PUCRS

Vice-Presidente da Associação Gaúcha de História da Medicina

2014 * A Arte da Guerra–Sun Tzu–citações para o Ano Novo

 

Arte da Guerra, A

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.

(Redireccionado de A Arte da Guerra)

A Arte da Guerra (chinês: 孫子兵法; pinyin: sūn zĭ bīng fǎ), um livro de Sun Tzu escrito no século IV a.C., é um dos mais sábios e importantes textos de estratégia militar.


  • "(…) um comandante militar deve atacar onde o inimigo está desprevenido e deve utilizar caminhos que, para o inimigo, são inesperados…"
  • "A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Quem se defende mostra que sua força é inadequada; quem ataca, mostra que ela é abundante."
  • "… se não é vantajoso, nunca envie suas tropas; se não lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se não é uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada…"
  • "(…) qualquer operação militar tem na dissimulação sua qualidade básica…"
  • "Os que ignoram as condições geográficas – montanhas e florestas – desfiladeiros perigosos, pântanos e lamaçais – não podem conduzir a marcha de um exército."
  • "Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota."
  • "Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas."
  • "Lutar e Vencer todas as batalhas não é glória suprema. A glória suprema consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar"
  • "Quando próximo, finja estar longe; quando longe, faça-o acreditar que está próximo."
  • "Mantenha-os sob tensão e os cansem."
  • "Atacai-o onde não estiver preparado. Executai as vossas investidas somente quando não vos esperar."
  • "A vitória é o principal objetivo na guerra. Se tardar a ser alcançada, as armas embotam-se e a moral baixa."
  • "Aquele que é prudente e espera por um inimigo imprudente será vitorioso."
  • "Se numericamente és mais fraco, procura a retirada."
  • "É de suprema importância atacar a estratégia do inimigo."
  • "É preferível capturar o exército inimigo a destruí-lo. Obter uma centena de batalhas não é o cúmulo da habilidade. Dominar o inimigo sem combater, isso sim é o cúmulo da habilidade."

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