Homenagem ao Amigo!–por Lúcia Barcelos–15 Junho 2011

 

Homenagem ao amigo!

 

Caríssimo, tão abençoado és

por ter este coração persistente em graça…

Por esta atitude de entrega infinita

e por esta ternura que te transpassa.

E também pelas luzes que partem de ti

orientando aos que privam contigo.

Em ti, acumulam-se as atitudes

e as mais nobres virtudes de amigo.

Em ti, cantam rios transparentes

e caminhos tingidos de amor!

Em teus braços, a semelhança dos solos fecundos

prontos a aninhar a flor.

Em tua paciência, a vastidão dos campos

por onde cavalga o vento em lentidão.

Tuas palavras, bálsamo para o coração,

maciez de pêssegos maduros

e a doçura da mais angelical canção.

De tua voz, os sons nítidos e puros

que meus ouvidos acatam contentes.

Trazes o crepúsculo em teu rosto

e, no espírito, auroras ridentes.

Por ti, os sonhos se vão enriquecendo!…

E quando a noite esvoaça negra e misteriosa,

Sob a observância de teus olhos

há faróis de esperança acendendo.

E já não sou temerosa

ao ter-te por perto.

Não há aridez ou deserto.

Tua presença, fonte de mel,

e eu, se gaivota errante no céu

pouso à beira de teu mar.

Meus poemas são feitos do teu olhar

e até das coisas que dormem em tua alma.

E então o verso sai perfeito

ao decifrar teu peito!

És acolhedor, tal um antigo caminho!

Este poema mesclado de rimas e de carinhos

é para dizer que a ninguém te pareces,

mas ao universo inteiro te assemelhas.

Recolhe, pois, estes lampejos, estas centelhas

da luz que pedi aos céus nas minhas preces.

Te quero dar o sol,

jogá-lo aos teus pés como um estuário

e tecer palavras que só o amor conhece

para homenageá-lo no DIA DO AMIGO

como se faz em dia de aniversário!

 

Lúcia Barcelos

“Meus pais não me amam!”– Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 15 Junho 2011

 

06 JUNHO 15 – 2011 – “MEUS PAIS NÃO ME AMAM!” – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

“Meus pais não me amam!”

Conhecem alguém com essa queixa? Essa é uma lamentação muito comum em qualquer consultório e certamente aos ouvidos de muitos religiosos. Não há que desconsiderar o fato de ser verdadeiro esse sentimento em muitos casos. No entanto, creio que a maioria das vezes há uma deformidade na percepção do queixoso. Num mundo que confundiu liberdade com liberalidade; que transformou responsabilidades numa carta de uma única face atribuindo a apenas um dos lados a soma dos compromissos; que a palavra Não, a advertência ou a palmada educadora virou crime na ideação de travestidos pedagogos, há de criar-se uma cultura ou um caldo de cultura de condutas sombrias e atitudes desnorteadas.

Amar e estabelecer limites é amar intensamente. Limites são feixes de luz nos caminhos dos seres amados. Quando crianças, elas dependem intensamente dos pais ou dos cuidadores. Quando adultos, eles dependem de suas próprias vontades e decisões e devem parar de atribuir suas dificuldades ou descaminhos aos outros. – Jamais copiem os governantes! – dizia uma professora. – Ou se perverterão na vala comum de “que eu faço porque todos assim fazem”! – completa.

É comum os pais insistirem até na superproteção aos desvarios de seus rebentos e mirarem na meta: – Quero que eles tenham o que eu não tive! Quero que eles não passem pelo que passei! – arrebatam-se. Estoicamente vários. Infelizmente (?) cada um tem sua cruz e sua estrada. Vejam algumas inquisições: – Quando precisou de alimento, alguém providenciou que o tiveste? Foste alimentado com boa vontade e carinho? Cuidaram para teres uma cama quente e protegida? Velaram pelo teu sono? Foste amparado na doença? Quando acordavas no hospital, quem estava ao teu lado?  Lutaram para te oferecer escola, livros e ajuda na tua educação? Havia proteção e segurança nas tuas idas e vindas? Lembra quem estava contigo nos Natais e Páscoas ou nos teus aniversários? Vocês, caro leitor e leitora, aumentarão essa lista consideravelmente. Até poderá fazer uma analogia com os governos de sua cidade, Estado ou país. A sabedoria popular usa – casa, comida e roupa lavada!

Talvez a maioria dos filhos tenha somente alguns fragmentos das demonstrações efetivas fora de palanque dos seus pais e familiares. Mas infelizmente, muitos que mais têm ou que muito tiveram são expostos à virulência queixosa do filho sofredor e mal amado. Erroneamente em importante parcela dos casos que conheço. Se a criatura não está se dando bem – como seria de esperar e supor-se – deve amar-se primeiro. Acrescenta-se disciplina e respeito. Muito a si mesmo! Recebeu as ferramentas necessárias para vencer ou tornar-se mais apto na selva humana, por que assim não o fez? Talvez estivesse perdendo tempo, saliva e dinheiro na autocomiseração.

Educação. Em casa e na escola. Formação. Em casa e na escola. A ordem hierárquica é exatamente essa – casa e escola. Estás satisfeito com a tua casa? E com a escola dos teus filhos? Que filhos deixarás para tua família e para a humanidade? Filhos de hoje ou pais e avós de amanhã?

O tema é amplo e apaixonante, pois lidamos com o maior patrimônio da humanidade – gente. Nossa gente. Nossa amada gente. Nossos pais e nossos filhos.

IMPORTANTE: Crônicas anteriores em https://edsonolimpio.wordpress.com

01 – O CatGut! – AD 76 MedCat! – Amigos para Sempre – 04 de Junho 2011

 

 

 
 

O CATGUT!

 

 

 

 

By Tainha

Aviso aos MedCatianos (as):

O Jantar de Inverno, preparando a Festa dos 35 Anos da AD76 MedCat! Amigos para Sempre, será às 20 horas, na Churrascaria Montana Grill, Parque Gigante do Sport Clube Internacional, dia 18 de Junho, Sábado. Comparecimento obrigatório. Não aceitamos representantes. Penalidades previstas – Proibição do Botox para as gurias e Proibição do Viagra e Similares para os guris.

 

Memória!

O Ratinho que nunca me deixa mentir sozinho e é testemunha viva – o primeiro CatGut nasceu como brilhante jornal nas paredes do corredor da Enfermaria 40ª. Fomos perseguidos e acuados pela Ditadura com sua censura brutal, mas na calada das madrugadas de plantão, depois de urinar na pia do quarto do plantonista, era afixado sorrateiramente nas paredes.

 

STEGER!

STEGER!

STEGER!

Estranhamos o aterrador silêncio do Steger. Sempre um mobilizador e motivador, está silencioso como amante no roupeiro. Sentimos muita falta das suas piadas, anedotas e causos. Durante todo o ano de 1976, como doutorandos, ao retornarmos das batalhas gastronômicas no Morte Lenta, o Steger desembainhava sua verbe com piadas do Joãozinho. Jamais as repetia. Segundo o Porquinho, Steger detinha a marca de 13875 piadas do guri arteiro.

 

Cadastro.

Ajudem-nos a completar o Cadastro dos Medcatianos(as). Vejam as faltas em branco e ajudem-nos a encontrar e ativar essas criaturas perdidas ou dificilmente achadas.

 

Ação Social e Espiritual.

Uma querida colega nossa empreende árdua tarefa social e espiritual em comunidade carente de Viamão City. Além de excelente profissional e ótima colega traz alegrias e saúde para irmãos carentes. Sua atividade e de seu esposo enaltecem a profissão e dignificam o ser humano.

 

O “Morte Lenta”! – Parte I

– A Saga de um Estudante de Medicina –

De um modo geral o estudante acha a sua vida uma dureza. A maioria vai descobrir que dureza mesmo é a vida profissional, quando os colegas viram adversários no mercado restrito de trabalho ou nos concursos para uma vaga numa pós-graduação. Ao estudante cabe o compromisso de ser aprovado nas provas escolares. Ao profissional cabe ser aprovado nas provas da vida em que o seu sustento e de seus dependentes e a dignidade de seu ofício não vão depender de marcar um “x” aqui ou acolá. E a sorte é sempre uma dama distante da realidade.

No início da faculdade aqui em Porto Alegre fazia as minhas refeições geralmente no restaurante universitário da UFRGS ali na João Pessoa. Comida geralmente farta. Podia não ter um visual muito bonito naquele bandejão de inox e ainda carregar cargas energéticas negativas pelo constante mau humor das atendentes com a concha e o panelão na mão. Ajudava-me o fato de trazer-lhes amostras grátis de remédios e piorava caso não conseguisse o remédio solicitado (ou seria exigido?). Um famoso enxadrista gaúcho que se tornou mundialmente conhecido foi meu companheiro de mesa. Éramos quatro por mesa. Este enxadrista separava a comida meticulosamente e comia somente aquilo que lhe agradava muito. No mínimo sobrava uma fruta extra para algum dos colegas da mesa. Ou até um feijão com carne!

Lá pela metade do quarto ano passei a fazer refeições na Santa Casa. Era um direito dos plantonistas e comíamos junto com os residentes na lancheria da Santa. Logo o que era uma a La Minuta tornou-se o prato do dia ou um x-burger. Os colegas mais abonados ou moradores em Porto Alegre faziam suas refeições em suas casas. Os outros (nós) cobríamos os plantões e o rango era uma benesse gastronômica. A qualidade da comida foi gradativamente piorando. Assim como o humor das funcionárias. Se passasse das treze e trinta horas, somente x-burger ou um prensado de queijo e salame e muita má vontade. Antes, um PF – prato feito.

Um balcão em forma de ferradura com uma TV sempre ligada no Jornal do Almoço fazia a sala intermediária da lancheria. Na primeira sala, a caixa de pagamentos e um balcão fronteiro com balas e chocolates. Numa sala de fundos junto à Avenida Independência, algumas mesas abandonadas que nenhuma das atendentes iria jamais. Era comum sentarmos no balcão em ferradura, vindos do intenso trabalho iniciado ao amanhecer nos ambulatórios, cirurgias ou noites insones de plantão e perguntarmos, mesmo sabendo a resposta rotineira: – “Que tem no almoço hoje?” Uma ironia de alguns colegas. A resposta da atendente: – Isso aí!  – apontando com o nariz e logo virando o rosto. Eu como vinha de longa experiência de guerra vivendo fora de casa e com poucos pilas e muita fome, jamais me preocupei muito com o que comesse desde que comesse. Comer para sobreviver. E se fortalecer. O resto eu considerava até uma frescura de abonado ou de excesso de escrúpulos. Dona Dora, minha mãe, ensinou que “colocou no prato, deve comer e deixar o prato limpo”. Nesta época eu editei um jornal mural na Santa Casa (O CatGut) e denominei o nosso restaurante ou lancheria de Morte Lenta, pois alguns quase não sobreviveram à comida.  

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AD 76 MEDCAT!

AMIGOS PARA SEMPRE

NOME

ENDEREÇO

OBSERVAÇÕES

 

ENIO UBIRAJARA GASTALDO – PARANINFO

Hospital Santo Antônio – 3ª, 4ª, 5ª. Feira=8-10h

gastaldo.enfamilia@terra.com.br

AILTON COSTA MORAES – BAIANO

 

ailtoncmoraes@gmail.com

AIRTON DELDUQUE FRANKINI – DOUTOR FIAPO

 

frankini@terra.com.br

ANA MARIA (RODRIGUES TEIXEIRA) VERÇOZA

 

ana.vercoza@pucrs.br

ANDRÉ LUIZ CIULLA BOLGHAREN – JACARÉ

 

fatimagimenez@terra.com.br

ANGELA MARIA POLGATI DIEHL

 

polgatidiehl@via-rs.net

ANTONIO CARLOS HERZ JORNADA

 

ÓBITO

ATHOS AULER

 

 

BEATRIZ (GOMES GIANNETTI) GARCIA

 

cbgarcia@zaz.com.br

BERENICE CIDADE SOARES BLANCK

 

 

BELKIS MARY STOFFEL EFRON

 

belkisefrom@gmail.com

BRIVALDO DE SOUZA PEREIRA

 

 

CARLOS ALBERTO NOAL – LEBRÃO

Esposa Cristina

Travessa Tapajós, 260 Ap. 401 – Santo Ângelo – Rio Grande do Sul Brasil 98800-000

noal@cardiol.br + crisenoal@gmail.com

(55) 3312—2925 + (55) 9961-2208 + (55)3313-1502

CANDIDA MARIA DA CONCEIÇÃO NEVES

Rua Carlos Huber, 200 – PoA

candidan@terra.com.br

CARLOS ADOLFO GONÇALVES GARCIA – FÊMUR

 

 

CARLOS NUNES TIETBOEHL FILHO – PENINHA

 

 

CESAR LORENZINI – TAMBOR

 

cezar.lorenzini@gmail.com

CLAUDIO ROBERTO GUAITA PERALTA – RATINHO

 

(49)3444-0637 + 9911-2356

caco.peralta@hotmail.com

CLEBER RIBEIRO ALVAREZ SILVA

 

cleberalvaressilva@terra.com.br

cleberalvesdasilva@yahoo.com.br

CLÓVIS ARAGÃO OLIVEIRA

Rua Euclides da Cunha, 1880/802 – Bairro Dores – Santa Maria / RS – (55)3217-1877 / 9961-1044

aragao.gel@terra.com.br

CLÓVIS CÂMARA ZIMMER

Travessa Vileta, 170/302 – Jardim Botânico – PoA

90690-150 / (51)3352-9889 e 9981-8620

zimmerclovis@hotmail.com

CRISLAINE LEONHARDT

 

selmoecris@gmail.com

DARCY FINAMOR

 

ÓBITO

DANIELE BENSIMON E

HENRIQUE RODRIGUES CABRAL

 

henrique.cabral@terra.com.br

EDSON DUARTE MACIEL – EDINHO

Esposa MARA MACIEL

Av. Cristo Rei, 79 – Bairro Cristo Rei- São Leopoldo – 93020-350 + 9981-6972 / 3590-3314 (casa)

edsonduartemaciel@hotmail.com

EDISON ANTONIO HORN

Consultório: 54-3045-6433 + Residência: 54-3312-1892

Celulares: 54-9197-6663 e 54-8111-5728

Res.: Rua Morom, 2054 / 201 # 99010-034

Cons.: Rua Uruguai, 1570 / 401 # 99010-111

Passo Fundo / RS # Perfil: Face book + Orkut

edisonhorn@gmail.com

 

EDSON LUIZ PEDROSO BORGES – MACHÃO

Rua Armando Hoeffner, 938 – Bairro das Fontes – Soledade / RS – 99300-000 / Cx.Postal 126

54- 3381-1433 / 9947-9771

eborges@via-rs.com.br

EDSON OLIMPIO SILVA DE OLIVEIRA – TAINHA

Esposa CLEDI

AV. CEL. MARCOS DE ANDRADE, 171 LJ.10 – GALERIA ZAVARIZE – CENTRO – VIAMÃO / RS – 94450-050

(51) 3485-1800 + 9707-6297

edsolimpio@hotmail.com

EDUARDO PRETTO SERAFINI

 

epserafini@diagnosers.com.br

EGON WILSON DURKS

 

 

ELISABETH SANTOS BOOS DE OLIVEIRA

 

 

ELIZABETH ANNES – BETH

Rua Miguel Couto, 602 Ap. 301 – Bairro Menino Deus – Porto Alegre -Rio Grande do Sul Brasil 90850-050

chagasannes@gmail.com

(51) 3231-5024 + (51) 9982-6191

FELIPE LUIZ SCHNEIDER

 

felipeschneid@gmail.com

FERNANDO XAVIER

 

 

FRANCISCO PÖLKING – XUXU

 

paulinapolking@yahoo.com.br

GILBERTO VASQUES CAVA – AZEDINHA

Rua Domingos Ferreira, 10/301 – Copacabana – RJ

22050-012

gilbertocava@globo.com

HELENA (CORREA MEYER BECKER) UFLACKER

 

 

ISA STONE LAGO

 

 

ISMAR BERGMANN – BATATINHA

 

ÓBITO

JAIME FINCO

 

ÓBITO

JOSÉ ALBERTO FERREIRA LEITE – LEITINHO

 

luke_milk@hotmail.com + lilimilky@hotmail.com

JOSÉ FERNANDO FÁVERO – XIXA

 

 

JUAREZ SANDER – POPEYE

Rua Professora Efilásia, 15 Centro
Confresa MT CP 15 . 78 652 000
66 9969 8141 / 66 3564 2219 /66 3564 1039

juarez.sander@uol.com.br + juarez_sander@hotmail.com +

juarez.sander@previdencia.gov.br

JUSSARA (REIS) AZAMBUJA LOCH

 

juloc@terra.com.br

LEDA MARIA LAZZARETTI

Av. Sinimbu, 110 / 403 – P. Alegre – 90470-470

(51)3330-1464

ledalazzaretti@hotmail.com

LEZI DOLORES ROSTAND CERSKI

 

 

LÚCIA ELIZABETH AGUIAR DA SILVA

 

 

LUIZ ANTONIO SAINT PASTOUS GODOY – BUDI

 

godoy@clinicasaojose.com.br

LUIZ AUGUSTO ESTEVES – CUEQUINHA

 

 

MAGALI SCARLET TIMMERS MACHADO

 

brumaro@terra.com.br

MARIA DO CARMO FAJARDO DIESTEL

Rua Isidoro Tressi, 380 – Bairro Jardim Botânico – Porto Alegre – Rio Grande do Sul Brasil 90690-070 –            (51) 3336-2625

 

MARIA EUNICE MORAES DE OLIVEIRA

Clínica de Pneumologia Mãe de Deus Center – R. Soledade, 1006 Torre Beta PoA

lof@terra.com.br

MARIA DA GRAÇA NASCIMENTO

Rua 14 de julho 291 c7 Boa Vista – 91340-430

Porto Alegre / RS

mariagnfc@hotmail.com

MARIA DAS GRAÇAS XAVIER DE FREITAS

 

 

MARIA ELOISA KOCHEMBORGER

Rua Pinheiro Machado 2755 – Apto 32 – Caxias do Sul CEP 95020172 – 54 32231079 Consultório (fone e fax) – 54 32231683 Residência – 54 99733944

 

mek@terra.com.br

MARIA MACHADO SILVEIRA

 

 

MARIO FRANCISCO FRANÇA FLORES – MF3

End. SWPW quadra 17 – Conj. 11 – Lote 2 – Casa C –

Park Way – Brasília / DF – 71741-711

mffflores@gmail.com

(61) 8173-8330

MARITZA PERDOMO FAGUNDES

Rua Abel Ferreira, 93 – Bairro São Lucas – Viamão/RS

94450-530 # (51)3485-7178 / 9869-6018

lucianopf1978@terra.com.br + lucianop1978f@hotmail.com

MARGARET DOS SANTOS MEDEIROS

 

 

MILTON LUIS WAIMBERG

Rua São Manoel, 358 – Porto Alegre – RS Brasil 90620-110 / (51)3321-2617 / 3332-1073 / 9985-3478

mwainberg@terra.com.br

 

MIRIAM JANZ GUTIERREZ

 

mjanz@terra.com.br

NELSON JOSÉ DE OLIVEIRA MELLO

 

 

NEUSA KNIJNICK ALCION

 

nkl@portoweb.com.br

NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA

Rua Barão de Ubá, 226 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul Brasil 90450-090

niczacha@cpovo.net

(51) 9987-0387

NORDON JUAREZ DE FIGUEIREDO POITEVIN

 

nordonp@ig.com.br

PAULO ROBERTO BRAGA E SILVA

Rua Pinheiro Machado, 284 – Sapiranga/RS 93800-000

Cons. Rua Padre Reus, 399/3 e 4 – (51)3599-1286

paulo@braga.med.br

3599.1286. + 9982.2403

PAULO AFONSO MACEDO

(55)3242-2671 residencial

pauloamacedo@ig.com.br

PAULO AUGUSTO GOMES GREGOL

 

ÓBITO

PAULO SIQUEIRA CAMBOIM

Rua Pedro Hermes, 35 – Bairro Jardim

Concórdia – SC – 89700-000

 

PEDRO GILBERTO HERRERIAS

 

ÓBITO

PAULO HENRIQSON CIMIRRO

Av. Liberdade,1710/12 – Santa Izabel – Viamão – RS

phcimirro@yahoo.com.br

3264-2905

PAULO ROBERTO ROSTRO VIANA – INDIO

Rua Loureiro da Silva, 1500 Ap. 803 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul – 90050-240

parovi@portoweb.com.br

PAULO ROBERTO HOFSTTATTER STEGER

Rua Santa Tereza, 67 – Bairro Jardim do Forte – Camaquã – Rio Grande do Sul – Brasil – 96180-000

prhsteger@gmail.com

(51) 3671-5218 + (51) 9984-8888

PEDRO GILBERTO HERRERIAS

 

 

ROBERTO GANDOLFI LIEBERKNECHT

 

 

ROBERTO DEPTULA

 

 

ROSE PENA RIERA

Av. Lageado, 65 Ap. 102 – Porto Alegre – Rio Grande do Sul Brasil

rriera@terra.com.br

(51) 3333-1219 + (51) 9976-2703

RUBEM BRUST

Esposa MARA BRUST

Rua Coronel Fonseca, 430 – Centro – Gravataí/RS –

Cons.3488-4931 / Res.3328-4097 / 9968-2858

rubembrust@gmail.com

maracbrust@gmail.com

SERGIO DA COSTA FRANCO FILHO

Rua 24 de Outubro, 1085 Apto. 503 – Porto Alegre/RS
90.510-003

scfrancof@hotmail.com

SERGIO ANTONIO LUTZ LABARTHE

 

 

SERGIO ROBERTO LOUREIRO DIAS – MINHOCA

 

drsergiodias@terra.com.br

SYLVIO THEODOSIO GONÇALVES FILHO

 

 

SONIA MARIA BELTRÃO

 

soniabeltrao@sitesul.com.br

clinicasensorial@ig.com.br

TANIA MARA CALIENDO

Rua Gonçalves Dias, 606 apto. 604 – Menino Deus CEP 90130060 – Porto Alegre Fone 3231-3638

taniamc@click21.com.br

TEREZINHA DIAS FIORI

 

 

UGO FIORI FILHO

 

ÓBITO

VALDIR NATALÍCIO DA SILVA – PORQUINHO

 

vnsilva@terra.com.br

VALMOR DAROS

Av. Independência, 1240 Criciúma – SC – Brasil

88811-710

valmordaros@uol.com.br

VALNY CARUS GIACOMELLI

Rua 7 de Agosto, 439 AP. 1202 – Passo Fundo – Rio Grande do Sul – Brasil – (54)9136-6319

valny@terra.com.br

valny1@yahoo.com.br

VERA LUCIA VERAS (DE MELO) CANABARRO

 

veracan5@yahoo.com.br

 

ATENÇÃO: OS ESPAÇOS EM ABERTO SIGNIFICAM QUE NÃO DISPOMOS DOS EMAILS DOS COLEGAS OU OUTRAS FORMAS DE CONTATO. AJUDEM-NOS!

 

“Engraxando os Beiços! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 08 Junho 2011

 

06 JUNHO 08 – 2011 – ENGRAXANDO OS BEIÇOS! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

“Engraxando os Beiços!”

Vivemos num controle rigoroso – o que comer? O que não comer? Somos assombrados pelas imagens de veias entupidas com gorduras, criaturas cambaleando, tontas como peru bêbado, bocas tortas e um sem número de fantasmas reais e terríveis. Viva a dureza de dietas com muitas fibras, vegetais abundantes, peixes de águas gélidas e uma imensa gama de alimentos desentupidores de canos, digo, vasos sanguíneos. Há uma epidemia de obesidade a grassar na humanidade. Inclusive entre os chamados pet, ou animais de estimação. – Essa cadela deve ir para um SPA com urgência, tá gorda que nem os donos! – agulha uma amiga. Verdade.

– Os gordos são mais felizes! – alardeia uma lenda urbana. Como se risco de doença ou ser doente ou estar doente quem se ama possa trazer alguma felicidade! – Morro, mas morro de barriga cheia! – diz um diabético e hipertenso. Mas vamos parar com terror e sofrimento ou os (e) leitores (as) fecharão o jornal e perderão as delícias gordurosas dessa crônica que relembra uma época ingênua. Ou seria insana? – Éramos felizes e nem desconfiávamos! – murmura um amigo com os olhos marejados pelo excesso de alho na comida.

O relato:

– Fui criança que tomava leite tirado diretamente da teta da vaca pela minha avó. Fazia-se a ordenha numa vaca separada das outras, pois dela e somente dela saia o leite para os netos e para as crianças. Aquele leite espumante e quente, saindo vapor, colhido num canecão de folha. Desses canecões feitos em funileiros. Nós ficávamos em volta só esperando que ela enchesse as nossas canequinhas. Depois a vó colocava canela em pó no leite que era pra ficarmos mais fortes e crescer com saúde. Algumas crianças tomavam com pó de quina pra criar mais sangue e tirar febres do corpo. Lembro que nos dias frios, ficávamos na cozinha com piso de tijolos e tinha um enorme fogão de rabo. Desses que hoje chamam de fogão de campanha com pedaços de moirões e grandes paus de mato queimando sempre. A vó fazia um bule de café de café preto. Botava pó de café num saco de pano dentro do bule e vertia a água d’uma enorme chaleira de ferro. Devia ter muita força para erguer uma chaleira daquele tamanho! O leite era muito mais pras crianças, pois os mais velhos preferiam o café preto que tomavam em canecas de alumínio ou alouçadas de várias cores.

Eu nunca gostei de tomar café nessas canecas alouçadas, porque tinha lugar que pelas batidas descascavam, enferrujavam e ficavam vazando, pingando até mandarem soldar com estanho. A vó fazia uns enormes pães com a casca dourada e luminosa das gemas de ovos que ela pincelava antes de colocar no forno. Tinha manteiga feita em casa. Nós ajudávamos a bater a nata com sal, mas eu gostava mesmo era de passar banha de porco no pão. A vó criava porcos. Tinha porcos enormes que nem conseguiam levantar-se para ir ao cocho comer. Dava-se a lavagem na boca do bicho. Havia uns porcos brancos que chamávamos de macaus. Com o rosto enviesado e o olhar de revesgueio ela calculava os porcos em latas de banha. – Esse macau vai dar tantas latas de banha! – sabe-se que nunca errava. Mas as crianças jamais assistiam as carneações dos porcos. Escutávamos os gritos curtos interrompidos pela lâmina certeira. Guardava pedaços especiais de carne dentro das latas de banha dourada, pois não havia geladeiras. E tinha os torresmos ainda… Mas isso fica para outro dia!

A Matemática do Impossível! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 01 Junho 2011

 

06 JUNHO 01 – 2011 – A MATEMÁTICA DO IMPOSSÍVEL! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Introdução!

Vivemos tempos pungentes? – Ser ou não ser? – a frase shakespeariana nunca esteve tão vibrante ou aterradora numa época de pregação sexual e ideológica. A denominada cartilha gay tirou o sono da Presidente Dilma que ousou vetá-la. Certo ou errado? Outra turma resolveu criar uma língua portuguesa própria. Tal coisa de português! Um desvairado preconceito contra quem luta para falar e escrever correto e dar-se melhor no turfe da existência terrena. Alguma alusão às cavalgaduras? Na sala ao lado, lembram que o Ministro Palocci é médico. E os médicos querem saber onde o ministro faz plantão, qual o posto de saúde que trabalha, quais as palestras que dá sobre Medicina ou no resumo da ópera – como faturar essa montanha de dinheiro em quatro anos? Quando complicam lembram que o cara é médico: – Göebbels, Che Guevara, Palocci e alertam que Fu Manchu era médico acupunturista! – retruca um insolente. Mas vamos ao tema principal.

A Matemática do Impossível!

– O cara tá ganhando 10, mas a mulher tá gastando 20! – só podia dar no que deu. A sabedoria popular aplica: – Se o homem botar de caminhão e a mulher tirar de colherzinha, quebra! – isso em tempos ancestrais que o homem era o chefe econômico da casa. Ainda é para pagar pensão em muitos casos. Quando a criatura investida em cargo público enriquece rapidamente demais, logo se pergunta – como? Qualquer funcionário público que não receber herança ou ganhar na loteria vira suspeito. Em outros cargos eletivos ou de confiança há a válvula de escape da loteria. Lembram que um dos famigerados Anões do Orçamento acertava na loteria como quem vai à padaria? Noutros casos há o escape da consultoria ou palestras ou assessorias. Pergunta-se, por exemplo: na iniciativa privada entre empresas privadas receberia equivalentes quantias? Sua atividade resultou em negócios facilitados ou aumentados com o governo ou empresas públicas? Amigos ou familiares envolvem-se nesses negócios ou subitamente descobriu-se que são mais talentosos que os demais humanos?

A matemática do impossível está aí todos os dias. Alguém acredita que esses veículos de 2ª. e 3ª. linhas sobreviverão cinco ou seis anos rodando em estradas como a RS 118? Como custar o equivalente a veículos tradicionais e com mais equipamentos? Como dar essas imensas garantias? Qual a mágica por trás disso? O (e) leitor (a) inteligente deve dar as suas respostas. E a maravilha do combustível brasileiro – antes álcool, hoje etanol! Pagam-se muito mais caro por veículos flex quando se sabe que colocar esse combustível é absoluto prejuízo do início ao fim desta cadeia para o consumidor. Vantagem para quem pataxó? E a minha-sua-nossa Petrobrás que é autossuficiente? Qual a nossa vantagem em pagar uma das gasolinas mais caras e ruins do planeta? Alguém prefere uma gasolina por preço decente e qualidade internacional ou continuar dono da Petrobrás?

Indústrias, como a Azaleia, que buscam outros mercados contrariando a maravilha sindical e os impostos gaúchos devem abdicar do lucro e da competitividade do mercado ou manter-se em solo farrapo? Prejuízo ou lucro, quando lucro é crescimento e competitividade. Para muitos a melhor distribuição de renda e sufocação de impostos vale para os outros, não para si. O governador Tarso arriscou tentar aumentar a alíquota de alguns mais abonados para diminuir a catástrofe previdenciária gaúcha e… Logo será lançado à fogueira inquisitória.

A Mosca Azul! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 25 Maio 2011

 

05 MAIO 25 – 2011 – A MOSCA AZUL! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

A Mosca Azul!

– Vamos por partes! – como preconizava Jack. Nestes tempos turbulentos de Colorado Campeão novamente e Grêmio segundo-último, há quem pense que o título refira-se a algo relativo ao tricolor da Azenha-Humaitá. Nada disso. Mosca Azul usava-se numa época em que o desconfiômetro estava ativado. A criatura estava com as sombras da dúvida tisnando sua vida e assombrando seu sono. A desconfiança é como um punhal cravado na criatura. Algumas vezes enterrado até o cabo!

– Que tipo de desconfiança? – argui-me o (e)leitor dessa portentosa crônica. Qualquer desconfiança. Quem tem semancol apercebe-se de que algo não está correto dentro dos seus conceitos. Desconfiança sempre está relacionada à traição. Qualquer perfídia. Principalmente às amorosas. A primeira traição diz-se ter sido da Eva que sucumbiu aos encantos da cobra e detonou com a vidinha do Adão. Eis que buscando o porquê de mosca azul os caminhos se cruzaram com a mosca-varejeira. – A mosca vem e bota o bicho na pessoa ou no animal, daí é que dá a bicheira ou o berne! – a sabedoria popular em suas singelas analogias e associações apercebe-se de que a mosca azul ronda as criaturas e deposita seu ovo ou seu filho – a dúvida – em alguma ferida ou até na pele sã. Aparentemente.

A mosca azul também ronda as cabeças. E em certas cabeças, em bovinos, por exemplo, estão os chifres. Ops! Aí está a mosca azul nos chifres. O macho tem dois medos mórbidos, dois pavores ancestrais – a impotência e a traição sexual Vejam outra pérola da sabedoria popular: – O brinquedo da mulher é abrir o salão e deixar dançar, mas o brinquedo do homem se não tiver de pé ele não dança no salão dela! Assim como o anticoncepcional foi a alforria das mulheres, pois a gravidez indesejada era um grande temor, os medicamentos para disfunção erétil – os viagras da vida! – foram as vacinas do macho ante o possível fracasso ou o mau desempenho amoroso. Eis que os embates no tatame dos lençóis perderam as fronteiras definitivas do casamento e do anelamento digital e salvem-se quem puder! Ou seria melhor – agarrem-se como puder!

A bola nas costas ou o engalhamento córneo da cabeça das criaturas ainda trazem o fantasma eterno da mosca azul. Os casamentos sem prazo de validade ou as uniões absolutamente liberais carregam em seus bojos a semente consentida ou não da mosca azul. Pois a liberdade ou a liberalidade dos impulsos primários da sexualidade tomaram os caminhos e os descaminhos da promiscuidade e como genitália não tem hodômetro (T. Jordans – o Filósofo do Apocalipse) somente a confiança afasta a mosca azul do sofrimento.

– Qual o remédio para a mosca azul? Há alguma vacina? – Os espiritualizados responderiam de pronto – evolução, iluminação, amor! Como temos imensas dificuldades em amar-nos, teremos abissais dificuldades em sermos amados. Absolutamente. Aperceber-se e buscar o entendimento de si para então viver integralmente. A separação ou o afastamento sempre nos atormenta. – No início era o UNO depois veio a grande separação, mas evoluiremos para o entendimento de que somos somente um! – sabedoria apócrifa.

Prazo de Validade! – Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião – 18 Maio 2011

 

05 MAIO 18 – 2011 – Prazo de Validade! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Prazo de Validade!

– Sarney não tem prazo de validade! É de uso e abuso indeterminado. – Cutucava um colega em sua lamúria – nossa também – contra os abusos dos congressistas.

Isso é um termo comum nas conversas e nas consultas: – Acho que esgotei meu prazo de validade doutor! Já passei da idade dos metais e do condor! – As pessoas custam a inferir que sofrimento não tem prazo nem idade. No mesmo corpo humano de pessoas diferentes algumas coisas parecem cumprir seu período de pujança e vitalidade para logo caírem em alguma vala comum. Dizem que a maioria do jogador de futebol com mais de trinta anos é velha. Verdade em comparação com o vigor e a velocidade dos mais jovens. Alguns estão calvos nas barrancas dos vinte anos, no entanto, outros varam os oitenta anos com a cabeça carregando a antiga Amazônia de tanto cabelo.

– E o sexo? – Idem. Muitos médicos prescrevem Viagra e similares para homens mais jovens do que para os veteranos. Causas diversas – aviso.

– A gente vê nessas revistas e novelas mulheres velhas se exaltando que estão na idade da loba. – dizia-me uma professora. Mas quando mais jovens sempre foram bichos – galinhas ou cadelas. – apimentou a fala. Nervos a flor da pele sempre quando o tema é sexo e idade.

[… o homem que diz sou não é, porque ninguém é quando diz…] – lembra uma música interpretada por Elis Regina. – Vale o mesmo para qualquer sexo! – acusa um amigo. – E os prazos validade mudaram! – acrescenta com sabedoria. Continua: – Os casamentos eram pra toda vida e “até que a morte os separe”. E como é agora? Casa e descasa como quem troca de calcinha ou de cuecas.

Se para tudo nesta vida há um nascimento e um apogeu, um ápice e logo um decréscimo ou uma decrepitude, muito dessa evolução e desse caminho está nas nossas escolhas e nas nossas atitudes. Qual sua opinião?

Desarmamento!

– Doutor, se o senhor quiser apagar alguém, agora é o momento! – Dizia-me um amigo policial aposentado. Estranhei duplamente. Primeiro não tenciono apagar ninguém. Segundo – como assim? Explicou-me. – Menos de 10% dos assassinatos são esclarecidos pelo mais variados motivos. Agora o cara poderá ficar impune, ganhar uma grana e ser homenageado ao entregar a arma do crime e destruí-la com marretadas. Quer coisa melhor meu doutor? E chamam de Campanha do Desarmamento…

Sinaleiras!

Acompanhamos e apoiamos de longa data as campanhas para novas rótulas e sinaleiras nos cruzamentos assassinos da RS 118 e RS 040. O Vereador Serginho e várias lideranças colocaram o corpo na estrada, isto é, foram para o ataque e cansaram de usar o verbo. Há que realizar manifestações veementes nestes fatídicos cruzamentos com chamamento da mídia estadual e nacional. – Seria até uma desgraça pro nosso partido ficar dezesseis anos na Prefeitura e não resolver isso. – Dizia um colega médico.

O Dia de cada Um! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Maio 2011

 

05 MAIO 04 – 2011 – O DIA DE CADA UM! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

O Dia de cada Um!

Lutar pela vida e buscar algum entendimento pelas agruras da morte não nos torna melhores ou piores do que ninguém, no entanto leva-nos a tentar um caminho de compreensão destes fenômenos comuns e inevitáveis na existência dos seres humanos. Para muitos há um fatalismo associado a que trazemos uma existência escrita num grande livro. Ali neste livro estariam todos os caminhos e descaminhos desta rápida existência. Assim há uma aceitação de que seríamos como marionetes das divindades. Essa cultura ou essa filosofia acompanha a humanidade desde tempos imemoriais e durante a civilização grega, especialmente, criou as principais bases dos nossos povos atuais e ocidentais.

No entanto, a parcela da humanidade que entende que somos senhores de nossos caminhos e autores da novela ou da epopeia vivida é muito significativa. Assim fazemos a nossa escrita própria e dela pagaremos os impostos por nossos erros e receberemos as restituições benéficas por nossos acertos. Qual a corrente ou quais as facções certas ou erradas? Ou há um misto ou um entrelaçamento como as espirais de nosso DNA e dependendo de infinitas possibilidades, tantas quanto as estrelas do firmamento? Quando alguém acusa: – Levantei de pé esquerdo hoje! – significa que está dando errado aquele dia. Afora essa conotação de que esquerda é ruim, pela ideologia ou pela religião (haveria muçulmanos, por exemplo, que jamais comem com a mão esquerda por ser a mão impura) ou até pela cultura secular que hoje está esvaziada em nosso meio de dificultar canhotos entre destros. Essa pessoa poderia estender o raciocínio? Como?

 

Ainda bem que acordei! – Ainda bem que tenho um pé esquerdo! – Ainda bem que tenho pés! – Que não soe como uma ironia simplesmente ou uma tirada humorística. Tendemos a pouco valorizar tantas coisas que parecem aos desatentos simples frugalidades. Eis agora a parcela da humanidade que toma consciência da igualdade dos desiguais. Em centenas ou milhares de séculos que o homem habita esse planeta, no entanto o valor das crianças comuns e de qualquer sexo tem menos de um século. Hoje, em muitos lares e em muitas regiões as crianças ainda são seres descartáveis e cargas inaceitáveis. Estranhas? Pois o infanticídio é prática normal de certas populações. Afora toda a sorte de violências e aberrações contra as crianças que assistimos horrorizados.

– Deu azar! – Chegou o dia dele! – Não era bem o dia dele, mas era o dia do motorista ou do piloto e aí… – Quando tá na hora, ninguém escapa! – Quando a Morte bater na tua porta, não adianta mandar para a porta do vizinho! – Quando chega a hora H não adianta fugir ou esconder-se! – Incontáveis outras colocações se poderia arrolar. Precisamos ou necessitamos de algo que nos alivie. Buscamos um bálsamo para as dores do inevitável de almeida. O homem criou escolas e terapias para ensiná-lo a enfrentar o inevitável. Poliu e aperfeiçoou as filosofias e religiões para que as trevas dos sofrimentos e das dores lancinantes do afastamento e da perda sejam tornadas um colo materno de conforto e proteção. O mesmo cérebro que domina o átomo sucumbe ao coração e afoga-se no dilúvio das lágrimas. A metamorfose da Dor e da brutal sensação de abandono que acomete nossa singela humanidade na verdade é a mais poderosa alavanca para abrir os portais ou as pesadas portas da Luz e do Amor!

Bicho Papão! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

04 ABRIL 27 – 2011 – BICHO PAPÃO – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Bicho Papão!

Quantos experimentaram a angústia e o pavor de algum monstro criado para atormentar a imaginação infantil? Quantos suores gelados vertidos sob as cobertas que encobriam as cabeças atemorizadas? As histórias infantis contadas pelos pais ou por outros adultos geralmente trazem personagens sombrios ou perigosos, desde bruxas malignas até lobos famintos por suculentos porquinhos ou meninas de capa vermelha e chapéu colorado.

Circulava aqui em Viamão City um homem com um saco às costas e um bando de cães companheiros. O miserável vivia da caridade alheia e vagava pelas ruas e estradas empoeiradas – O Nenê do Saco! Ou somente o homem do saco. – Vou te dar pro homem do saco se não comeres tudo… Ou fazeres a lição… Ou estudares e ser comportado… Ou não dizer nome feio (palavrão)… Quantas ameaças! E funcionava. Assim como as ameaças envolvendo até o Coelho da Páscoa ou o Papai Noel. Quanto terror!

O interessante é que o bicho papão funciona também com os adultos. Contigo não? Veremos. Apenas muda o esquema.  O clima de ansiedade e terror pode auxiliar a conseguir vantagens de todos os tipos e valores. Desde a chantagem emocional pela criatura desejada ao do político ou governante.

– Se não ficares comigo me atiro no Lago da Tarumã! – cruel e maligna ameaça se escapar do afogamento ficará irremediavelmente contaminado de bactérias e vírus conhecidos e por descobrir. Houve um tempo primitivo que a criatura ameaçava saltar do Viaduto Borges de Medeiros e depois da Ponte do Guaíba.

E na política? São incontáveis. – Os comunistas comem as criancinhas! – extrema-direita. – Tivemos que tomar a poupança para salvar o país da quebradeira total! – seria Collor e Zellia? – Se votarem no sapo barbudo o Brasil acaba! – lembram? – O FMI vai destruir o Brasil! – esquerda aspirando poder. Os tempos mudam, alguns políticos acompanham os ventos, mas jamais mudam as artimanhas por trás das alegações e dos discursos. Observem duas das últimas. Primeira – embalados por uma comoção geral pelo assassinato em massa na escola carioca, governantes e políticos voltam com a demagogia do desarmamento tirando o foco de outras realidades e responsabilidades. Um dos assassinos que no mesmo Rio arrastou o menino João com o carro roubado de sua mãe e o matou já está solto. Quantas centenas ou milhares de assassinos e criminosos da pior espécie estão soltos porque a autoridade entende como desumano terem-nos em cadeias “sem condições de humanidade” ou pela interpretação da lei soltam-nos na sociedade. E um referendo para prisão perpétua sem progressão de pena ou pena capital (morte)? Mais do que o equivalente em perdas de vidas da Guerra do Vietnam morrem no trânsito brasileiro. Vamos retirar os veículos particulares das ruas? Segunda – um órgão do próprio governo avisa que as obras não ficarão prontas até a Copa do Mundo de futebol. Estranho não é? Uma ala do próprio governo ameaça com esse bicho papão da urgência. Seria para passar por cima dos mecanismos de algum controle dos gastos públicos e permitir outra gastança como a que multiplicou várias vezes a dinheirama usada no Rio de Janeiro nos Jogos Pan-americanos? Parafraseando algum carnavalesco – Olha o bicho papão aí gente!

Caminhos da Páscoa! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

04 ABRIL 20 – 2011 – Caminhos da Páscoa! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

Caminhos da Páscoa!

Por mais que a parcela espiritualizada da humanidade busque a reflexão e o aprofundamento dos melhores sentimentos nos ensinamentos da cristandade, um mundo agressivo e voraz envolve os demais na ansiedade do consumo, na compulsão do ter mais e melhor e mais novo. Nossos sentimentos em muito manipulados pelos governantes e pelos formadores de opinião são sempre emulsionados pelas ondas do momento. Qual momento? Qualquer momento! Geralmente associado a alguma desgraça de proporções contundentes – inundações, terremotos, maremotos, guerras, assassinatos em massa e tantos outros.

Para muitos de nós os caminhos da Páscoa se confundem com os caminhos do feriadão em busca de repouso e novas alegrias em alguma paragem distante do local de trabalho e da toca doméstica. Muitos não estarão aqui no reinício pós Tiradentes e Páscoa. Infelizmente serão chacinados nos caminhos fatídicos do lazer. E logo serão absolutamente esquecidos até pela maioria dos que os “amavam”. – O mundo continua! – dirão muitos. – O espetáculo continua! – grita ao microfone o capitão do picadeiro circense. Seria essa uma analogia equivalente e possível para vermos nossas vidas e nossas existências como grandes picadeiros deste imenso circo que é o mundo?

Talvez aqui esteja uma singular diferença entre o feriado do Coelho e o feriado do Noel. O Noel é humano – dizem. O Noel é um cara muito vivido e tem um enorme saco para encher e esvaziar com as encomendas crescentes dos pedinchões. E tem uma paciência de Jó para suportar pais e avós e criançada o tempo todo no colo e no ensardinhamento dos shoppings. O gordo parece ter essa disposição de ver o mundo com outras cores. O cara é tão legal que apesar de vestir-se de vermelho é aceito por gremistas e outras torcidas. São muitos os prós-Noel. E o Coelho? Seria uma mutação, talvez transgênico de alguma multinacional imperialista. – Se coelho é mamífero, donde se viu um macho e mamífero botando ovo e sentado num ninhozinho? – indaga um amigo perspicaz. Mas o Coelho deve receber proteção do IBAMA ou de alguma lei de cotas. Logo não dá para muitas confianças e reflexões, daí que é muita gandaia no feriadão de Páscoa. Como sou um bocado antigo, não tanto quanto o Noel, convivi e vivi muitos retiros em tempo de Páscoa.

Retiros! Lembra-se do Retiro de Páscoa? Na minha cristandade católica fazíamos um dia para as crianças e três dias para os adultos de retiro. Ou seja, afastamento da vida mundana, que seria a vida comum dos humanos, com períodos intercalados por palestras de padres, penitências, e literalmente tentava-se lavar a alma dos pecados. Tentava-se o afastamento, mesmo que transitório daquilo aceito como pecaminoso. Semana Santa sem álcool e sem sexo. Com roupas discretas e muita oração. As rádios tocavam músicas clássicas ou barrocas. Filas enormes nos confessionários das Igrejas. A alforria dos pecados significava também licença para matar. Como um 007! Durante os cultos e nos incultos também a fera humana continuava cobiçando a mulher do próximo e do distante, e a esmola ia para alguma caderneta de poupança lá no Céu. Sabe-se que até vendiam lugares no Céu e ainda vendem no Paraíso. Apesar dessas tortuosidades, a alma de muitos se perfumava e clareava com o poder das orações individuais e da coletividade. Sentia-se um ganho geral após esse período de isolamento e reflexão. Muitos somos primitivos em vários aspectos e estamos numa época de transição da humanidade. Aproveitemos a Páscoa com oração e amor! Já é muita coisa.

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