O Silêncio! – Edson Olimpio Oliveira– Jornal Opinião

 

04 ABRIL 13 – 2011 – O Silêncio! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O Silêncio!

Aperceba-se do que está ecoando em seus ouvidos agora. Quais os sons que você identifica? Está difícil? Experimente fazer uma lista, tome uma caneta e escreva os sons que estão penetrando ou invadindo seu corpo. Concentre-se! Faça esse exercício algumas outras vezes em horários e locais diferentes. – O que vou ganhar com isso? – perguntou-me alguém. Num mundo de ganhos e perdas é natural que as pessoas mirem em lucros e fujam de perdas e tenham dificuldades em sentir que os ganhos podem ser até imperceptíveis. Ou que as perdas nos conduzem a um universo com maior qualidade de vida. Entendam que silêncio nem sempre é ausência absoluta de sons.

O homem – e a mulher – ditos civilizados preferem os aglomerados de ruídos e barulhos aos sons da vida, do seu corpo, da natureza… Os sons do silêncio! O silêncio fala ao espírito. O silêncio toca à alma. Nas filosofias orientais somente ocorre elevação pessoal e espiritual no culto ao silêncio, com a consequente meditação. Nos ensinamentos bíblicos, Jesus foi ao cume da montanha para orar e meditar, talvez o cume da montanha traga mais silêncio que a vastidão do deserto… Ou também signifique que a analogia de subir a montanha e da proximidade dos céus, aproxime da Verdade e da Luz. São incontáveis os ensinamentos dessa passagem de Cristo.

O homem fala mais e a mulher fala menos? Um faz mais ruído ou emite mais sons que o outro? No humano ancestral, os lampejos da inteligência apontavam que o homem sendo o caçador da família ou do clã, por seus dotes orgânicos de testosterona, manteria silêncio e o mínimo de sons para caçar com maior habilidade e não ser caçado pelos predadores. A fêmea humana, ficando na caverna ou nos agrupamentos, cuidando da prole e trabalhando, tagarelava permanentemente em soberba gritaria e fazia o maior número de ruídos para afugentar as feras. Esses traços ainda hoje se manifestam nas populações indígenas e nos humanos das cidades. Sabe-se de casamentos que terminaram por mulheres falando demais ou homens falando de menos. Homens ainda gostam de pescarias, esporte de muito silêncio, e mulheres preferem o burburinho dos shoppings centers.

Aceitam um pouco de bom humor? Observem um comercial da Sky com a Gisele Bündchen. O cara está casado com a mulher-modelo mais desejada do planeta – há controvérsias, claro! – e por mais que ela faça ele tem a sua fixação no controle remoto e na TV. Independente do simbolismo fálico do controle remoto aos freudianos, o homem do comercial gosta de mulher, controle remoto e TV. Não necessariamente nesta ordem. Talvez falte a cerveja que sempre se associa com a mulher também. Na TV ele volta a ser o caçador, ter seus alvos, mirar neles depois de selecioná-los com o controle remoto. Que também regula o som. O som! Ele só vai escutar o que quer e quando quer. Até vai se sentir no grupo de caça assistindo um jogo de futebol, por exemplo. E cerveja, como diz um amigo, “é como mulher engarrafada que se toma com tesão”.

Quantas analogias quando se conhecem as origens! Ao início, o exercício do silêncio ou do som comedido e controlado aperfeiçoa a alma e respeita a vida.

 

 

Arroio Mendanha! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

04 ABRIL 06 – 2011 – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Arroio Mendanha!

Neste mundo de tantas coisas mal feitas, inacabadas ou jamais começadas arriscamos a contaminarmo-nos com o vírus da letargia e assim engrossarmos as falanges do acomodamento e da desilusão. Semana passada fui visitar um amigo residente lá onde os caminhos do Cemitério Novo se encontram com a Rua Telmo Pinto de Godoy, anteriormente Rua Pinto Bandeira e mais distante ainda Rua do Mendanha. Diversas crônicas, contos e lendas viamonenses foram por esse autor trazidas ao conhecimento dos caros leitores em minhas páginas de jornal e nos diversos livros e revistas que participei com temas do Mendanha, de suas negras e de suas lavadeiras.

Quem foi Mendanha? Grande parte da minha infância brinquei nas margens daquele falecido arroio e com os filhos das lavadeiras e seguindo o seu curso d’água que passa pelo atual bairro do IPE e desemboca no Lago Tarumã. Quantos ainda sabem disso? Assistia tropas de gado chegando ao Matadouro dos Pintos. Espiávamos alguma carneação. Temerosos, mas curiosos. – E o Mendanha? – impacienta-se o leitor. Pois Mendanha foi o autor da música do Hino Rio-Grandense. Comendador e Maestro Joaquim José Mendanha é seu nome. O autor da letra do hino foi Francisco Pinto da Fontoura. Pois saibam que não há mais Arroio Mendanha ou qualquer denominação que possa ter. Um esgoto sufocado por lixo e macegal e por residências com uma simplória placa anônima solicitando que não coloquem lixo resta ali. Destruir um curso d’água é fatal para a Terra e seus habitantes. E desconhecer a história de onde se vive?

 

Contei para esse amigo alguns desses detalhes perdidos e vergonhosos para a cidade de Viamão. E assim clareamos outros fatos. Infelizmente uma batalha está travada na cidade para homenagear ao ilustre viamonense Flávio Ribeiro com seu nome em uma rua. É artilharia de todos os calibres e das mais diversas razões. Acredito que o Flávio mereça essa e outras homenagens. Flávio foi durante a vida um cidadão e um guerreiro honesto e valoroso que enfrentou longos anos de cruel enfermidade, jamais abdicando do trabalho e do bom humor e do desejo de uma Viamão melhor para todos. Então por que do conflito? Infelizmente ainda homenageamos mais aos mortos do que aos vivos. A homenagem que seria prestada afetaria os familiares e a história de outro vulto local – alegam alguns contrários. Caminhe-se pelos caminhos do Sim e do Não. Quais seriam alternativas a serem consideradas para dar-lhe essa homenagem de nome de rua? Vejamos – e a rua defronte sua empresa, a Rua Osvaldo Aranha? É um vulto histórico, mas têm remanescentes ou vínculos com a cidade? Vejam que trocaram nomes de ruas no centro da cidade como citei antes sobre o Mendanha. A Rua General Osório (central) virou Rua Julieta César; a Rua Beco do Cascudo virou Fernando Vieira. Lembram-se de outras? Outros ilustres viamonenses foram gravados como Rua e Travessa – Alcebíades dos Santos, uma duplicidade por exemplo. O que fazer?

 

O importante é cancelar os conflitos, principalmente quando os homenageados foram e são de paz. Devemos evitar propostas sumárias e sim pesquisar e conscientizar aos interessados se as mudanças são amplamente aceitas e benéficas. A Cautela e a Previdência são amigas do Respeito, da Gratidão e do Amor!

 

 

Despedidas.

Se entrares, ó meu anjo, alguma vez
Na solidão onde eu sonhava em ti,
Ah! vota uma saudade aos belos dias
Que a teus joelhos pálido vivi!

Adeus, minh’alma, adeus! eu vou chorando…
Sinto o peito doer na despedida…
Sem ti o mundo é um deserto escuro
E tu és minha vida…

Só por teus olhos eu viver podia
E por teu coração amar e crer…
Em teus braços minh’alma unir à tua
E em teu seio morrer!

Mas se o fado me afasta da ventura,
Levo no coração a tua imagem…
De noite mandar-te-ei os meus suspiros
No murmúrio da aragem!

Quando a noite vier saudosa e pura,
Contempla a estrela do pastor nos céus,
Quando a ela eu volver o olhar em pranto…
Verei os olhos teus!

Mas antes de partir, antes que a vida,
Se afogue numa lágrima de dor,
Consente que em teus lábios num só beijo
Eu suspire de amor!

Sonhei muito! sonhei noites ardentes
Tua boca beijar… eu o primeiro!
A ventura negou-me… mesmo até
O beijo derradeiro!

Só contigo eu podia ser ditoso,
Em teus olhos sentir os lábios meus!
Eu morro de ciúme e de saudade…
Adeus, meu anjo, adeus!

Poema de “Álvares de Azevedo – o maior poeta romântico nacional”, do livro homônimo editado por Benedito Saldanha com lançamento no próximo 12 de Abril no Centro Cultural CEEE, Rua dos Andradas 1223.

Conflitos de Opiniões! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

03 Março 30 – 2011 – Conflitos de Opiniões! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Conflitos de Opiniões!

Escapando do simplório ou do mero subjetivismo daquilo que eu acho belo e você acha feio, ou vice-versa, veja como estamos mergulhados num universo de opiniões e certezas confluentes ou contraditórias. Dezenas de religiões tem absoluta certeza de que o seu Deus é o verdadeiro e único. No Cristianismo há dezenas ou centenas de igrejas que são semelhantes em Cristo, no entanto distantes em seus métodos e formas de vê-lo, entendê-lo e buscá-lo. – Qual a melhor? – esta talvez não seja a pergunta necessária e premente. Outra: há quantos séculos mata-se em nome de Deus?

Alguns dias atrás o tribunal máximo do país, no voto final de um juiz recém-empossado, firmou critérios sobre a lei de origem popular sobre a fatídica Ficha Suja. – Quando começa a valer? – indagam uns. – Quais os atingidos? – perguntam outros. Enfurecem-se muitos outros que alegam ser uma lei antidemocrática. Alegam que “é uma lei voltada contra os desejos e vontades do eleitor”, pois “tolhe e impede de eleitos assumirem seus mandatos populares” e acusam elites dominantes de manipularem o estado democrático. Sintam o tamanho da bronca e o descontentamento de todos os lados. E o caro (e) leitor acha correto haver uma lei que discipline ou impeça a livre escolha popular do eleitor? Ou libere-se totalmente o acesso de quem quer que seja aos parlamentos, mesmo julgados e condenados nas instâncias iniciais, mesmo sabendo que o poder econômico e as manobras protelatórias impedirão ou quase eternamente atrasarão as decisões finais?

– O meu time é melhor que o teu!

– A minha torcida é a maior do Estado!

No futebol o conflito de opiniões é ainda mais agudo e radical. O cara troca de residência, muda de país, troca de mulher e abandona os filhos e até o cachorro. Já quanto ao seu time de futebol, rara fidelidade maior. Tem criatura que acredita ser impossível de conviver e até possivelmente um castigo brutal do Criador ser torcedor do Corinthians e ter um filho palmeirense. Claro que espertamente citei exemplos lá de Sampa, para evitar mexer com a abelheira gaúcha de Inter e Grêmio.

Sintam outro conflito! Há quem pense na vida pública para a sua plena realização econômica. Agora mesmo há carreiras querendo ou ameaçando com greves. Em algumas os salários são estratosféricos se comparados com os singelos mortais, mas ainda assim consideram-nos parcos. Há detentores de cargos eletivos que enxergam nos seus mandatos temporários uma forma de enriquecimento ou de sensível melhora de vida pelo ganho legal, mas pouco moral dos arranjos de seus ganhos econômicos. Nas democracias de primeiro mundo quem quer enriquecer está na iniciativa privada, no embate do capitalismo. Com riscos e absolutas ameaças de perdas e quebradeiras. Já quem quer uma vida comedida e pouca afeita a riscos, busca a vida pública e seus ganhos limitados. Seria uma analogia para quem aplica na bolsa de valores e para quem prefere a caderneta de poupança. Como apregoa um ilustrado pensador: – Fora da cúpula dominante dos governos e partidos e de certas religiões, não há como conciliar socialismo, vida pública e riqueza! – Será verdade? Ou é outro mero conflito de opinião? Seria mais importante no conflito de opiniões buscar entender e respeitar quem pensa diferente de nós?

Guerreiros Anônimos!

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Maria Luiza e Ramão Alvarez Filho!

Uma vida de trabalho e amor voltados um para o outro e para as filhas Eliane e Ariane. E há algum tempo para o neto. Ofereceram às filhas o ambiente que um casal trabalhador, ele funcionário público, aspira e realiza-se na riqueza de princípios da família e na educação das filhas com Doutorados em Física e Biologia, respectivamente.

Destruição e Mortes!

Há quem veja as imensas desgraças submetidas às populações de diversos locais do planeta e as destruições do meio ambiente como coisas intimamente associadas. Ainda mais: castigos divinos! Estaria nosso planeta sofrendo mudanças iniciais que prenunciam uma nova era após uma série de eventos destruidores e cataclísmicos? Ou seria uma conjunção de fatores ambientais e espirituais? Ou ainda, seriam avisos de Deus para que a humanidade faça mudanças de sentimentos e comportamentos?

Após o brutal e avassalador terremoto no Haiti, vozes ergueram-se identificando um castigo purificador num povo em séculos envolvidos em conflitos sangrentos, desde origens na África, e sacrifícios humanos em rituais de poder. Governantes sanguinários e asseclas e misturando-se com vassalagem primitiva e escasso respeito à vida e à humanidade imperaram por tempo demasiado? Estaria o Criador reeditando Sodoma e Gomorra?

As inundações crescentes e os tsunamis fatídicos estariam reescrevendo o Dilúvio ancestral e bíblico numa versão ipod–ipad do mundo?

Ou nada disso é novo, pois o mundo se repete? Apenas vivemos num planeta excessivamente povoado e esses fenômenos são tão destruidores porque lugares antes desabitados, agora estão repletos de seres humanos e seus problemas e ambições?

Sinta-se compelido a pensar e opinar! Afinal, somos de Opinião.

“Border Line”–No Limite!– Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

03 Março 23 – 2011 – Border Line – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

“Border Line” – no Limite!

Alguém está espantado com o novo escândalo dos pardais, caetanos, controladores de velocidade e outros multadores de plantão? Certamente, a maioria dos (e)leitores atentos deve estar vendo a confirmação de algo sempre suspeitado. Temos a tendência de justificar qualquer coisa vendo o lado da “educação e da necessidade”. No caso dos multadores, precisam-se coibir os abusos dos motoristas que se excedem em velocidades perigosas e do uso do dinheiro das multas para educar os motoristas e demais cidadãos sobre obrigações e riscos do trânsito. Isso em tese!

Eis que os multadores espraiam-se de forma alarmante. Observem que existem ou são colocados em lugares absolutamente desnecessários e ausentes onde deveriam estar. Exemplos? São extravagantes e desnecessários neste trecho da RS 118 entre Viamão e Gravataí onde uma estrada de pista horrível com pavimento absolutamente destruído e sem reparação adequada, sem escolas, comunidades ou outros aglomerados de risco – existem dois pardais multadores. Já na RS 040 na saída/entrada de Viamão há vilas como a Bragança, Fiuza e Valença que os moradores ficam entregues aos anjos de guarda na velocidade perigosa de carros e carretas. Ainda nos cruzamentos assassinos da RS 040 com RS 118 e RS 118 e Bento Gonçalves e José Garibaldi, aqui no perímetro central que entram e saem governos e os desastres se repetem insanamente.

Eis que o repórter Giovanni Grisotti da RBS escancara ao Brasil essa roubalheira desenfreada no Fantástico. As próprias empresas dizem onde devem ter os multadores e fazem os contratos ao seu bel prazer e conivência criminosa de autoridades públicas (sic). Simulam concorrências e levam a parte do leão (60 a 85%) das multas. E é tudo legal – ironia! Os aparelhos pertencem às empresas e elas gerenciam seu funcionamento e lucro. E evidente que tem de lucrar – a nossa custa, ironia caro (e)leitor.

A mídia simplória extasia-se quando algum alucinado é autuado ou flagrado a 120 km/h, por exemplo. Mas quantos milhares são autuados com fotografia e tudo trafegando a 68 km/h quando o limite é de 60 km/h? Pouco acima da margem de tolerância? Conheço diversas pessoas que foram assim multados. Inclusive o autuado – vítima no caso de fraude! – ainda lamenta-se de: – Pô foi tão pouco a mais! O cidadão até acha que realmente estava ou poderia estar levemente acima da velocidade permitida quando na verdade o aparelho está calibrado para… Multar! E multar! Com foto e tudo. E desconhece-se ou são raríssimos os casos que o cidadão recorre à autoridade responsável e obtém algum sucesso.

Qual a similaridade entre a multa de trânsito e a CPMF?

Quando pouco se pode fazer, o humor ainda é uma saída honrosa e menos dolorosa. Seriam as duas umas excrecências? Seriam abusos e roubalheiras? Seriam males necessários? Seriam duas formas de fazer de bobos os cidadãos alegando fins nobres e servindo apenas para enriquecimento ilícito de muitos? Que outras alternativas teríamos quando os meios não estão justificando os fins?

 

 

Espaço de Encantamento!

A poetisa Lúcia Barcelos, tão frequente nos espaços deste editor, receberá logo-logo um espaço pessoal no Jornal Opinião de Viamão.

Exílio

Sempre vou, enquanto fico…

Iludidas retinas que aqui contemplam minha ausência,

meu exílio é nas estrelas.

Mas sempre regresso,

porque não me sacia

o líquido duvidoso da palavra fria:

minha pátria é a poesia!

Por Lúcia Barcelos – Poetisa

 

Goiabas!

É tempo de goiabas! Esqueça a bela e lustrosa goiaba dos potentes mercados. Acredite que ainda existem goiabeiras na selva de tijolos e asfalto esburacado. Ainda existem as goiabeiras semissilvestres em restos de matos sobreviventes. Verdade! Ainda existem nos sítios e em até em terrenos baldios. Você já saiu para apanhar e comer essas goiabas? Você já sentiu o perfume debaixo dos galhos de uma goiabeira de frutos maduros? E de olhos fechados inspirando profundamente?

Experimente! Houve uma época distante de um mundo inacreditável que se disputavam as goiabas com os sabiás, saíras e outros pássaros e apanhavam-se goiabas colocando-as nos bolsos e numa bolsa feita com a camisa ou o casaco. Esfregava-se a goiaba na roupa para limpá-la e comia-se com gana. – E os bichinhos? – resolve alguém interrogar. Dizíamos: – O que não mata, engorda!

E colhíamos goiabas para nossas mães fazerem chimias, geleias da polpa e goiabadas em caixinhas de madeira. Pão com queijo e goiabada estava na merenda que eu comia no recreio do Grupo Escolar Setembrina, sentado numa pedra sob o abraço de uma árvore. Minha mãe era campeona nos doces de goiaba – goiaba em calda, lembrei-me – e fazia-os retirando todas as sementes.

 

Cáqui!

Muitos comem frutas, outros amam as frutas. Estou neste segundo grupo. Acredito que em outra encarnação, ou ainda nesta, deveria fazer fotossíntese. Os cáquis ou caquis da minha infância tinham uma trava na boca ao comê-los. Mesmo assim me deliciava com os chocolates e principalmente com aqueles alaranjados, maduríssimos, escorrendo entre os dedos e pelos braços. Dulcíssimos! Lamber os dedos quando nada poderia perder-se. E depois de uma pelada ali na pracinha da descida do cemitério velho? Ou na casa da tia Dolvira ali nas franjas do estádio do Tamoio?

 

As Pedreiras de Viamão e os Calceteiros!– Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

03 Março 16 – 2011 – As Pedreiras de Viamão! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

As Pedreiras de Viamão e os calceteiros!

 

– Muitas criaturas olham e não veem. Outros tocam e não sentem. (T.J.)

 

As pedreiras eram inúmeras desde o Fiúza até Itapuã. Granitos de vários matizes, como tons de rosa e nuances de azul, e durezas diversas. Nossos espíritos primitivos desconheciam a degradação ambiental. Os cortadores de pedras com extrema habilidade tiravam blocos simples e duplos para alicerces de construções, moirões para alambrado e parreiras, cordões e cubos para pavimentação de ruas. Já enviamos nosso granito inclusive para a Itália. Observem como várias ruas são pavimentadas com esses cubos de granito. Os colocadores foram os calceteiros, como o saudoso hispano-brasileiro Manoel “Galego” Sueiro, pai do Dario e do Nonito – histórico do CTG Armada Grande. Depois do piso argiloso aqui do centro ser nivelado, colocavam os cordões em perfeito alinhamento, marcando os lados direito e esquerdo. Depois vinham os caminhões com carrocerias de madeira e carregados e descarregados à mão com areia de rio. Aquela turma de homens no olho do sol ou no alívio das chuvas colocavam os paralelepípedos alinhados ou até marcando o centro da rua com uma faixa diferente. Rejuntados com areia e com “água de cimento” nas sarjetas de muito fluxo de chuva. Grossos canos de cimento do Renner captavam as águas nas bocas de lobo. Tudo isso é de um encantamento e respeito aos guris que se acercavam dos trabalhadores.

 

Bebiam água com limão e como chupavam e comiam laranjas! Melancias tinham suas épocas nesses canteiros vigiados pelo capataz da turma. Um trago da azulzinha da faxina e o dorso da mão e o braço empoeirado nos “beiços secos”. Quatro varas de taquara e uma lonita em toldo para alguma sombra fugaz. A comida vinha enrolada num pano com as pontas em cruz – talvez inconscientemente para abençoar a boia. Farofa de carne de panela, mais salgada ainda pelo insistente suor gotejante das faces de escassos dentes. De cócoras, na batida seca da marreta coloca a pedra e com seu cabo ou uma colher de pedreiro, arrumando a cova na areia para acomodar o bloco.

 

Como escasseassem hábeis cortadores de pedra, os preços dos melhores blocos encareciam. E como a sobra e os restos da pedreira precisavam um destino útil e econômico, surgiu a pavimentação das ruas com pedras irregulares. Baixo custo e mão de obra menos qualificada estava mais disponível, logo qualidade inferior. Muitas cidades conservam seus pavimentos de paralelepípedos sem cobertura asfáltica – o que facilita a filtragem das águas no solo, entre outras vantagens ecológicas – com perfeita manutenção.

 

Quando vemos as destruírem e não reconstruírem com esmero esse patrimônio que é histórico, causa-nos profunda dor. Classificam o centro da cidade de Centro Histórico apenas para exigir dos moradores manter casarios desabando em absoluta obsolescência sem condições econômicas de manter a tapera que na imensa maioria das vezes nada tem de histórica.

 

Quem conheceu a tradicional Igreja e a vê agora, o que sente? O mesmo entendimento aos índios e quilombolas também deveria respeitar o trabalho e o sangue dos trabalhadores e a qualidade do seu legado nos pavimentos das ruas? E aí José? E aí Maria?

 

Via Ápia ou Regina Viarum!

 

A Rainha das Estradas é uma dessas construções emblemáticas da humanidade. Mais de três séculos antes de Cristo, escravos construíram essa estrada de mais de 300 km iniciais com blocos de pedra. Diversas dessas estradas pavimentadas encontram-se em perfeito estado de conservação tanto na Itália como por todo o antigo Império Romano. Inclusive em Portugal. Milhares de anos de admiração e respeito. Daí a conservação do chamado “patrimônio histórico”.

 

Lembram-se de um antigo provérbio – “todos os caminhos levam a Roma!”? A qualidade e a conservação das estradas eram vitais para o rápido deslocamento das tropas militares, das pessoas, do comércio, enfim… A vida flui por artérias e veias em bom estado e cuidado, daí a humanidade lutar contra o colesterol e outras gorduras. Alguém consegue imaginar o mesmo respeito que teria algo assim em nossas vilipendiadas ruas?

 

E por falar de AMOR…   – por João de Souza Machado

 


Tudo está calmo, os ventos já não bramem

e o ontem passou rugindo em tempestades!

Já se acalmaram as abelhas nos enxames

e não há presságios de calamidades.

 

Por ora se acalmaram os Elementos,

antes agitados por forças soberanas.

Foram sentando no fundo, os sedimentos

das naturais imperfeições humanas.

 

Então a Sabedoria chegou perto,

mostrou que nenhum dos dois estava certo,

que era tudo capricho aquele horror!

 

E mandou todo mundo pensar sério!…

Pois pode ruir até um império

quando não fala mais alto a voz do amor.


 

E por falar de AMOR… – por Lúcia Barcelos

 


Não creio ser o amor uma magia,

apesar de crê-lo inspiração divina

soprada ao coração feito poesia!

 

Creio, sim, ser o amor uma graça

Poderosa, Divinal, orbitando no Universo,

que nos é dada como uma canção ou um verso.

 

Porém, como tudo no cosmo é movimento,

O amor merece cuidados, zelo e ternura.

Se não cuidarmos do amor com devotamento

Vai adoecendo, adoecendo, até não ter mais cura!

 

Creio no amor, sim, e até na sua imortalidade,

Desde que cuidado como a um presente dado,

Não é justo ao amor expô-lo à tempestade

Deixá-lo à deriva de um devastador tornado.

 

Amor e conflito não fazem uma combinação boa!

Amor é da alma, e não da ordem material.

Não acho justo ao amor, ser interpelado à toa

por elementos à parte da dimensão espiritual.

 

O amor deve sempre ter prioridade e voz,

jamais ser submetido à  impulsividade.

A impetuosidade ataca como um algoz,

Podendo desferir no amor, um golpe até mortal!


 

Verdureiros de Rua!– Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

 

03 Março 09 – 2011 – Vendedores de Rua! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Verdureiros de Rua!

Nostalgia significa saudade, ou intrinsecamente pode ser compreendida como dor. Como ensina o Filósofo do Apocalipse, o mui famoso e lendário T. Jordans, “pelo desdobre da palavra vemos de algia vem do grego e significa dor, lembra precordialgia, odontalgia, mialgia e outros e nost, é nossa. Daí nossa dor!” Para prurido e dor de cotovelo dos eruditos, novamente o Filósofo está correto. Imagine-se ou coloque-se no centro da área de frutas, legumes e similares de um mercado do padrão Bourbon. É de ajoelhar-se e agradecer aos deuses do capitalismo e da democracia real estar num paraíso ao alcance dos olhos, dos narizes e até da degustação. Imagino que o Jardim do Éden com que o Criador agraciou seus filhos diletos, Eva e Adão, seria melhor porque tudo estava assim à disposição e sem precisar pagar nada nem ao Criador, nem aos seus fiscais.

Na minha longínqua infância na Viamão de ruas de terra com alguma poeira que lufadas de vento poderiam erguer na época do Minuano ou do vento Norte de Finados, mas sem essa buraqueira infernal e destruidora de carros e dentes que se tornaram nossas ruas, havia vendedores de verduras e legumes em latas e baldes. Muitas casas tinham as suas hortas de fundo de quintal e adubadas com o esterco das galinhas depois de bem curtido. O pessoal aqui do centro comprava desses vendedores, a maioria mulatos ou negros da banda do arroio Mendanha. Eram alface e couve, beterraba e cenoura, agrião (“cuidado, lava bem o agrião que ele é colhido dos valos muito sujos” – advertiam os pais) e salsinha com molhos de cebolinha. O verde era verde e o amarelo era amarelo ao natural e com escrúpulos, jamais entupidos de venenos ou aditivos.

Logo surgiram os primeiros carros de mão com os vegetais adequadamente distribuídos e alguns levavam uma garrafa com água para ir molhando pelo caminho. Aquele orvalho forçado trazia jeito de “me leva e paga logo o homem”. Mas o homem também tinha um caderninho ou a cabeça com discutível memória, mas gigantesca confiança na dignidade dos compradores ou amigos consumidores. Todos conheciam todos e isso sempre facilita saber onde está a toca da cobra. Velhaco era defeito grave. Também isso mudou e calote virou defesa, ideologia e governabilidade.

Limão era galego ou bergamota. Cada qual com seus apreciadores e fins específicos. “Limão bergamota na cachaça é coisa de fresco” – alertava um tio. Já limão galego era mais eclético, pois passeava do vinho com açúcar ao tempero diverso. “Cenoura é a melhor coisa que tem pros olhos” – alertava uma tia diante de nós boquiabertos pela sua sabedoria. E continuava solenemente: – “Vocês nunca viram um coelhos de óculos!” – sacudíamos a cabeça em consentimento. Custou cair a ficha!

A minhoca eventualmente enrolada nas raízes servia para pescar lambari no Fiúza. Não tardou para que carroceiros ganhassem mais rapidez e espaço nas vendas dos singelos vendedores a pé. O cabo do relho batendo na madeira da carroça e o grito – “Verdureiro! Olha a verdura aí! É fresquinha!” As donas de casa, em bando, atacavam as melhores “verduras”. Quantas com os dinheiros amassados em rolo e enterrados entre os seios ou “dentro dos corpinhos”. Até os seios eram mais seios, não que a magia do silicone deixe de nos fazer salivar e estralar os olhos e… Isso é assunto para outra sessão nostalgia!

 

Soneto

Por João de Souza Machado

 


Tento escrever-te alguma cousa,

mas nada sai que valha a tinta.

É um impulso que confessar não ousa,

esta minha saudade tão faminta.

 

Faminta de comer tudo o que dizes,

e beber a luz que juntos produzimos

em nossos enlevos de amor. Felizes

os que sentem o que sentimos.

 

Seguimos juntos pela mesma estrada,

vivendo o sonho nessa caminhada,

onde o amor nos toma por inteiro.

 

Talvez como nós, outros caminhantes

nos acenem de páramos distantes,

onde cintila o Belo, o Justo, o Verdadeiro.


 

Sabor dos poemas

                              Por Lúcia Barcelos

 

Neste tempo em que o tempo não espera,

Trago a alma ocupada por canções e poesia!

Sem erguer a voz, apenas coração e pensamento,

Experimento o gosto forte do silêncio.

Neste tempo sem medida e sem fronteiras,

Com a alma banhada em luz,

Acolho as horas cansadas das viagens.

Durante as auroras brancas,

Cato palavras!

Aguardo o acordar do céu, do rio, da flor…

E então brotam poemas coloridos e de estranho sabor!

 

Sarney! – O poder acima do poder.

 

Eis que as quedas de governos e ditaduras que se “eternizaram” no poder estão varrendo o norte africano e tremendo o Oriente Médio. As barbas dos irmãos Castro devem estar de molho nas tépidas águas do Caribe. Mas poucos de nós se apercebem que um brasileiro exerce um domínio tanto visível quanto sutil por mais de cinco décadas. Jamais outro brasileiro exerceu tamanho poder por tanto tempo nesta terra chamada de Brasil por uns e Cabrália por outros. José Sarney é o Cara! Esse sim é o Cara. Desde a década de 50 transita com desenvoltura e poder por todos os governos com ou sem ditadura. Até a Academia Brasileira de Letras foi tomada pelos Marimbondos de Fogo que rejeitaram notáveis escritores. Os caminhos do destino levaram-no à Presidência e ninguém governa sem a sua anuência. Outro dia alguém afirmou: – Lula existiu porque Sarney permitiu! Qual a sua opinião?

 

Sagu! – Alguém não gosta!

 

Existe algum doce mais frequente em qualquer festa e buffet de restaurante que o sagu? Há várias modalidades como o sagu de laranja e o sagu de leite, mas nenhum compete com o sagu de vinho com cobertura cremosa ou em molho de baunilha. Ops! Alguém se lembrou da ambrosia? – Deuses da gula salvem-nos da tentação! Conheço amigos de colocam a mão espalmada ante os olhos ou desviam a face evitando olhar a mesa de doces, pois a salivação e o desejo dificultam-nos apreciar os pratos salgados. A criança que persiste em cada um de nós agiganta-se.

Brigada Militar – Comunicado do Comandante à Comunidade de Viamão

Nota do Editor: Publicamos importante comunicado aos viamonenses do Tenente-Coronel Freitas, Comandante da Brigada Militar de Viamão. Recebido por email.

A BRIGADA QUE TODOS NÓS QUEREMOS

– AS AUGUSTAS –

Sras. e Srs. da comunidade de Viamão;

Ao cumprimentá-los, como comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar – 18º BPM – responsável pelas ações de polícia ostensiva e de polícia de preservação da ordem pública em nosso município, venho novamente informar de algumas das nossas ações e de seus resultados relativos aos meses de Janeiro e Fevereiro deste ano, além de reafirmar o compromisso com a comunidade Viamonense na busca diária de melhor segurança pública para todos nós.

O lema institucional da Corporação: “Brigada Militar, a Força da Comunidade” não pode ser apenas uma frase de efeito mas deve sim residir nela toda uma realidade de ações e resultados que a confirmem; para isso são necessárias uma série de ações para tal intento ser atingido e, principalmente, mantido através da redução dos índices de criminalidade.

A Força da Comunidade está presente no dia-a-dia de ações de polícia ostensiva através do patrulhamento pró-ativo, nas abordagens técnicas, no atendimento às demandas do fone 190 sempre com educação e presteza, enfim, em todas as nossa ações.

A confiança e a credibilidade alcançadas aqui em Viamão pela Brigada Militar, conforme o noticiado pela mídia local, é fruto de um trabalho contínuo e preocupado em bem cumprirmos com nossas atribuições e obrigações sempre de uma forma técnica, prestativa e educada; temos, para isso, internamente investido muito em inteligência policial e corregedoria.

Por isso, e para avaliarmos melhor tais demandas, montamos um questionário a fim de buscarmos este dado da percepção da comunidade sobre os nossos serviços aonde, além de informações básicas sobre a vitimização do entrevistado buscamos também a sua percepção sobre o atendimento prestado pela Brigada Militar, além de sugestões relativas a segurança pública no seu bairro aqui em Viamão e, principalmente, informações que colaborem na atuação policial.

A informação trazida pela comunidade possui um valor estratégico imensurável e, segundo Marcos Rolim, em um de seus artigos publicados na ZH, “… é o recurso mais importante para qualquer polícia do mundo… Uma polícia sem informações não sabe o que fazer e age como se estivesse em um túnel escuro. A mais ampla e importante fonte de informação para o trabalho policial é o povo. Mas a população só informa a polícia se confiar nela. Por isso, aumentar a confiança nas polícias é um desafio central, especialmente quando a imagem das instituições for ruim e estiver associada à ineficiência, à corrupção e à violência.”

Preocupados com isso a BM de Viamão, não que aqui houvesse ineficiência, corrupção e violência, investiu na Unidade de Polícia Comunitária – a UPC – uma viatura micro-ônibus que atua junto à comunidade, nos locais/bairros de maior índice de ocorrências, interagindo com a população que ali reside ou trabalha, citando como exemplo, a das Augustas aonde, conforme reportagem em anexo apresentada pela RBS TV em 04 de Maio passado, esta região apresentava taxas de homicídios/mortes semelhantes à de países em conflito.

Graças a este trabalho da UPC, aonde estamos buscando integrar outros órgãos, junto com a pesquisa realizada, com a busca da informação, da informação conquistada e das ações de polícia ostensiva com base nestes dados muitos foram os presos (foram mais de 540 prisões em Janeiro e Fevereiro de 2011, média de 270 por mês, 09 por dia em Viamão); houve uma redução nos índices de violência, tanto que em Fevereiro último NÃO HOUVE HOMICÍDIOS nas Augustas, fato raro nestes bairros.

Os 03 homicídios em Fev/11 em Viamão é um dado a ser analisado de várias maneiras: dos dados estudados para esta análise desde Jan/08 até hoje, nestes 38 meses nunca havia havido tamanha redução, houve 02 meses – Ago/08 e Jul/09 – em que houve 19 homicídios em cada um, e os homicídios vem reduzindo conforme dados com base na Lei Postal em anexo; as Augustas sempre foram palcos deste tipo de fato; isso é fruto de um trabalho forte no combate ao crime e de constantes ações para manter tais indicadores em um bom termo para a comunidade por parte da Brigada Militar.

Aproveito para frisar outros aspectos que nos preocupa no contexto criminal em Viamão: um deles a reincidência criminal, muitas vezes precoce: no final de 2010 foi preso um jovem, o BLP de 15 anos de idade que já apresentava naquela ocasião 34 ocorrências policiais: são mais de 20 ocorrências de furto aonde destacam-se: o furto descuido por 10 vezes, o furto a residência e a estabelecimento comercial (2 vezes cada um) e o furto qualificado (4 vezes) – sendo que 90% destes crimes foram realizados em Viamão e, infelizmente, a tendência deste jovem é continuar no crime; outro fator é a movimentação do crime: o criminoso não muda de profissão mas sim de local de atuação, ou seja, há uma migração do crime dependendo da ação da Brigada, motivo maior da troca de informações com a comunidade para acompanharmos esta característica.

Temos realizado constantes ações de polícia ostensiva em bares, boates, em regiões de sabido comércio e uso de drogas, próximos aos estabelecimentos em que há significativo aporte de comércio e de papel moeda – lojas, bancos, lotéricas, farmácias, postos de combustível, postos de conveniência – em escolas, praças e parques; temos agido forte mas ainda há muitas ocorrências de roubo e de furto qualificado com o qual temos que continuar combatendo fortemente, salientando a todos a nunca reagir.

O tráfico e o consumo/posse de drogas é o maior fator gerador da criminalidade em nosso município, motivador principal dos homicídios, dos roubos e dos furtos em pessoas, em estabelecimentos comerciais, no transporte coletivo, além do furto e do roubo de veículos.

Finalizando, reafirmamos nosso compromisso com a comunidade e aguardamos as manifestações construtivas que tão importante tema requer.

Atenciosamente,

Viamão, RS, 01 de Março de 2011.

ALFEU FREITAS MOREIRA – Ten-Cel QOEM
Comandante do 18º BPM – Viamão

clip_image002DADOS DA BRIGADA MILITAR REFERENTES AO MUNICÍPIO DE VIAMÃOclip_image004

COMPARATIVOS DOS ANOS DE 2009 e 2010

 

OCORRÊNCIAS

2009

2010

OBSERVAÇÕES

 

ABIGEATO

34

27

Criação Patrulha Rural.

Locais: Estância Grande, Estrada da Pimenta e Canta Galo

AGRESSÃO COM LESÃO

488

687

Fatos de abrangência geral com significativa incidência da Lei Maria da Penha.

APOIO AUTORIDADE

124

534

Cumprimento de Mandados expedidos pelo PJ.

ASSISTÊNCIA

31

827

Presença da BM em locais/situação que não se caracterizam como ocorrência policial mas que requer encaminhamento/providências da Corporação.

ARMA FOGO APREENDIDA

152

145

Armas brancas: 41 em 2009 e 57 em 2010.

FURTO DE VEICULO

204

242

Ações contra flanelinhas evitou aumento significativo deste tipo de delito.

Locais: Centro, Sta Isabel e Cecília.

FURTO

552

959

Estão abrangidos os furtos simples e qualificado. Observa-se o aumento do registro destes fatos pelas vítimas.

Locais: Centro, Sta Isabel e Augusta.

HOMICÍDIO

127

77

Grande maioria face o envolvendo com as drogas e os demais foram crimes passionais. Não houve latrocínio. Redução de 39%.

Locais: Augusta, Sta Isabel, Jari e Sto Onofre.

INSPEÇAO LOCAL

195

9.140

Chamadas ao 190 ou por iniciativa do PM para averiguar local suspeito.

OC. ENVOLVENDO DROGAS

177

421

Posse: 61 em 2009 e 250 em 2010. (4x mais)

Tráfico: 116 em 2009 e 171 em 2010.

Mais que o dobro de ocorrências envolvendo drogas. Destaca-se o significativo aumento das ocorrências relativas a posse de drogas.

Locais: Sta Isabel, Augusta, Centro e Cecília.

PATRULHAMENTO

455

8.771

Ações desenvolvidas por PM à pé ou motorizado quando não em atendimento de ocorrência. (19 x mais ações de patrulha)

POLICIAMENTO ESCOLAS

268

1.326

5x mais ações em escolas, incrementadas também pelo PROERD. Inibiu-se em muito ações de gangues/bondes.

POLICAMENTO LOCAL DIVERSÃO PÚBLICA

19

261

Criada Comissão de Vistoria Policial (CVP) especialmente dos locais de diversão públicas uma vez ocorrências de desordens e perturbação do sossego alheio.

POLICIAMENTO PRAÇA DESPORTIVA

07

48

Mesmas ações da CVP.

ROUBO

500

411

Redução em ocorrência cuja característica é a violência.

Locais: Augusta, Sta Isabel, Centro e Cecília.

PRISÕES

2.164

3.254

Mais de 1.000 pessoas presas comparando com ano anterior; BM abordando e próxima do delito cometido. Média de 8,9 prisões/dia.

DROGAS CRACK

2,518gr

9,894gr

3x mais crack apreendido.

ROUBO DE VEÍCULO

354

253

Automóvel: 105 ocorrências em 2010;

Motos: 148 ocorrências em 2010;

Redução dos índices mas ainda com números expressivos.

Autos: Centro, Krahe e Viamópolis;

Moto: Sta Isabel, Cecília e Cocão.

Hora de maior incidência: entre às 18h e  24h.

MEP (caça-níquel)

07

117

Centro, Sta Isabel e Itapuã.

 

 

 

 

 

 

 

 

SSP -BRIGADA MILITAR – COMANDO DE POLICIAMENTO METROPOLITANO – 18º BPM – VIAMÃO

1.      SEXO: (     ) Masculino (     ) Feminino                                                2.  TEMPO RESIDÊNCIA NO BAIRRO:  (     ) Até 03 anos;  (     ) de 03 a 05 anos; (     ) acima de 05 anos.

3.  FOI VÍTIMA DE CRIME EM VIAMÃO:

CRIMES

 

LOCAL AONDE FOI VÍTIMA EM VIAMÃO:

 

 

Rua/Pç

Na vila

Rua/Pç

Fora

Residência

Na vila

Residência

Fora

No trabalho

Na escola

No carro

No transporte coletivo

Outro local

Quantas vezes em

2010  2011

Turnos

 

1º     2º     3º     4º

1.        Furto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2.        Roubo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.        Furto veículo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4.        Roubo veículo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5.        Tentativo homicídio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.        Lesão corporal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7.        Furto em residência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8.        Abigeato

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9.        Dano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10.     Violação domicílio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11.     Perturbação trabalho/sossego

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12.     Ameaça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13.     Abuso de autoridade

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

14.     Transito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15.     Preconceito raça/cor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

16.     Outros crimes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                 

 

4.      QUAL O LOCAL/VILA EM VIAMÃO QUE MAIS LHE CAUSA MEDO:___________________________________________ PORQUE:________________________________________________

5.      O LOCAL AONDE FOI VÍTIMA ERA: – Iluminado (     ) sim.  (     ) Não;     – Próximo terrenos vazios/prédios abandonados (ermo) (     ) sim; (     ) Não.  

7.      QUAL MEDIDA DE SEGURANÇA QUE ADOTOU:____________________________________________________________________________________________________________________

COM RELAÇÃO À BRIGADA MILITAR:

8.      COMO É O POLICIAMENTO EM SEU BAIRRO? (     ) Frequente; (     ) Regular; (     ) Raro; (     ) Inexiste.

9.      SEU SENTIMENTO COM RELAÇÃO A ATUAÇÃO/AÇÃO DA BM NO BAIRRO:  (     ) Confia; (     ) Acredita ; (     ) Nenhum sentimento; (     ) Desconfia; (     ) Medo; (     ) Não acredita na ação da BM

10.  PRESTOU INFORMAÇÃO À BM MESMO QUE ANÔNIMA: (     ) Sim; (     ) Não, mas prestaria; (     ) Não, prefere não se envolver.

11.  QUANDO RECORREU À BM COMO FOI ATENDIDO? (     ) Prontamente; (     ) Demorou a chegar; (     ) Não foi atendido; (     ) Mal atendido; (     ) Mal atendido pelo telefone.   

12.  SUGESTÕES PARA MELHORAR A SEGURANÇA PÚBLICA DE SEU BAIRRO: ________________________________________________________________________________________________

Segredos de Alcova! – Edson Olimpio Oliveira – 02 Março 2011

 

03 Março 02 – 2011 – Segredos de Alcova! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Segredos de Alcova!

Aos idólatras do lema – “a propaganda é a alma do negócio”, a atividade amorosa é tão somente um embate carnal de posse e prazer e a catapulta para atingir novas conquistas e tatuar na mente ou no corpo as presas abatidas. Sabe-se também que a fronteira ou a divisa entre o amor e o ódio pode ser tão tênue e nebulosa quanto o humor e conceitos de amantes. E geralmente nesta ordem – amor inicial e ódio feroz e mutilador depois.

– Ele é meio fresco! – acusa em repetidos sussurros entre amigas e familiares para justificar seu abandono ou troca por “outra”. Essa era – ou é – uma prática acusatória de mulher preterida. A expressão facial e meias frases ou frases truncadas desabonam mais.

O homem pouco denegria a antiga parceira seja em respeito aos filhos, fidalguia com o sexo dito frágil ou na agressividade atávica e machista de alguns “pra que chutar cachorro morto”. No último caso geralmente a traição feminina falava mais alto e a macheza não havia “lavado a sua honra no sangue da traidora ou do amante”.

Essas facetas acima pertencem a um tempo mais romântico (?) e de tentativas de relacionamentos mais estáveis e duradouros. Eis que o mundo mudou ou as pessoas com as mentes entupidas de metais pesados e defensivos agrícolas tornaram os relacionamentos transitórios. Tão passageiros quanto as mensagens de internet. Embarca-se no folhetim de alguma novela global e os capítulos seguem um curso sabidamente autolimitado. Há pouca ou quase nenhuma tolerância para o erro-acerto. Tanto a vagina quanto o pênis, por exemplo, não possuem um hodômetro que marque a distância ou leitos percorridos. É facilmente constatável que quanto maior a “quilometragem percorrida em diversos veículos”, menor a tendência ao casal de persistir em seu relacionamento e aprimorar suas qualidades e aceitar seus defeitos.

Para a falange machista essa é uma verdade tangível e intocável. Vamos a uma pequena e verídica estória. Um mestre de obras fazia que os funcionários deixassem os calçados de trabalho em local determinado da construção. Nem sempre adiantava, pois sumiam os pesados calçados frequentemente. Pela manhã, o pessoal ia chegando e calçando as botinas ou botas conforme sua função ou vontade. Para a maioria sequer havia a vontade de encontrar o seu par de calçados diários. Colocava o de mais fácil acesso. Essa era uma das rotinas diárias. Certo dia, uma jovem andava nas imediações da construção e de namoros/ficas com os operários até empoleirados nos andaimes. Já havia “ficado” com alguns deles. Eis que o mestre alertou um jovem peão que se iniciava na profissão: – Calma o pito aí guri, essa daí é que nem botina de obra, qualquer um vem e enfia o pé. Mas não tem dono nem pátria. É de qualquer um e só traz desgraça!

Esses tempos atuais tanto velozes quanto vorazes, jogam as imagens da entrega sexual na internet para gáudio de uns e sofrimento de outros. Amor e ódio? Ou somente ódio e poder. Posse com uso e abuso? E a dignidade? Sentimento e prática ou mero e pútrido substantivo?

 

Carnaval!

[Que eu quero morrer no seu bloco]

[Que eu quero me arder no seu fogo]

A Noite dos Mascarados é para esse cronista uma das mais belas poesias de encantamento do amor de Carnaval. Assim como Quem te viu e quem te vê! Do mesmo Chico de uma época em que o amor e a ideologia incendiavam sua alma e explodia em versos de puro sentimento. Os tempos mudaram e nós mudamos. Tudo mudou? Ou sentimentos primários à criatura humana nos acompanham desde o advento do idílico e fatal Éden?

Somos seres de amor e de guerra. Somos seres de combate e de perdão. Nascemos pela dor e amamos com dor. Evoluímos de bestas sedentas de poder para seres iluminados pelo amor.

[Carolina de seus olhos fundos guardam tanta dor…/ uma estrela caiu …/ eu lhe mostrei sorrindo…/ mil versos cantei para lhe agradar…/ lá fora amor uma rosa morreu…/ eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu…] Mais encantamento e sedução do velho Chico de tantos amores quantos os poemas de seu espírito sedento e faminto de sentimentos eternos enquanto durarem.

Espaço de Encantamento pela Poetisa Lúcia Barcelos.

Novelos…

Glorifico a Deus cada manhã

Em que o sol se ergue

Envolvendo as sombras com seus braços de luz.

Agradeço ao Criador

Por este amor sem medida

E por todas as manifestações de vida!

Glorifico a Deus cada manhã!…

E depois, qual tecelã,

Tramo os fios do universo:

Teço rimas e versos

E descubro que os poemas são,

Simplesmente,

novelos de palavras!

 

Goteira

A chuva cai pesada.

Há sussurros na madrugada

E ruído de chave nas portas

Nas horas mortas.

Há uma canção inteira

Na goteira!

Uma mulher acordada

Conta os pingos da saudade!

Tragédias da Vida! – Edson Olimpio Oliveira – 23 Fevereiro 2011

 

02 Fevereiro 23 – 2010 – Tragédias da Vida! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Tragédias da Vida!

Há quem veja o ser humano como alguém que nasce puro, mas se deteriora em suas atitudes e ideias por culpa da sociedade onde vive. Assim como há uma corrente ideológica que vê o criminoso como uma “vítima de um sistema cruel” e a prisão somente “piorara seus dramas pessoais”. Neste ramo estão autoridades que preferem criminosos livres de “cadeias desumanas”, dentro da sociedade que eles causaram danos. Assim estamos convivendo lado a lado em todos os ambientes públicos e até privados com indivíduos de altíssima periculosidade. Isso é uma realidade e não uma opinião. E para muitos cidadãos que pagam impostos e sustentam a sociedade e os governos, jamais uma opção!

Uma cara amiga que inclusive colaborou como poetisa dessa página, sofreu literalmente na carne algumas dessas adversidades por insistir em querer viver livremente. Narremos seu drama. Apesar de sofrido dois assaltos no Parque Marinha do Brasil, um deles a mão armada, foi com seu esposo, o filho de pouco mais de 1 aninho e sua cunhada e cunhado curtir uma tarde de sol de final de semana naquele logradouro público. Enquanto seu cunhado andava de skate, eles tomavam chimarrão e brincavam com a criança e sua bola de plástico. A bola foi levada pelo vento e ela, a mãe, saiu em sua busca. Na segunda tentativa de pegar a bola plástica, agachada, seus olhos captaram o horror de um pitbull como uma flecha arremessada contra si. Num ato reflexo colocou o braço direito cobrindo a cabeça. A fera assassina enterrou suas presas na região do seu músculo deltoide – quase no ombro, jogando-a por terra.

O animal assassino rosnava com as presas enterradas profundamente nas carnes da vítima indefesa. As pessoas em torno acudiram e algum iluminado chutou fortemente os genitais da fera assassina. Assim o animal largou sua vítima, arrancando grande parte do braço, numa poça de sangue. O animal assassino desapareceu no meio da multidão. A mãe com o braço lacerado profundamente, com as carnes rasgadas e arrancadas pela fera assassina foi levada para o hospital e submetida à cirurgia com longa recuperação da mutilação. Se a mordida atingisse artérias importantes, o destino poderia ser fatal, tanto do braço como seu possível alvo, o pescoço. Ou a grave mutilação de um belo rosto de uma jovem mãe. Ainda a fera assassina poderia ter atingido seu filho, outra criança ou qualquer outra pessoa.

O dono da fera assassina jamais apareceu para responsabilizar-se pelo ato.

Que esse brutal relato sirva de aviso para todas as pessoas. Esse casal e seu filho, às custas de seus empregos e trabalho, paga arduamente as mensalidades de um tradicional clube de Porto Alegre. Certamente nas dependências do clube isso não iria acontecer. Seriam, outrossim, classificados de burgueses e carregariam “a culpa social” de estarem num ambiente não popular. Deu no que deu! A classificação de selva de pedra é incorreta, na natureza os animais vivem por seus instintos primitivos sem o raciocínio e o entendimento possível ao homem.

O que leva um ser humano a ter uma fera assassina, uma fera desenvolvida para atacar e destruir, em ambiente público sem nenhum mecanismo de contenção física?

 

 

Punição!

Alguém conhece alguma punição efetiva e exemplar para donos de animais que cometem essas atrocidades, inclusive com perdas de vidas humanas? Diversas pessoas que souberam do traumático e sangrento evento duvidam que sejam “presos em fragrante”, que “cumprissem alguma pena em reclusão”, talvez “no máximo umas cestas básicas”, acreditam. E você, qual o seu sentimento e conhecimento?

Espaço de Encantamento!

A noite

Trançando cabelos de estrelas,

A noite me espera!

Entendo a mensagem:

A noite tem sede de poesia!

Quando a noite fecha as portas para o dia,

Atendo o chamado.

Recolho as letras mais belas,

E coloco-as lado a lado!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

Fogueira

O sol se despe do ouro

E joga as vestes sobre a calçada ainda fria.

Palpita o novo dia!

O vulto das recordações que moram em mim

Já se anuncia,

E forjamos caminhos, sem sobressalto!

Aliás, o que fazer quando a saudade

Nos toma assim, de assalto

Com uma implacável grandeza?

E por ser ausência,

A saudade pesa apenas em sua leveza!

Ela é uma fogueira mansa,

Que não fenece e nem descansa…

Não sucumbe,

Porque soprada por teus olhos de céu,

Como se eles também trouxessem vento!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

Suor gelado da morte!

 

Pessoas submetidas a intenso estresse negativo, como o ataque mutilador de uma fera sanguinária acordarão em noites sem fim encharcadas daquele suor viscoso da morte trazida em brutais pesadelos. Vários sobreviventes terão dificuldades em voltar a uma vida de normalidade quando submetidas ao hálito mortal e suas cicatrizes jamais as deixarão esquecer que são sobreviventes em uma sociedade tão bela quanto cruel e potencialmente assassina e mutiladora. Jamais as carnes dilaceradas e arrancadas serão repostas nem pelos mais hábeis cirurgiões, assim como suas almas dilaceradas nem pelo mais arguto e hábil psiquiatra ou psicólogo!

Novena a N. Sra. De Lourdes – Edson Olimpio Oliveira – 16 Fevereiro 2011

 

02 Fevereiro 16 – 2011 – Novena a Nossa Senhora de Lourdes! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Novena a Nossa Senhora de Lourdes!

Um aviso inicial aos leitores e navegantes! A Novena aqui exposta não faz parte de nenhuma destas correntes tão comuns que exige que repassem para tantos e quantos e por aí a fora. É um ato de fé sem fronteiras de quem acredita que Deus não pertence às religiões, mas estas sim devem pertencer a Deus. A imensa diversidade de religiões, cultos ou seitas devem-se em muito às diferenças de entendimento e aceitação de Deus e da necessidade humana de poder pessoal, grupal ou da exigência de proximidade do poder.

A presente Novena a Nossa Senhora de Lourdes foi recebida da Associação Maria Regina Cardium, site www.mariarainha.org.br: “Alguém dentre vós está doente?” – “Esta pergunta de São Tiago pode ser feita também nos dias de hoje a todos aqueles que se voltam para Lourdes a fim de pedir a cura dos males do corpo e da alma. Com efeito, desde o início das peregrinações a Lourdes, os relatos dos fiéis a cerca dos milagres e curas alcançadas são incontáveis. A tal ponto de no ano de 1859 começou-se a fazer um exame médico metódico de todas as curas. Mas foi apenas em 1905 que o Papa São Pio X ordenou que as curas fossem submetidas a um cuidadoso exame feito por médicos especializados. Até os dias de hoje já foram relatados mais de 7000 casos de cura aos arquivos médicos de Lourdes, dos quais 67 foram reconhecidos pela Igreja como verdadeiros milagres. Por isso a Igreja comemora todos os anos a Jornada Mundial dos enfermos, no dia 11 de fevereiro, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

A Oração Inicial e a Meditação Diária são adaptações feitas pelo Padre Luiz Alexandre de Souza, da Homilia do Papa Bento XVI proferida na Missa dos Enfermos do dia 15/09/2008, durante a viagem papal a Lourdes, por ocasião do 150º. Aniversário das aparições da Virgem Maria.

Modo de Rezar.

Durante nove dias seguidos o fiel recitará as orações na seguinte ordem:

1 – Oração Inicial.

2 – Meditação Diária.

3 – Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

4 – Oração Final.

Oração Inicial (1).

Ó Senhora de Lourdes, Vós sois o sorriso de Deus, o reflexo da luz de Cristo, a morada do Espírito Santo. Vós escolhestes Bernadette na sua miséria, Vós sois a estrela da manhã e a porta do Céu. Unidos a todos os nossos irmãos e irmãs que sofrem os males do corpo e da alma, nós Vos invocamos!

Meditação Diária (2).

Digamos a todos aqueles que sofrem e que estão doentes, digamos a todos aqueles que lutam e se sentem tentados a dar as costas para a vida: voltai-vos para Maria!

No sorriso da Virgem se encontra, misteriosamente escondida, a força para prosseguir o combate à doença, a favor da vida. Sim, nesta manifestação simples de ternura, que é um sorriso, percebemos que a nossa única riqueza é o amor de Deus para conosco, o qual passa pelo coração d’Aquela que se tornou nossa mãe. Assim como uma criança procura conquistar o sorriso de sua mãe, fazendo aquilo que a contenta, também nós devemos granjear o sorriso de Maria fazendo aquilo que A agrada.

O sorriso de Maria é uma fonte de água viva. – “Do seio daquele que crê em Mim – disse Jesus -, correrão rios de água viva” (Jo 7,38). Maria é Aquela que acreditou e, do seu seio, correm rios de água viva. A fonte indicada por Maria a Bernadette, em Lourdes, é o sinal humilde desta realidade espiritual. Do seu coração de crente e de mãe corre uma água viva que purifica e cura. Inúmeros são aqueles que mergulhando nas piscinas de Lourdes, descobriram a doce maternidade da Virgem Maria, agarrando-se a Ela para melhor se prenderem ao Senhor!

Maria é honrada sob o título de “Fonte de Amor”. Realmente, do coração de Maria brota um amor gratuito que suscita em nós uma resposta filial. Como toda mãe, Maria é educadora do amor. É por isso que os doentes vão a Lourdes para dessedentar-se nesta “Fonte de Amor” e deixar-se conduzir até a única fonte de salvação, o seu filho, Jesus Cristo.

Orações. (3)

Pai -Nosso, Ave-Maria e Glória.

Nossa Senhora de Lourdes, Saúde dos Enfermos, rogai por nós.

Oração Final. (4)

Ó Senhora de Lourdes, que aparecestes a Bernadette na gruta de Massabielle, eis que estamos aqui implorando o vosso socorro e a vossa assistência.

Vós que anunciastes em uma das aparições, “Eu sou a Imaculada Conceição”, tornai o nosso coração semelhante ao vosso, livre de toda a mancha e de todo o pecado, fazendo-nos merecedores do Reino dos Céus.

Vós que convidastes a jovem vidente a recitar o Rosário, introduzi-nos em vossa escola de oração e ensinai-nos a contemplar, com piedade e amor, o rosto bondoso de Jesus Cristo.

Vós que fizestes britar da terra uma fonte de água milagrosa, que curou milhares de doentes ao longo dos anos, curai também todos os nossos males do corpo e da alma. Vós que sois a Saúde dos Enfermos, dai-nos toda a saúde espiritual e corporal de que necessitamos para a nossa salvação.

Vós que sorristes a Bernadette, voltai o vosso olhar e o vosso sorriso também para nós. A vossa bondade é um verdadeiro reflexo da ternura de Deus e a fonte de uma esperança invencível.

Ó Senhora de Lourdes, Vós que escolhestes Bernadette na sua miséria, lembrai-vos também de nós e, como Mãe amorosa, levai-nos pela mão junto de Vós, ao lado de vosso Filho Jesus Cristo. Amém”.

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