Ex-atletas no esporte e na vida – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 14 Novembro 2012

14 Novembro 2012 – Ex-Atletas no esporte e na vida – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Ex-atletas no esporte e na vida

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Brasil solidariza-se com Ronaldo Fenômeno em sua atual batalha contra o excesso de peso. Vê-se a toda hora como ex-futebolistas ou atletas de toda ordem entregues à obesidade ou ao sobrepeso tão logo abandonam os esportes de competição. São criaturas submetidas aos rigores do treinamento físico e mental, dietas rigorosas e a vigilância cruel do ponteiro da balança. Muitos, ou a maioria desses atletas são originários de famílias pobres, carentes em alimentação e educação. O sucesso acompanha-se de dinheiro abundante, hotéis maravilhosos, corte de adoradores e aduladores. O apetite oral e o apetite sexual são controlados e sublimados ante as necessidades de resultados cada vez melhores e mais… sucesso.

Cr & Ag

Observem os encontros, festas ou viagens da terceira idade ou com exigem alguns – “da melhor idade”. Há uma predominância absoluta das mulheres. Outro dia contei numa excursão destas: um motorista, quatro homens e trinta e cinco mulheres. Ou os homens estão assistindo futebol e tomando cerveja com São Pedro ou estão tão detonados que esses encontros ficam fora de seu cardápio. Outra observação: a maioria das mulheres ultrapassou a fase do “pneuzinho e do culotezinho”, estão mais para o estágio “jamanta ou patrola”. Não é pejorativo, é explicativo da realidade. Assim com usamos “velha ou véia” tanto num sentido quanto em outro. Usamos como elucidativo para a turma das veteranas e estoicas batalhadoras que jamais se entregam ou desistem.

Cr & Ag

É bonito de ver a velocidade e a vontade como se atiram aos bufês. Pratos com comida caindo pelas bordas e os olhos esbugalhados pelo pavor que não sobrem suas preferências ou no bufê de doces. Repetições e… repetições. Conversam todas ao mesmo tempo, algo que nós homens jamais conseguiremos entender como conseguem essa façanha. E riem às gargalhadas. Espalhafato das sobreviventes e perda dos freios da juventude. Um desses freios era estar bonita e apetitosa para seu homem ou ao macho alfa. A disputa sempre foi grande pelo macho mais apto, mais bonito e até mais provedor. Essa disputa acabou e muitas nem tem mais seu macho oficial e permanente. E nem querem compromissos que não seja consigo mesmas ou com algum familiar. Algumas se idiotizam sendo provedoras de jovens falcões.

Cr & Ag

Toda a regra tem exceções, inclusive a que assim prega. O ser humano tende sempre à luz, à busca da felicidade, à busca do prazer inicialmente para si e, se possível, para o entorno. Eis que duas situações aparentemente distintas e desconexas encontram seus cruzamentos e suas rótulas. Com ou sem sinaleiras ou semáforos de alerta, de proibição ou de trânsito livre. E comer é um dos prazeres da vida. Tanto no sentido literal quanto no sentido da sexualidade. É freudiano? É humano sim. As repressões tem vida limitada, tudo se encaminha para a liberdade absoluta. E a busca do prazer na mesa e na cama tem as suas prerrogativas, suas obrigações, seus limites e seus inesgotáveis horizontes.

Cr & Ag

Eis que ser um ex-atleta gordo ou um idoso ou idosa obesos está no fluxo da corrente normal desse modelo ancestral de existência. O resto é impositivo e muitas vezes necessário para uma melhor saúde física e mental – acreditamos. No entanto quando tratamos com “sobreviventes”, qual é a nossa conduta como médico, familiar ou amigo? Complicou? E quando a criatura alveja: – Na minha idade eu tomo os remédios que o senhor manda, mas não vou deixar de fazer o que gosto e que tenho vontade para tentar durar uns meses a mais!

Sovaco de minhoca – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 07 Novembro 2012

07 Novembro 2012 – Sovaco de Minhoca – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sovaco de Minhoca

A vida como ela é”, parodiando Nelson Rodrigues, colore-se com os cinquenta tons de cinza ou com o espectro do arco-íris e ao cronista compete esse olhar que devassa intimidades e traz a tona os sentimentos do leitor. Quantas vezes o leitor nos diz: – Edinho, escreveste o que eu sinto, mas não conseguia expressar dessa forma. O princípio de Lavoisier de que “nada se cria e tudo se transforma” traz o visível e o risível de todo dia. O cronista pode se especializar numa certa área, assim tem o que versa sobre política, outro apimenta-se com a culinária, aqueles que chutam e goleiam no futebol, passando pelos mais variados temas chega-se ao eclético da silva. O eclético é o cara flex-total. Nada lhe escapa, ou seria que nada lhe prende demasiado tempo. A criatura capta todos os canais e seus chips ligam-se a todas as operadoras, pois além dos sentimentos que o habilitam e movem, está a interação com o leitor. Aqui está a cedilha do “c” e o ponto da vírgula. Ou a cereja do bolo. Sem o leitor fica-se a “pregar no deserto”. É como pastor sem rebanho e como diria T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse: – É cachorro brincando com o rabo.

Cr & Ag

No pilates, na rua, no culto, no mercado, no telefone e na mãe da globalização – a internet – o leitor está sempre atento, inquisidor, participativo e instigante. Cobra e cobra com razão. E faz um enorme bem para o cronista e seu álter-ego. – Cara, não li o resto do jornal ainda, mas a tua coluna é sempre a primeira! – arrepia. Outro: – Edinho Cabeleira, larga dessas de política, sinto falta das tuas colunas de humor, conta outras daquele famoso barbeiro… – o contrário é verdadeiro sempre. Muitos querem a visão e a opinião sobre tal tema político, por exemplo. Tem que se dar trela e muito papo para gregos e troianos, para colorados e gremistas, para o FHC e o Lula. Viamão é uma terra fantástica, quem está longe quer voltar, quem está aqui fala um monte e planeja a aposentadoria no Pinhal ou na Cidreira. A grande Viamão City, ou melhor, a região metropolitana de Viamão é um território densamente ocupado que ao norte o limite é Laguna, ao sul batemos no arroio Chuí, ao oeste cravamos alambrado em Uruguaiana e ao leste lavamos os pés nesta baita lagoa salgada que é o Atlântico.

Cr & Ag

Há controvérsias geradas por ciumentos e outras tribos. O viamonense é um simples e muito humilde por natureza e não se melindra por qualquer mera discordância. Certa feita fui arrastado para uma monumental festa dos Fragas. Tinha Fraga de todo jeito e tamanho. E sexo. Pois quase me engasguei com a costela que estava trinchando com esses meus intrépidos dentes. Tomei um fôlego depois de umas dez tossidas para tirar a farinha do goto. – Dr. Edison (acentuou o I que não tenho no nome) o senhor está errado quando diz que Viamão é a primeira capital… blá, blá, blá. – Como sou um sujeito educado no antigo Grupo Escolar Setembrina e pela bainha de facão da dona Dora, contive-me escutando. Um amigo ao lado quase decepou a orelha, pois se acidentou com a faca que coçava a cabeça. Fui o pai e a mãe da legenda: Viamão, a Primeira Capital de TODOS os Gaúchos. Correu esse mundão de Deus e fez a fama de Viamão crescer mais que feijão mágico. Há que dar aula de leitura – TODOS – para que não suprimam palavras e de história real e não somente interpretada. Mal interpretada.

Cr & Ag

Assim é a crônica e os meandros do cronista ao encalço do leitor. Algumas vezes mais estranho que sovaco de minhoca. Seria politicamente incorreto citar “enterro de anão” como coisas estranhas e inauditas? E… estamos na reta final de 2012 e no alvorecer de novos tempos.

A virgindade e o mensalão – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 31 Outubro 2012

31 Outubro 2012 – A virgindade e o mensalão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A virgindade e o mensalão

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Brasil aparece na mídia mundial por seu exotismo. Ruim ou bom? Alguns acreditam na máxima: – Falem de bem ou de mal, mas falem e falem muito… Noticia-se o leilão da “virgindade” da jovem Catarina. Uma catarinense que colocou a sua virgindade, creio que da anatomia vaginal, num site da internet para leiloar a sua defloração, termo talvez de um arcaísmo na sociedade atual. Os lances começaram com poucos pilas por brasileiros e culminou com um japonês vencendo a disputa e oferecendo 780 mil dólares. Os contratos estão sendo elaborados com os detalhes do entrevero. Surreal? O leilão, o valor ou algo mais? Sites de relacionamento acusam que a “virgindade vaginal” da criatura catarinense não condiz com sua larga experiência e seus “calos” de outras áreas. Acusam línguas ferinas que sendo japonês o desbravador, ela poderá leiloar novamente seu “precioso dote”. A moçoila informa que com o dinheiro criará “uma ONG para casas populares”. Analogia ou alegoria com a linguagem popular que transforma vagina em “casa”. E-mail avisa que está sendo cooptada para alguma “bolsa perereca” e uma certa franquia. Alguém vai negar que isso ocorreu e como já conheci uma moça e sua bondosa mãe que atribuiu a perda da virgindade da filhota a algum alienígena…

Cr & Ag

Como a culpa sempre recai na “burguesia, na elite, na Veja e outras revistas, complô do imperialismo e do capitalismo, dos reacionários de direita e de tudo que não é de esquerda, do FMI”, agora está como uma “perseguição” do Supremo. Lula negou o conhecimento que algo assim existisse e o que existia era algo comum e corriqueiro na política. Apesar do número de ministros indicados e de gente como um Dias Tofoli, o Brasil está assistindo a vitória da lei contra o crime. Assim como não há meio crime, não há meia virgindade ou meia gravidez. É ou não é. Essas lideranças capitaneadas pelo ex-presidente Lula transformaram o PT numa sigla com proprietários. Foi interessante para ambos, mas qualquer partido deveria sempre estar acima de seus líderes momentâneos ou até idolatrados pelo populismo e passionalismo latino-americano. Os partidos devem purificar-se e manterem suas ideias e seus dogmas acimas dos interesses da pessoalidade sob pena de vivermos eternamente de idolatrias, com ídolos com os pés e as mãos enlameados. Mas sempre há quem veja nos irmãos Castro em Cuba e no Chávez modelos de poder para usarem no Brasil. Mesmo na contramão da história. Quem acompanhou minha crônica da semana passada deve atentar para a diferença de “projeto de poder” e “projeto de governo”.

Cr & Ag

Vestais ou falsas virgens! Puritanismo de fachada ou de latrina! Esse Brasil do “rouba, mas faz” ou do “se eu estivesse lá faria a mesma coisa” está estribado, lastreado, alicerçado na “certeza” de que os poderosos são brasileiros acima das leis e, portanto, impunes. A maioria servirá de tapete ou de escada nessa ideologia distorcida para que poucos vivam no Olimpo. Impunidade é a pior enfermidade de uma sociedade. Há como impedir no nascedouro que indivíduos sejam honestos ou criminosos? Há como diminuir e evoluir uma sociedade pela disciplina e nunca permitir a impunidade. Isso deveria estar consagrado nas famílias, nas escolas e na rápida execução da lei.

Cr & Ag

Missa para Waldeliro Antunes da Cunha

Convidamos para missa de 2º. ano de falecimento de Waldeliro Antunes da Cunha, dia 10 de novembro às 18 horas na Igreja Matriz de Viamão. A esposa, filha e familiares agradece o carinho dos amigos e amigas e suas preces de luz.

O governo Bonatto – André – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 24 Outubro 2012

24 Outubro 2012 – O Governo Bonatto-André – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O governo Bonatto – André

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omo será o governo Bonatto – André? Todos querem saber. Cogitações de toda ordem, indicações não faltarão. Há uma fome contida de muitos anos na oposição e o líder do governo terá de ter a capacidade de frear alguns e apaziguar outros. Generalizando e deixando as especulações de lado – poderá constituir um projeto de governo ou um projeto de poder. Qual a diferença? Num projeto de poder o partido dominante usará de todos os artifícios éticos ou ilegais para perpetuar-se. O projeto de governo estabelece uma visão ampla e outra mais focada sobre as dificuldades e deficiências da cidade e do seu povo e estabelecerá planos bem elaborados de correção e melhoramentos, tendo a capacidade de inovar e assessorar-se de pessoas compromissadas com a qualidade, com metas pré-estabelecidas e acessíveis ao claro escrutínio do povo.

Cr & Ag

O projeto de poder é autolimitado e futuramente estará um povo submetido e corrompido pela gaiola ideológica dominante, pobre e miserável, longe da propaganda oficial, tudo para que o poder e os poderosos perpetuem-se. Infelizmente essa é a mentalidade de muitos de nossos políticos e governantes e, por descendência, do povo que o gerou. A síndrome do emprego público em que as pessoas entendem que devam ter as benesses de uma estabilidade funcional e sem metas de produtividade e qualidade está enraizada em muitas mentes e aproveitada pelos dominantes. Assim como a democracia é o melhor regime político criado pela humanidade, o capitalismo ainda é o melhor regime econômico para que a pessoa evolua pelos seus méritos e busque com plena liberdade o melhor emprego ou a melhor atividade profissional para si e a felicidade para sua família e sociedade.

Cr & Ag

O projeto de governo nasce de visão e disciplina. Então, jamais o loteamento fisiológico dos mais decisivos cargos trará sucesso e realização. O caminho entre o sonho e a vontade e a realização passa sempre pela disciplina. Um professor e dono de escolas como prefeito terá essa visão da disciplina. Retire a disciplina da sala de aula e do perímetro escolar e teremos o caos ou isso aí que denominaram “escola lúdica”. Um empresário e advogado conhece as dificuldades que passam quem se arrisca abrindo uma empresa e dando empregos, renda e vida para pessoas e famílias e sendo acossado por uma fiscalização que muitas vezes quer lhe destruir dentro da ideologia retrógrada e perversa de que patrão e operário navegam em barcos diferentes, como se ainda estivessem no século XIX. E como advogado a disciplina de cumprir prazos ditatoriais ou… fracassar profissionalmente.

Cr & Ag

Há que ter a habilidade, a coragem e o discernimento do bom cirurgião e indicar bem e operar melhor para que o paciente-povo tem um melhor desfecho. Diz-se que Viamão tem um povo que por pouco se satisfaz e que dada a essa população heterogênea até dentro das vilas não precisa ser um gênio para flagrar as mais prementes necessidades. – Tem que achar a bunda certa para a cadeira certa! – dizia um veterano da política. De outra forma, a mais apta cabeça, ou ainda, a mão certa para a caneta certa. Alegam os mais próximos que “o futuro prefeito é homem de opiniões e de decisões, que não tem espinhaço de minhoca”. Há que ser determinado sem perder a flexibilidade. Há que olhar e intuir e jamais relaxar com a coragem e… a disciplina. Estabelecer projetos e metas e exigir o fiel cumprimento.

Cr & Ag

Pode parecer paradoxal, mas um projeto de governo ajustado e bem realizado é o melhor caminho para que os governos e seus atores públicos permaneçam e sejam sempre lembrados por suas qualidades e muito pouco por seus defeitos.

Fogo amigo & Méritos – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 17 Outubro 2012

17 Outubro 2012 – Fogo Amigo & Méritos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Fogo Amigo & Méritos

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Bonatto ganhou e o Alex perdeu! – diziam vozes em coro juntando euforia e desague de emoções reprimidas por longos 16 anos de insucessos na eleição para prefeito. Inúmeras são as causas de sucesso ou de insucesso – em tudo na vida. Permita-nos observar algumas. Iniciemos pelo “fogo amigo”. A expressão “fogo amigo” pode ser o suspiro de regozijo do assador cuidando dos seus espetos com belas picanhas e costelas ao espeto, mas nosso caminho é outro e vem da terminologia militar. Quando a infantaria estava em inferioridade ou em “maus lençóis” solicitava para a artilharia (canhões ou morteiros) ou para a aeronáutica que realizasse disparos nos inimigos. Eventualmente os aviões e os canhões erravam o alvo inimigo e acertavam os obuses e até o famigerado “napalm” nos companheiros. Matavam e feriam amigos e aliados.

Cr & Ag

O prefeito Alex sofreu do “fogo amigo” explícito e pelas costas de muitos petistas insatisfeitos com isso ou aquilo. Estando no cerne que falta bolo para tanta boca. A governabilidade do lulismo exige quarenta Ministérios e centenas de milhares de cargos para os amigos e seus cooptados. Assim acabaram os partidos reais e ficou essa politicopatia entronizada em siglas abjetas ou de aluguel. Pois Viamão está dentro da conjuntura brasileira com eleitores e políticos que de uma região para outra não tem nenhum interesse além do poder e do local, assim como no Brasil. Ou alguém acha que norte e nordeste e sul e sudeste buscam os mesmos fins? Diversos petistas de carteirinha vinham falando e mal do prefeito Alex. Lembram-se da alegoria do palhaço incendiando o circo? Estava mais fácil para eleitores não vinculados verem vantagens no governo atual do que muitos petistas e inclusive CCs, apesar de alguns estarem com o leite escorrendo pelos lábios.

Cr & Ag

E o Robson? Pois é, quem é o Robson? Está pergunta varou toda a campanha. Certamente se o candidato fosse alguns dos petistas que aí estão no legislativo e expostos há vários anos, essa pergunta nem existiria. A imagem e a pessoa do Robson não chegaram a muitos eleitores, votavam na imagem e na pessoa Alex ou no PT. Ou rejeitava-se. Certamente que os desgastes de longo tempo na prefeitura criaram fissuras e feridas dolorosas para todos os lados, inclusive no lado interno. A logística das oposições instrumentou e atiçou essas dissidências. Não creio que mensalão e o abraço de Lula-Maluf tenham realmente influído muito no escore viamonense. Os outros opositores estavam na vitrine e na janela a longo tempo. Bonatto é um veterano na política, daqueles que sabem se a barriga está grávida ou se é só vento trancado e o vice André vêm caminhando e buscando o melhor estilo Ridi ou Chico Gutierres por todos os recantos do Viamão. É o velho trabalho de formiguinha que rende votos sempre.

Cr & Ag

A campanha Bonatto-André foi mais intensa e massiva do que dos demais concorrentes. Estava mais para o time do Grêmio com a faca entre os dentes e sangue nos olhos do que para o Internacional da “zona de conforto”. “É tudo ou nada, “vamo-que-vamo”, é agora ou agora.” Podres na sarjeta eleitoral e “ferro na boneca”. O “novo” e a “mudança” moviam corações, inclusive os empedernidos. O voto útil achou seu melhor caminho – “vamos de Bonatto pra mudar e não vamos nos outros porque ali não se ganha eleição”. Gaúcho gosta muito de cavalo com ares de vencedor e não aposta em cavalo paraguaio. A importância da militância sempre foi fundamental ao petismo, nessa campanha viam-se militantes propagando seu vereador e não seu prefeito. A militância de Bonatto-André estava mais integrada e focada. Lado a lado nos cruzamentos via-se a diferença ao agitar as bandeiras. Méritos aos vencedores e ensinamentos para todos. Voltando à analogia do futebol – que a torcida queira o melhor para o seu time (Viamão) e não a sua desgraça por ser contrária ao técnico (prefeito). Que Viamão seja cada dia melhor para todos! Parabéns e feliz administração Bonatto-André e seus apoiadores!

Participe:

Médicos sem Fronteiras

www.msf.org.br

0800 941 0808

Com a boca no trombone – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 10 Outubro 2012

10 Outubro 2012 – Com a boca no trombone – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Com a boca no trombone

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ntes que alguns mais afoitos e com os nervos a flor da pele vejam alguma conotação sexual na antiga expressão título, peço-lhes que se acalmem e sosseguem seus leões. Também aviso que por prazo de entrega de matéria ao jornal essa magnífica crônica é escrita sem o conhecimento dos resultados eleitorais. Há que ter “nervos de aço”, aproveitando a lembrança da música do Lupicínio. Campanha eleitoral pode ser como as campanhas napoleônicas, longas, sangrentas, dolorosas, defuntos anônimos e mortos ilustres, cadáveres irão pavimentar a subida dos vitoriosos, o porre eleitoral é infinitamente maior e mais devastador do que o etílico – para muitos. A célebre fábula da raposa que desdenha as uvas que não consegue tomar será muito aplicada – “concorri só pra ajudar o partido”. Mentiras deslavadas confundem-se com verdades transitórias. Grandes e intensas amizades irão soçobrar como caravelas nos rochedos traiçoeiros da vida. Desconfianças! Muitas. Certezas – “me engana que eu gosto”. Cortejos de bajuladores e ferozes baba-ovos disputarão os vencedores. Carpideiras acompanharão os derrotados.

Cr & Ag

“A derrota ensina tanto quanto uma crise hemorroidária” – T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. Nem sempre é verdade, a ilusão é irmã da cegueira tal qual o turco Nacib, personagem central da novela Gabriela. Mesmo ao flagrar a sua mulher na cama com o asqueroso Tonico e ao anular o casamento real, já prega aos quatro ventos de que “não é corno”, pois os papéis falsos nada valem. Assim é a idiotia da vida e da política, um tratado de psiquiatria, que talvez nem tudo Freud explique. Um tapete de santinhos de candidatos revestem as ruas de acesso ao local de votação. O pisoteio real e o pisoteio psicológico retratam agruras. – Tenho algo de bom? – indaga-me o atilado leitor. Muito de bom. Há que elogiar e enaltecer quem oferece a face e até os glúteos para baterem, principalmente se o faz por um dever cívico real e não malufista, sarneista ou até lulista. Orgulhem-se quem tem um ou mais projetos de reais melhorias das gentes de sua terra e não pelo poder e tudo de mesquinho que ele representa.

Cr & Ag

Um médico amigo e histórico do Partido dos Trabalhadores desfilhou-se (sic) motivado ou desmotivado que ficou com “a união de Maluf e Lula”. Certamente outros motivos derrubaram sua paliçada ideológica. O mensalão expõe o chefe dos chefes, mas não lhe amputa nenhum poder. Esse trombone é soprado pela dignidade restante daqueles que ainda lutam por uma democracia mais limpa e livre do feudalismo e do populismo latino-americano. Que seja um trombone de vara e que a “vara” pegue para valer. Dizia um candidato em campanha na entrada do Banrisul: – Quando chegarmos à Prefeitura vamos tocar o trombone bem alto, tem muito mensalão aqui em Viamão e o povo precisa saber! – o povo na calçada sorria, alguns e franziam o cenho outros. Outros ainda atiçavam mais o quase discurso inflamado. Ódios e rancores, vencedores e derrotados esse é o legado de campanhas eleitorais e bélicas. Também é o espírito da democracia que permite a alternância do poder e a purificação lenta, mas inexorável, dos atos e dos desatinos. Agradeçamos não estarmos numa Coréia do Norte ou numa fantasiosa Cuba.

Cr & Ag

Amigos agradecem que o peso da idade não os obrigue a votar. Outros jamais abdicam desse direito intrínseco do homem e mulher livre de tentar escolher aqueles podem representa-los preparar o caminho de uma sociedade melhor para eles ou melhor para todos. Inclusive para aqueles que ainda acreditam e oram pelas ditaduras de direita ou de esquerda. A luz ainda chegará a seus espíritos sombrios ou ludibriados. Que todos possam aspirar e tornem-se “elite e burguesia” por seus méritos e por muito trabalho honesto.

Homenagem ao Dia do Médico

De: AMRIGS [mailto:newsletter@amrigs.org.br]
Enviada em: quarta-feira, 17 de outubro de 2012 18:05
Para: edsolimpio@hotmail.com
Assunto: Homenagem ao Dia do Médico

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Dia do médico

De: newsletter@ecoclinica.com.br [mailto:newsletter@ecoclinica.com.br]
Enviada em: quarta-feira, 17 de outubro de 2012 06:01
Para: edsolimpio@hotmail.com
Assunto: Dia do m�dico

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DIA DO MÉDICO

De: JOSE ONOFRE SAIKOSKI DA CUNHA [mailto:josesaikoski.advogado@brturbo.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 19 de outubro de 2012 09:33
Para: Viamão – 1a. Capital de TODOS os Gaúchos!
Assunto: DIA DO MÉDICO

Bom dia, querido Amigo, Compadre e Médico.
Antes de tudo queremos que tenha ótimo dia com saúde e em paz.
O anexo diz tudo a teu respeito e sobre essa maravilhosa profissão.
Parabéns pelo dia do Médico, parabéns pelos milagres que tu operas todos os dias.
Como antes dito, o anexo expressa com mais clareza o que sentimos.
Parabéns.
José Onfre

Dia do Médico – Homenagem da AMB

De: Associação Médica Brasileira [mailto:comunica@amb.org.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de outubro de 2012 00:04
Para: edsolimpio@hotmail.com
Assunto: Dia do Médico – Homenagem da AMB

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