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FELIZ NATAL E MARAVILHOSO 2014

2013 - Natal 1

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“O sol na meia-noite” – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 25 Dezembro 2013

 

2013 – 12 – 25 Dezembro 2013 – O sol na meia-noite – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“O sol na meia-noite” – um Natal em Viamão

“S

ei lá que ano de Deus ou do Diabo isso aconteceu, mas que aconteceu isso eu não tenho nenhuma dúvida, pois meu avô contava que o pai dele sabia pelo pai dele.” – assim aquele homem quase centenário balbuciava pela derradeira vez essa história aprisionada em sua alma. E continuou: “A revolução tinha acabado no papel falso que assinaram, mas continuava a matança de irmão contra irmão. O rio-grandense sempre foi um deserdado no Brasil e tratado como estrangeiro ou escória por muitos lá do centro do país. Esquecendo que os bandeirantes, portugueses e brasileiros de tudo que é rincão veio fazer família e trabalho aqui com negros e índios, mestiços e castelhanos. Na nossa veia corre o sangue de sobreviventes e de guerrilheiros. E foi um desses desgarrados que aportou por aqui. Seu nome real jamais se soube, mas atendia por Nego Bento e sempre abria um sorriso de coivara e um riso rouco pelo palheiro aceso entre dedos mutilados. Falava pouco e ria muito. Ria até demais, talvez a enorme cicatriz que deformou sua orelha esquerda explicasse algo. Arrastava a perna esquerda e por vezes puxava-a com a mão, pois parecia que ela queria ficar dormindo em algum banco ou num pelego encardido.

Perambulava aqui e ali. Não recusava uma caneca de café quente ou uma broa de polvilho. Ainda mais um prato com batata doce e feijão mexido. E… quase esqueci! Tinha o Cão. Isso mesmo, um cachorro que atendia por Cão. Podia assobiar ou chamar ou oferecer comida, olhava com os olhos tronchos e enfiava o focinho entre as patas. Era outro sem eira nem beira. Mas nunca se largavam. Onde estava um, podia saber que ali perto estava o outro. E antes do Nego Bento comer, o Cão comia. Algum serviço descarregando as carretas no armazém, costeando ovelhas nos Fragas ou lavando a Igreja. Ele tinha um amor e uma dedicação especial à Igreja e ficava horas a fio olhando para uma imagem de Nossa Senhora. Chegava a dormir e cair do banco. E o padre deixava o Cão entrar com ele. Era o único cachorro da cidade que entrava na Igreja desde que não fosse dia de festa, casamento ou missa.

E assim como Deus fez primeiro os bichos e depois as pessoas, a maldade sempre existiu e gente maligna fazia troça feia com o Nego Bento. Certa feita um tropeiro deu-lhe um baita palheiro que chegava ser loiro de tão bonito. Ele acendeu com gosto e na terceira ou quarta tragada não é que a coisa explodiu numa fumaceira preta. O infeliz botara pólvora no cigarro e quase cegou o homem. Ele só parou de rir e quando sentiu as presas do Cão enterrar no braço maldito. Puxou da adaga para sangrar o cão, mas foi calçado com dois canos apontados para seu peito e enxotado da vila com a criançada atirando pedras.

O inverno não tá só no tempo, tá no coração de muita gente também. Mas um frio temporão saiu da goela dos castelhanos e o minuano abriu o berro nas cumeeiras e nas esquinas. Uma garoa tisnada de cerração escondia o sol. Lembro que na enchente de 41(1941) dezembro azedou de vez e fez dias de inverno. Mas voltando ao sucedido. O pessoal puxou as lãs dos roupeiros e dos baús e forrou as camas e as tarimbas com os melhores pelegos. Uma tal de Rosa, beata por demais, presenteou com um casacão e roupas do finado marido para o Nego Bento. As botas não serviram. O pé era grande uma barbaridade. Os fogões roncavam e a lenha era picada com machado afiado e o cheiro de doce estava em tudo que era casa. As figueiras ficaram peladas. O Natal se avizinhava e se presenteava com compotas, chimias, goiabadas, beijus com amendoim ou até uma peça de tecido encarnado.

Nego Bento passava mais tempo na Igreja, ali no altar da Senhora da Conceição. Ria e cochilava. Por algum motivo começou a enjeitar a comida. – “Vem Nego Bento, a boia tá gostosa demais!” – ria e ficava sempre no mesmo lugar com o Cão de companhia. Preparavam a Igreja para a Missa de Natal. Seria o primeiro Natal dele aqui na terrinha. Não parecia doente. Nem tosse tinha mais e ali mesmo nunca fumava palheiro. Foi uns dois dias antes do dia que Jesus Cristo nasceu que aconteceu. O pessoal escutou um toque de música tarde da noite e o vento tinha sumido como por encanto. Uma noite estrelada e a lua era um clarão só. Parecia um sol na meia-noite. Acenderam os candeeiros e abriram as janelas. Todo mundo ouvia a música. Vinha da Igreja. O pessoal se foi pra lá e o padre abriu as portas. Por uma tábua solta no forro e alguma telha deslocada pela ventania entrava a luz da lua e iluminava o Nego Bento e o Cão. Sentado com a cabeça do Cão na sua perna. Os dedos enlaçados e o riso aberto para a santa. Parecia que a Nossa Senhora e o Menino riam para ele. Nem parecia morto. Pouco tempo viveu aqui, mas trouxe uma luz nunca vista. A gente geralmente lembra das maldades e esquece as benfeitorias. Vamos lembrar do Nego Bento! Sabe-se que o padre sepultou ele em algum lugar da Igreja. Claro que escondido do Bispo. Tô lhe contando pro amigo contar aos outros.” Contei!

Feliz Natal e maravilhoso 2014!

2013 - Natal 1

O saco do Noel e José – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 18 Dezembro 2013

 

 2013 – 12 – 18 Dezembro 2013 – O saco do Noel e José – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O saco do Noel e José

L

embra-se daqueles discursos de políticos: “Em homenageando fulano de tal, sintam-se homenageados e blá, bla, blá!” Como não há como dar uma humilde lembrança, sequer um abraço em cada um amigos leitores, darei um presente ao Leitor Desconhecido e os demais sintam-se presenteados. Alegre-se. Ufane-se. Jingle bells! Não podemos perder o humor nem a cabeça, pois o próximo será um ano de arranca-rabos. Veja: eleições, copa do mundo, eleições, corrupção, mais impunidade, mensaleiros homenageados, eleições, matança no futebol, eleições… Fumaceira, principalmente no Uruguai com hordas fazendo turismo da droga liberada. E mesmo para os puristas e empedernidos de foice e martelo em punho, Noel que representa o capitalismo mais selvagem e adorado deverá trazer algum mimo. Um presentinho – um carguinho numa estatal, uma assessoria parlamentar ou um belo caixa patrocinado pelo mesmo BNDE que tornou Batista um santo nas finanças.

Cr & Ag

Não esperemos que Noel nos salve do voto mal votado. Nem que nos traga melhores estradas. Nem segurança pública e justiça fora do mundo virtual. Ou portos e aeroportos que funcionem. Escolas que ensinem e professores respeitados pelos alunos e por si próprios. Hospitais que tratem dos doentes e não dos bolsos dos administradores e atravessadores. De médicos que façam Medicina e de profissionais que executem seus ofícios com dignidade e respeito ao consumidor, cidadão, gente em geral ou gente como a gente. Também aos animais e que o ambiente seja inteiro e não de meios e metades cada vez mais dilapidados.

Cr & Ag

“O espírito natalino deve transcender o consumo desenfreado!” – dizia-me o Filósofo do Apocalipse. O bom humor adoça os dissabores da realidade, mas ajuda a amainar as dores da humanidade? Antes de presentear a quem ama, quem sabe dar algo para quem você não conhece. Não há saco vazio quando o coração tem amor. Um pouco de mim, pode ser o muito que falta em e para alguém. Um tempo de meditação e uma prece sempre iluminará um espírito ou um caminho. Do outro. E de nós. E de quem amamos e protegemos.

Cr & Ag

Amar e confiar. Confiar e amar. Talvez pouco se fale nele e a Bíblia não nos conta o que se sucedeu com ele. Quem? José. O homem que acolheu, amou, protegeu uma mulher que engravidou, mas não engravidou dele. Engravidou de Deus e assim como Maria, José foi escolhido. O melhor dos homens para ser o pai terreno, amigo, protetor. Deveria ser um homem de poucas palavras. Um homem confiável. Extremamente confiável. Sua missão está o maior presente que a humanidade poderia receber, no entanto passa despercebido para tantos. Talvez esculpisse animais e casinhas na madeira no seu ofício para agradar ao Menino. Ou presenteá-lo no seu aniversário – o nosso Natal. Simplicidade. Amor e confiança na mulher e na criança. Confiança no Espírito Santo que devia conversar consigo e um peito que abrigava um amor divinal.

Cr & Ag

Soube que a maior catedral do Canadá é dedicada a José. Ali se professa a fé e a confiança inabalável de um mundo com mais dignidade e amor em que cada um possa ser o protetor de muitos. Em que o homem deixe de ser o predador do homem e da natureza e os governos governem para as pessoas e não para seus acólitos, partidos ou a eterna permanência no poder. Orai e confiai. Orai, confiai e vigiai!

Uma sugestão para presentear?

Anote e faça: Médicos sem Fronteiras – www.msf.org.br

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O Mundo Real – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 11 Dezembro 2013

 

2013 – 12 – 11 Dezembro 2013 – O Mundo Real – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O Mundo Real

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is que o poeta encantava a plateia com seus versos e os espíritos viajando pelo amor de sonhos e encantos sugeridos. As palmas eclodiam com ardor e logo ao final era cumprimentado em calorosos abraços. Mas chegando ao estacionamento encontrou seu carro com a porta amassada. Seu semblante transtornou-se. E um sonoro “fdp” saiu aos quatro ventos. Foi informado que uma senhora ao manobrar havia colidido com seu veículo e “fugido sem dar assistência à vítima”. Tão pouco tempo entre o sonho e a realidade, entre o amor e o ódio. Dos mesmos lábios que brotaram sentimentos tão belos agora saiam impropérios. “Há momentos e monumentos” – dizia o Filósofo do Apocalipse. Um momento de amor e outro de fúria a um monumento de ferocidade ou irresponsabilidade.

Cr & Ag

Uma médica useira e vezeira ao abrir as portas de seu carro no estacionamento de forma atabalhoada batia nos outros carros. Sempre uma pessoa atenciosa e educada, incapaz de pensarmos ser capaz disso. Mas fazia e repetia. Outro dia, ao abastecer num posto do município, encostou um carro com o som insano de um tantã eletrônico. TUUM… TUUM… TUUM… Um jovem que já seria de esperar tivesse abandonado certa idiotia juvenil saiu do veículo e deixou aguardando uma moça com olhar alienado de quem vive em alguma “nuvem passageira” de vapores bolivianos ou agora uruguaios. O frentista contrariado: “viadagem, nunca vai curtir a gatinha”.

Cr & Ag

E por lembrar, vai uma de vestibular da vida: – qual o país do planeta com maior número de agentes 007 com “licença para matar”? Quem respondeu Estados Unidos ou Rússia? Errou. Bolívia sim. A droga é base da economia de exportação com um governo oriundo da droga e que faz a desgraça de milhões de brasileiros e de outros seres humanos de todos os países, mas que a coragem do nosso governo nunca se manifesta como na chamada pirataria virtual. Muitas desgraças e infelicidades do brasileiro passam pelas drogas da Bolívia “amada e perdoada” pelos governantes nacionais. Alguns atribuem a culpa para “quem usa e não de quem produz”. Ou como a droga vai muito para os Estados Unidos, o resto seria “efeito colateral permitido”.

Cr & Ag

É nesse mundo de ar rarefeito e de criminalidade avassaladora que vinga uma secretária de estado que enfia os dedos no nariz e chora de “amor” aos criminosos e ataca a “sociedade injusta”. Jamais se soube que fizesse algo similar (ou genérico?) com as vítimas de seus queridos amigos assassinos, ladrões e estupradores. Nem que os direitos humanos das vítimas fossem uma fração dos direitos de qualquer animal. Assim como uma escória talvez humana vestida com as pompas e armaduras do jornalismo para jamais fazer a defesa das vítimas e, no entanto, escandalizar-se com as “injustiças sofridas pelos detentos” e “deserdados da sociedade e do capitalismo selvagem”.

Cr & Ag

Conta uma lenda urbana que conhecido religioso de longa folha corrida de defesa de bandidos “vítimas da sociedade predatória” e da “falta de oportunidades” foi sequestrado em sua cidade na Somália ou na Bósnia. Em poder dos criminosos foi submetido às sevícias e barbáries de toda ordem. Depois de resgatado pela polícia que tanto combatia, enfrentou cirurgias de reconstituição de seu ânus e outras regiões. Jamais retornou ao seu ímpeto protetor da criminalidade. “Quem tem, teme!” – reza o velho deitado, digo, velho ditado. Assim também vive e vegeta grande parte da sociedade torporosa pelo consumo tóxico de eleitos salafrários e governantes desta mesma casta, estirpe ou falange. É claro que isso é no Congo ou em algum país sem pais neste mundão poluído física e moralmente. É o mundo real e do real…

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Mambira! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Dezembro 2013

 

2013 – 12 – 06 Dezembro 2013 – Mambira – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Mambira! Serei mambira?

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ertamente os sobreviventes amigos e amigas que me acompanham nestas duas décadas (quase!) de coluna jornalística não estranham o termo usado no título. Os mais jovens devem estar indagando aos seus botões o que significa isso. Será algo relacionado ao mensalão? Ou ao inferno da poluição sonora em Viamão City? Antes que alguns percam suas unhas ou ataquem ao cronista, vamos esclarecer. Mambira é um termo usado no viamonês arcaico, ou seja, um tipo de dialeto desta região com raízes discutíveis e que significa: coisa de grosso, rude, brega, fora de moda, cafona, deselegante e por essas veredas. Sempre me encantei ao ouvir expressões e termos por vezes ressuscitados de um passado em que o tempo não andava na velocidade da fórmula um.

Cr & Ag

E, no melhor dos sentidos e dos cuidados, por vezes, somos confrontados com situações em que nos alertam para não sermos “mambiras”. Tenho uma filha com essa habilidade especial, desentoca, escava ao natural, como uma arqueóloga das palavras e usa-as para me orientar e balizar certos hábitos e comportamentos. Sabem aquela combinação de gravata, camisa e outros eteceteras, pois a maioria dos homens pega a primeira peça que aparece ao abrir o roupeiro. Eis aqui outro valor inestimável de se ter uma mulher que cuida de nós (homens!). Elas têm a sensibilidade e o senso da proporcionalidade e da beleza atualizada e que tranquilidade é chegar do banho e encontrar as roupas devidamente selecionadas e combinando só faltando vestir-se e… ganhar o mundo.

Cr & Ag

“Homem sem mulher não vale nada!” – dizia o Trovador dos Pampas. Mas toda a regra tem exceções. Inclusive esta. O que está na moda? O que é sempre atual? Há quem apregoe aos quatro ventos que “gosto não se discute”. Assim como religião e outros quetais. Inclusive quando não há gosto algum ou a realidade beira o eterno sucesso musical do “Samba do crioulo doido” (ou do afro-brasileiro insano, pelo besteirol). A doideira toma conta e com as novelas globais a embalar hábitos e maus costumes, a salada de frutas tende a azedar se a gente detiver alguns minutos dos sentidos ao mundo circundante. “Pô meu, que loucura!” – alfinetava um amigo num baile de alguma comenda mal encomendada.

 “Não há rico mambira, são excêntricos!” – dizia-me e acrescentava: “mulher só é feia quando grossa ou pobre de espírito”. Escutar amigos é beber da sabedoria próxima e sem custo algum. Há mambiras dissimulados, mas o espírito permanece leal a velhos hábitos e há quem pregue: “ser brega é chique por demais”. E para encerrar, a mambireza que me toca segue como “impávido colosso”.

Motoristas de taxi.

Um amigo viajado contava sobre os motoristas de táxi no Japão e suas luvas brancas como alma de anjo e vestuário impecável. Falou também dos motoristas de táxi e ônibus na Inglaterra que mesmo tendo muitos africanos, indianos e asiáticos em geral são adequadamente vestidos e educados. Citou local diametralmente oposto, inclusive em Nova Iorque. Refere ter sugerido a certo vereador que legislasse para aprimorar a conduta de boa educação e vestimentas adequadas dos taxistas viamonenses, pois refere haver casos em que algum motorista está totalmente fora de contexto. Acrescenta: “se o hábito não faz o monge, certamente ajuda a identificar e confiar”. Qual a sua visão do fato?

Mãos - negro e nêne

Profissional ou Amador – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 27 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 27 Novembro 2013 – Profissional ou Amador – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Profissional ou Amador

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ilhares de vagas estão à espera de candidatos com qualificação em empresas de todo o país. Em algumas profissões a carência é crônica e quase insolúvel levando à empresa a distinguir e treinar seus funcionários para outras atividades. Observemos os prestadores de serviço que executam tarefas em tempo limitado como consertos domésticos obras residenciais. A formação profissional passa da prática orientada por alguém mais experiente para a autonomia rapidamente. Cursos para o seu ofício? Raramente. A qualidade do serviço fica naquele terreno pantanoso do “dá pra aguentar” ou “poderia ser pior”. Somente algo não muda para qualquer desses prestadores de serviço – o preço cobrado. Cobram como profissionais e até como especialistas num serviço realizado de qualidade até deplorável. E ainda com os “direitos do trabalhador”. Afinal é a lei…

Cr & Ag

Empregadas domésticas têm o maior percentual de aumento entre os trabalhadores. A sua carência é sentida em todo Brasil e o seu custo torna-se inviável para muitas famílias de classe média que muito dependia dela, como da classe das professoras. Romantismo e realidade pontual faziam crer que as domésticas eram “escravas” e a legislação foi inflada de direitos e mais direitos e escassez de deveres. Isso é uma regra do Brasil em que as inteligências mais primárias e outras nem tanto se espelham no sucesso e enriquecimento de seus “líderes”, eleitos e até “messias políticos”.

Cr & Ag

Numa identificação com pessoas que não precisam trabalhar ou estudar para crescer socialmente muitos seguem a vida de atalhos e exacerbação de “direitos sociais”. A famosa “constituição cidadã de 1988” é típica desse DNA que estimula a identificação com a estirpe do malandro e das piores raízes da colonização portuguesa tendo infindáveis “direitos” e raros “deveres”. Relata-se que mais de 50 milhões de pessoas estão atreladas a algum programa social do governo. Ou mais de ¼ da população. Ainda, um em cada quatro pessoas recebe do trabalho dos outros. Tudo bem? Tudo bem se houvesse uma contrapartida e que critérios fossem rigorosos tanto para receber quanto para permanecer no úbere social.

Cr & Ag

Para piorar todo brasileiro não é igual perante a lei. Você que acreditava em cláusula pétrea está em alguma categoria em que alguns são mais iguais que outros? Basta ser negro ou índio, por exemplo, para receber uma série de vantagens em prejuízos de outros. E aí principalmente de negros e índios pobres além dos pobres e carentes de todas as cores. O populismo messiânico com o dinheiro do trabalho alheio jamais criaria cotas por mérito e esforço para beneficiar os pobres ou quem gasta os fundilhos nos bancos escolares.

Cr & Ag

Dia 8 de Dezembro comemora-se em Viamão, como em outras plagas, o Dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade. Muitos comemorarão outra “efeméride” neste mesmo dia. Qual? Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, instituiu o “Dia da Lealdade e do Amor à Hugo Chávez” com solenidades intensas pelo país. Aproveitemos para orar!

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Jornadas da vida – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 20 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 20 Novembro 2013 – Jornadas de vida – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Jornadas da vida

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credito que estamos aqui nesta terra abençoada pelo Criador com a finalidade de “entender”, de evoluir em corpo, mente e espírito. O sofrimento e as dificuldades da jornada são proporcionais às nossas limitações para colher os frutos do entendimento. Afinal esse sempre foi o desejo primordial do ser humano e se lembrarmos dos ensinamentos do Gênesis vê-se que Eva e Adão tinham tudo que necessitavam para viverem com felicidade e harmonia, mas foram seduzidos para terem todo o “conhecimento” de Deus. A tendência bovina ou de manada é infelizmente uma constante nas pessoas e na sociedade. A subnutrição do intelecto é como uma virose altamente contagiosa e as criaturas repetem como seu rebanho, tribo ou horda. E observem que nenhum lustro acadêmico ou nenhuma pompa de títulos deixam ou vacinam o seu possuidor de ser uma toupeira – que as toupeiras perdoem a comparação com os fuçadores abaixo do solo.

Cr & Ag

Quando uma criatura é especializada em chavões ou rótulos estaremos nos deparando com sua escassez de pensamentos resolutivos. Qualquer tentativa de argumentação esbarrará neste paredão dos conceitos pré-digeridos ou do chic-politiquês. Observe que nem a aureola de erudito, escritor, filósofo, doutor ou plumagens semelhantes resolvem e permitem uma conversação construtiva. Conheço gente que inicia: “tu é de direita” ou “de esquerda” e não vamos chegar a lugar nenhum. Sua mente racional está seriamente deteriorada. É de chorar ver pichações do tipo “o petróleo é nosso”. Tenho um amigo que diz “ser a prova da reencarnação ver essas criaturas vivendo novamente com a mente do século passado e ultrapassado se arrastando nos dias de hoje”.

Cr & Ag

Há quem entenda “benefício social ou direito social” como uma dádiva divina patrocinada e oferecida pelo seu “representante” aqui na terra. São incapazes de entender ou fazem uma “negação” sintomática de sua enfermidade. Não há ninguém trabalhando, zurrando, pagando e sendo espoliado ou esfolado, restringindo sua qualidade ou necessidade de vida pessoal e familiar, para que o “trabalhador” (todos os demais seriam vagabundos?) tenha seus direitos (aqui não usam suas esquerdas)? O tema é instigante e denota coragem e desprendimento do formulismo sectário e doentio.

Diário de bordo.

Tenho incitado nosso comandante Pedrão para que use um espaço para relatar e brindar-nos com suas incontáveis experiências de viagem. O Pedrão é um desses andarilhos descolados e atleta campeão que teria muito para enriquecer e ilustrar o jornal. Sua humildade o impede, creio. Outro dia estive em Fortaleza e observei o “boom da Copa do Mundo” com novas avenidas, rodovias alargadas, piso civilizado, iluminação pública e outras vantagens do Mundial de futebol. Ao contrário de Porto Alegre – empacada! Impressionante a “polissexualidade” exuberante e em harmonia tanto em locais de trabalho como entre turistas. É uma evolução social que estas parcelas significativas e crescentes sejam respeitadas e se façam respeitar. Resta algum constrangimento privado com a ideia romantizada do “nordestino cabra macho”, mas a sabedoria do respeito mútuo parece estar evoluindo.

Mão - Liberdade

O ovo da serpente – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 13 Novembro 2013

 

 2013 – 11 – 13 Novembro 2013 – O ovo da serpente – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O ovo da serpente

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as democracias do mundo civilizado e plenamente consolidadas, as manifestações dos chamados movimentos sociais tem local e hora de acontecer e prévio ajuste com as autoridades responsáveis. Assim é na Alemanha, Canadá, França, Inglaterra, Austrália e Estados Unidos, por exemplo. Por que aqui no Brasil não é assim? Emergimos da longa ditadura de Vargas para um período de transição e instabilidades do pós-guerra mundial com a dicotomia evidente dos dois grandes blocos no planeta. Americanos e soviéticos e seus satélites com a Guerra Fria e logo a Ditadura militar brasileira e em tantos outros países. O ocaso da ditadura brasileira culminou com os embriões de todas as cores e bandeiras gestados no ventre dos dois partidos permitidos.

Cr & Ag

O comunismo perdeu a graça, mas jamais a força dentro dos empedernidos e derivou para o “socialismo” com todas as “áureas”. E apareceu em nomes de partidos e projetos de uma “nova esquerda” e “luminosa” execrando os regimes de “direita”. Chique ser socialista. Não há democracia em nenhum regime comunista. Não pode haver democracia em nenhuma filosofia comunista. Isso é real. A queda do Muro de Berlim selou novos tempos com a fragmentação do imperialismo russo e a formação de novos países e antigos povos buscando sua identidade e liberdade fora da dominação comunista. A alegoria da liberação sexual com consequente libertinagem após a pílula anticoncepcional se aplica aos movimentos sociais brasileiros. A materialização das Diretas Já estimulava. Fora Collor mostrou o poder do povo nas ruas. Mas pelas beiradas, a velha tática de guerrilha avançava com a complacência dos governantes e da justiça.

Cr & Ag

Invadem-se propriedades pelo viés da “reforma agrária” ou do “trigo e soja transgênica”. Destruição de bens particulares e públicos, inclusive com morte de agentes da lei, como do brigadiano na avenida Borges de Medeiros. Ardilosamente criou-se uma “justiça pelo social” para justificar e aprovar crimes de toda ordem. Obstrução de ruas e estradas virou coisa corriqueira. Ninguém realmente penalizado por seus atos ou desatinos. “Os meios justificam os fins” e a “via curta” seria o caminho para a “justiça social” – sempre a palavra social, socialismo. No entanto, isso jamais seria permitido nos países “socialistas” do modelo de Cuba, China, Rússia ou Coreia do Norte. Ou alguém duvida disso? Lembre-se da gaúcha “engaiolada” na Rússia por estar em manifestação do Greenpeace!

Cr & Ag

Este ano o povo do bem saiu às ruas do Brasil em manifestações contra a impunidade, a vergonha do Mensalão e de parcela de ministros do tribunal máximo, a corrupção desenfreada, a falta de segurança, a saúde mais enferma do que nunca para quem não pode se tratar com os mestres do Hospital Sírio Libanês, e a educação piorando ano a ano. Desordeiros, arruaceiros, vândalos, criminosos atacam as manifestações e deixam um rastro de destruição onde passam. Alguém punido? Chamam-nos de Black Blocs. A infecção está disseminada das periferias aos campos. Queimam-se ônibus e veículos todo dia e por qualquer motivo – nenhum motivo é válido para a violência. Invade-se e destrói-se impunemente. Essas arruaças foram benéficas para quem não quer o povo nas ruas numa canção democrática com as famílias e jovens vivendo a democracia que nunca teriam naqueles países “socialistas” citados. Não espero que você concorde ou discorde de mim, quero que você saia do “miojo e do xis-bagunça” e use sua razão ancorada nas contas que você paga para governantes que enriquecem no poder aboletados pelo voto ou pelo compadrio. Enquanto você cada vez tem que trabalhar mais, tirar de você e dos seus para azeitar as falcatruas e a impunidade e lhe digam que é “tudo pelo social”.

3 Graças na face de Einsten

 

“Chapelada com chapéu alheio” – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 06 Novembro 2013

 

2013 – 11 – 06 Novembro 2013 – Chapelada com o chapéu alheio – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Chapelada com o chapéu alheio”

Q

uantas vezes observamos crianças com longas cabeleiras e ao indagarmos o motivo ou por espontânea justificativa dos responsáveis: – Foi uma promessa que eu fiz para que ele ficasse curado! Ou aquele enfermo em situação complicada que algum amigo ou familiar fazia uma “promessa” para que ele se recuperasse. Novamente seria o “doente” a pagar a promessa feita pelo seu “benfeitor”. Comum? Observem nas procissões de festas religiosas. E com cuidado entre os amigos ou familiares de doentes. Inclusive para sucesso nos negócios ou até na vida amorosa, mas sempre com o mesmo método: promessa feita para outrem pagar. Que beleza!

Cr & Ag

Alguns ainda se irritam, enfurecem-se caso contestado ou mostrando que a responsabilidade é de quem assume o compromisso e não do “beneficiado”. Controvérsia? Jamais. “Quem pariu Mateus que o embale” – diz a sabedoria milenar. Ou seja, a responsabilidade é dos pais das criaturas, crianças ou atos. Mas a roda do mundo responsável não gira com essa clareza e simplicidade. Governantes criam “benefícios” para que outros paguem a conta. E afirmam que “devem pagar com a maior boa vontade”. Sempre aparecerá alguém muito “socialista” para “tirar dos ricos e dar aos pobres” ou “tirar de quem tem mais”, desde que seja sempre no bolso dos outros. Conhece algo assim?

Cr & Ag

Assim também temos quem abrace alguma causa. Qualquer causa. Desde proteção aos animais como da sexualidade. E ai de quem não rezar pela sua cartilha e não “assumir” e agitar a sua bandeira. Há uma amiga que adota animais de rua como gatos, cães e logo cavalos. Lamenta-se que “ganha pouco”, que a “família critica e não ajuda”, “que ninguém quer colaborar com ração” e outros eteceteras e tal. Faz dívidas e dá calote alegando que faz esse serviço de proteção animal e que “todos deveriam ajudar”. Novamente criam-se compromissos para os outros assumirem e pagarem a conta.

Cr & Ag

A natalidade está em queda constante entre as pessoas com maior discernimento, educação e bom senso. E não necessariamente pela situação econômica. Um amigo faz uma alegoria com natalidade consciente e “inconsciente”. -“Tem gente que parece que faz sexo dormindo” – acrescenta. E ainda se ouve o surrado e velho chavão: – “o filho é a alegria do pobre”. Como se filhos não fossem a alegria (e responsabilidade) de todos. Certamente não é nenhuma alegria ver filho passando necessidades, fome, doenças, depender de ajudas e bolsas de políticos, ser gado de curral eleitoral ou coisa pior. Mas alguém deverá pagar. E serão sempre os mesmos.

Sabem a origem da expressão do título? Lacaios que acompanhavam seus amos tiravam o chapéu em larga mesura em sua homenagem e alardeando os feitos e benesses de seus patrões ou senhores. O poder somente tira o chapéu para um poder maior. Vale a filosofia do saudoso “velho guerreiro” Chacrinha: – “Ajoelhou, tem que rezar”!

 

 

Convite – Missa para Waldeliro Antunes da Cunha pelo seu 3º. ano de falecimento. Dia 10 de Novembro às 18,30 horas na Igreja Matriz de Viamão.

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