Bons indícios do governo Bonatto? – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 30 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 30 Outubro 2013 – Bons indícios do Bonatto? – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Bons indícios do governo Bonatto?

Atribui-se ao filósofo chinês Confúcio que viveu por volta de 500 a.C a seguinte máxima: “Se queres investir por um ano, plante arroz. Se queres investir por dez anos, plante árvores. Se queres investir por um século, eduque crianças”.

Todos os marcadores nacionais e internacionais não cabresteados pelos governos demonstram que os resultados da educação são de lamentáveis para deprimentes. Critica-se duramente o governo Bonatto e fazem-se comparações com os governos anteriores ou ancoradas às críticas, nas promessas de campanha. Mas tenho observado no dia a dia do consultório um indício, um marcador, um veio ausente nas críticas. Funcionários da prefeitura não querem atestados além do necessário para seu tratamento, exames ou consultas. Uma rotina de parcela do funcionalismo de todas as origens e cotas – escapar do serviço. Ou a célebre expressão – “ele faz que paga, eu faço que trabalho”.

Cr & Ag

“Quero o comprovante da hora da consulta, nem precisa do turno ou do dia. Tenho que voltar porque o Bonatto está controlando.” – interessante? E como o volume de professores é significativo, esses achados também o são. Significa que antes a coisa estava mais relaxada? Que os governos e suas chefias eram complacentes ou benevolentes com o dinheiro público? Agora estão exigindo cumprimento de contratos e de jornadas de trabalho? Não temos como aferir a produtividade se a criatura está permanecendo mais tempo ou o tempo obrigatório no serviço. Aqui está o gargalo real do serviço público brasileiro – altos impostos e produtividade geralmente ruim.

Cr & Ag

Lembra-se do governo Colares/PDT e da Neusa Canabarro? Colares ainda procurava a cadeira para sentar-se no Piratini e o CPERGS sindicato decretou uma gigantesca greve, com “sinetaços e panelaços”. Escolas em tempo integral que agora o governo Dilma/PT vem apregoando para implantar, e férias rotativas como todos os demais mortais e trabalhadores privados causou a sistemática agressão ao governo e, por consequência, danosa aos escolares e à educação. Da mesma forma que certas lideranças dos professores odeiam que se fale em meritocracia. Produtividade do trabalho? Sempre se tentou manter férias de inverno e longas férias de verão. Somadas aos feriados, pré e pós-feriados, dia do professor, dia do índio, dia do dia… Reuniões de planejamentos e avaliações e de toda a sorte de artifícios para ausentar-se do trabalho e, por fim, abandonar o título de professor (a) ou mestre para “trabalhador em educação” e “tia”. Para outros a miséria intelectual é campo fértil para as “bolsas” e o populismo desenfreado.

Cr & Ag

Felizmente persistem os bons professores (maioria!) na sua árdua e fundamental tarefa. Sofrem as perseguições desses maus colegas, muitos pendurados nas tetas sindicais e dos partidos políticos. Criou-se a escola sem disciplina, sem compromisso com o saber e evoluir, com o tema de casa, com o passar de ano, sem respeito aos mestres, da vergonhosa educação lúdica e da “criminalização” do mérito. O rosário é longo e passam pelas cotas raciais ou étnicas e não por cotas de mérito e da situação econômica do estudante e sua família.

Seria a exigência de cumprir horário o início de evolução positiva?

Translúcido - grávida em pos. de lótus

Grávida em posição de lótus!

Realidade e Fantasia – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 23 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 23 Outubro 2013 – Realidade e Fantasia – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião.

Realidade e Fantasia

O

 avô é um cara que tem uma segunda chance na vida. Em várias coisas. Ter netos é a melhor delas. A mais gratificante e reveladora da fase da vida dos filhos em que a batalha da sobrevivência e do crescimento profissional, familiar e econômico tomava mais tempo do que devia. Viver e ajudar a criar suas brincadeiras e ser estrela, coadjuvante e plateia num universo maravilhoso de encantamento, sonhos e possibilidades infinitas. Abstrair-se de uma realidade tantas vezes tóxica para acompanhar um super-herói, uma princesa ou enfrentar um vampiro louco com uma escova de cabelos. Construírem-se finais belos e felizes com a vontade de sempre quero mais e “amanhã vamos brincar de novo”. Nenhuma certeza de que nossos netos, como foram nossos filhos, “darão certo”. Mas temos a certeza absoluta de que estivemos ali e auxiliamos, projetamos, construímos e realizamos com amor as estruturas, as bases e os caminhos de seres únicos e de nossa responsabilidade.

Cr & Ag

Conhece o “gabiru voador”? Como não? Num mundo de lobisomem, vampiro, bruxa, homem do saco, duende verde, coringa, anacondas, dinossauros de todos os modelos e anos de fabricação existe o mais terrível de todos – o gabiru voador! É mais do que qualquer outro, mas com um detalhe especial – ele só é mau para os inimigos e para quem é mau. Os olhos arregalados e a respiração suspensa do neto revela o poder terrível do “gabiru voador”. É o ser mais poderoso do universo e quando ninguém espera lá está ele detonando com os inimigos. O “gabiru voador” é o cara. Os gremistas e o Barcelona conhecem o poder do “gabiru voador”. A associação de fantasia com realidade cria o poder máximo sobre a mente, com o risco de acreditarmos piamente de que aquilo é realmente verdade. Veja o Tarso falando do assassino e mutilador Cesare Battisti julgado e condenado num país democrático se não é de deixar os olhos marejados de lágrimas e louco de vontade de levá-lo para nossa casa para cuidar da nossa família e orientar nossas pessoas amadas!

Cr & Ag

A criança tem o sentimento da brincadeira, mas o adulto responsável prepara o solo fértil para que ali germinem os melhores sentimentos e prepare-se para um futuro que vem cantando pneus na avenida principal da cidade. Cuidar e proteger aquela boneca traçará a imagem de uma mãe ou de uma professora, por exemplo. Houve um tempo em que talvez grande parte das professoras ficavam solteiras, ou pejorativamente solteironas. Não casavam. Seu tempo de namoro era dispendido nos bancos das escolas de formação do magistério e logo cuidando dos filhos dos outros. Restavam-lhes o cansaço e a satisfação vencida pela vida solitária ou aquecida pelos sobrinhos.

Cr & Ag

Há uma regra de ouro que demonstra que quanto mais as pessoas se envolvem com o mundo exterior ao seu lar, quanto mais querem atividades com o que está lá fora, mais pobre e reduzido é seu mundo interior e piores os resultados de sua existência. De que vale ser nome de rua, praça, estrada, aeroporto ou… e ter sido um pai ausente ou um avô descartável. Se não formos lembrados pelo amor dos nossos, a nossa jornada terá sido incompleta. Observem a quantidade de “velhos” agarrados como o vampiro de Bela Lugosi em pescoços de virgens ao poder. Poder! Besteira e muitas vezes falsa essa de paixão ao clube, ao estado, ao país, à humanidade – paixão avassaladora e insana ao poder.

Translúcido - casal e grávida

Dia do Médico – Onyx Lorenzoni –Deputado Federal – Mensagem especial – 18 Outubro 2013

 

Caro Médico (a)

O dia do médico é uma data especial. É momento de reconhecimento e de agradecimento a todos que, como você, se dedicam a cura e ao alívio do sofrimento que as enfermidades nos causam.

Imagino que, no atual momento, você receba com uma certa contrariedade uma comunicação de um político. No entanto, desejo manifestar novamente meu reconhecimento pela carreira médica e me associar à contrariedade com que o governo tem tratado a classe.

Reconheço com pesar que, justamente no momento em que a população pedia por mais e melhor saúde, o governo tenha respondido com um “placebo” eleitoreiro. A condução do governo para implantar o programa “mais médicos” é autoritária e desrespeitosa.

Não debateu o programa com os profissionais da medicina. Ignorou suas demandas, Desrespeitou e desautorizou os conselhos de regionais para anular o revalida e emitir o registro provisório. Mais grave, fomentou o preconceito contra os médicos e jogou a sociedade contra a categoria. Mesmo conhecendo a realidade, usou de seu gigantesco peso político e econômico para definir os médicos como sendo gananciosos e indiferentes.

Tudo isso é de lamentar e de protestar, mesmo em um dia que deveria ser de comemorações. Meu partido é contra todos esses desmandos. Esteve e continuará na defesa dos médicos e da saúde no Brasil. Combati o “mais médicos” em todas as minhas atividades e defendi o ato médico em plenário. O líder do Democratas na Câmara, Ronaldo Caiado, propôs projeto de lei para carreira de estado para médicos. O deputado Mandetta, também do meu partido, tornou-se conhecido aqui no estado pelas suas manifestações em defesa da medicina em vídeos que foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Aqui no estado, criamos o Dem Saúde, sob o comando do também médico, Mauro Sparta. Todos esses parlamentares médicos continuarão a defesa dos verdadeiros interesses dos médicos: condições adequadas ao exercício da medicina como forma de assegurar uma saúde ampla e eficiente para todos sem distinção.

Lamento que a política tenha invadido sua atividade profissional. Você certamente preferiria se envolver com outros assuntos. No entanto, não há escolha, até que o cenário político mude, as interferências da política estarão presentes. Desejo que você possa comemorar o dia do médico com o legitimo reconhecimento de seus pacientes e da comunidade, que você seja feliz em uma carreira cheia de êxitos e que as instabilidades, por hora, criadas desapareçam definitivamente. Da minha parte seguirei lutando por isso.

Um forte abraço

Onyx Lorenzoni

Estelionatos – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 16 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 16 Outubro 2013 – Estelionatos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Estelionatos

“Estelionato: ato de obter, para si ou para outrem, vantagem patrimonial ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo em erro alguém mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento.” Fonte – Dicionário Aurélio.

A editoria do Jornal Opinião resgata a memória do povo viamonense com os atos e promessas de governantes ou de aspirantes ao poder que não se realizaram. Ou jamais se realizariam. Esta crucial seção ainda não tem nome e leitores sugerem “Memória” ou “Estelionato do Voto”. Já ocorre entre os leitores conscientes e indignados um ranking de quem e de qual o partido é o campeão de mentiras, ilusionismo eleitoral e a tentativa deliberada de estelionato eleitoral. Ou como seria classificado quem promete ou anuncia com estrépito e pompa realizações sabidamente que seu governo não irá realizar?

Cr & Ag

E quem vem ponteando a artilharia? Até aqui a promessa reiterada do hospital e da usina de asfalto denotam capacidade “invejável” de faturar em proveito próprio. Sempre se acusa à escassa memória do eleitor em repetir seus erros e absurdos reelegendo as mesmas figurinhas viciadas no Executivo e no Legislativo. Perpetuam-se. E depois se queixam, mesmo sem lembrar em quem votaram na eleição anterior. E o casamento abjeto para a sociedade continua. Um chargista criou a imagem do “eleitor chifrudo” para caracterizar a traição premeditada do seu candidato. Chifrudo e manso. Tão mansinho que presenteia com sofá e cerveja ao seu candidato estelionatário. Ainda são figuras e metáforas com humor que bem retratam e espelham e cidadania violada, violentada e vilipendiada.

Cr & Ag

Uma anedota conta de “uma eleitora que foi à delegacia queixar-se de certo candidato que durante a campanha eleitoral foi a sua casa cinco vezes. Comeu seu bolo e sua ambrosia. Tomou seu café. Usou seu banheiro e a estuprou cinco vezes. Ao que o delegado espantado indagou: – por que somente agora a senhora veio queixar-se? A sua resposta: – é que ele tratou de voltar depois da eleição e não voltou mais!”.

Cr & Ag

Muitos eleitores fariam tudo que seus candidatos fazem se tivessem as mesmas oportunidades. Infelizmente. Vergonhosamente. Eis que nossas “lideranças” espelham a sociedade que os elegeu. Ou simplesmente os apoiou. E isso não é mera casualidade ou pruridos e cólicas da evolução social. Quando a impunidade grassa como a peste descontrolada, a educação de qualidade é uma quimera, a saúde é um pesadelo com os fantasmas escolhidos e marcados como culpados pelo governo, a segurança e a justiça pública privilegia e inventa caminhos para permitir ao criminoso ser “mais criminoso ainda” estamos diante de um projeto ideológico de “desconstruir” ou destruir para recomeçar das bases. As mesmas bases da ditadura cubana e do populismo ditatorial bolivariano – Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina. Ou do império soviético e o estelionato nacional como a República Democrática (? – no absoluto comunismo) da Alemanha, antiga Alemanha Oriental e o poder bélico que subjugou povos e países. O grande poder do Mal está em fazer as pessoas pensarem no Diabo e no Inferno como simples fantasias. E principalmente em atribuir a sua culpa aos outros, sejam classes profissionais, países ou sistemas de vida. E de morte.

Rosto na Paisagem

Nem tudo é o que parece inicialmente.

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Cupido ‘cumprido’ – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 09 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 09 Outubro 2013 – Cupido ‘cumprido’ – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Cupido ‘cumprido’

E

is que mexi e remexi com os brios de muita gente com as constatações: – “A criatura pode ser feia, ter mau hálito e higiene comprometedora, atitude grosseira e egoísta, mas sempre haverá alguém para amá-la. Apesar de seus defeitos e tentar estoicamente melhorar, remediar, corrigir seu estado e comportamento.” Inclusive com os considerados ‘imexíveis’. Não pretendo invadir o território de Maio Vargas Llosa no livro “O perfeito idiota latino-americano”, mas como negar ou tangenciar a verdade se ‘cada pé torto encontrará um sapato torto’. Ou ‘para quem ama o feio bonito lhe parece’. Nem quero enveredar pelo poetinha Vinicius de Morais que entre outras profetizou: – “As feias que me peCupidordoem, mas beleza é fundamental.” A mitologia mostra-nos que o filho de Vênus é um serzinho alado e um arqueiro imprevisível. Os flechaços do Cupido perfuram os corações e ‘corassebos’ mais… digamos que mais, mais esquisitos. Quem sabe – mais surpreendentes?

Cr & Ag

Lembra daquela anedota gauchesca que um amigo diz para o outro entre um gole de cana e uma puxada no palheiro: – Mas tche, aquela rapariga além de feia como briga de foice no escuro ainda é renga dos cascos e tu vais te argolar… Ao que o outro arrematou de pronto: – Mas eu quero é pra tirar cria e não é pra corrida ou pra enfeite de estância! Que maravilha é o amor! Há coisa mais linda e sincera  do que amor banhado de feiura? Na Viamão Setembrina de algum tempo passado e lembrado por nós escutou-se num casamento: – “Ele pode ser feio como o demônio, mas é muito trabalhador e sério (N.C.: decente, correto).” Observem como uma legião de marias-chuteiras caçam craques do futebol. É claro que querem homens trabalhadores e nem importa se a boniteza passou ao longe. É o amor(com acorde musicais).

Cr & Ag

Línguas viperinas ferem insistindo que no passado os casais faziam amor, sexo ou procriavam na escuridão já para não se enxergarem numa época anterior ao Viagra. Deve ser maldade dessa gente! Era uma época que não havia luz elétrica, nem luz negra ou espelhos no teto. Tempos medievais. O mundo não era tão transparente. Era algo tipo mensalão – até existiu, mas ninguém viu nada e foi tudo pro caixa dois dos colchões, dos lençóis e dos edredons. O amor pode ser contraditório e até absurdo. E saindo da relação homem e mulher e outras alternativas explícitas ou não, há quem troque a mulher por uma motocicleta. Quem seja viúvo e ressuscite o fusca, como um ex-presidente de ‘amigas’ desprovidas de calcinhas. Outros – o amor ou a paixão pela ideologia é tanta que querem fazer do Brasil uma grande Cuba. E não é a ‘cuba libre’. Há quem ame e se entregue de voto e alma ao Sarney, ao Maluf e centenas de outros genéricos num espinhel sem fim de desgraças anunciadas.

Cr & Ag

Um conhecido está no quarto casamento oficial, excetuando aquelas situações do tipo ‘entre San Juan e Mendoza’, ‘é namorido’, ‘ainda estamos experimentando’, ´é test-drive de longa duração’, ‘se juntar de verdade estraga e desanda’. Mais – ‘ela tem os filhos dela e eu tenho os meus, então…’, ‘nessa idade a tesão é como carnaval’, ‘amor é como confiar no governo’, o antológico ‘tico-tico no fubá’, entre outras certezas e insalubridades. No futebol e no maior tribunal de um país de Vargas Llosa, o ‘técnico’ muda jogadores no decorrer da partida para que o resultado seja favorável a sua vontade ou de seu comandante supremo. Na vida e no amor não é bem assim. O que está bom ainda pode azedar se alguém pisar na bola. O que já está periclitante ainda pode piorar ou nada é tão ruim que não possa ficar ainda pior. Logo – deixe a criança algemada dentro de você sair e amar, pelo menos nesse Dia da Criança de 2013. E que seja um ‘13’ de muita sorte e cumprido como esperança de brasileiro.

Pombas beijando

Abraço

O Bode Expiatório 1, 2 e 3–Prof Ari Riboldi – 2013

Li! Gostei e recomendo aos amigos os livros do Professor Ari Riboldi que trata da origem dos nome e expressões principalmente associados a animais.

Edson

2013– Palavras Desavisadas de Tudo – Antologia – Edson Olimpio Oliveira – Corisco, Prego e Rosa . Um Natal em Viamão.

 

Capa Principal

Texto de Edson Olimpio Silva de Oliveira

 

A feiura de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 02 Outubro 2013

 

2013 – 10 – 02 Outubro 2013 – A feiura de Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A feiura de Viamão

N

o Jornal Opinião da semana passada escreveu-se sobre Viamão ser uma cidade feia. Outras ocasiões e textos, a mesma observação tem sido feita. Seria observação ou constatação? Esse tema é relevante em pessoas que olham a cidade com o coração e com a racionalidade do observador, mas ausente em muitos responsáveis e nos alienados de sempre. Como o leitor sente a “feiura de Viamão”? O cronista concorda com certas observações e lamentável realidade – Viamão está mais feia dia a dia ou sua feiura é agravada pelo comportamento de muitos viamonenses ou de pessoas excluídas da ética da cidadania ou responsabilidade social – num politicamente correto.

Cr & Ag

Ruas com piso deplorável. Passeios e calçadas ausentes ou quase intransitáveis enquanto uma fiscalização sectária exige e ameaça apenas nas ruas centrais. Pichadores infestam as ruas e sujam e destroem impunemente prédios, o que não se constata em muitas outras cidades. Propagandas sem qualquer disciplina ou bom senso seguem no rumo contrário das cidades, inclusive colossais metrópoles como São Paulo. Lixo depositado a margem de ruas e rodovias, basta a administração recolher várias caçambas para nos dias seguintes os lixões estarem refeitos. Um trânsito central que pode beirar a insanidade consentida, sendo a principal avenida uma pista de alta velocidade. Veículos de propaganda sonora abusiva e veículos de proprietários mais abusivos ainda ostentando sua ‘chinelagem’ sonora. Como o fundo do poço ainda tem subsolo ou o que está ruim ainda pode piorar, lojas colocam caixas de som nos passeios para aumentar o inferno para nossos tímpanos. E as construções irregulares invadindo o domínio público?

Cr & Ag

A criatura pode ser feia, ter mau hálito e higiene comprometedora, atitude grosseira e egoísta, mas sempre haverá alguém para amá-la. Apesar de seus defeitos e tentar estoicamente melhorar, remediar, corrigir seu estado e comportamento. Assim é a vida e assim são os relacionamentos. Estranhos? Por mais estranho que pareça há pessoas e cidadãos que poderiam estar em qualquer outro lugar para viver ou trabalhar, mas exercitam seu amor, seu suor e suas energias buscando tornar a sua vida e a dos outros melhor e com mais harmonia.

Cr & Ag

Mudando da mala pro saco – se São Pedro, aquele que possui as chaves do Céu, fosse o ministro Celso Mello do Supremo acaso teríamos os poderosos indo para o Inferno? Ou os camelos passariam com extrema facilidade pelo buraco da agulha? Outra inquietação – qual a proporção de brancos e poderosos nas cadeias em relação aos negros e pobres? Aguentam mais uma? Logo teremos brasileiros com um nome poderoso – ‘embargo infringente’ da silva?

Cr & Ag

Em tudo há um ‘porém’ ou um ‘mas’, ainda bem! E feiura tem solução, tanto nas cidades quantos nas gentes. E burrice? E irresponsabilidade? E egoísmo e ganância?

AVISO: Esta e as demais crônicas estão em www.edsonolimpio.com.br. Assim como imagens e outros textos desse autor.

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Igreja Matriz

IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Bolsa de mulher – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 25 Setembro 2013

 

2013 – 09 – 25 Setembro 2013 – Bolsa de mulher – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Bolsa de mulher

S

empre me causou espanto e curiosidade observar uma mulher mexendo em sua bolsa e aquele universo indecifrável para meros mortais masculinos. Quase um pouco de quase tudo. Quase tudo mesmo. Coisas que ela precisa a qualquer momento e coisas que ela pode precisar em algum momento da vida. E coisas que nem ela sabe que ali estão. ‘Lugar incerto e não sabido’ – expressão usada na justiça que se aplica a muitas bolsas. E sabendo disso os designs projetam bolsas cada vez maiores. Há que imagine a bolsa feminina como o cinto do Batman, sempre há algo para salvar a pátria dos estrógenos. Perfumes, esmaltes de cores que nenhuma amiga sequer sabe existir, lixas diversas, escovas, cremes de mãos e pés, lenços de papel, absorventes íntimos e outros nem tanto. Batons de cores sólidas, cintilantes, gloss ou o-que-pode-ser-isso. Cadernetas e canetas. Calculadora. Carteiras – para documentos, dinheiro, talões de cheque, cartões de crédito, fotografias belas e ‘fotografeias’ daquelas amigas cinicamente amigas.

Cr & Ag

Óculos de sol, de sombra e tanto faz. Telefone ou no plural. Muitas no plural. Toalhas íntimas e roupas mais íntimas ainda, pois nunca se sabe quando uma tarde ou noite especial possa acontecer. Escova de dente. Perfumes para casa, trabalho e love is all. Chicletes. Analgésicos para aquela dor de cabeça que surge quando ela não está a fim… e para alguma TPM quase fatal. Há que leve preservativos para evitar herpes local e daqueles de nove meses. Ops – anticoncepcional! O arsenal é extenso. Pensando nisso tem spray de pimenta e arma de choques elétricos para quando o chute no escroto não funcionar.

Cr & Ag

Há mulheres com um ou vários armários com bolsas para todos os momentos, estações, horários e imprevistos. Eis que inventaram uma bolsa dentro da bolsa para facilitar e evitar o humor estrogênico azedar ao esquecer ou extraviar algo nestas mudanças de bolsas. As mulheres são potencialmente mortais na TPM, quando o cara troca seu nome na hora da transa ou quando ocupam a cadeira da presidência da república. Saiam da frente ou troquem de país! Mas o meu famoso espírito investigativo buscou a origem dessa lenda urbana que é a bolsa feminina. Quando isso começou? Alguns atribuíam à Princesa Izabel e ao fim das mucamas. Outros se fixavam na imagem freudiana do útero e da bolsa do canguru. Outros ainda no saco do Noel. Mas decifrei o enigma devorador – Mary Poppins! Como não se lembra da Mary Poppins?

Cr & Ag

A fantástica Julie Andrews estrelou a babá mágica encarregada de duas espoletas infantis. Julie ganhou Óscar e outros prêmios por sua interpretação. – E a bolsa? – impacienta-se o desinformado. Mary Poppins trazia uma bolsa mágica, que saia de seu interior qualquer coisa imaginável para espanto das crianças e desejo dos adultos. Milhões de pessoas que assistiram à película ou souberam dela certamente assimilaram as imagens e a fantasia virou desejo e realidade. Até homens sentem essa necessidade da bolsa que tudo contém e encanta. Observem a fixação do Lula em bolsas reais e mágicas, como uma babá mágica do Brasil. Nesse filme tem até bruxas enrustidas dentro e fora dos armários. Genial! Genial sim esse poder do capitalismo ianque ser metamorfoseado – palavra difícil! – no socialismo verde-amarelo ou roxo de raiva.

       

Encontros com a história da Medicina!

 

Recebi a seguinte missiva do amigo professor e psiquiatra Dr. Luiz Gustavo Guilhermano. O lançamento oficial aconteceu no Museu da História da Medicina, anexo ao Hospital Beneficência Portuguesa, dia 18 de Setembro. Desejamos sucesso ao amigo Guilhermano, Maria Helena e Leonor, pois seu sucesso é de toda a “história da Medicina” vertida nesta admirável obra.

Mensagem:

PREZADO AMIGO EDSON OLIMPIO ENVIO-TE UMA IMAGEM DO NOSSO LIVRO "ENCONTROS COM A HISTÓRIA D A MEDICINA E UM PEQUENO TEXTO PARA QUE DENTRO DO POSSIVEL VOCES DIVULGUEM-NO NO VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO CREMERS, AGRADEÇO EM NOME AGHM E DAS OUTRAS ORGANIZADORAS. FORTE ABRAÇO.

“Nessa obra intitulada “Encontros com a História da Medicina” o leitor tem a oportunidade de descobrir múltiplos relatos escritos por médicos, historiadores e estudantes em formação nas duas áreas: Medicina e História, que revelam um pouco de suas pesquisas que foram apresentadas na II Jornada Gaúcha de História da Medicina realizada, em 2010.

São muitos encontros registrados neste livro, razão da sua organização em 3 partes: a primeira das palestras, a segunda dos temas livres apresentados e a terceira de reflexões históricas.

Os organizadores, Maria Helena Itaqui Lopes, Luiz Gustavo Guilhermano e Leonor Schwartsmann, esperam com esse livro, acrescentar e enriquecer o conhecimento daqueles que apreciam e valorizam a História da Medicina.”

Guilhermano

gumano@terra.com.br

2013 - Guilhermano - Encontros da História da Medicina

Anestesia primeira com éter-Robert Hinckley, 16.10.1846-Boston

Boston – 16 Outubro 1846 – Primeira anestesia com éter – Robert Hinckley

S.Francisco e um leproso- Giovanni Crespi 1630 -Pinacoteca Brera -Milan

São Francisco e o Leproso – Tela de Giovani Crespi – 1630

Pinacoteca Brera – Milan

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