Oi, Parabéns pelo DIA DO MÉDICO

De: Lúcia Barcelos [mailto:lupoetando@yahoo.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de outubro de 2012 15:54
Para: edson oliveira
Assunto: Oi, Parabéns pelo DIA DO MÉDICO

Amigo MUITO querido, parabéns pelo DIA DO MÉDICO!

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"Quem são esses “anjos de bata branca”
Que escondem suas asas
E não mostram suas dores? (…)

Esses anjos são humanos,
Eles tratam dos enfermos
E semeiam esperanças.
Aliviam sofrimentos…
Cicatrizam as feridas…
Reconstroem sentimentos…
Dão a vida pela vida.
São tão frágeis, são tão fortes…

Sentem a dor que a gente sente…
São meninos, são gigantes…
São humanos simplesmente…"

Com carinho da amiga poetisa!

SBCM REGIONAL R.S. DESEJA AOS COLEGAS UM ABRAÇO PELO DIA DO MÉDICO NO ANO DE 2012

De: contato@clinicamedicars.org.br [mailto:contato@clinicamedicars.org.br]
Enviada em: quinta-feira, 18 de outubro de 2012 23:02
Para: edsolimpio@hotmail.com
Assunto: SBCM REGIONAL R.S. DESEJA AOS COLEGAS UM ABRAÇO PELO DIA DO MÉDICO NO ANO DE 2012

FRASES DE SIR WILLIAM OSLER "O CLINICO"
"O primeiro degrau para o sucesso em qualquer trabalho é o interesse por ele."
"A prática da medicina é arte baseada em ciência."
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Dia do Médico

De: isolda.fraga@bol.com.br [mailto:isolda.fraga@bol.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 19 de outubro de 2012 00:00
Para: edsolimpio@hotmail.com
Assunto: Dia do Médico

Feliz Dia do Médico

Parabéns pelo seu Dia, apesar que penso que todo da é Dia do Médico principalmente se o médico for Edson Olimpio de Oliveira, pois cada dia está ajudando pessoas, curando-as, sempre com um sorriso amigo, sempre com tempo para escutar-las. Por todos esses motivos e pela pessoa maravilhosa que é o senhor eu o admiro muito e lhe quero muito bem.

Parabéns Dr. Edson, um grande beijo no seu coração.

Da sua amiga Isolda.

É ruim, mas é bom – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 03 Outubro 2012

03 Outubro 2012 – É ruim, mas é bom – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

É ruim, mas é bom!

T

enho amados familiares morando e trabalhando em Boa Vista, capital do distante Estado de Roraima. Lá nas pestanas da Venezuela degradada do esquerdopata Chavez os nativos roraimenses ou macuxis usam com frequência está expressão que inicialmente soa como controversa. Sendo ruim, como pode ser boa? – Ruim tem que ser ruim e bom só pode ser bom! – pensamos nós gaúchos do solado do Brasil. A sabedoria popular nascida nas tábuas de lavadeiras ou nas mesas de botequim apostam quem nem tudo é o que parece. – Mas que gata mais linda meu! Quer pernas… e, e, e que bunda! Cara é de fechar o comércio e chamar a escola de samba da Santa Izabel… – como nem tudo é o que parece, a estupefaciente moçoila (sempre tive vontade de usar esse termo abundante nas poesias) é o Paulinho da Augusta para uns e Rosinha Boca de Ouro em outros domínios. Aplica-se “é ruim, mas é bom”, pois o amor pode ser cego, mas que não perca a libido.

Cr & Ag

Vocês devem imaginar que Boa Vista é quente. Está ali na Amazônia e lambendo a linha do Equador. Pode botar mais calor na sua imaginação. Mais ainda. Conta-se que tem um macuxi que frita ovo no teto da sua lustrosa careca com um pouco de manteiga de garrafa. Nos horários em torno do meio dia nem os nativos se arriscam no olho do sol. O ar condicionado é tão corriqueiro que até nos toaletes é imprescindível. Aí tu (eles dizem você) falas: – Mais que calor tchê! Que cosa mais medonha! – sempre com um sorriso largo vem a insuspeita resposta: – É ruim, mas é bom! – alguns ainda complementam: – É bom demais e até tá fresquinho hoje, o inverno tá porreta! Há muitos nordestinos por lá e 40 graus tá “bom demais gaúcho”.

Cr & Ag

Resident Evil! É game e filme de sucesso já em longa série mostrando o mundo degradado e tomado por zumbis sempre famintos de carne humana. Medonho! Já usei essa analogia ou criei uma alegoria para as hordas de drogados afligindo pessoas, cidades numa crescente de fim dos tempos. Os narcogovernantes, inclua-se Evo Cocalero Morales da Bolívia, novamente Chavez, as FARC da Colômbia e tantos outros cooptados pelo populismo sociopata deve dizer “é ruim, mas é bom”. Ruim para os nós brazucas, mas ótimo para sua economia e projetos de dominação. A simpatia por narcoprodutores, ou ainda, a complacência deveras criminosa pode ser vista nos olhos e corpos dos drogados e nos sentimentos de quem os ama. O presidente uruguaio deseja liberar a maconha no seu país. O socialismo da droga e da mutilação crescente da sociedade e de um povo abrindo as portas para o inferno do vício. Ou alguém nega que a maconha seja porta de entrada da zumbilândia?

Cr & Ag

Agora aqui no torrão viamonense, as campanhas eleitorais entram na fase do dá ou desce, ou faz ou desocupa, do pum do outro é que fede mais, das denúncias e dos segredos expostos, da faca no peito – ou tu tá comigo ou tá contra mim! – e da porta pedalada. As cartas vão sendo jogadas à mesa, algumas se ocultam nas mangas e nas cuecas. Os podres (dos outros!) vão sendo posto para a fora. – É o melhor que nós temos, até pode ser meio ruim nisto e naquilo, mas é bom – dizia um afinado candidato a vereador sobre seu proposto prefeito. Expressões. Analogias. Alegorias. Como uma simples manifestação pode estar interligando mundos aparentemente distantes. Aqui está uma das belezas da crônica, como é da poesia e da literatura de maneira geral.

Boa eleição! Viamão depende da qualidade do seu voto e da sua atitude e consciência.

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Com a faca entre os dentes – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 26 Setembro 2012

26 SETEMBRO 2012 – COM A FACA NOS DENTES – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

“Com a faca entre os dentes”

V

amos pintar o quadro para que todos entendam a situação ou o emprego dessa expressão idiomática ou figura de linguagem. Conduzida às telas de cinema nos quadros em que o soldado ou o guerreiro coloca a faca entre os dentes e parte para a batalha final. Talvez rastejando sob o arame farpado num campo minado, ou escalando algum penhasco, ou ainda, como o Tarzan dos Macacos saltando do cimo de uma árvore para um rio em que o gigantesco crocodilo ameaça devorar a bela Jane. Difícil seria nadar com a faca ou o punhal numa das mãos ou ainda na bainha. Quando a criatura está com “a faca nos dentes” sabe-se que parte para o tudo ou nada, matar ou morrer. Adrenalina fervendo nas veias e artérias, músculos retesados como a corda do arco de Ulisses, a animalidade antes contida no âmago do ser humano está agora associada a mais direta racionalidade transformada no derradeiro esforço de vitória.

Cr & Ag

Há que associar duas outras expressões para esse evento da maior superação humana: “sangue nos olhos ou os olhos injetados de sangue” e “gosto de sangue na boca”. Sem nenhuma conotação vampiresca dessa juventude seduzida pelo fenômeno Eclipse, vemos a forma como sentimos ou expressamos sentimentos tão longevos como primitivos da alma humana. O exercício da língua está longe de ser o ato de fofocar, falar dos outros, ter a língua ferina ou de serpente, mas expressar-se e entender o que é expresso em sons e graficamente. Principalmente num universo de brasileiros em que cerca de 70% até leem, mas não entendem o conteúdo de uma página de leitura. Sabe-se – o mal afamado analfabetismo funcional. Nem os ditos universitários escapam dessa arapuca da péssima qualidade da educação brasileira.

Cr & Ag

Imaginemos uma linha em que numa das extremidades está a criatura com “gosto de sangue na boca e sangue nos olhos e com a faca entre os dentes”. No extremo oposto está a criatura que já “arriou as cuecas”. Sim, pois as calças deve ter baixado algum tempo antes. Se ainda quisermos piorar para a desgraça, acrescenta-se: – “está de quatro” ou “na posição em que Napoleão perdeu a guerra”. Entendem algumas das fantasias do imaginário masculino para o exame de próstata? É a entrega absoluta, total. A perda completa da última trincheira, a criatura está ao bel prazer do seu “algoz”. O pavor mórbido da “enrabação” ou da sodomia e “ficar abaixo do fiofó do cachorro”. Na ancestral disputa entre o racional e o sentimental, tende a vencer o último. Bobagem? Certamente para quem “não está com o seu na reta” – como dizia o técnico Fernandão em desabafo na mídia depois de vexatória partida do Campeão de Tudo.

Cr & Ag

E na parte intermediária daquela linha imaginária que antes traçamos? Ali estão alguns “mordendo ou mastigando o freio”, “suando sangue”, “caindo pelas tabelas”, “quase dando os doces ou entregando os pontos”, “a mil pelo Brasil”, “a fusel”, “botando pra quebrar”, “ajoelhou tem que rezar” e um sem número de outras formas de manifestar os sentimentos e as realidades de cada um. Lembrando sempre que “pimenta nos olhos dos outros é festa”, quanto mais em outros orifícios. É a vida! Faz parte da caminhada nessa passagem terrena de alegrias e expiações. De festa e de velório. De plantar e de colher. De votar e ser eleito. De mandar e de obedecer.

Cr & Ag

O exercício da democracia brasileira ajunta-nos nos bocais das urnas. Somos um povo de fé (“fé demais!” – T. Jordans) e acreditamos que se os canalhas forem eleitos eles darão “um jeitinho” para melhorar a nossa vida. Temos tanta fé que acreditamos que aqueles sem capacidade para saírem do atoleiro da incompetência e da ignorância, poderão com a graça do voto adquirir a sabedoria e usá-la em nosso proveito. Idolatramos ícones, santos do pau oco e dos pés de barro e fazemos cortejos para beijar-lhes as mãos mal lavadas. Mas os tempos estão mudando… a suprema corte do país vê crime onde antes só havia “o que todos fazem”.

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A reta final – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 19 Setembro 2012

19 SETEMBRO 2012 – A reta final – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A reta final

H

á uma premissa desses novos e babilônicos tempos que refere o seguinte: – Se não está no Google, no Bing ou no Yahoo, não existe! – simplista? Sim, como “enter” ou deletar. Tudo é muito rápido, a velocidade deixa de ser por km/h e passa a ser entendida e expressa por Gb/seg. Para quem já enrolou a bandeira dos 40 anos, o entendimento fica dia a dia mais complicado. Até o sexo rola e desenrola pelas franjas dessa mãe-madrasta toda poderosa chamada de Dona Internet. O sexo que já era casual virou virtual. A mídia apresentou na última semana as descobertas biológicas de renomados cientistas americanos revelando que até em animais em liberdade havia a fecundação e novas proles geradas sem o macho. Nos meus remotos tempos de Ginásio Bento Gonçalves causava encanto para elas e raiva para eles que as abelhas procriassem sem o macho. Era a maldita partenogênese.

Cr & Ag

Assim descobriram também em sapos, rãs, lagartos e agora em espécies de serpentes dos desertos americanos. Há vertebradas que procriam sem depender da “troca de fluidos” com os machos. Pensava-se que eram somente os invertebrados como uns políticos de Brasília e de outras paragens. – Ma que cosa medonha tchê! – dizia o velho Taurino. A proporção de mulheres aumenta em relação aos homens onde o velho comunismo de guerra não arbitra o número de filhos por casal. Por quê? Diversas teses, como: abusos de hormônios, anabolizantes e produtos químicos nos alimentos, produtos que o plástico libera principalmente sendo aquecido que mimetizam hormônios sexuais femininos e finalmente, segundo algumas amigas – a supremacia crescente de uma espécie sobre a outra. Elas acrescentam que Deus estava triste ao concluir o mundo e suas belezas, pois faltava algo. Daí modelou o barro e fez o homem. Mas o mundo ainda estava incompleto, pois tanto Deus quanto o homem sentiam um vazio… e assim fez-se a mulher. E como todos sabem, deu no que deu. Entendimento interativo – aviso!

Cr & Ag

Muitos místicos apregoam que a humanidade está à beira do caos. Alguns aludem às supostas profecias maias e que este será o último dezembro do planeta que conhecemos. Cientistas observam as mudanças climáticas, a desertificação crescente, o progressivo desaparecimento de espécies animais e vegetais, a poluição e o lixo sufocante, a camada de ozônio deteriorada, o bem e o mal sendo cada dia mais evidente e o recrudescimento da ferocidade religiosa. Há quem veja sinais no Brasil – se Hadad perder e o Serra ganhar em São Paulo, se a Petrobrás continuar a dar prejuízo e afogar-se no pré-sal, se Dilma governar pela sua própria cabeça, nem Deus que é brasileiro poderá nos salvar.

Cr & Ag

Um paciente até por demais paciente dizia-me com ar melancólico: – Edinho, meu casamento tá uma coisa, mas vou segurar essa bronca enquanto puder carregar essa cruz nas costas, meu guru já avisou que o mundo está para acabar. Estamos no final dos tempos. O apocalipse tá vindo. Só não enxerga quem é surdo e mudo. Estamos na reta final. Daí que trocar o técnico agora não vai adiantar nada, o campeonato já tá perdido mesmo. – e aí? A dor ensina a gemer e a fome obriga a comer.

Cr & Ag

A situação está mais pra gato do que pra colibri. Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Filosofia de comitê eleitoral? – Correm-se riscos até para soltar gases! Vá sair algo mais, ou ser mal entendido! – dizia um candidato entregando santinho aqui na Galeria Zavarize. A boca da urna está logo ali adiante – outra reta final. Pode ser a boca do inferno ou um portal de luz. Faminta ou ansiosa pelo voto. Seu riso eletrônico pode ser de deboche ou de simpatia. Uma certeza – dela só nascerá o resultado ou a prole de eleitos que nós “transamos”. Na urna não há partenogênese. A besta corrupta e nefasta para toda a sociedade terá sempre pai e mãe – eleitores. Assim como sua antítese.

Há vida além da política? – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 12 Setembro 2012

12 Setembro 2012 – Há vida além da política? – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

I

ndícios indicam que a possiblidade é positiva – ironia do cronista. Por vivermos numa sociedade chamada de democrática, ou da ditadura da maioria, toda a atividade humana é dependente em variados graus da política. Alguns respiram e comem política 36 horas do dia. Para esses os jornais estão recheados de matérias de bela arquitetura ou amorfas. E nós, míseros e meros mortais? Dizia um político que somos a “cereja do bolo”. Disputados ferozmente, mas sempre devorados. Continuamos trabalhando meio ano para pagar e sustentar o populismo do brasilzão mensaleiro e da governabilidade. Aproveita-se para assar uma costela e reunir a família possível num churrasquinho com maionese. Alguns na casa oficial, outros na morada alternativa, outros ainda pegam o prazer recheado de especiarias e deleites nos bufês. Belezas e confortos da vida tribal. Outra turma devora um xis-tudo com uma ou duas loiras suadas e enfrenta a arquibancada torcendo pelo seu time amado. O homem é o único animal que troca qualquer coisa na vida, até de sexo, mãe e de mulher (principalmente), mas jamais troca de time de futebol.

Cr & Ag

O sábado e o domingo são a liberação da orgia social legalizada. Com cotas ainda, pois tem a turma que trabalha sempre para que os outros curtam melhor seus prazeres. Em qualquer lugar que o vivente vá, ele encontra gente e mais gente. Aos borbotões. “Há gente demais no mundo”- T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. Aprecia-se estar num engarrafamento de trânsito ou de gente nos corredores e filas para sorvete e banheiro. Afinal esse é o treinamento básico para aquele pessoal das filas de aposentados esquecidos nos bancos, qualquer banco, da madeira ao dinheiro. Um conhecido buscou um motel no sábado à noite, passou por cinco com filas de espera, desistiu da empreitada, pois já tinha “vencido o tempo do azulzinho” e o entusiasmo etílico da balada. Uma filosofia machista alega que não “há mulher feia”, “há pouco álcool no sangue”. Mudando para o feminismo – “não há homem feio, há mal provedor”.

Cr & Ag

Um bom livro é sempre um novo mundo que se derrama em palavras ou imagens ao prazer e sensibilidade do leitor – escrevi leitor e não eleitor. O universo da leitura mobiliza o poder ilimitado da nossa imaginação. Transportamo-nos das entranhas da terra aos confins do cosmo, vivemos e sentimos os amores e ódios dos personagens e velejamos ao sabor do vento exalado pelo autor. Seremos príncipes ou párias, feras ou gente, o único limite está em nós. Ou ainda uma sessão de cinema com direito às pipocas e balas azedinhas. Ou um chocolate Diamante Negro, talvez um Sufflair? Ou um copo de refri? Ops! Viemos para assistir aquela película motivadora ou para comer? Os dois pilares mestres do ser humano – manter-se vivo e sexo. A ordem… cada um tem a sua. E comer está intimamente ligado, na essência e na amplitude.

Cr & Ag

Pergaminhos apócrifos e apóstatas com idade anterior aos do Mar Morto, de uma época tão remota que esse mar ainda não adoecera e muito menos morrera, foram encontrados por uma “eguita malacara” numa gruta de São Gabriel. Ali se revela que Deus não descansou no sétimo dia. Neste dia resolveu aperfeiçoar a criação do mundo e em 20 horas fez o gaúcho e nas horas derradeiras deu uma ajeitada no Rio Grande e… descansou. Daí que, segundo o Ibope, mais de 90% da vida inteligente do Brasil está de alguma forma curtindo o gauchismo neste Setembro de todos os climas. Fontes gaudérias alegam que Caim era castelhano e Eva (das Dores Raimunda) era nordestina. A jararaca da macieira virou algumas (não sou alucinado para generalizar) sogras e do bate-boca nasceu a política e os partidos. Há controvérsias!

Pescador tarrafeando na Barra do Mampituba em Torres/RS

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Pau no burro Seberiano – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 05 Setembro 2012

05 Setembro 2012 – Pau no burro Seberiano – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A

viso de antemão que o Seberiano não é nenhum candidato atual. E nem “burro” é genericamente algum outro aspirante de cargo eletivo. Seberiano foi um carroceiro da minha infância aqui na quase tricentenária Viamão de Todos os Gaúchos e seus atos e atitudes eram compreensíveis naquela época, no mundo mais ecoconsciente seriam amplamente desaprovados. Todos sabem que os burros, além daquelas orelhas avantajadas em relação aos seus similares, tem como característica de atitude o ato de empacar. O animal quando inventa de calçar as pernas e as patas, de pouco adianta o dono puxar pela corda do freio. Conversar então… apesar de orelhudo é surdo aos convencimentos. Lembram-se da fábula dos dois burros presos um ao outro que brigavam para cada um alcançar seu monte de feno? O carroceiro Seberiano enfrentava frequentemente esse drama do burro empacado. Nesse momento há duas técnicas que ele usava. A primeira era deitar o relho no lombo do animal e aos berros rebocá-lo. Entrem na cena. A gurizada ali atiçando o Seberiano e alguns torcendo pelo burro. Largávamos o jogo de bolinhas de gude, o jogo de tacos e até da pelada de futebol. Parava tudo e juntava a gurizada da volta do cemitério velho. O Seberiano poderia ser agitador de torcida ou balaqueiro em propaganda eleitoral tal era a potência da sua voz.

Cr & Ag

Sei que aqueles que entraram na cena estão aflitos em saber o sucedido. Vamos lá. Torcíamos para falhar essas tentativas do Seberiano, pois desejávamos assistir a segunda e fatídica técnica de desempacar o burro. O Seberiano pegava o relho pela ponta da sola de couro e deixava todo aquele imenso cabo de madeira já lustrosa das mãos do homem em riste e bradava o derradeiro aviso: – Vai andar ou não? A gurizada gritava para o burro não andar. Vê-se que criança é um bichinho terrível. E o Seberiano extravasava sua raiva enfiando o cabo do relho no ânus do burro. Mesmo. – E aí? – deve estar perguntando o angustiado. O burro saltava e reiniciava a sua marcha. O carroceiro limpava o cabo do relho no pelego que servia de assento e… mais chicotadas no burro.

Cr & Ag

Na nossa objetividade infantil, sabíamos que o desenrolar do ato culminaria com o empalamento do burro. Será que o burro empacava porque era “burro” ou porque desejava o cabo do relho? Nunca saberemos com certeza, mas os guris mais abastados com a experiência da adolescência teciam considerações dramáticas: – De que adiantam orelhas grandes para ouvir e o maior pênis dos animais para transar se só anda levando… Daí surgiu essa expressão meio nome feio – Pau no burro Seberiano!

Cr & Ag

O ser humano aprecia buscar entendimentos em analogias, metáforas, parábolas ou outras armadilhas de linguagem. O entendimento nunca será o mesmo para todos. Daí que até para a divindade que é Única surgiram tantas correntes religiosas e filosóficas. É da nossa natureza o torcer e o distorcer. Até o contorcer-se. Cresce a voz sobre a calamidade da educação no país. E os absurdos e descaminhos dos responsáveis, da presidência da república aos pais. Repito e grifo – PAIS! Não há justiça social sem educação de qualidade. E educação de qualidade começa nos cursos básicos. Toda a obra social ou arquitetônica principia pela solidez das fundações. No Brasil não pensam e não fazem assim os responsáveis.

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O ipê amarelo – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 29 Agosto 2012

29 Agosto 2012 – O ipê amarelo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O ipê amarelo

A

sabedoria popular alude ao ter filhos, escrever um livro e plantar uma árvore como sendo as obrigações capitais do homem em sua passagem terrena. Fiquemos pelas árvores, plantei muitas de toda gama garimpada em casas especializadas e hortos florestais. Muitas sucumbiram logo após o plantio. Outras crescem como se anabolizadas por algum hormônio anônimo ou divinal, outras ainda arrastam-se com lentidão e ficam entanguidas ou magronas apesar de boa altura. Pois temos – a natureza e a humanidade – um ipê amarelo que se encaixa na classificação de um magrão alto e resistente. Ali está ele ano a ano resistindo à poluição humana, aos parasitas e às tormentas. É um persistente, um estoico. Os ipês, roxos ou amarelos, florescem nesta época do ano, talvez em homenagem e sintonia com os brazucas teimosos que festejam a sua “Independência ou Morte” no 7 de Setembro. E aos gaúchos do orgulho sem fim pela sua Revolução Farroupilha no 20 de Setembro. Está mais para farrapo do que para brazuca

Cr & Ag

Numa manhã primaveril neste inverno gaúcho que quase não vestiu poncho, o ipê dia a dia semeia suas flores amarelas e cintilantes. Suas flores são como beijos roubados, fugidios. De vida curta e bela. Novas flores em seus galhos de escassas folhas e novas flores depositadas ao pé de seu tronco. É a vida se renovando, com velocidade sem perder a beleza e os sentimentos. Um tapete, ou seria uma mortalha, é bordado com o sereno de uma nova noite e um véu dourado tecido a com as luzes do sol de cada dia. Um ciclo efêmero a nos mostrar a eternidade da disputa de vida e morte. Pensei disputa? Penso melhor – sintonia. Há uma sintonia na natureza entre o nascimento e o ocaso, geralmente quebrada ou rompida pelo homem. Tão pouco essa árvore necessita – água, ar e terra. E algum cuidado de quem a jogar à cova rasa. Brutal e singular analogia. A mesma cova rasa que pode ser sepulcro para uns é vida para outros. O ipê amarelo é um forte no corpo delgado, quase esquálido – como muitos de nós, sem os ornamentos da obesidade material e espiritual ou do poder – como muitos de nós. Luta pela sua vida e de outros que vem beber e alimentar-se no amparo de seus braços.

Cr & Ag

Pequenos pássaros azuis, menores que os pardais, sempre em casais, saltitam em seus galhos e agitam-se festivamente, como se bailassem, ao sabor do suco depositado nos pequenos cálices áureos. Jamais os tinha observado como nesta manhã. Não ouso mover-me ou abrir mais a janela, temo afugentá-los. Estaco com os olhos encantados. O tico-tico vem juntar-se ao desjejum. Esses, os tico-ticos, antes tão abundantes, agora raramente os vejo. Ou não tenho sido um bom perscrutador ou o pior, estarão na teia das espécies fadadas ao desaparecimento. Sempre, desde minha infância, admirei o quepe listrado do tico-tico e a rapidez das pernas curtas como as do Messi. Logo se achega um beija-flor e um sabiá do papo alaranjado caminha garboso no tapete dourado que recobre o gramado. Deus do céu, um desjejum coletivo.

Cr & Ag

E “para não dizerem que não falei de flores”, desejo que essa beleza e esses sentimentos sejam alimentadores e geradores de novas correntes de vida, amor e entendimentos. Que os ipês amarelos sejam realidades e metáforas de vida e esperança que nutre e renova.

Doutor Airton Delduque Frankini.

Cumprimos o doloroso dever de comunicar o falecimento do Dr. Airton Frankini, brilhante médico, professor e cirurgião-vascular. Graduado em 1976, construiu uma carreira médica atingindo aos maiores patamares da Medicina. Foi durante quase duas décadas Chefe do Serviço Vascular do Hospital N. Sra. da Conceição. Foi professor de Medicina e cirurgião da Santa Casa, atendendo aos viamonenses nestes e em outros serviços. Todos os louros acadêmicos são complementos para o excepcional homem, pai, colega e amigo. Nossos mais intensos sentimentos aos seus filhos Tiago e Ângelo, que seguem a carreira médica e da cirurgia vascular. E a sua querida esposa Nádia a quem namorou desde a juventude, receba a nossa solidariedade e que tenham muita Luz divina.

Casos de vida e de morte – e Dr Airton Delduque Frankini – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião de Viamão – 2 2 Agosto 2012

22 Agosto 2012 – Casos de Vida e de Morte – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Casos de Vida e de Morte

S

e não bastassem as dificuldades do nosso dia a dia, eis que novamente casos fantasmagóricos invadem nosso território e por mais que queiramos deixá-los de lado, amigos angustiam-se, muitos perdem o já escasso sono. Não vamos enveredar pela filosofia ou pela religião, há outros mais letrados que nós. Uma amiga professora descreveu suas vivências com algo que denominou de “a noiva de branco” e suas aparições com testemunhas até aqui vivas em vários locais do município viamonense. Outro amigo raspou a crina de seu melhor cavalo e ainda cortou rente a sua cauda, pois o animal apareceu com tranças impossíveis de serem desfeitas. Quando um amigo brincou se “estava com tendências rastafári”, indignou-se e com os olhos esbugalhados escoou de seus lábios um murmúrio indecifrável. Falam de bruxas. Custa-nos crer que nesse mundo de altas velocidades, de internet, de mensalão e de mensaleiros, de gabrielas e outras novelas ainda ouçamos e nos preocupemos com o misticismo ou com o sobrenatural de almeida.

Cr & Ag

Há um sítio nas margens dessa ERS 040 atopetada de caminhões de areia que traz essa sina de sofrimento, lamentos, desconfiança e temor dentro da casa e da propriedade. Há mais de vinte anos mudam os proprietários… “Iniciemos pelo início”, como diria o magistral vereador. Recebida em herança essa propriedade, o novo dono mandou refazer a casa. Contratou pedreiros e carpinteiros. Fez um projeto adequado ao seu gosto e às suas necessidades pessoais e familiares. A obra andava a passos largos. Amigos eram levados ao local para cientificarem-se das inovações que ali seriam instaladas. Num desses dias que nascem iguais como todos os outros, um trabalhador acidentou-se. Uma queda inexplicável que trouxe uma morte dolorosa para sua família, amigos e para seu empregador. Apesar de experiente no seu ofício, ainda era jovem. Jovem demais para morrer.

Cr & Ag

O tempo jamais sossega, nem para uma água fresca ou para um descanso revigorante. Logo o trabalho continuava e o acidente fatal seria somente uma lembrança. Seria mesmo? Não. Outros empregados relatavam coisas estranhas, como: ferramentas que se perdiam ou que estavam em lugares estranhos, sons e um cortejo de queixas e observações “bobas” para quem estava fora. E os trabalhadores foram abandonando a obra e os novos logo se queixavam dos mesmos senões. A obra parou. Empregados que moravam na propriedade contavam estórias estranhas. A vida do proprietário mudou e logo se desfez da bela propriedade mudando-se para o outro extremo do Estado. E desde então, vários donos passaram por ali. Ninguém se fixou e novas estórias vinham a furo apesar das tentativas de silêncio e ocultação dos fatos.

Cr & Ag

Verdades ou mentiras? Alucinações? Esse medo ancestral e mórbido do ser humano ante o desconhecido? Não sabemos. Certeza somente de que ali morreu tragicamente um trabalhador e que nunca mais, ou até os dias de hoje a propriedade manteve um novo dono. As sombras são as únicas presenças naquela residência abandonada pelos homens vivos.

Um exemplo para todos nós!

A cara professora Ivone Silva contou-me que nos dias do falecimento de seu querido pai, recebeu uma mensagem de um estimado jovem de uns 14 ou 15 anos que era pessoa destacada e singular nas lides de CTG. Pouco tempo depois esse jovem faleceu de mal súbito durante uma apresentação de dança gauchesca com seus amigos e colegas. O pai da professora faleceu aos 87 anos de idade. Duplamente abalada, foi então solidarizar-se com o pai do querido jovem. Eis que aí ouviu uma das maiores lições de amor e de consciência de vida que poderia ter: – Só tenho que agradecer a Deus o presente que Ele me deu por ter esse filho e viver com ele esses 15 anos. Agora estou devolvendo-o a Deus para que ele continue sua missão!

Quantos de nós teríamos essa clarividência e entendimento de vida e de morte? Se você está vertendo lágrimas agora, sinta-se humano comigo.

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