Escola Veiga de TRT–Mensagem

 

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PREZADO (A) COLEGA

 

No apagar das luzes de mais um ano, o INSTITUTO DE PSΨCOLOGIA E PESQUISA NO DESENVOLVIMENTO HUMANO LTDA, entidade mantenedora da ESCOLA VEIGA DE TRT, inaugurada em março de 2013, lhe envia os melhores votos de saúde, prosperidade, sucesso profissional, harmonia na família e ampliação de consciência a níveis infinitos.

Que 2015 seja um bardo de Disciplina, Amor e Humildade, e que todos sejam poderosos, pois: somente os poderosos de Disciplina, sabem os caminhos do bem; somente os poderosos de Amor sabem perdoar; somente os poderosos de Humildade sabem aceitar; somente os poderosos de Gratidão sabem agradecer; somente os poderosos de Desapego sabem compreender; somente os poderosos de Sabedoria sabem reconhecer a própria ignorância; somente os poderosos de Consciência sabem dar sem receber.

A família TRT está estruturada e sólida, com avanços filosóficos e metodológicos como nunca esteve em seus 21 anos de existência.

2015 promete ser um divisor de águas entre um passado de treinamento e de sistematização, e um futuro que se desenha promissor em direção ao seu único destino: aliviar a dor humana e ampliar a consciência de todos para um mundo melhor.

 

BOAS FESTAS!!!

                                                                      Antônio Veiga

                                                                      Diretor do IPPDH

Imagens da edição especial de Natal e Ano Novo–gentilmente cedidas por Glauce Petry.

Igreja Viamão - Tota pulcra 3 - Glauce Petry

Estas imagens usadas na publicação do Especial de Natal e Ano Novo –

“Tota pulcra es, Maria, et maculo originalis non est in Te!”

foram-me gentilmente cedidas pela senhora GLAUCE PETRY DUTRA a quem agradeço de coração.

Igreja Viamão

Tota pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Especial de Natal e Ano Novo – 2014

 

2014 – 12 – “Tota Pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te!” – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

 clip_image002Evadidos, fugidos ou literalmente corridos pelas forças militares castelhanas comandadas pelo General Pedro Ceballos, governador de Buenos Aires, que miravam a Vila e as fortificações de Jesus, Maria e José da antiga cidade de Rio Grande refugiaram-se nos Campos do Viamão buscando acolhida, refúgio e apoio para o enfrentamento dos invasores. O representante do império buscava cativar e apoiar-se nos estancieiros e boiadeiros dispersos numa terra fustigada pelo clima inclemente e disputada por dois impérios. Assim a Viamão que hoje conhecemos e amamos tornou-se a “primeira capital real de todos os rio-grandenses (gaúchos)”. Ali viviam guerreiros acostumados a defender a vida e a respeitar a morte no dia a dia. Muitos deserdados do império, outros buscando a fortuna, todos a viver até o dia seguinte. Em cada cobertura de couro cru, em cada casebre, um homem e uma mulher, alguém disposto a lutar. Morrer ou matar são as consequências naturais do combate. E a guerrilha organizou-se e criou o embrião de uma nova estirpe que seriam os brasileiros por opção.

 

O sangue dos combatentes e de suas montarias fervia no solo disputado. As crianças logo homens precoces se tornavam e na dor da ausência de seus pais ou familiares engrossavam outra espécie de lutadores buscando reconstruir um lar e acalmar um coração no calor do afeto de outro ser. O catolicismo era o bálsamo espiritual e a tentativa de resposta ao clamor da alma sofrida e quantas vezes dilacerada. Alguns oravam antes das contendas pela sua alma e de seus amigos e companheiros. Outros oravam pelas almas dos inimigos. Muitos para que os portões do Inferno estivessem escancarados para recebê-los. Nas guerras não há bons ou maus, há perdedores e vitoriosos.

 

O negro do violino

Um negrinho manco aproximou-se do velho estancieiro que ao tocar seu violino fazia a natureza abrir-se no sorriso de suas flores e o gado arredio encostar-se docemente no alambrado das taipas de pedras. O menino era mais um dos desgarrados que acompanhavam os tropeiros que subiam a serra para Lages com Sorocaba na alça de mira. Talvez o defeito físico de nascença tenha o tornado um órfão de pais vivos. E o velho gostou do negrinho. Os dias engatinhavam em anos que se arrastavam e o negrinho aprendeu a tocar violino com o velho que se tornou seu protetor. Seus dois netos desenvolveram-se junto com aquele negrinho, que protegido por um amor nascido em alguma vida esquecida, fez-se parte da família. Logo o violino era escutado e sentido nas alegrias e nas tristezas, como quando do velório e do sepultamento do seu benfeitor. Já homem, um negro atarracado, de constituição sólida, de invulgar destreza e agilidade tanto no trato do gado, das montarias quanto nas peleias necessárias. Assemelhava-se a habilidade com o arco do instrumento em divinas notas musicais quanto com o punhal mouro presenteado pelo seu benfeitor. Pendia em seu pescoço uma medalha de Nossa Senhora da Conceição de origem desconhecida para todos, inclusive para ele. Teria sua mãe natural a colocado ali para que a Santa fizesse o que ela não seria capaz de fazer criando-o e protegendo-o?

 

A guerra

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A falta de exércitos regulares faz com que a Junta Governativa do Rio de Janeiro determine: – “A guerra contra os invasores será feita com pequenas patrulhas atuando dispersas, localizadas em matos e nos passos dos rios e arroios. Destes locais sairão ao encontro dos invasores para surpreendê-los, arruinar-lhes cavalhadas, gados, suprimentos e mantê-los ainda em contínua e persistente inquietação.” (Arquivos Históricos do Exército Brasileiro)

 

Rafael, filho do feroz Francisco Pinto Bandeira, buscava os melhores cavalos nas estâncias do Viamão para sua Cavalaria Ligeira. Rafael Pinto Bandeira já era um símbolo vivo e temido pelos castelhanos. Muitos enchiam as botas de urina ao som de seu nome. Os dois irmãos, a contragosto de sua mãe e num misto de orgulho e dor do pai que acedeu ao desejo dos filhos de combater aos castelhanos. Não iriam sós. Estariam sempre acompanhados do irmão de amor que como anjo protetor sempre esteve ao lado deles protegendo-os e amparando-os como o avô teria feito e desejado. Os três despediram-se da família e dos amigos no altar da igreja encastoada no topete da coxilha do Viamão. Depois da bênção dos pais, agora a benção da Santa protetora.

 

Dias de dor e de angústia. Notícias boas eram escassas. Sabia-se que continuavam lutando inclusive com os Dragões do Império na Tranqueira Invencível, hoje cidade de Rio Pardo que pela posição estratégica dominava os acessos por água da região. Falavam de um negro manco que tocava um violino nas noites mal dormidas e após os sangrentos combates e que conquistara o respeito de seu comandante e dos companheiros. E de dois irmãos de voraz destreza nas armas brancas e pontaria mortal que estavam sempre juntos.

 

 Outro intrépido combatente fazia sua fama, um paulista de nome Cypriano Cardoso de Barros Lemes que entre seus guerrilheiros tinha uma negra dotada de estranho poder com aranhas (1). Suas tropas cruzaram-se num acampamento nas barrancas do Camaquã. Contam que os dois negros se olharam por quase um quarto de hora, o mundo parou ali naquele momento, como se nenhum guerrilheiro ousasse balbuciar, tossir o mover-se com ruído. Nem os animais pareciam respirar. O negro com a mão direita na medalha em seu peito arfava movimentando as narinas e a negra com os olhos faiscantes vibrava com as longas unhas enterradas nas palmas das mãos já sangradas. Olhos esbugalhados acompanhavam o desenlace. Algum combate além do entendimento da plateia aconteceu e terminou quando a negra desapareceu nos matos. Naquela noite o violino era ouvido a léguas de distância num lamento mortal como numa época em que deuses andavam sobre essa terra.

 

O derradeiro combate

 

Tropas castelhanas aglomeravam-se na região de Encruzilhada do Sul. A guerrilha fustigava seus flancos e espreitava emboscando patrulhas no terreno rochoso. Comandantes rio-grandenses trocavam mensagens e aguardavam reforços para frear a investida. Planos feitos e estratégia concluída. O sol da tarde cedia seu trono para nuvens de tempestade. Logo com coriscos rasgando o manto celeste. Trovoadas ao longe avisam que nas coxilhas distantes alguma batalha já começara. E a peleia iniciou. Os guerreiros de Rafael Pinto Bandeira romperam a parede castelhana e o aço cintilava no céu cinzento espalhando aquilo que um dia fora a vida escarlate e agora era a morte rubra e borbulhante nos esguichos fatais e logo em coágulos negros. Eis que os flancos castelhanos não receberam a mesma carga de combate que fora combinada e logo a desproporção numérica tornou-se avassaladora contra Rafael e seus combatentes. E viram-se cercados num garrote esgorjado. Mas a noite e a tempestade tornaram-se aliados e os sobreviventes abriram seus caminhos sobre corpos de amigos tombados e de inimigos.

                    

clip_image006   Dia seguinte, reagrupados na encosta de um cerro, cauterizaram as feridas com ferro em brasa e abandonaram frangalhos de carne dilacerada na lama ensanguentada. A chuva fina e o vento sul gelavam as feridas. Um dos irmãos estava com o olhar perdido, embaçado como de peixe morto após acordar com ferimento de projétil em sua cabeça rasgando o couro cabeludo e deslizando nos ossos. Dado como morto foi resgatado nas costas do amigo negro, que com o braço direito dilacerado por um golpe de espada que evitara a decapitação de seu outro irmão. O branco do osso descarnado ria como bocarra aberta das dores dos homens num contraste com sua pele negra e seu sangue coagulado pelo fogo. Queriam amputar-lhe o braço. Não permitiu. Ancoraram as bordas da ferida com grampos de metal. Logo marchavam para algum refúgio seguro para escapar das patrulhas castelhanas. Mal sabiam eles que as baixas do inimigo tinham sido colossais e não teriam recursos nem homens para novos combates tão cedo.

 

O retorno

Uma energia poderosa persistia em brotar do coração do negro através da envelhecida medalha da Imaculada Conceição. Sua mãe celestial que nunca o abandonara estava ali amparando-o e aos seus companheiros. Uma prece silenciosa com a medalha mergulhada na água que todos bebiam e lavavam os ferimentos dividia a luz de seu coração. Após desembarcarem da barcaça no pontal de Itapoã, a terra natal estaria logo ali a poucas léguas de distância. Somente os três retornaram para Viamão. Seu pai e conterrâneos encontraram-nos a meio caminho. A primeira casa a entrarem foi a última que pisaram, a velha igreja. A ancestral igreja onde pediram bênçãos de batalha para a vida e descanso para a morte. Um irmão com a mente perdida, outro lutando contra a febre das infecções e o terceiro com um membro mutilado.

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Aquele negro manco trazia essa luminosidade dentro de si que o levava ao altar da Virgem todos os dias e ali reaprendeu a tocar o violino empunhando o arco com a mão esquerda e acomodando-o no ombro direito num divino quanto incrível malabarismo. A cidade escutava aquele som que a muitos fazia rolar lágrimas e que a todos trazia um enorme respeito e admiração. Voltava com uma jarra de água abençoada para seus irmãos. Alguns começaram a sentir um formidável perfume de rosas no templo nos momentos de preces. Os singelos vasos, no entanto, mal mostravam algumas flores do campo e de doloridos jardins. – O perfume aumentava principalmente quando o negro solava o violino. – dizia-se. E a saúde retornou aos corpos enfermos. A febre dissipara-se e a mente resplandecia. Ficaram as cicatrizes de batalha e… a fé renovada.

Como a água dos rios e riachos, a vida tende a voltar ao seu leito natural e escorrer no seu tempo.

                         Nosso tempo!

 

Nosso formidável templo denota um doloroso abandono e uma deprimente e mal feita restauração, principalmente para quem nasceu e mora nessa cidade há mais de meio século. Suas imponentes paredes de dois metros de largura, solidificadas com argamassa de conchas trazidas do oceano a 100 km. Altares barrocos de madeira habilmente entalhada. E um arco gigantesco que serve de portal ao altar mor trazia a frase em latim “Tota Pulcra es, Maria, et macula originalis non est in Te” que seria “Toda pura sois Maria! A mancha do pecado original não há em Ti!”. No altar mor está a bela imagem da Mãe de Cristo sobre um globo terrestre com anjos aos seus pés e o manto celestial bordado de estrelas, chamada de Nossa Senhora da Conceição emprestou parte de seu nome para nomear as crianças de pais devotos e Edsondar-lhes a proteção e o amparo necessário. O belo forro azul celeste com tão bela quanto imensa pintura espelhando amor e fé deu lugar às tábuas nuas e simplórias.

 clip_image010Católicos e outros cristãos, assim como extraviados da fé e desencontrados de qualquer religião vem buscar consolo à luz da Virgem milagrosa. Conta-se que pessoas ao entregarem-se a Deus pelas mãos de Nossa Senhora sentiram as suaves fragrâncias de rosas na solidão física do enorme templo. Alguns já ouviram sons de violino sem saberem ou desconfiarem que algum negro manco em dias perdidos na imensidão dos tempos fizesse ali a sua melodia. Esses certamente serão merecedores das dádivas luminosas da Mãe magnífica. Céticos sempre existirão vagueando nas sombras do amor e da fé. Negam-se a acreditar na Luz, mas a Luz persiste em acreditar neles e em algum tempo, em algum momento eles serão tocados e talvez escutem um violino empunhado por um negro mutilado nas batalhas do pampa, com uma medalha pendente no peito largo e olhos que trazem a luz do amor e do respeito.

 

 

Nota do autor.

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Imagem gentilmente cedida por

Glauce Petry Dutra

 

Viamão – hoje a primeira capital de todos os gaúchos que se uniram contra um adversário poderoso e tornaram-se brasileiros por sua vontade. Algo que se repetiu na opção na legendária Guerra dos Farrapos. Viamão tem a segunda igreja desse Estado. Viamão tem seu nome envolto numa bruma de mistério ainda insolúvel na certeza pretendida, traz suas histórias, estórias e lendas. Já dizia o filósofo – Lenda é aquilo que os outros contaram, história é aquilo que os nossos contaram e nós aceitamos confiar. Assim heróis e figuras legendárias da nossa tradição trazem mitos ou verdades nas suas malas de garupa. (1 – Leia A Negra das Aranhas – uma saga magnífica de amor e de maldição). Uma homenagem para minha irmã Shirley Celina, católica fervorosa, minha mãe Dora, costureira e hábil no crochê que fazia as toalhas dos altares e outras obras magníficas e ao querido amigo Padre Ignácio Rafael Valle, jesuíta que criou a Romaria da Medianeira tornando-a nossa Padroeira no Estado.

 

Um Feliz Natal e maravilhoso Ano Novo!

Felipe Jaeger de Belli–Formatura Medicina 2014–PUC RS

Formatura Felipe de Belli - 19 dez 14 II

E o número de Médicos em nossa família continua a aumentar. Ainda falta na foto a imagem da minha filha Dra. Cynthia Cunha de Oliveira – Capitão Médico e Cirurgiã do Exército Brasileiro.

E tudo começou num 04 de Dezembro de 1976.

43 Anos de Medicina - Estrelas

Dayde Zavarize

 

Querido Dr. Édson, esposa; filhos e netos,

O meu desejo nesse Natal e Novo Ano que se aproxima é pedir para Cristo brilhar como a Estrela maior verdadeiramente e intensamente no interior de cada um. Cristo simbolizado pelo Sol; Maria mãe e Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável simbolizada pela Lua. Que o equilíbrio entre a doação do Amor de ambos faça nascer um renovado mundo.

Fé, Esperança, Paz, Amor, Saúde.

Vale a pena sonhar.

“Não diminua teus sonhos, aumente tua Fé”.

Com amor,

Adelaide (Dayde). Natal _2014.

Ô Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 16 Dezembro 2014

 

2014 – 12 – 16 Dezembro – Ô Viamão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Ô Viamão

 

I

nterpelaram-me: – Existe algum lugar com motoristas tão ruins quanto Viamão? – veio de supetão. Há uma crença ou uma lenda de que “os médicos e os padres são as pessoas que mais estudam” e assim sabem de quase tudo. Talvez algo ancestral, de uma época em que as profissões eram reservadas para poucos e que poucos detinham o maior conhecimento. E sempre os conventos e mosteiros reuniam grande parte da cultura humana. Tempos mudam. E motoristas? Tenho diversos motoristas profissionais na minha família, inclusive esse cronista. Fiz carteira de motorista profissional para ônibus, pois as viagens de turismo davam ótimo rendimento econômico em certa época da vida. E passei em todas as provas sem nenhum “auxílio” externo ou por “baixo dos papeis” como tantos.

 

Cr & Ag

 

É tradicional que em qualquer cidade, principalmente Porto Alegre – essa filha desnaturada que nos critica, em mínimas barbeiragens alguém grite aos quatro pulmões: – Ô Viamão! Ou: – Ô carteira de Viamão! Lembra? Sabe? Pois isso é antigo e uma herança maldita, não como a Petrobrás para o governo, ou um fantasma que teima em assombrar os motoristas viamonenses. Nós viamonenses da gema, isto é, aqueles que aqui foram paridos e por opção teimam e persistem em trabalhar, morar e investir aqui acreditamos que essa “falha de habilidade” ou má habilitação seja causada pelos inimigos na trincheira, pelo fogo amigo ou pela horda de alienígenas que aqui se estabeleceu justamente para nos punir. E não é paranoia coletiva.

 

Cr & Ag

 

Apliquei um ibope para verificar se o sentimento era universal ou mocozado em algum gueto viamonense. O resultado é assustador, principalmente no relato choroso dos sobreviventes. – Tenta atravessar na faixa defronte do Itaú pra ver se tu é macho e ligeiro! – de dedo em riste um bombachudo me desafiou. Mas como não levo pesquisa a ponta de faca, escutei outros relatos. – Cara levei mais de duas horas da Agronomia até o Cantegril e não havia nenhum acidente e nem bandeiraço do PT. Os caras não andam, grudados no celular, Facebook e trancando as sinaleiras… – dizia-me outro na sala de estresse agudo e ataque de pânico no nauseocômio da municipalidade já no terceiro Rivotril. Uma velhinha de muletas e colar cervical (gravata de pobre) contava suas quedas ao subir e descer dos coletivos. Coisa medonha e de doer no coração até de quem não é parente da estropiada criatura.

 

Cr & Ag

 

“Sempre é falha humana, do avião que despenca até do atropelado!” – dizia-me um vereador. Corrijo – aspirante a vereador, mas que pelo largo número de campanhas eleitorais já poderia ser diplomado que não faria nenhuma diferença. Realmente é sempre falha humana, principalmente se não tivesse gente não teria acidente e esses eteceteras. O governo que nada vê, pouco faz e quase nada sabe diz que a culpa é do motorista. E do pedestre! E do engenheiro e construtora que fazem estradas e ruas pensando na economia e nos aditivos? E do governante que prefere a caixa dois e as contas em paraísos fiscais e não na saúde do eleitor? Se bem que eleitor é um ente descartável na estrutura nacional. Do mesmo lugar que vem um, virão centenas, basta acenar com alguma bolsa ou cota nas costas de quem paga a festa.

 

Cr & Ag

 

– E a conclusão do teu ibope Edinho? – pois, escapando dos brigadianos que quando recebem um brinquedinho (“radarzinho”) novo escondem-se atrás de árvores e placas para multar/arrecadar e jamais educar o trânsito, chegamos à conclusão de que não são piores ou melhores do que o resto. Apenas estão no nosso quintal e convivemos com eles diariamente, daí sentir na carne e no bolso…

“Una Cueca-Cuela” – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 09 Dezembro 2014

 

2014 – 12 – 09 Dezembro – "Una Cueca-Cuela”.- Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

“Una Cueca-Cuela”

 

Os amigos sabem e os opositores do capitalismo temem essa feroz e insaciável invenção gastronômica que é o “X”. Estudiosos e pesquisadores de Harvard atribuem paternidade dessa evolução aos gaúchos que criaram esse “transgênico do hambúrguer”. Histórias e estórias a parte, em outra coluna lhes contei da minha aventura enfrentando um X-filé no MEK Aurio, que existia logo ali ao lado do Gigante da Beira Rio e do Campeão de Tudo. Hoje vamos contar-lhes outra peripécia do gênero, sem número e grau vivida no Shopping America em Ciudad del Este. Essa é outra paixão desse brasileiro, comprar “unas cositas” no Paraguai. Quem resiste a uma muambinha? A esposa subia e descia os andares atopetados de quase tudo no shopping e eu e o filho Duda, já cansados das pernas de caminhar e dos braços lotados de sacolas, rumamos para o último andar. Lá estava a praça de alimentação. O Duda estava naquela fase nebulosa pré-adulto em que os apetites são vorazes e a pressa é inimiga da paciência.

 

Cr & Ag

 

Desabamos numa mesa sem sentir a dureza das cadeiras. Na mesa ao lado três jovens de faces e sotaques ianques estavam atracados em monstruosos, gigantescos “X”, respingando cathchup e mostarda para os lados em cada mordida cruel. O nosso cansaço somou-se ao pecado da gula. E da sede. O filho queria saber como se diz Coca-Cola em espanhol: – Fácil, pede “una Cueca-Cuela” que vão entender. E para completar pedimos dois “X” super-super. Um aparte! Somos de uma família de cachorreiros, essa casta de pessoal que adora cães. Estamos ali comendo com a boca toda e o filho estranhou: – Sabor meio diferente essa carne, né pai? – realmente era um sabor meio adocicado, diferente realmente dos nossos. E aí caí na asneira de relatar uma observação.

 

Cr & Ag

 

– É estranho que nessa miséria toda aqui no Paraguai, Essas ruas entupidas de pedintes, mendigos, índios e “chinesada” não se viu um único guaipeca. Nenhum cachorro. E olhe que onde tem mendigo tem cachorro por perto. É o derradeiro amigo e companheiro no infortúnio da vida. E agora me caiu uma ficha. Chinês come cachorro e qualquer coisa que anda, se arrasta ou nada. Os caras aqui da praça de alimentação, os chefes são tudo “chinês”. Vai que esses caras estejam fazendo “X” com carne de cachorro. Tem uma lenda urbana que certo fast-food que usa carne de minhoca…

 

Cr & Ag

 

Falei demais e na hora errada. O Duda largou o saboroso e apetitoso sanduba na travessa e mostrou a face nauseada. Foi de bate pronto, a náusea e o “estômago embrulhado”. Estraguei o lanche dele. O meu eu comi até o fim, lambendo os dedos. Estava bom demais. Perdi o companheiro. A lancheria da Santa Casa recebeu o apelido de Morte Lenta pela comida que servia e nós (alguns, como eu) insistíamos em devorar sem saber muitas vezes o que era aquilo, como apontavam as funcionárias. A escola da vida no lombo de uma moto viajando e nos mais variados e incertos plantões lidando com todo tipo de coisas que dão náuseas a quem não é do ofício, cria uma resistência ou uma flexibilidade que melhora com uma Cueca-Cuela. Além disso, se não matar ou estropiar, engorda!

 

Cr & Ag

 

Ensina a sabedoria popular que “há que coma para viver e quem viva para comer”. O Filósofo do Apocalipse já observou que “os melhores prazeres da vida estão nos lençóis e nas toalhas e são prazeres carnais no mais amplo sentido”. Um caro amigo e cliente e cozinheiro profissional alertou-me: – Quem vive numa cozinha e pode ser dos mais finos restaurantes leva medo da comida que é feita ou como é guardada ou reposta. Bon apetit!

A “bendita” vaidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 02 Dezembro 2014

 

2014 – 12 – 02 Dezembro – A bendita vaidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A “bendita” vaidade

 

A

ntes que alguns intrépidos leitores se ericem e puxem a brasa para a sua religião, peço-lhes respeitosamente que se acalmem e vamos por caminhos mais luminosos. A vaidade já esteve entre os Sete Pecados Capitais em conjunto com o orgulho e a soberba e ainda para muitos pode estar assim registrada. “Nem tanto ao céu e nem tanto à terra” ensina a sabedoria popular, pois a mesma água que mata a sede ou que abençoa, em excesso pode sufocar e até afogar. Em tudo na vida e no etéreo há que ter equilíbrio, limites e harmonia. Numa época em que crentes e devotos alçados a atirarem a primeira e a segunda pedra, orgulhosamente contam seus feitos materiais nas redes sociais, muitos abominam um singelo esmalte de unhas ou um cabelo melhor cuidado, mas exteriorizam-se e engrandecem-se, mesmo que para si mesmos, de suas conquistas, vitórias e realizações terrenas.

 

Cr & Ag

 

O acesso aos produtos de higiene e beleza nasceu com a revolução industrial nos idos do século XIX na Inglaterra. O trabalho remunerado permitiu que humildes pessoas pudessem ter roupas melhores e tomassem banhos até com perfumes. O que era privilégio dos ricos e nobres pairava sobre os simples mortais. Depois da II Guerra Mundial o “american way life” (tipo de vida americana) saiu das telas do cinema e da imaginação das pessoas e ganhou lugar nas casas. O mundo então se dividiu em luzes e cores e o cinza sombrio. Alemães orientais morriam tentando vencer o Muro de Berlin para terem as mesmas conquistas e qualidade de vida de seus irmãos ocidentais saindo da utópica igualdade. As casas ansiavam por banheiros pessoais e familiares, por quartos individuais e as pessoas valorizaram o sabonete, o xampu, o papel higiênico e os perfumes. Parece tão simples e idiota para nós que os temos ou ganharemos pelo nosso trabalho.

 

Cr & Ag

 

Uma pessoa será mais bela e querida estando limpa, cheirosa ou com a simplicidade de uma maquiagem que realce suas belezas? Certamente será sempre melhor aceita pelos outros e por si mesmo. Os médicos atentam nesses detalhes por força de seu ofício, pois estando uma mulher, por exemplo, a sua frente em consulta e suas unhas denotam absoluto descaso e abandono, seu odor fere o olfato, seus cuidados com o vestir organizado e limpo e nessa esteira de observações podem traduzir uma pessoa deprimida. Em alguns graus do exame revela até um suicida. A depressão também já foi considerada um pecado, uma manifestação da posse demoníaca. Há casos ainda não explicados pela moderna Medicina que muitos ainda apontam como possessões malignas.

 

Cr & Ag

 

Um caro amigo e companheiro de estrada do motociclismo, estradeiro do maior quilate, chamado por todos de professor e vô ensinava: – “Não ando de rabo sujo!” – leia “sujo” como “chujo” no seu falar. Caso não houvesse um bom e asseado banheiro, jamais evacuava em qualquer lugar, percorrendo centenas de quilômetros. Papel higiênico da melhor qualidade e lenços umedecidos e perfumados estavam no seu arsenal de estradeiro. Quem quiser escutar saborosas histórias e lendas desse amigo consulte com o Luizinho Zavarize. Casamentos terminam e relacionamentos nem se estendem quando a higiene pessoal é complicada. Os conceitos de beleza se alteram com o tempo, mas sempre o ser humano apreciou os cuidados não abusivos com o corpo ou com a indumentária. Observem que até nos povos que estão galgando os degraus da pirâmide evolucionária a vaidade humana deve ter o calibre e a proporção adequada. O papel higiênico, os cosméticos e a higiene adequada podem ser sintomas do capitalismo, mas triste Venezuela tão rica de petróleo e tão carente de singelo papel higiênico. Segundo o vô Leo: – “De rabo chujo o cara nem pensa direito, imagina pilotar moto!”

Picolé de chuchu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 25 Novembro 2014

 

2014 – 11 – 25 Novembro – Picolé de chuchu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Picolé de chuchu

 

“Fazer o certo sempre foi mais fácil do que fazer o errado” – ensinava-me seu Aldo. A tentação de escrever errado leva-nos ao caminho de chuchu com “X”. Talvez assim seja com a máfia instalada nos governos e nas empresas. Fosse a Petrobrás uma empresa privada estaria na ladeira da quebradeira e seus diretores que não pudessem pagar um “márcio bastos” estariam fugindo do país ou nas famosas celas protetoras anais. Como? O intrépido e espoliado leitor não entendeu? Na prisão comum o cara tem que proteger seu ânus e outros orifícios – quem tem teme! – seja pagando proteção ou sendo mais mortal que os outros presidiários. Eis um dos motivos que cadeias mais humanas e com ares de FIFA somente quando todos, repito todos forem presos nos mesmos lugares. Sem as regalias por diploma ou proteção compadrio.

 

Cr & Ag

 

Nunca se roubou tanto e em tamanhas proporções quanto nessa última década. A triste impunidade e a imensidão roubada ocorre nos países comunistas ou nas democracias que flertam com o socialismo. Aquele que fracassou em qualquer época e lugar desse planeta. Os maiores magnatas e a sua alta concentração localizam-se na Rússia, ex-URSS. Num Japão, numa Alemanha, numa Austrália, por exemplo, roubam. Roubam sim! Os valores astronômicos começam em ¼ ou ½ milhão de dólares. Cinco milhões de dólares era o tema do Homem Biônico como um valor babilônico. Aqui é merreca, pois uma figura subalterna da Petrobrás oferece devolver quase 100 milhões de dólares. Como é a regra do presidente Lula e continuou com a presidente Dilma, eles nada sabem, nada viram e nada ouviram.

 

Cr & Ag

 

Em qualquer país democrático e realmente civilizado cairia o governo e seu ministério. Os 39 ministérios é a prova cabal de quem não quer saber de nada e governar nada, mas manter a marquetagem e a zumbilândia em atividade crescente. Um governo honesto, um governante honesto, responsável e com vergonha na cara faria o que? Gostaríamos de escrever sobre coisas com melhor e mais saudável odor, perfumadas creio. Mas fazemos parte da elite que estudou, trabalha, paga impostos absurdos, respeita aos outros e à terra onde nasceu e vive e quer que seja bem melhor para seus descendentes, amigos e desconhecidos. E nossos leitores são pessoas que se articulam, raciocinam, posicionam-se, interagem e sempre se constituirão em críticos estimulados, aguçados, impelidos pelo cronista e que não se contentam com a mesmice da internet que para aqueles que preferem um picolé de chuchu passeiam sua inteligência pelos lugares comuns.

 

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Sem medida – um singular poema da amiga Lúcia Barcelos

 

Existem palavras que possam lhe falar,

Dos segundos todos, dos mil momentos em que fiz

Minha alma se mostrar tanto, e tão feliz?

Nunca tive a sensação de ermo ou deserto,

Sentindo a sutileza do seu coração tão perto

Do meu, preso no peito, cativo de encantamento…

Hoje, essa saudade não consome o pensamento,

A torrente de sonhos, os mil segredos…

Tento alcançar a luz que nos seus olhos via.

Tento imitar um gesto seu, tão amoroso e delicado,

Que fazia a luz parecer mais clara aos nossos dias.

Aqui, os jardins estão saudosos,

A flor mais bela repousa escondida.

Amores perfeitos são regados com águas celestiais,

As nuvens me tomam as mágoas colossais

E as derramam num verso sem medida!

O Coronel Chimango III – por Vitor Ortiz e colaboradores – Novembro 2014

 

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Gaspar Silveira Martins e Júlio Prates de Castilhos: lados opostos.

 

O CORONEL CHIMANGO III

 

Acrysio viveu a passagem do Império à República e sintetizou a unidade

entre os Andrade e os Prates

 

ACRYSIO PRATES FOI O HERDEIRO DE DUAS FORTUNAS POLÍTICAS: DOS ANDRADE E DOS PRATES. ALÉM DO TIO FIRMINO PRATES, COM QUEM ESTEVE AO LADO NA REVOLUÇÃO FEDERALISTA, ELE LEGOU AS RELAÇÕES EXPANDIDAS DOS VIAMONENSES CRESCÊNCIO DE ANDRADE E CORONEL MARCOS DE ANDRADE, AS MAIORES LIDERANÇAS DO PARTIDO CONSERVADOR DO PERÍODO IMPERIAL EM VIAMÃO, E DOS REPUBLICANOS DO PRR. ELE ERA UM PRATES, COMO JULIO DE CASTILHOS TAMBÉM ERA, E SE CASOU COM CARMELITA, IRMÃ DOS IRMÃOS ANDRADE.

 

O fim do período Imperial foi marcado por grande pressão política de parte dos estancieiros do sul e de toda a elite agrária brasileira, em decorrência especialmente da abolição da escravatura (1888) e da queda na safra das lavouras (Carone, 1971; Janotti, 1981). Em decorrência disso, “o Império procurava então recompor sua base de apoio recorrendo aos liberais”.¹  Havia dois partidos: o Conservador, incomodado com a crise; e o Liberal, que anteriormente era o grupo mais crítico, mas que nessa ocasião está mais próximo do Imperador, especialmente após a composição do Gabinete do Visconde de Ouro Preto, a última cartada da monarquia, que apostava no parlamentarismo. As novas propostas incluíam o fortalecimento das Assembléias Legislativas e maior autonomia aos municípios.

No Rio Grande do Sul, a política fervilhava. Os liberais, liderados por Gaspar Silveira Martins, nomeado para a Presidência da Província pelo Visconde de Ouro Preto, eram maioria na Assembléia Provincial. De repente, chega a notícia da Proclamação da República. Realmente foi uma surpresa. Silveira Martins acabou preso em Florianópolis. Ele estava a caminho do Rio de Janeiro. Mesmo surpreendidos, os liberais gaúchos aceitaram e aderiram à República. Do lado conservador, “houve também aqueles que se apressaram em ingressar no Partido Republicano, renegando antigas crenças” (AXT, 2011).

Em Viamão, os acontecimentos do país e do Estado também reverberavam, opondo o grupo de Chico Marinho, do lado Liberal, ligado a Barros Cassal, ao dos irmãos Crescêncio de Andrade – chefe do Partido Conservador – e Marcos de Andrade, que compunham o rol dos que eram conservadores, mas também aderiram à República após a Proclamação, filiando-se ao PRR de Júlio de Castilhos. Nesse período, o clima de tensão e confronto estava se agravando a cada dia, especialmente em razão dos debates em torno das novas constituições republicanas em fase de afirmação no Brasil e no Rio Grande. Até que em 1893 estourou a Revolução Federalista com a invasão de Bagé pelas forças do caudilho Gomercindo Saraiva, que vinha já organizando seu exército na estância da família, no Uruguai, descontente com os rumos ditados por Júlio de Castilhos.

Segundo registro do Álbum ilustrado do Partido Republicano (1934)², Acrysio esteve envolvido nos confrontos dessa Revolução, também chamada de Revolução da Degola, compondo o lado dos republicanos nas forças de Firmino de Oliveira Prates, seu tio, comandante do 4° Corpo de Cavalaria.

Há um incidente trágico ocorrido em Viamão dois anos antes, em 1891, dentro do clima tenso da política provincial desta época. O fato, envolvendo os irmãos Andrade, repercutiu intensamente no contexto estadual. Vamos contá-lo nas próximas edições da coluna. Nosso foco, agora, ainda é a trajetória do Coronel Acrysio Prates, coronel chimango, antigo intendente municipal por dois mandatos (1912-1920), na gestão de Borges de Medeiros como Presidente do Estado.

 

CARMELITA ANDRADE

Acrysio Prates tinha ligação familiar direta com os Andrade³. Sua primeira esposa era Dona Carmelita Andrade, irmã de Crescêncio e Marcos. Assim como o tretavô do coronel, João Rodrigues Prates,  que foi Capitão-Mor de Laguna, o bisavô de Carmelita era Manoel Antônio da Costa Guimarães (1749-1823), também pertencente à elite governante lagunense, Ajudante de Ordenanças e Sargento-Mor daquela vila, cargos do Estado Maior (RANGEL, 1786:19).

Manoel Guimarães, natural da Freguesia de São Salvador de Rosas, de Braga, era filho de Manoel Antônio da Costa e Maria Antônia, da Freguesia de São Miguel de Ataíde, e casou com a lagunense Antônia Maria de Jesus. Tiveram vários filhos, entre estes Severina Antônia de Jesus (1795) que, por sua vez, se casou com Henrique Fernandes de Oliveira, outro de Laguna. Estes últimos são os avós de Carmelita e dos irmãos Andrade, pais de Joaquina Amélia, que, por último, se casou com o Major José Ignácio de Andrade.

Os filhos de Joaquina e do Major, portanto, já nasceram em Viamão. Os avós dos Andrade (Severina e Henrique) já estavam no Arraial quando se casaram, no dia 02 de maio de 1816, mostrando a ligação antiga com a cidade. Carmelita nasceu em 08 de novembro de 1871. Crescêncio de Andrade, o irmão mais velho, nasceu em 1841, e o Coronel Marcos de Andrade, em 1851.

A primeira esposa de Acrysio faleceu em 16 de agosto de 1911, com 40 anos, um antes de ele assumir a Intendência. O coronel – que deveria ser considerado na época um excelente partido – casou-se outra vez com Antonieta da Silva Bueno, filha de Antônio da Silva Bueno e Robertina Carvalho Bueno, segundo o livro Lembranças (um registro produzido pelos filhos de Ilza Terra Nunes, em homenagem aos seus 90 anos, completados em 2013). No livro, constam que Acrysio e Antonieta tiveram outros seis filhos: Odete, Maria Antonieta, Sérgio Prates, Antônio (Antoninho Prates), Manoel Luiz (Luizinho) e Terezinha Prates Chiden. Antoninho e Terezinha são vivos.

 

OS FILHOS DE ACRYSIO E CARMELITA

F1

Dalila Andrade Prates casada com o Coronel Mário Antunes da Veiga

F2

Fernando Andrade Prates

F3

Olympia Andrade Prates

F4

José Andrade Prates

 

OS FILHOS DE DALILA

E DO CORONEL MÁRIO VEIGA

F2

Coracy Prates da Veiga

F3

Clódis Prates da Veiga

F4

Cely Prates da Veiga

F5

Consuelo Prates da Veiga

F6

Clodoaldo Prates da Veiga

F7

Celso Prates da Veiga

 

NOTAS:

¹AXT, Gunther. Gênese do estado moderno no Rio Grande do Sul (1889-1929). Porto Alegre: Editora Paiol, 2011.

²TIM, Octacílio B. e GONZALES, Eugênio (org. e edição). Álbum ilustrado do Partido Republicano Castilhista – RGS. Porto Alegre: Livraria Selbach de J. R. da Fonseca e Cia, 1934.

³Pesquisa genealógica de Eliani Vieira

*DOS SANTOS, Adonis. Viamão – vultos do passado e figuras ilustres. Página 161.

*Segundo Segundo assentamento encontrado no Livro  de Casamentos da Curia Metropolitana de Porto Alegre, L2A, pág. 19 vs. Manoel, exercicia a função de Sargento-mor. Neste registro tambem vemos que ele foi casado com Ana Antonia Maria de Jesus, de Laguna. Visível em http://vimaranesguimaraes.blogspot.com.br/search?updated-max=2011-10-21T21:00:00-07:00&max-results=7

*Ilustração: XICO

*Colaborou: Silvio Terra de Oliveira

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