2014–20 Abril – Feliz Páscoa

 

Queridos Amigos e Amigas!

Que essa nova Páscoa seja muito mais que

Lazer e troca de presentes.

Que a Páscoa seja de muitas Reflexões e Entendimentos.

Que a Luz Divina ilumine seus corpos, corações e seus caminhos.

Saúde! Harmonia! Amor! Sabedoria!

Feliz Páscoa!

Cledi e Edson

Jesus-Sepulcro

 

Mulher ou… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 23 Abril 2014

 

2014 – 04– 23 ABRIL – Mulher ou… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Mulher ou…

 

O

 mundo evolui tanto e em tantas coisas, mas em algumas talvez ocorra uma regressão, um retrocesso, uma involução de qualidades inerentes e inestimáveis ao ser humano. A evolução da mulher ao mercado de trabalho externo ao lar e o direito ao voto e exercício da sua pessoalidade no mundo ocidental principalmente trouxe efeitos colaterais para muitas mulheres. Ou para muitos entendimentos. Em toda a evolução que a sociedade teve, nenhuma substituiu a “mãe”. Não temos nenhuma máquina que não seja o corpo humano para gerar um filho. Ser mãe é inalienável da mulher. E, para muitos, o grande e maior exemplo é da Mãe de Jesus. Deus se fez homem através do amor de uma Mulher. Entende-se frequentemente que mãe é também quem cria com amor. Isso tem muita propriedade tal a quantidade de filhos gerados e lançados ao mundo sem o compromisso da mãe e quantas vezes de pais anônimos ou desconhecidos até pela mãe geradora.

 

Cr & AG

 

Outro atributo inalienável da mulher é sua condição de esposa. É frequente aliarem outros como amiga, companheira, confidente, segunda mãe, amante e provedora, por exemplo. Mas todas seriam secundárias à esposa, pois agrega condições únicas e não perecíveis enquanto for definitivamente um casal. – Há controvérsias! – diziam-me. A pluralidade ou a diversidade é parte do sistema chamado humanidade. Há correntes muito fortes que fazem a mulher sentir-se diminuída na sua essência de mãe ou de esposa. Quantas se rotulam como “trabalhadoras” ou “companheiras”. Como se cuidar do lar e dos filhos não fossem o mais difícil, oneroso e compensador que existe. Plenas e absolutas qualidades e jamais demérito da mulher. Muito mais quando ela ainda encerra em suas divinas propriedades o trabalho extra-lar e, no entanto, vê-se que continua como a coluna mestre da sua família. – Como? Alguém ainda duvida que o homem até possa ser em muitos lares o maior responsável pelo aporte econômico, mas a mulher é sempre o esteio da família?

 

Cr & Ag

 

Passaria a transitoriedade dos relacionamentos por esse viés da nova identidade feminina? Passaria a desagregação das famílias, em muitos casos, pelo abandono desse atributo primordial da mulher? A sociedade está enferma, principalmente nesse Brasil de direitos mil e escassos deveres, onde a cumplicidade se alia à impunidade e as pessoas passam da alienação, desesperança, sólida e real desconfiança de suas instituições à dependência mórbida dos “bezerros de ouro”. Há essa tendência e vontade arquitetada para se destruir as identidades que enobrecem o ser humano, um projeto de desconstrução da sociedade ética em prol de uma nova ordem a partir das cinzas, como uma fênix maligna. O mesmo viés maligno que desestrutura a família pelas suas bases desde o nascimento dos tempos, cria hordas de mal-amados, de filhos das drogas e do consumismo desenfreado, de copiar modelos sem moral nem ética, de acreditar no “dar-se bem na vida sem estudar e ter méritos pelo esforço”, do viver sem trabalhar e viver do trabalho dos outros ou aboletado na política e nos “órgãos de classe”. Anote e pense: “Não é a politica que faz o candidato virar ladrão, é o seu voto que faz o ladrão virar politico".

 

Pensamento ofegante!

 

O cantor e maior beneficiado pela “dança/música/troço” chamada de “leco-leco” expelia pela boca que era um “manifesto contra o capitalismo”. Essa criatura existe pelo capitalismo, pois no socialismo/comunismo jamais teria essa possibilidade de ir e vir, viajar para todos os lados, ganhar rios de dinheiro fácil com arte discutível e ter uma imprensa livre para dizer uma série de bobagens e ignorâncias. Será somente um idiota útil?

A Virgem e o Filho

O que você faria se… – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 16 Abril 2014

 

2014 – 04 – 16 Abril – O que você faria se… – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

O que você faria se…

A

 humanidade se debate desde a aurora dos tempos num dilema repetido: – “Qual a minha hora? Quando vou morrer?” Em muitos casos sutilmente desviando o foco pessoal da angústia para o cofre lacrado da religiosidade: – “Quando o mundo vai acabar?” Desde o mais modesto, humilde e simplório ser humano de qualquer geografia e, principalmente, aos poderosos que do alto de seus impérios, de seus exércitos ou de suas coalisões partidárias exercitam seu poder, muitas vezes nefasto sobre os demais mortais. Bruxos, magos e qualquer Ivan Trilha é convocado para deslindar as tramas da vida e da morte. Em se tratando de futuro, sabemos que ele nasce a cada segundo num pulsar talvez infinito, não para todos. Como as águas de um rio indomável que se renovam no mesmo ponto a todo instante, o tempo flui arrastando ou não consigo as esperanças ou as vidas.

 

Cr & Ag

 

O cinema nos ilustra como pessoas buscam o refúgio final na sua fé ou no coletivo dos templos em orações. Outros se entregam aos prazeres que seu ego necessita, seja com álcool, drogas, bebidas ou sexo. Outros ainda liberam a barbárie contida em suas almas e partem para as agressões, mortes, destruições de prédios, queima de ônibus e qualquer coisa que represente a sociedade ou a civilização. Muitos médicos e religiosos ouvem de seus pacientes e discípulos inicialmente a dor da enfermidade ou da desgraça ou, ainda, do final anunciado e previsto. Logo vem a revolta e a clássica indagação “por que comigo”? Pois a nossa humanidade tende em qualquer filosofia ou teologia a sofrer sempre pela culpa. Mesmo que a culpa não seja diretamente sua, assim como Cristo pela humanidade. Internamente, lá no âmago, no mais profundo, todos deveriam saber que quem fez errado, certamente pagará. O contrário compreende as benesses também do merecimento.

 

Cr & Ag

 

Logo que o transe e o golpe são parcialmente assimilados, as pessoas se perguntam “como vou fazer daqui pra frente”. Entenda que não apontamos somente para a morte, mas também para perdas de órgãos, funções ou de pessoas absolutamente amadas e que entendemos como indispensáveis de nossas vidas. “Como vou continuar vivendo?” “O que farei da minha vida ou da vida que me resta?” As respostas são pessoais. Cada um tem a sua dor e para dor da alma não há aparelho nem equação logarítmica para medi-la ou quantificá-la. Aquilo que estraçalha o coração de alguém até pode ser insignificante ou corriqueiro para outro. E muitas vezes de pouco ou quase nada adianta o apoio de que “poderia ser pior”. Pior quanto Sherazade?

 

Cr & Ag

 

Nós médicos somos inicialmente apresentados à Morte. E preparados, instruídos, conscientizados a respeitá-la. A principal disciplina ao entrarmos no curso é a Anatomia é que no profundo respeito das salas de anatomia, com os anônimos cadáveres e suas partes, que ali está o nobre destino de alguém como qualquer um de nós que foi acalentado num útero, alimentado num seio de amor, nutrido sonhos e esperanças, pranteado e agora se desnuda nas fronteiras do saber e da ciência em buscar saúde e vida para toda a humanidade. “Águas passadas não movem moinhos”, prega a sabedoria popular. No entanto, moinhos alimentam o presente e semeiam a vida do futuro. Para muitos brasileiros a desgraça anunciada é o Brasil de hoje da impunidade, da selvageria continuada, das invasões, dos mais de 60 mil assassinatos por ano (sem computar aqueles que não morrem no dia do trauma), mais de 60 mil mortos no trânsito (idem), corrupção generalizada e institucionalizada, da apologia ao comunismo e ideologias fracassadas, da transferência da culpa e da responsabilidade ou do “não sabia de nada”. Continua, com a saúde mais enferma dia a dia, das estradas modelo ERS 118 e dos governos que desgovernam, da educação de má qualidade e verniz ideológico do atraso, das migalhas das bolsas do povo para a locupletação das bolsas de políticos e partidos, da idolatria e das mentiras feitas verdades. Quer mais? Esse não é o “nosso Brasil”, daí entende-se quantos aspiram viver fora daqui, pois as esperanças são queimadas com o ônibus da história.

Amor perdido

Amor tribal – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 09 Abril 2014

 

2014 – 04 – 09 Abril – Amor tribal – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Amor tribal

V

ivemos numa época de relacionamentos transitórios, fugazes, ardentes enquanto duram, de amor novelesco com festas suntuosas em castelos ou hotéis luxuosos. Para muitos resultam de imediato em dívidas acima de suas posses e de seus recursos normais. Há uma tendência crescente tanto de ostentar aquele “amor”, quanto se mostrar aos demais convivas. Há uma influência real dos folhetins novelescos assim como da mídia sensacionalista. Quantas vezes o leito vem antes das palavras, da liturgia da conquista e do cativar para amar? Os atalhos precedem os caminhos e pouco se investe um no outro. E isso começa cedo. Cedo demais, numa realidade de camisinhas e vacinas para crianças que são mulheres antes de serem meninas, adolescentes ou jovens na sua plenitude. É a situação do amadurecimento forçado e institucional. E ai de quem opor-se ou pensar diferente desse clero.

Cr & Ag

Os casais tendem a conviver ou viver em grupo. Conhecem-se no grupo e ali permanecem muitos deles. Outros vão se agregando aos novos amigos e novos parentes de um e outro. Convive-se até intensamente. Das singelas reuniões, aos passeios e às festas. Não da forma ‘normal’, não excessiva ou mesmo abusiva. Evidente que a maioria não identifica a situação, pois a juventude traz a necessidade da experimentação, da repetição até ao conhecimento. Muitos pais entendem o lado positivo pela segurança que o grupo terá diante da bandidagem desenfreada e impune. Alguns começam a perceber que o casal não se curte sozinho. Para o olhar mais acurado algo se identifica de que aquele relacionamento tem debilidades. Essas debilidades se manifestam numa “pedida de tempo” de um dos dois. Mas como se tudo está tão bonito e legal?

Cr & Ag

O casal deve se bastar por si somente e não pelos complementos. Quaisquer que sejam. Inclusive os filhos não ancoram indefinidamente um casal que não se basta. Menos ainda os amigos e as festas. Curtir a companhia, a presença, a convivência, a liberdade que um dá ao outro, o carinho e o respeito naturais, a ausência de ofensas, a plena confiança que passa inclusive pelas contas bancárias, entre outras características essenciais. Outro sintoma da vulnerabilidade da relação está quando um ou outro dedica tempo ‘demasiado’ aos amigos, amigas, trabalho ou outras atividades fora do lar (futebol, pescaria, clubes, etc). As explicações e justificativas abundam e parecem convincentes, principalmente pela necessidade de maquiar a situação.

Cr & Ag

A nossa humanidade nos torna vulnerável em qualquer época do nosso relacionamento. Não há imunidade nem vacina. Há entendimento e continuado esforço. Todos tendem a escapar da dor do conhecimento e da verdade e o relacionamento que se abriga em vida tribal tende a dissipar, mesmo que parcialmente, atenuar, postergar, empurrar com a barriga um relacionamento ferido ou enfermo. Precisa-se de cenários e de teatros e muita maquiagem. A sociedade de consumo e que consome necessita dourar a existência, tornar palatável a vida do casal e persistir naquilo que “pode não estar bom, nem ser ideal, mas que poderia ser pior”.

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Cálice

Motivação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 02 Abril 2014

 

2014 – 04 – 02 Abril – Motivação – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Motivação

 

– Não tenho adrenalina para jogar aqui! – assim se manifestou o jogador de futebol argentino Scocco solicitando sair de Porto Alegre depois de ser contratado por vários milhares de dólares. Como traduzimos “adrenalina”? Seria a falta ou a carência do hormônio? Evidente que não. Traduzindo: motivação. E o que seria a motivação? A motivação é uma ou várias forças interiores da pessoa que o impelem numa certa direção. Poderia ser algo externo a motivação? Estímulos podem ser externos, mas a motivação é algo do interior de cada pessoa. Seria como a impressão digital de sua personalidade, de seu ego, de seu espírito ou outras denominações. Ou a pessoa tem ou não tem essa energia vital que alavanca a sua vida e até a vida da sociedade onde vive ou para onde se irradia. Confunde-se frequentemente com atitude. De novo no futebol, é comum jogadores explicarem insucessos pela “falta de atitude”. É correto quando significa que o modo de agir não foi adequado, mas em muitos falta a motivação que nem os elevados salários ativam ou acendem.

 

Cr & Ag

 

A motivação pode ser uma força positiva, ou melhor, direta ou ainda inversa ou indireta. No mesmo caso acima, o jogador Scocco sofreu e abalou-se com as manifestações do novo técnico do Internacional, mandando os ‘insatisfeitos’ embora e mostrando publicamente sua ‘paixão’ por outro jogador. Sua reação poderia ser: ‘vou mostrar para esse cara quem é o melhor e que eu me garanto’ ou abandonar o barco. Tomou o segundo caminho. Já o preferido que estava em crise existencial com a torcida e com seu futebol agiu diretamente com o prestígio: ‘sou guerreiro e vou mostrar que sou goleador aqui como já fui noutros clubes’.

 

Cr & Ag

 

A motivação também se manifesta de forma coletiva e pode ser ‘contagiosa’ ou impulsionadora de grupos ou da sociedade. Basta que estímulos sejam catalizadores dos mesmos sentimentos ou das mesmas emoções de outras pessoas. Lembra-se das Diretas Já? Uma reação em cadeia e direcionada. Em meados de 2013 novamente a sociedade brasileira buscou o palco das ruas para mostrar a face de jovens, de famílias, de todos os cidadãos que pacificamente numa bela liturgia democrática acendeu a chama da liberdade demonstrando a insatisfação e a revolta com a corrupção escancarada, com o mensalão, com a saúde enferma para quem não tem acesso ao primeiro mundo do Hospital Sírio Libanês, da justiça injusta e disseminadora da impunidade, da crescente insegurança pública e pessoal, da educação de má qualidade, dos impostos abusivos e mal aplicados e de tantas outras chagas que não aparecem com clareza na mídia governista ou nos ‘ibopes’ da vida brasileira de quase plena satisfação.

 

Cr & Ag

 

A motivação e a atitude do povo nas ruas não eram benéficas a quem? Reclamava-se de quem? Resposta direta: do governo, dos políticos e de certas instituições. Eis que surgiram os baderneiros, vândalos, black blocs que sem esse politicamente incorreto são criminosos. São bandidos. O povo ordeiro abandonou as ruas pela violência, a motivação foi sufocada pela violência consentida das autoridades e por segmentos da mídia. Agora é benéfico àqueles que foram alvo das manifestações – bom para o governo, políticos e outros. A impunidade é a marca registrada das instituições e governantes vassalos do poder. Haja motivação! Eis aí uma força de igual ou maior tamanho em sentido antagônico – a desmotivação. É o emparedamento da motivação justa, legal, ética e democrática. Pior! É o estrangulamento da esperança de dias melhores alicerçada na carência efetiva de lideranças que reflitam os anseios morais e éticos da sociedade consciente e a permanência da impunidade, da incompetência, da corrupção, da falsa governabilidade e das mentiras que se contestadas fazem dos contestadores seres antipatrióticos.

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Izabel Guerra – Monja espanhola

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Pintura de Izabel Guerra

 

Sociedade Partenon Literário – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 26 Março 2014.

 

2014 – 3  – 26 Março – Partenon Literário – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Sociedade Partenon Literário – Histórico

A mais antiga entidade literária do estado, fundada em 1868 ─ anos antes da Academia Brasileira de Letras ─ e que reuniu os nossos maiores intelectuais, completou no dia 18 de junho de 2011 seus 143 anos de fundação. Sua sede administrativa fica localizada na Rua Plácido de Castro, 154, Bairro Azenha, em Porto Alegre.

Instituição pioneira da literatura gaúcha, verdadeiro marco da formação cultural do estado, a Sociedade Partenon Literário foi fundada em 18 de junho de 1868, na cidade de Porto Alegre. Do grupo fundador faziam parte Apolinário Porto Alegre, Caldre e Fião, Aurélio Bitencourt, Aquiles Porto Alegre e outros. A instituição conseguiu reunir os maiores intelectuais da época, incluindo, além dos fundadores, nomes como Luciana de Abreu, Múcio Teixeira, Amália Figueiroa e muitos outros que hoje são nome de rua na capital.

Sempre é bom lembrar que o Partenon Literário, além de divulgar suas obras culturais, teve disposição suficiente para lutar de peito aberto pela alforria dos escravos e pela implantação da República, valorizou o papel da mulher na sociedade, publicou uma revista que virou referência, cultivou uma biblioteca volumosa, realizou saraus concorridos, e se preocupou muito com o ensino, a ponto de ministrar gratuitamente suas conhecidas aulas noturnas. Na sua 1ª fase a instituição durou até o ano de 1885 quando não se teve mais notícias a respeito de suas atividades.

Em 1997 um grupo de intelectuais e simpatizantes da causa literária começou a se reunir visando o restabelecimento da associação literária considerada o símbolo da literatura gaúcha: O Partenon Literário.

Liderada por Serafim de Lima Filho e Hugo Ramirez, a renomada instituição voltou a funcionar encontrando eco nos seus ideais e mostrando à sociedade rio-grandense que o Partenon Literário continuava de pé e apto para dar sua colaboração em prol do enriquecimento da nossa literatura.

Doze anos se passaram e o Partenon Literário continua ativo, agregou muitos sócios, que hoje somam mais de cento e cinquenta. Publicou várias coletâneas oficiais, que hoje somam oito volumes. Trouxe para o grande público palestras memoráveis ministradas por grandes autores como Moacyr Scliar, Sandra Pesavento e Charles Kiefer. Outra grande realização foi o estabelecimento do Núcleo Balneário Pinhal, que tão bem tem representado a instituição naquele município.

Enfim, o Partenon Literário vem desenvolvendo uma série de ações, demonstrando à comunidade rio-grandense que esta entidade criada em 1868 está muito viva, sempre com a intenção de procurar refletir o legado de seus primórdios, mas com espaço para todo o tipo de manifestação cultural e discussão a respeito dos atuais anseios da sociedade.

O Partenon Literário atual conta com 150 sócios, realiza palestras, saraus, publica livros, transfere conhecimento e soma muito para a proliferação da cultura, continuando os ideais de nomes como Múcio Teixeira (poeta renomado), Aquiles Porto Alegre (cronista da cidade), Apolinário Porto Alegre (seu principal fundador) e Luciana de Abreu (a primeira mulher a subir em uma tribuna no estado).

 

O viamonense e presidente do Partenon Literário Benedito Saldanha enviou-me o texto acima. Por falta de espaço nesta coluna deixo de publicar o hino oficial da nobre entidade assim como seu atual quadro diretivo. Com orgulho, sou membro dessa grandiosa associação. Um país, uma nação somente evolui e diminui as distâncias entre seus cidadãos pela educação de qualidade e continuada.  Esta sendo sempre uma determinação e um projeto definido do Estado e do seu povo e jamais dos governantes de plantão ou de secretários ou ministros transitórios e de projetos de poder de qualquer ideologia.

Acrescento o final da mensagem do presidente Benedito Saldanha:

E para coroar toda esta comemoração o Partenon Literário apresenta à Sociedade porto-alegrense o seu Hino Oficial, com letra do sócio Carlos Rampanelli e música e arranjos do sócio Antônio Frizon:

 

 

HINO DO PARTENON LITERÁRIO

 

(Letra de Carlos Rampanelli – Música: Antônio Frizon)

 

Meu Partenon Literário,

Teu ideal libertário

É chama que incendeia

Os nossos corações.

No panteão de tuas glórias

Guardaste tuas vitórias

Sobre todos os grilhões.

 

Estribilho:

Caldre Fião, Luciana, Apolinário,

Múcio Teixeira e todos os demais,

Fostes pioneiros em vossa juventude,

Hoje, heróis, verdadeiros imortais.

 

Meu Partenon Literário,

Teu reviver centenário

É farol que norteia

Nossas mentes e paixões.

O relembrar de tua história

Se aviva na memória,

Nos traz fortes emoções.

 

Meu Partenon Literário,

O teu labor voluntário

É mão qu’inda semeia

Luz e paz nas multidões.

Com tuas lutas e bandeiras

Levaste as tuas fronteiras

Às futuras gerações.

 

 

Atual Diretoria:

Presidente Partenon Literário: Benedito Saldanha

Vice-presidente: Alzira Dornelles Bán

Tesoureiro: Eloísa Porazza

Secretário: Fábio Dullius

Pres. Honra: Serafim de Lima

Conselheiros:

Álvaro de Almeida Leão

Dilmar Xavier da Paixão

Felipe Raskin Cárdon

Lourival Villas-Bôas

Carlos Rampanelli

Alda Paulina Borges

Margarete Moraes

Floreny Ribeiro

Celso Porto

Departamento Tradição e Folclore: Cláudio de Sá

Departamento de Música: Antônio Frizon

Departamento de Teatro: Eloísa Porazza

Departamento de Cinema: Vilson Santanense

 

O meu café – Parte 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 19 Março 2014

 

2014 – 03 – 19 Março – O meu café – Parte 2 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

O meu café – Parte 2

 

 A

doro um café de beira de estrada. Aquele café de caminhoneiros alojado nas garrafas térmicas ou nas seculares máquinas de café que na verdade apenas mantém quente o café previamente feito. Nos saudosos tempos de motociclista, o aroma do café trespassava a bruma matinal e nos acompanhava no dorso da moto por longos quilômetros. Café geralmente de uma humilde casa de agricultor traz sonhos realizados. Muitos motociclistas relatam esses mesmos sentimentos, como o maior motociclista viamonense – Luizinho Zavarize. A delícia de estacionar a amada moto, abastecer seu tanque e abastecer nosso corpo e nosso espírito com um bom e perfumado café. Por vezes, um pouco doce demais. Nada é perfeito aqui.

 

Cr & Ag

 

Você deve ter o “seu café” como eu tenho o meu. Um poeta escreveu e vaticinava: “depois do sexo, um cigarro e um bom café”. Cigarros matam cedo e deixam impotentes. A tendência era de poetas morrerem cedo pela tísica (tuberculose), mas bebedores de bons cafés tendem a ter belas longevidades. Para tudo há limites. Inclusive para o amor? E uma mulher te cativa também pelo seu café. Veja uma mulher fazer um café! Há um ritual próprio, peculiar em preparar uma oferenda ao seu deus, que passa pela escolha do café, da cafeteira, das xícaras ou outros recipientes, guardanapos, a extrema limpeza das bordas e do pires, a colher, algum complemento para emoldurar a sua obra de amor e de cativar. A temperatura ideal não deve queimar os lábios nem deixar a sensação de frieza. A bandeja ou entregar a xícara na mão permitindo um encaixe de dedos ou o sutil toque de peles que se eriçam. Há mais. Muito mais. Permita-se ver e idealizar ou sonhar. Há homens que não atentam (até agora pelo menos) para esses detalhes e rituais. Outros não valorizam devidamente. Infelizmente. A vida se faz nos detalhes e se descortina nos seus mistérios nas suas parábolas.

 

Cr & Ag

 

– Pra mim, a mulher tem que ser boa de cama! – escuta-se. São relacionamentos pouco duradouros e nada com escassa ou ausente qualidade perdura. Já curti muito o café na arquibancada do meu time do coração. Tardes de sol escaldante, a moleira a ponto de fundir ou derreter, eis que passa o homem do café e ali meio que de lado, atravessado como lagarto em beira de estrada, derrama o café no singelo copinho plástico e sorvia aquele líquido maravilhoso e… refrescante. Meu pai Aldo, por vezes, levava sua caneca na mochila. Eu sempre me espantava com sua previdência e pessoalidade. Nas caçadas de marrecão, ele era o primeiro a chegar ao acampamento e os demais companheiros vinham extenuados pela várzea gritando pelo “café do seu Aldo”, pois o perfume magnetizava qualquer um. Uns sentavam num toco de madeira, outros jogavam-se nos sacos da bagagem, mas me deslumbrava vendo o prazer em seus rostos com os goles de café lentamente sorvidos nas canecas de alumínio ou de louça(porcelana).

 

Cr & Ag

 

Há lugares em que me encontrei com o meu café. Minas Gerais faz um café dos sonhos do mais renitente e empedernido mortal e em qualquer parada de beira de estrada ali te espera uma bebida própria dos deuses. O aroma te persegue pela estrada e quantas vezes parei a moto no acostamento, retirei o capacete e agradeci a vida que o Criador nos oferece. Outro lugar – numa ida à Santiago do Chile. Caminhei com minha esposa algumas quadras para que o GPS olfativo dela (muito mais sensível que o meu) localizasse a cafeteria da origem desse café mágico. A vida não está na riqueza dos bens materiais ou no poder dos homens sobre a natureza e os demais seres humanos, a vida está naquilo que desfrutamos e aprendemos e entendemos dela.

 

A magnitude da existência, a beleza inolvidável da vida está nas coisas mais singelas e humildes, nos detalhes que nossas acuidades e nossos sentidos nos mostram e o café, o meu e o teu, são parte da alegria de viver e de conviver. De amar e ser amado!

 

Soldado e o gato

Moto não tem idade

O meu café – Parte 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 12 Março 2014

 

2014 – 03 – 12 Março – O meu café – Parte 1 – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

O meu café – Parte 1

 

P

oderíamos iniciar pela célebre frase: “há café e cafés”. Vou aproximá-lo do meu café, com respeito aos “cafés” contrários ou dissidentes. Até admiro quem gosta de cafés incrementados com chantili, licores estupefacientes e afrodisíacos, cafés italianos em máquinas somente italianas, cafés tirados com requintes de arte e verdadeiras obras primas de invulgar beleza estética. Admiro a arte detalhada em imagens pinceladas na espuma. Mais envoltórios, mais nos afastamos da essência original. Como apreciar a companhia e idealizar-se com ela pelo seu carro, por suas roupas ou por suas joias? E o sagrado conteúdo, o âmago da pessoa, sua essência vital iriam lhe transmitir o que?

 

Cr & Ag

 

Atribui-se a descoberta do café a um pastor etíope que observou suas cabras (ou carneiros?) comerem frutinhas de arbustos nas regiões montanhosas e quanto mais comiam, mais ativas ficavam. Experimentou o fruto e gostou. Um monge ao saber do fato, usou as frutinhas para conseguir orar longamente sem dormir ou cochilar. Algo assim é a lenda dessa bebida que se espalhou pelo mundo e sendo em grandes épocas a principal cultura brasileira de exportação. Épocas em que bebíamos aqui somente aquele café rejeitado pelos importadores e seriam descartados e jogados aos animais. Esse era o café do povo brasileiro que não tinha liberdade, poder aquisitivo, cultura e educação suficientes para escolher algo melhor.

 

Cr & Ag

 

Minha mãe Dora, exímia costureira, fazia sacos de café com tecidos diversos para colocar no bule e coar o café. Ela tinha marcas prediletas, tecidos preferenciais e técnica pessoal para passar o seu café. Havia a hora do café com leite de vaca (vaca mesmo!) e hora do café preto e todo um esquema do descarte do café usado (borra), lavar e secar o coador. E a magia de acordar pela manhã e ficar na cama sentindo o aroma do café sendo passado na cozinha. E ‘me fazendo de linguiça’ e rolando na cama, fazendo que ainda dormia para ser chamado pelo meu nome, lembrando-me da da escola e do banho (que dureza), mas terminando com o “café tá pronto”. E o café da avó Adiles em fogão de campanha com lenha acesa todo dia e o “leite recém tirado da teta da vaca” e em grandes canecas com canela em pó.

 

Cr & Ag

 

Eu e a gurizada do bairro do Cemitério e do Mendanha fazíamos cabanas imitando ocas de índios nos matos da vizinhança. Caçávamos preás, sabiás e pombas do mato. Cozinhávamos aipins e batatas-doces. Eram banquetes reais no imaginário de crianças de uma época em que se caminhava por toda Viamão sem nenhum perigo ou risco além das nossas próprias brincadeiras e arteirices. Época e lugar em que as crianças eram crianças sem estatutos. E fazíamos o café no fogo de chão ou sobre uma chapa de folha ou ferro. Quando a água do canecão fervia deitava-se colheradas de perfumado café. Aguardava-se um tempo e com um ferro em brasa ou um tição rubro fazíamos o café descer lentamente ao fundo do recipiente. Nessa hora mágica a gurizada largava as brincadeiras e vinham correndo atraídos pelo divino aroma. Distribuía-se nas canecas com o cuidado para o café permanecer em seu leito no fundo da lata ou canecão. (continua)

 

Pensamento Ofegante! – O que é que dorme com a filha, ama e vive com a mãe e morre com a avó? Resposta em http://www.edsonolimpio.com.br

 

Resposta: A maquiagem. Na mulher jovem dorme com ela após festas, baladas ou pela preguiça de uma correta limpeza de pele. Na mulher mais madura a maquiagem está plena. E adorna as feições da idosa em sua vida eterna.

Boa Vista-Roraima 19-29 ABR 2007 058

Imagem de um gigantesco painel na Venezuela. Imagem fotografada por esse cronista.

Morgana 2007 - 2

Saudosa companheira de longas viagens – Morgana!

Liturgia dos Corpos em Vida – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 26 Fevereiro 2014

 

2014 – 02 – 26 evereiro – Liturgia dos corpos em vida– Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Liturgia dos Corpos em Vida – Especial de Verão e Férias

"Nossos corpos são nossos jardins, nossas vontades são nossos jardineiros.”

– Our bodies are our gardens, to the which our wills are gardeners. "Othello", Scene X – por William Shakespeare.

A

 primavera já carrega os ares da liberdade, a ruptura dos grilhões do gélido inverno em que somente no interlúdio do aconchego íntimo e amoroso a nudez é consentida e idolatrada. No então, o verão é a plenitude da exposição e a necessidade de retorno ao útero e berço de toda a vida – o oceano. É nesta mágica conjunção de corpos e água que o resplendor da vida acontece em forma, cor e odor. A beleza transcende o detalhe e há tribos para todos os gostos e sintonias. Do estrógeno à testosterona. Do lúdico e platônico ao intenso e carnal. Da letargia do banho solar ao frêmito dos sentimentos que transbordam. É a magnitude formidável da vida usando todo o tempo fugaz dessa existência terrena.

Somos seres de contato e de amor tanto com nossos similares quanto com a natureza esplendorosa. Assim não há feio para perdoarmos ou aguilhoarmos, todos são belos dentro da sua essência e possibilidade de nossa humanidade. Justo, talvez, pela transitoriedade de nossos corpos e a certeza de seu ocaso exige-se, necessita-se da luz solar, da água, da brisa quente, do mar, a explosão da vida exposta em corpos com a mística da existência que transcende e logo ali no horizonte irá liberar sua alma para voos mais intensos.

Há garotos e garotas de Ipanema, da Cidreira e do Capão, de Camboriú ou de Punta dos pruridos da juventude em flor de polinização intensa aos prateados dos veteranos que saboreiam a vida com as nuances do vinho magnífico e único sorvido e degustado com o prazer das horas sem fim e longe, muito distante, do garrafão dos ébrios e aprendizes. A vida se ajusta no equilíbrio do ajuste constante entre os desiguais, cada um com seu universo e seus dons. Com suas alegrias e satisfações.

As correntes de pensamento se ajustam canalizadas pela ideologia da vida em plenitude, na liberdade de ter e usar, de ser ou de parecer, de enfeitar ou de despir. De exteriorizar o abraço trepidante com o beijo úmido de paixão. Novamente e sempre a mesma umidade dos sentimentos aflorados comparece com os fluidos da manutenção da existência e das novas gerações encubadas no amor ou nem tanto.

Transitamos pelas sombras e por tantas névoas, mas jamais deixamos de aspirar e de sermos seres de luz. Invariavelmente agradecemos a cada nova manhã, amamos o sol que nos aquece e transpiramos o agradecimento divino estarmos nessa terra tão maravilhosa que nos atura, suporta e ousa persistir em nos manter com a liturgia de corpos em vida.

 

mulher espelho

A Família Arigó – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 19 Fevereiro 2014

 

2014 – 02 – 19 Fevereiro – Família Arigó – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

A família Arigó – Especial de Férias e Verão

N

a nossa tribo, digo família, quem não é parente do Danilo e do Sílvio Boca? O que tem de Oliveira é assustador. E Fraga então? Certa vez fui num encontro da família Fraga, informaram-me que a contagem parou em 15.423 e a fila dos Fragas continuava da Lomba do Sabão até o local do evento no Passo do Vigário. Mas há outras não catalogadas e estudadas oficialmente e sem a mística de um Fraga ou a singeleza de um Oliveira, que não conhece algum Arigó? Você mesmo, intrépido e suado leitor, quantos arigós você conhece? Faltam dedos nos pés e nas mãos para contar. Isso é geral e crescente. Um famoso cientista e professor do Einstein tinha um cartaz em seu laboratório: Quando o mundo que conhecemos acabar, restarão as baratas e os arigós! Sim tem arigó ianque – The Arygo’s Family. Dizem que Obama veio de Arygo Down. Impressionante. É uma gente tão numerosa quanto os brocoiós, os corruptos, os insanos do som e os bundas-moles.

Cr & Ag

E mais interessante e assustador é que tem arigó infiltrado, disfarçado, escamoteado nas outras espécies. Como também sou Silva, atesto e reconheço a firma: tem muito arigó nos Silvas. E na política? Observem uma campanha eleitoral para qualquer coisa, tem arigó em tudo que é partido e cor. Não que o arigó seja um camaleão multicromático, mas tem arigó do afro ao japonês (sensei ou nonsei!). Mas não se iludam acreditando que sejam subnutridos mentalmente, pelo contrário, tem arigó doido de tão esperto. Ladino como messalina  em festa do congresso. Vejam como tem arigó ganhando fortuna na dupla grenal. Não jogam meio ovo, mas estão lá com contratos de anos sem fim. Com o fim do ânus da torcida. Redundância horrível.

Cr & Ag

Há projeto na comissão (ou seria comichão) de justiça para que seja criado o status de perseguido político para que os arigós se habilitem nessa teta maravilhosa que alimenta a esperteza ideológica. Há emendas de arigós de todos os estados. Uma cria a Arigolândia, uma cidade para substituir Brasília. Querem a sede (e com muita sede ao pote) nas Ilhas Cayman. Outra cria uma estatal: a ArigóBras para gerir e distribuir tudo que vier e não vier do pré-sal com algumas dezenas de milhares de cargos de confiança e comissionados com  cota de 90% para arigós. Ainda outra cria a ArigóSaúde, a maior empresa de importação de ideologia e saúde do planeta. Há outras menos significativas como a que dá aposentadoria integral para o arigó que comprovar 20 anos não trabalhados ou ao arigó preso pela “falta de oportunidades e sociedade cruel” que terá direito “líquido e certo” de salário de desembargador aposentado por similaridade.

Cr & Ag

Que não se tire um arigó para bobo. Arigó não tem esquerda ou direita, tira e bate com as duas mãos e com os três pés. Ligeiro como corisco. Não generalizemos, tem muito arigó boa gente. Prestativo e honesto. Pau para toda obra. Tira a roupa para vestir defunto alheio. Deixa de comer para dar às criancinhas. Reza missa e ainda triplica o dízimo. Cidadãos exemplares. Mas infelizmente, muitos arigós continuam acreditando que um dia “eles cairão na realidade e corrupto e corrompido serão passado e a luz brilhará mais forte”. Bonito não é? Tiro os óculos para secar as lágrimas. Me emociono e quase entro em sintonia, mas ainda quero ver o Brasil abandonar os títulos de pátria dos bandidos e da impunidade. Talvez todos nós tenhamos uma parcela do sangue arigó correndo nas veias. Do bom e do mau. E dos intermediários.

Governo come nosso dinheiro

Assim temos o resultado do nosso trabalho devorado pelo Govêrno. Trabalhamos mais de 5 meses no ano para sustentar a vampiragem oficial.

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