A Memória e a Gratidão!–Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião

12 Dezembro 15 – 2010 – A Memória e a Gratidão! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

A Memória e a Gratidão!

 

Ao final de um ano de trabalho acontece o balanço das atividades. Para as empresas, faz-se o balanço fiscal e são contabilizadas as perdas e os lucros, assim como, a medida do seu crescimento ou o seu encolhimento. Muito de nós passo pela vida sem o tempo e a vontade necessária para realizar um balanço de nossas atividades e sentimentos. Outros, no entanto, esperam esse apagar de luzes de um ano alegre ou dolorido para colocar num dos pratos da balança o que foi de positivo e no outro tudo aquilo de negativo. O entendimento do bom e do ruim é pessoalíssimo.

Durante a juventude, a memória gravita nas imediações de nossas vidas. Anos ou décadas para frente ou para trás. Eis que durante a velhice, constatamos que nossos idosos tem uma boa memória para os acontecimentos da infância ou da juventude. Muitos acusam e revelam esquecimento para coisas simples do dia a dia ou de um passado recente. No furor de juventude idolatramos geralmente o que se apresenta a nossa volta, os ídolos de nosso tempo.

Outro dia estava numa festividade de formatura de crianças de uma das nossas escolinhas. Meu neto de dois anos, não estava formando-se na escolinha, mas como aluno participava de uma das belas e várias apresentações. Sempre tive uma enorme admiração e respeito por esses professores de maternal e da primeira infância e dos professores alfabetizadores. Quando vimos uma obra terminada e aplaudimos o seu criador, estamos reconhecidamente enaltecendo o final. No ser humano não é assim. As contingências que obrigam pais e mães a colocarem seus filhos nas escolinhas transferem aos professores e professoras a mais vital essência de suas vidas – seus filhos! Essas crianças são como o barro primordial donde foi moldado o homem e a mulher.

Trazemos nossa carga genética e nossa bagagem espiritual, mas as vivências boas ou más moldarão grande parte de nós. Acredito que esses professoras e professores são seres iluminados e nitidamente vocacionados. Há algo de divino em certos ofícios humanos, este certamente é um deles. Ali naquele palco da vida estão seres em desenvolvimento para o amor e para o ódio e quantas dessas crianças convivem mais com suas profs do que com seus familiares? Muitos em tempo e outros em intensidade. Observava crianças com diversos graus de dificuldades integradas com seus coleguinhas num amálgama de amor e compreensão. É a construção de uma sociedade de mais amor e respeito pelos chamados ou entendidos como diferentes. Eis donde brota a esperança num mundo melhor para todos.

Esses mestres jamais estariam ali pelos ganhos pecuniários ou por status social. Destes mestres talvez nunca tenha saído um homem público ou alguém homenageado com lustro e glória. Ou talvez premiado! Para muitos dos pais ou familiares eles são sombras desconhecidas numa escola qualquer. Ou outros com sentimentos menos nobres. Isso se explica pelo entendimento de que a culpa consciente ou inconsciente seja transferida para outrem. Eis que a ação divina se faz na velhice quando o idoso ou a idosa lembram e gratificam a primeira professora ou o primeiro mestre. Para muitos é o resgate assumido do que esqueceram na juventude. Curioso?

Nota do Editor: Uma homenagem e gratidão à Escolinha Crescer e Conhecer e às suas professoras e professores. Que todos os mestres e escolas sintam-se igualmente distinguidos e recebam a gratidão de todos nós.

 

Mensagem aos amigos!

            Por Lúcia Barcelos – Escritora e Poetisa.

 

clip_image002Há os que dizem que somos seres da Terra, assim como os minerais, os vegetais e os animais, porém com a denominação de animais racionais. Enquanto seres humanos, todos temos um formato físico semelhante e temperamentos distintos. E deste formato que é interno, deste formato que não é decodificado pelos olhos físicos, talvez pudéssemos dizer que levamos a vida inteira num processo de formatação, ou seja, são anos para se chegar a uma forma, e daí nos damos conta de que a transformação acontece sim, e que é fundamental.

 

É claro que as contingências do dia a dia consomem a gente, as exigências da sobrevivência e as transformações da sociedade, enfim, do mundo, nos absorvem

e, às vezes nem refletimos sobre tantas coisas que se passam dentro de nós mesmos. E continuamos feito pequenos navios, ora ao leme, ora submissos aos caprichos das forças naturais, rumo ao infinito. Houve um tempo em que os navegadores só tinham nas estrelas um referencial de orientação. Era o céu que lhes acendia o rumo. Hoje, os navegadores se acercam da tecnologia. Porém nós, navegadores da vida, vivemos ainda procurando estrelas que nos indiquem o caminho interior. E é tão gratificante quando reconhecemos o caminho das estrelas!

 

Cada um de nós tem sua batalha do dia a dia, suas expectativas, decepções, vitórias… Cada um teve que vencer os seus obstáculos, conquistar o seu espaço e enveredar por algum caminho. Mas tem um momento em que os caminhos se encontram, e que então se elege oportunidades para comemorar parcerias, nutrir esperanças, também com as luzes das estrelas que cada um traz para compartilhar. É claro que muitos e muitos sentimentos vamos escondendo ou sufocando ao longo do caminho, mas isso é assim mesmo: é a vida. Ela nos ensina a guardar dores e alegrias, e nos ensina até a não prestar muita atenção nelas em certas ocasiões. Mas só que o tempo passa rápido demais e precisamos ficar atentos para não perdermos a capacidade de nos encantarmos com o que é ainda encantador!

 

Uma coisa é cumprir tarefas, outra coisa é sentir sabor naquilo que se faz, e de preferência, que não seja um sabor amargo. A vida anda ao ritmo próprio dela, mas cabe a nós criar um tempo para sonhar, para sorrir, para cantar, para fazer poesia, para perceber os detalhes felizes e para não deixar a nossa estrela solitária, perdida num canto do céu, sem a contemplação e a gratidão do nosso olhar! Vamos provocar um certo recuo na razão e acreditar que podemos tudo. Vamos acreditar na estrela que é capaz de revolucionar a nossa filosofia de vida e o nosso estado de espírito. Vamos continuar nos desprendendo do que não é bom. Vamos continuar num caminho sob estrelas nossas, e sob estrelas de quem nos ilumina com a fulgurante luz da amizade!

A Viagem de cada um de nós!–Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião–12 Dezembro 2010

12 Dezembros 08 – 2010 – A Viagem de cada um de nós! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A Viagem de cada um de nós!

Uma das crenças entre os gregos e os romanos era de que os deuses, apesar do esplendor de seus poderes, tinham um ciúme gigantesco das pessoas comuns. E sempre que podiam realizavam seus sonhos de amor com homens e mulheres mortais. E dessas relações havia filhos. E mais conflitos. E o ciúme estava embasado exatamente na nossa finitude. A eles pertencia a eternidade confinada entre a mesmice dos séculos, aos humanos e mortais pertencia a magnitude da Vida finita. Somente quem conhece a Morte pode amar plenamente a Vida!

 

Perdas e ganhos! Quando perdemos e quando ganhamos? Ao falecer alguém a quem amamos, a nossa humanidade tende ao desespero da perda completa daquele ser de nossa presença e de nosso toque. O toque! A mão que acaricia outra mão ou uma face ou um dedo que navega nos sulcos de um lábio sente essa avassaladora ausência. Assim como corpos que se tocam e acordam juntos após uma noite de sono se existe a fragrância do amor. Olhos que buscam e se fotografam na solidão do par amoroso ou na multidão frenética. A água que sorvemos no mesmo copo, ou a umidade deixada pelos lábios na bomba de chimarrão espelham esse universo magnífico de vida. No entanto, a ausência física remete-nos à perda. E as emoções contidas nessa ausência física podem estraçalhar nossos corações. Ou despedaçar a nossa alma! Sim, alma. Imortal alma. Tão antiga quanto o amor e o ódio. Assim como eles, imortal em nossa eterna evolução.

 

Se pensarmos ou sentirmos essa nossa passagem curta ou longa aqui nesta Terra de tantas e tão brutais desigualdades e sofrimentos, poderemos estar como seres numa estação esperando o trem, o ônibus ou o avião. Enquanto alguns já partiram, outros estão com a passagem comprada e na lista de chamada para ocuparem seus lugares e partirem. E os demais? Eles têm duas opções. Ou ficar plantados na estação lamentando a viagem daqueles que já foram, ou tocar a vida sem preocupar-se com o seu momento de viajar. No entanto, fazendo com que o tempo de permanência antes de serem chamados seja pródigo em realizações e amor. O manto do esquecimento jamais será espesso o suficiente para cobrir nossas cicatrizes. Agora somente depende de nós tornarmos as marcas da jornada em ensinamentos e aprendizagem que leve ao entendimento e à luz do amor mais amplo e universal. Nenhuma pessoa ou ser nos pertence absolutamente. Quem ama – liberta! E assim o amor se expande – maior e muito mais puro e luminoso.

 

Nada fácil! Geralmente, muito doloroso e difícil. Mas que as pessoas que amamos, se nós permitirmos por nossas orações e fé, sigam os novos caminhos dessa outra jornada que começou com a morte e prossegue com o renascimento sem as amarras do corpo, serão e devem ser considerados como ganhos. Ganhos? Sim. Evoluirão como seres de amor e de luz, no entendimento e no merecimento de suas existências. Que nossas orações os fortaleçam e amparem e que o Amor a todos sustente!  – Waldeliro Antunes da Cunha – esposo, pai, avô, bisavô e sogro – que o Espírito Santo ilumine sua alma e seu caminho!

 

Guerreiros Anônimos!

 

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Seu Salah!

Seu nome é Salah Kalil Abdel Jawwat Abdel, natural da Palestina e viamonense de coração e por opção. Conhecido com seu querido irmão Jamil como proprietários da Feira Paulista, a mais tradicional e longeva loja do Centro Histórico de Viamão. A dificuldade em pronunciar o sobrenome palestino poderia ser sintetizada em trabalho e humildade, com a dignidade que construíram suas famílias no Brasil de todas as etnias, raças e credos. O milenar conflito na sua pátria em um povo sem fronteiras geográficas de sua nação não se traduz em ódio, revela-se em humildade e orações.

Saudade dos amigos

 

Perdão, por andar sumida…

Faz parte da vida!

Há tempos até

Em que sumo de mim.

Talvez não seja sumiço:

Perco-me na nuvem do compromisso…

Mas me encontro, enfim,

Quando a estrela da saudade dos amigos

Acende dentro de mim!

            Lúcia Barcelos – Poetisa

 

A Viagem de cada um de nós!–Edson Olimpio–Jornal Opinião–08 Dezembro 2010

12 Dezembros 08 – 2010 – A Viagem de cada um de nós! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A Viagem de cada um de nós!

Uma das crenças entre os gregos e os romanos era de que os deuses, apesar do esplendor de seus poderes, tinham um ciúme gigantesco das pessoas comuns. E sempre que podiam realizavam seus sonhos de amor com homens e mulheres mortais. E dessas relações havia filhos. E mais conflitos. E o ciúme estava embasado exatamente na nossa finitude. A eles pertencia a eternidade confinada entre a mesmice dos séculos, aos humanos e mortais pertencia a magnitude da Vida finita. Somente quem conhece a Morte pode amar plenamente a Vida!

 

Perdas e ganhos! Quando perdemos e quando ganhamos? Ao falecer alguém a quem amamos, a nossa humanidade tende ao desespero da perda completa daquele ser de nossa presença e de nosso toque. O toque! A mão que acaricia outra mão ou uma face ou um dedo que navega nos sulcos de um lábio sente essa avassaladora ausência. Assim como corpos que se tocam e acordam juntos após uma noite de sono se existe a fragrância do amor. Olhos que buscam e se fotografam na solidão do par amoroso ou na multidão frenética. A água que sorvemos no mesmo copo, ou a umidade deixada pelos lábios na bomba de chimarrão espelham esse universo magnífico de vida. No entanto, a ausência física remete-nos à perda. E as emoções contidas nessa ausência física podem estraçalhar nossos corações. Ou despedaçar a nossa alma! Sim, alma. Imortal alma. Tão antiga quanto o amor e o ódio. Assim como eles, imortal em nossa eterna evolução.

 

Se pensarmos ou sentirmos essa nossa passagem curta ou longa aqui nesta Terra de tantas e tão brutais desigualdades e sofrimentos, poderemos estar como seres numa estação esperando o trem, o ônibus ou o avião. Enquanto alguns já partiram, outros estão com a passagem comprada e na lista de chamada para ocuparem seus lugares e partirem. E os demais? Eles têm duas opções. Ou ficar plantados na estação lamentando a viagem daqueles que já foram, ou tocar a vida sem preocupar-se com o seu momento de viajar. No entanto, fazendo com que o tempo de permanência antes de serem chamados seja pródigo em realizações e amor. O manto do esquecimento jamais será espesso o suficiente para cobrir nossas cicatrizes. Agora somente depende de nós tornarmos as marcas da jornada em ensinamentos e aprendizagem que leve ao entendimento e à luz do amor mais amplo e universal. Nenhuma pessoa ou ser nos pertence absolutamente. Quem ama – liberta! E assim o amor se expande – maior e muito mais puro e luminoso.

 

Nada fácil! Geralmente, muito doloroso e difícil. Mas que as pessoas que amamos, se nós permitirmos por nossas orações e fé, sigam os novos caminhos dessa outra jornada que começou com a morte e prossegue com o renascimento sem as amarras do corpo, serão e devem ser considerados como ganhos. Ganhos? Sim. Evoluirão como seres de amor e de luz, no entendimento e no merecimento de suas existências. Que nossas orações os fortaleçam e amparem e que o Amor a todos sustente!  – Waldeliro Antunes da Cunha – esposo, pai, avô, bisavô e sogro – que o Espírito Santo ilumine sua alma e seu caminho!

 

Guerreiros Anônimos!

 

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Seu Salah!

Seu nome é Salah Kalil Abdel Jawwat Abdel, natural da Palestina e viamonense de coração e por opção. Conhecido com seu querido irmão Jamil como proprietários da Feira Paulista, a mais tradicional e longeva loja do Centro Histórico de Viamão. A dificuldade em pronunciar o sobrenome palestino poderia ser sintetizada em trabalho e humildade, com a dignidade que construíram suas famílias no Brasil de todas as etnias, raças e credos. O milenar conflito na sua pátria em um povo sem fronteiras geográficas de sua nação não se traduz em ódio, revela-se em humildade e orações.

Saudade dos amigos

 

Perdão, por andar sumida…

Faz parte da vida!

Há tempos até

Em que sumo de mim.

Talvez não seja sumiço:

Perco-me na nuvem do compromisso…

Mas me encontro, enfim,

Quando a estrela da saudade dos amigos

Acende dentro de mim!

            Lúcia Barcelos – Poetisa

 

A Viagem de cada um de nós!–Edson Olimpio–Jornal Opinião–08 Dezembro 2010

12 Dezembros 08 – 2010 – A Viagem de cada um de nós! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A Viagem de cada um de nós!

Uma das crenças entre os gregos e os romanos era de que os deuses, apesar do esplendor de seus poderes, tinham um ciúme gigantesco das pessoas comuns. E sempre que podiam realizavam seus sonhos de amor com homens e mulheres mortais. E dessas relações havia filhos. E mais conflitos. E o ciúme estava embasado exatamente na nossa finitude. A eles pertencia a eternidade confinada entre a mesmice dos séculos, aos humanos e mortais pertencia a magnitude da Vida finita. Somente quem conhece a Morte pode amar plenamente a Vida!

 

Perdas e ganhos! Quando perdemos e quando ganhamos? Ao falecer alguém a quem amamos, a nossa humanidade tende ao desespero da perda completa daquele ser de nossa presença e de nosso toque. O toque! A mão que acaricia outra mão ou uma face ou um dedo que navega nos sulcos de um lábio sente essa avassaladora ausência. Assim como corpos que se tocam e acordam juntos após uma noite de sono se existe a fragrância do amor. Olhos que buscam e se fotografam na solidão do par amoroso ou na multidão frenética. A água que sorvemos no mesmo copo, ou a umidade deixada pelos lábios na bomba de chimarrão espelham esse universo magnífico de vida. No entanto, a ausência física remete-nos à perda. E as emoções contidas nessa ausência física podem estraçalhar nossos corações. Ou despedaçar a nossa alma! Sim, alma. Imortal alma. Tão antiga quanto o amor e o ódio. Assim como eles, imortal em nossa eterna evolução.

 

Se pensarmos ou sentirmos essa nossa passagem curta ou longa aqui nesta Terra de tantas e tão brutais desigualdades e sofrimentos, poderemos estar como seres numa estação esperando o trem, o ônibus ou o avião. Enquanto alguns já partiram, outros estão com a passagem comprada e na lista de chamada para ocuparem seus lugares e partirem. E os demais? Eles têm duas opções. Ou ficar plantados na estação lamentando a viagem daqueles que já foram, ou tocar a vida sem preocupar-se com o seu momento de viajar. No entanto, fazendo com que o tempo de permanência antes de serem chamados seja pródigo em realizações e amor. O manto do esquecimento jamais será espesso o suficiente para cobrir nossas cicatrizes. Agora somente depende de nós tornarmos as marcas da jornada em ensinamentos e aprendizagem que leve ao entendimento e à luz do amor mais amplo e universal. Nenhuma pessoa ou ser nos pertence absolutamente. Quem ama – liberta! E assim o amor se expande – maior e muito mais puro e luminoso.

 

Nada fácil! Geralmente, muito doloroso e difícil. Mas que as pessoas que amamos, se nós permitirmos por nossas orações e fé, sigam os novos caminhos dessa outra jornada que começou com a morte e prossegue com o renascimento sem as amarras do corpo, serão e devem ser considerados como ganhos. Ganhos? Sim. Evoluirão como seres de amor e de luz, no entendimento e no merecimento de suas existências. Que nossas orações os fortaleçam e amparem e que o Amor a todos sustente!  – Waldeliro Antunes da Cunha – esposo, pai, avô, bisavô e sogro – que o Espírito Santo ilumine sua alma e seu caminho!

 

Guerreiros Anônimos!

 

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Seu Salah!

Seu nome é Salah Kalil Abdel Jawwat Abdel, natural da Palestina e viamonense de coração e por opção. Conhecido com seu querido irmão Jamil como proprietários da Feira Paulista, a mais tradicional e longeva loja do Centro Histórico de Viamão. A dificuldade em pronunciar o sobrenome palestino poderia ser sintetizada em trabalho e humildade, com a dignidade que construíram suas famílias no Brasil de todas as etnias, raças e credos. O milenar conflito na sua pátria em um povo sem fronteiras geográficas de sua nação não se traduz em ódio, revela-se em humildade e orações.

Saudade dos amigos

 

Perdão, por andar sumida…

Faz parte da vida!

Há tempos até

Em que sumo de mim.

Talvez não seja sumiço:

Perco-me na nuvem do compromisso…

Mas me encontro, enfim,

Quando a estrela da saudade dos amigos

Acende dentro de mim!

            Lúcia Barcelos – Poetisa

 

Olá, mundo!

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Nomes Caninos!–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–01 Dezembro 2010

12 Dezembro 01 – 2010 – Nomes Caninos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

Nomes Caninos!

Qual o nome do seu amigo canino? Ou seria melhor – quais os nomes dos seus amigos caninos? Quantas vezes nos colocamos a abrir as gavetas da memória trazendo à luz as lembranças das vivências que tivemos com nossos amigos caninos? As convivências com cães e gatos ajudam a construir as nossas personalidades de forma mais sadia e iluminada. Certo? “Desde que me lembro de ser gente”, usando uma expressão comum entre nós, lembro-me de uma cadela guaipeca, a Querida, que brincava comigo ali naquela casa onde hoje é a sede do PTB. E depois de cansados de tanto brincar, dormíamos no assoalho de madeira. Eu abria um braço e ela deitava a cabeça afetivamente. Sempre tivemos cães e gatos. Toda a minha infância e também de meus filhos eles eram além de amigos, “pessoas” da família.

 

Sobre gatos trataremos em outra crônica. Os cães estão com o homem na face da Terra e nas tocas e cavernas desde tempos primitivos. Alguns discutem se seriam os cães ou os cavalos os mais fiéis amigos animais. Escapemos desse conflito afetivo. Meu avô paterno tinha dois Fox, Bric e Brac, contava-me meu pai. E durante toda a enfermidade que culminou com seu falecimento, os dois ficavam próximos à cama. Saiam para comer e fazer suas necessidades básicas e retornavam. Obedecendo-lhe pela voz ou por gestos. Também tive um Fox, o Bric como uma homenagem à amizade e fidelidade aos amigos do meu avô. Existe fidelidade como do cão ao homem, entenda-se ser humano? Observem que na maior decrepitude do homem, como mendigo ou ermitão, ou como um farrapo humano arrasado pelas drogas ou moribundo, ou em tantas outras situações de absoluta solidão do corpo e da alma, ainda resta um cão para lamber as feridas, planger consigo, defender-lhe ou ser sua derradeira amizade e companhia.

 

Além dos prosaicos Banzé ou o Totó de um amigo, os nomes são a expressão do que representam. Ganhei uma cadela pastor-belga, a Xuxa. Negra com a beleza da noite, mas trouxe o nome da “amiga dos baixinhos”. Ganhei um boxer com extensa árvore genealógica com duques e barões, sangue azul com nome humano – Danny! Seria uma alusão ao ator Danny Glover? Nunca soube, mas ele era de uma docilidade extrema comigo e com meus filhos. E apesar de ter vindo adulto, entrosou-se com eles e servia de cavalo canino para o Duda. Tivemos uma cadela Fox, a Kika. Presente de outro aficionado por Fox, o primo paterno Sérgio Franco. Seu pai, Ênio Franco trazia esse amor a essa raça especial. A Kika teve dezenas de filhos e netos. Presenteei amigos em vários municípios com descendentes da amada Kika. A sua extrema docilidade e olhar afetuoso acompanhava seu gracioso rebolado de felicidade ao nos ver.

 

Um filho da Kika foi o Grande e seu irmão de menor porte – o Pequeno. Outro dos filhos era pouco chegado às brincadeiras e mesmo com carinhos, saía de fininho – era o Arisco. E assim os nomes se sucediam. Como chegamos a ter mais de vinte, um ficou chamado de Sem Nome. Mas respondia alegremente sempre que chamado – Sem Nome, fiuuuiiii! Lá vinha ele alegre e aos pulos. O mais especial de todos certamente foi o Peludo. O nome é autoexplicativo. Um misto de pastor e collie que já marcou presença em outras colunas. Todos são especiais e creio que no Céu eles ocupem um espaço e uma atividade, pois eles precisam de nós e do nosso amor, mas talvez muitos de nós precisemos muito mais deles.

 

Denúncia!

 

Vários leitores tem alertado sobre a imensa quantidade de caminhões supercarregados de areia ou saibro de jazidas na zona rural de Viamão que ao retornarem carregados estão danificando seriamente o pavimento da rodovia RS 040. A cessionária esforça-se para recuperar os estragos, visíveis na quantidade de remendos. Perguntam se estariam havendo excesso de carga ou se a estrada não está apta para essa grande massa veicular pesada? Outros alertam que alguns motoristas desses caminhões da areia, assim como caminhões indo à Brahma, descem o grande declive na saída de Viamão em sentido da Escola Técnica de Agricultura em grande velocidade e na banguela. Têm-se dois pardais “inúteis” na RS 118 e ali nenhum controle de velocidade. O verão aumentará geometricamente o fluxo de veículos na RS 040 e os riscos de acidentes aumentarão da mesma forma. A matança no trânsito não é uma mera estatística, é uma grave realidade.

 

Sim, creio

 

Sim, falo ainda de saudades

Como quem semeia palavras

Para colher reencontros.

Ilustro vazios com imagens fraternais,

Projeto estações somente de chegadas,

Fujo da obscuridade dos horizontes ermos de abraços.

Desato nós de distâncias,

Lanço laços

Nos espaços iluminados da certeza.

Arrumo a mesa

Na plataforma antiga das confidências.

Deixo-me envolver pela cantiga mansa:

Vozes de acumuladas inocências das águas!

Despojo-me das mágoas

E dos caminhos que conheço,

Pois creio cegamente

No endereço do teu coração!

 

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

 

Renascimento!–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–24 Novembro 2010

11 Novembro 24 – 2010 – Renascimento – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Renascimento!

 

Em relação à crônica da semana passada, recebi diversas mensagens de solidariedade e infelizmente muitos relatos de vivências constrangedoras ou as preocupações nas abordagens policiais. Agradeço a todos. Recebi também a pronta mensagem do comandante da Brigada Militar em Viamão, Tenente-Coronel Alfeu Freitas Moreira que traz um texto estampado em outra página deste jornal. Em mensagem o presidente da OAB de Viamão, Dr. José Onofre Saikoski da Cunha, revela sua apreensão, põe-se à disposição e enaltece o relacionamento da entidade e da sociedade com o Tenente-Coronel Alfeu Moreira.

Lamentavelmente o cotidiano está repleto de dores por tristes desfechos em situações consideradas “simplórias”, como classificou com acerto o ilustre comandante. Seja numa discussão de condomínio, numa briga de crianças, numa rusga afetiva ou num banal incidente de trânsito, assim como em tantos outros que emergem na mente do leitor, a desgraça está à espreita. Quando ocorre violência, só restam perdedores. De qualquer lado. E tristezas! Certamente cada um de nós evoluirá depois de algum incidente desde que haja reflexão e entendimento. A juventude é pródiga na afoiteza. Está na sua essência e em qualquer atividade humana. Tanto no policial quanto no médico. Quantas vezes refletimos e concluímos que deveríamos ter feito diferente, pois nossos atos tiveram consequências indesejáveis aos nossos propósitos. Eis aqui a pedra angular de toda a nossa humanidade – a Vida! Nada mais importante e fundamental que a Vida. Aqui policial e médico confundem-se, entrelaçam-se na proteção e manutenção da Vida!

Entendo que a Brigada Militar é um bem necessário e inalienável ao cidadão e à sociedade. Jamais como sentem outros – “um mal necessário”. Se a corporação centenária é imensamente maior que qualquer um de seus membros, também é verdade que cada um de seus membros são as células que manterão esse corpo sadio. Mesmo uma gema preciosa pode ter arestas ou extremidades cortantes que precisam ser polidas habilmente e com perseverança.

Que o brigadiano e a Brigada sejam sempre o cidadão e a sociedade de farda. Aptos para “servir e proteger” – como é o lema de corporações policiais. Espero que o fato tenha despertado em todos nós uma consciência superior e que homens com o senso e o preparo do comandante Alfeu tragam e ampliem o sentimento de proteção que o cidadão deve ter na presença dos brigadianos. Assim como corrijam desvios, pois a Brigada Militar tem na razão de sua existência – o cidadão! Assim como conclamamos que os cidadãos jamais se calem diante de qualquer fato ofensivo ou agressivo, pois assim se constrói uma sociedade mais digna, justa e respeitável.

 

Dia da Consciência Negra – 20 de Novembro.

“- Não nos intimidam. Não nos assustam. Podem ter certeza de que o nosso mandato, durante esses oito anos e durante toda a minha vida, sempre vai ser em defesa dos que são discriminados. Não estou preocupado com segurança (Nota do Cronista: Segurança dele por ameaças de grupos neonazistas). Estou preocupado sim com que nós todos temos que caminhar juntos na construção de um mundo melhor para todos – afirmou o Senador Paulo Paim (PT-RS). Ele homenageou, em especial, os indígenas, os negros, a comunidade judaica, os palestinos, a comunidade cigana, e os que são discriminados por sua orientação sexual. Paim também afirmou esperar que o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, não seja lembrado apenas como data contra a discriminação ao negro, mas como uma data simbólica de combate a todo o tipo de preconceito.” (Fonte Agência Senado)

 

Dou-te este poema

 

Devolvo-te este poema: sim, é teu, clip_image002

tu o me deste quando um fiapo de luz

cortava a renda branca da tarde ensolarada!

De repente, ao som de tua voz emocionada,

refez-se o todo,

assim, como se da terra aparentemente adormecida,

surgisse o abençoado broto: promessa de vida!

És a própria graça concedida

através dos feitos que o tempo não devora.

Por saber-te,

jorra a nascente,

esparge-se o rio,

despetala-se o milagre de cada nova aurora!

Imagino teus olhos,

borboletas azuis sobrevoando estes versos!

Quantos universos

ressuscitas em minh’alma,

multiplicando as manhãs claras e a trajetória calma

deste poema que se alforria do meu peito.

Nada é temerário,

nada é imperfeito,

nem mesmo os grilhões

dos preceitos e das convenções

que nos mantêm em aparente distância!

Nem mesmo a ânsia,

– esta pequena invenção do amor,

é capaz de desafinar nossa sinfonia:

somos cordas finas de uma canção divina

tangendo notas harmoniosas de toda poesia!

Só o tempo, meu amado…

Só o tempo é escasso para o ofício de cantar-te,

Mas para a intensidade da arte,

não importa se a vida é longa ou curta demais:

este poema nasce feliz, e mais,

tornar-se-á doce ao peregrinar em teus lábios!

Os desígnios de Deus são infinitamente sábios:

seguirás rezando meus versos…

Eu rezarei nossas ausências…

Nossas saudades…

O sonho de concretizar nossos amores…

E um dia, na fronteira dos mistérios insondáveis,

Tu estarás à minha espera

com as mãos cheias de flores!

 

Lúcia Barcelos – Poetisa

A Face Hostil da Brigada Militar!– por Edson Oliveira – Jornal Opinião – 17 Novembro 2010

11 Novembro 17 – 2010 – A Face Hostil da Brigada Militar – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

 

A Face Hostil da Brigada Militar!

 

Vocês irão ler o relato deste médico e cronista que sofreu a abordagem de um brigadiano e que agora poderia estar engrossando as estatísticas cruéis da violência policial. O que eu passei poderá acontecer consigo ou com seus familiares ou amigos, como certamente já aconteceu com diversas pessoas que ou morreram ou estão mutiladas por “procedimentos policiais”. Outros serão os sobreviventes!

Dia 09 de Novembro, terça-feira passada, passando das 14 horas e saindo de uma cirurgia do Hospital de Viamão, dirigi-me ao meu consultório. Naquele momento iniciava-se a ventania do temporal. Parei o carro em fila dupla na Rua Cirurgião Vaz Ferreira defronte à Galeria Zavarize, onde tenho consultório há trinta anos. Desliguei o motor e acionei o pisca-alerta e comecei a discar o celular para falar com a secretária Clarice. Eis que neste exato momento um brigadiano cruzou a rua vindo da esquina do Mate Amargo (loja) e veio ao veículo. Abaixei o vidro.

– Cidadão! É proibido estacionar aí. Retire o veículo.

– Sei. Já vou sair. Tudo bem. – estou em meu Corolla com placas de Viamão. E para quem não me conhece pessoalmente, sou quase idoso e estava com a camisa branca que também uso como jaleco profissional.

– Cidadão! Retire o carro! – com aumento da voz e agressividade estampada.

– Tudo bem, já vou sair! – mas como demorei um momento para acionar a ignição e sair, o tom de voz e o semblante daquele jovem fardado e armado tornou-se muito mais agressivo. Abriu um passo para seu lado direito, ficando atrás da coluna do carro, talvez para se proteger de uma possível agressão deste “cidadão” e segurou a coronha da arma na cintura e…

– Documentos do veículo e habilitação! – preparado para possível combate.

Caiu-me a ficha, no jargão popular, e lembrei-me das aulas de sobrevivência do Professor Magaldi e coloquei as mãos sobre o volante em local visível. Continuava com a ignição desligada. Com a mão esquerda busquei a carteira no bolso traseiro e trouxe-a ao volante. O brigadiano continuava em posição de saque da arma. Peguei o documento do carro lentamente e sempre com as mãos visíveis e fiz menção de entregar-lhe…

– Abra e mostre! – exigiu.

Abri e mostrei. Disse-lhe apontando para minha roupa que era o médico que estava do lado do seu consultório e precisava falar com a secretária e parei um momento em fila dupla porque não havia nenhuma vaga disponível. Repeti vagarosamente as frases sem manifestar movimentos bruscos ou encará-lo o que poderia ser considerado desacato ou desafio de sua autoridade e poder – até de vida ou de morte para este “cidadão”. O mais perigoso agressor, com ou sem farda, é o jovem, inexperiente e afoito. Eu estava a sua mercê. Alguém pode dizer que ele estava executando os procedimentos policiais para sua proteção e da sociedade e pode não ver ameaça à vida do “cidadão”. Mas certamente ninguém gostaria de ser assim tratado. Assim com o treinamento que a Brigada Militar fornece jamais estaria contida a ameaça ou o uso de força desproporcional ao “oponente” – acredito.

Examinem o que ocorreu e pensem nas pessoas que tombaram sem serem criminosos. Daí vem o sentimento que grande parcela da sociedade tem do policial – medo! Alguns indivíduos persistem em denegrir uma corporação centenária de inquestionáveis serviços prestados. Para estes a filtragem será estabelecida pela própria corporação expurgando-os de seus quadros ou desafiará alguém que responderá com o mesmo ódio. Muitos são valentes (!) contra o “cidadão” honesto, trabalhador, desarmado, mas quem já trabalhou em Emergências vê como esses valentes reagem a outros “mais valentes”…

Agradecimento: Agradecemos aos familiares, amigos e demais pessoas que se solidarizaram conosco pelo falecimento do meu sogro Waldeliro Antunes da Cunha no dia 10 de novembro passado.

 

Poema nostálgico

 

Tímidas e carinhosas, as palavras presas

palpitam expressões, pulsam certezas

de quantas saudades podem compor

com as pequenas alegrias de outrora!

Pois é tão eloquente, tão doce e singular a hora

em que a lua incendeia o horizonte já sombrio. clip_image002

Mas não importa se é calor ou frio…

Importa, sim, a renovada emoção, o arrepio:

a surpresa de encontrar luz no abraço de um amigo!

Lúcia Barcelos – Poetisa

 

Evento

 

Eu não me convoquei para este evento.

Vim numa ponta de asa do acaso,

soprada pelo vento,

e pousei na maresia

da eterna poesia

que vaga pela rua.

Minha certeza

está trêmula e nua

e debaixo da mesa.

Mas se me queres tua,

Compreenda que tenho os pés no chão

e os olhos na lua!…

  Lúcia Barcelos – Poetisa

O Oráculo do Opinião II e Dona Zulmira–por Edson Oliveira–Jornal Opinião–10 Novembro 2010

11 Novembro 10 – 2010 – O Oráculo do Opinião II – Dilma Rousseff

O Oráculo do Opinião II e Dilma Rousseff!

            Alguns trechos de crônicas já publicadas:

Exemplo 1.

– E o que tu acha da Dilma? A Dilma Rousseff que tá lá em Brasília segurando as broncas e pra “deixar homem trabalhar”? Trabalhar mesmo não sabemos. Mas é bom demais de gogó. Se fosse por ela esse apagão dos aviões estaria resolvido. Mas o presidente conserva a múmia do Valdir Pires. Incompetente uma barbaridade, só que venceu o ACM na Bahia. Onde aquela mulher bota a mão tudo funciona melhor, não acha? Aqui no Estado, no Ministério e agora é essa mãezona do Lula. Essa trabalha e não faz balaca. Sem ela e o Tarso, a vaca do Lula tinha ido pro brejo com aquela turma de Sampa. – continuou seu discurso emocionado pela Dilma,… (Maio 2004)

Exemplo 2.

Curiosamente quando seus mais íntimos amigos e companheiros de toda uma vida política tiveram que ser tirados do cargo e luzes do poder, Lula buscou uma blindagem entre três gaúchos de nascimento e/ou espírito – a ideologia do guru Marco Aurélio Garcia, a articulação política e pública de Tarso Genro e a capacidade administrativa sem a necessidade de palco de Dilma Rousseff.  (Janeiro 2007)

            Exemplo 3.

Observem como o presidente Lula buscou a competência e a blindagem dos sulistas para o exorcismo da corrupção e da solidão do poder – Tarso Genro, Dilma Rousseff, Marco Aurélio Garcia (…) e agora por Nelson Jobim. (Agosto 2007)

            Exemplo 4.

“Um país sem projeto é um país sem futuro.”

Ministra Dilma Rousseff – Veja no. 38 Ed. 2027

Frequentemente tenho citado nesta coluna a ministra Dilma pela sua capacidade operacional. Podemos trazer a sua frase para a nossa realidade local. (Outubro 2007)

            Exemplo 5.

– Dr. Edson diz aí os números da mega-sena? Então uma mais fácil – quem vai ganhar em Viamão? – sorridente e aos brados.

Refeito do susto inicial. Acompanhei o sorriso e mostrei espanto com as perguntas. A resposta veio rápida.

– O senhor foi a primeira criatura viva no Brasil a escrever em jornal que a Dilma Rousseff seria a nova Presidente do Brasil. Nem o companheiro Lula ainda sabia disso. Nem a Veja se ligou nisso. O senhor já traçava o perfil de administradora dela deste os tempos do Rio Grande, do Ministério e depois que botou a casa em ordem apesar dos aloprados continuarem dando estercadas (nota: mudei o termo original). E não foi uma única vez… – dizia-me com os olhos cravados nos meus.

Interessante. Mas verdadeira a observação deste e-leitor. Disse-lhe que realmente não foi um mero exercício especulativo ou treinamento para pitonisa e sim o resultado das observações sobre o comportamento e capacidades dessa mulher. (O Oráculo do Opinião –Abril 2008)

Nota do Colunista!

Agradeço aos elogios de leitores desta coluna por termos feito essa caminhada de observações e descobrimentos da senhora Dilma Rousseff e da sua afirmação como a primeira Presidenta do Brasil de Todos Nós! Que não haja derrotados ou vitoriosos, somente brasileiros esperançosos torcendo pelo melhor para o Brasil e para todos nós.

 

Guerreiros Anônimos!

Zulmira Andrade dos Santos – Dona Zulmira! –

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Agora em 27 de Dezembro estará completando mais um aniversário, caminhando célere aos 90 anos com a graça de Deus e a humildade, perseverança, dignidade e amor com que tem cuidado de gerações de viamonenses e de outras paragens. É talvez a última benzedeira da cidade. Carrega em seu coração e em suas mãos todo o sincretismo religioso do povo brasileiro. Para muitos milhares de nós tem sido uma outra mãe-avó de amor e carinho sempre presente nas situações de apreensão e dor. Tantas vezes deixando de lado seus sofrimentos para auxiliar quem a procura. Dona Zulmira é muito mais que uma Guerreira Anônima, é uma Heroína que nos ama e encanta e ora!

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas! 03 Novembro 2010 –Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião

11 Nov 03 – 2010 – Pegadoras e Cachorronas e Canalhas – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Pegadoras, Cachorronas e Canalhas!

 

A

 sociedade muda ou mudam as terminologias? Ambos? Pois se durante milênios existiu o que foi chamado biblicamente de “a mais antiga das profissões” para classificar a prostituição em suas mais variadas e lascivas formas. Quando o mundo se socializou e os sindicatos ocuparam o espaço representativo de todos os gêneros e graus de trabalhadores, restou uma parcela de mulheres (machismo isso!) classificadas como trabalhadoras no ou para o sexo. Com carteira assinada e direitos sociais inerentes à profissão exercida. Mas um contingente humano persiste na obscuridade do sexo vendido, alugado ou exercitado por prazer ou gana. O advento da pílula anticoncepcional alavancou essa realidade antes nas sombras das alcovas. E desse contingente um sem número jamais admitiria estar encaixado na prostituição. Nem na devassidão. Para muitos o romper dos grilhões da sexualidade restrita, passou direto da liberdade sexual para a libertinagem escancarada.

 

E as denominadas de “Pegadoras” estão nesta selva que sofreu o desmatamento pubiano e na linguagem do estuário funk e assemelhado são as predadoras. Saem para caçar e tal qual a antológica letra musical do “carcará pega mata e come” contam as suas proezas sexuais como os antigos pistoleiros que somavam os louros (e louras também) de sua espécie. Sabe-se que muitas começaram seu treinamento com o “fica”. E realmente “ficavam” com vários numa noite ou final de semana. E fora das baladas elas também representam uma ameaça importante para àquelas mulheres que querem e teimam em preservar seus homens. Algumas agem em alcateias, geralmente com a fêmea alfa orientando o grupo. Outras são caçadoras solitárias em festas, shoppings, bares ou qualquer lugar onde a presa desejada esteja visível ou farejável.

 

E as “Cachorronas”? Neste grupo estão as fêmeas aditivadas. Malhadíssimas. Físicos esculpidos a suor e lágrimas, muito exercício e algum aditivo especial. Conhecidas por seus nomes associados com frutas ou outro apelo ecológico. – É a Mulher Melancia? – É por aí! Qualidade ou agravo – “melancia nunca se come sozinho” – dizia com o cenho franzido um filósofo do cotidiano viamonense. Como seio não cresce com ginástica ou musculação, generosos silicones aperfeiçoam a figura apolínea. Seria um contrassenso buscar e inspirar-se na suprema forma de masculinidade num corpo feminino? Acrescentam os “entendidos” e versados – são “boas de casca e ruins de miolo” ou tem muito “fardamento, mas jogam pouca bola”!

 

– E onde entram os canalhas? – aguça-se o intrépido leitor. O canalha está inserido neste universo como tinta está em tatuagem. É uma espécie de predador masculino. A mídia estampa jogadores de futebol que preenchem com absoluta precisão vários graus e estirpes de canalhas. E há desde o tipo “mineirinho” até aquele em que “a propaganda é a alma do negócio”. Para muitos “a irmã, mãe ou esposa do amigo é como um violino” – usando a sabedoria popular. O tema é vasto, mas tentamos colorir e pincelar parte desta gigantesca tela.

 

Guerreiros Anônimos!

Todos nós conhecemos pessoas que fazem a diferença na sociedade. E geralmente ficam no anonimato. Muitas são os para-choques de muitas atividades essenciais para a população e passam como seres transparentes quando a gratidão ou o agradecimento deveria ser a regra primeira. Mas que no dia a dia sofrem com as carências do sistema e recebem muitas ofensas gratuitas. Algumas criaturas ainda explicam-se: – Eu estava nervoso(a) naquela hora! Teria valor se fosse desculpar-se pessoalmente e com a dignidade do arrependimento real. Mas é da vida e da pouca iluminação das criaturas. clip_image002

Maria Elísia – Margarete – Neiva – Líria – são algumas das trabalhadoras essenciais que se doam diariamente na Unidade Sanitária do Centro de Viamão. Essa é uma pequena homenagem para elas e para todos os trabalhadores em Saúde na cidade de Viamão.

 

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